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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A Critica a Educação Brasileira




Por: Bruno Ferreira


          O Brasil conquistado e colonizados por portugueses aqui trouxeram sua forma de pensar e de educar, o plano de colonização tem em seu fundamento apenas colonizar a terra do Brasil como sendo uma grande empresa a ser explorada e vendida para o restante do mundo,  infelizmente esse pensamento permanece ainda ate os dias de hoje.
          E por isso podemos entender que o processo de educação e colonização   que  foi imposto no Brasil e para  controlar o grau de nossa tecnologia e avanços. 
        Esse controle e feito por meio de grandes corporações internacionais e governo de países centrais como Inglaterra, estados unidos e China.
         O projeto de um Brasil grande poderoso e independente passa sem dúvida nenhuma pela educação, esta que sem dúvida vai criar novas mentes para pensar o futuro, porem isso não acontece como deveria ser no nosso pais.
        A educação no Brasil não e para todos apenas alguns consegue de fato ter uma forma descente de educação que possa ser de fato emancipadora, a educação brasileira e excludente desde os primeiros anos até a faculdade.
       Não podemos comparar a educação de uma creche primaria pública no Brasil com uma privada da mesma forma no que refere-se em outros níveis e graus da educação, tirando apenas a faculdade publica esta permanece com seu nível e faz ter provas chamadas de “vestibulares” para o acesso a um determinado curso.
       A qualidade da educação está direcionado ao grau de cada classe no Brasil como em outros serviços tudo o que e bom e funciona no pais,  passa pelo quanto cada cidadão pode pagar para que de fato possa receber um serviço de qualidade, já que o estado segue a cartilha do FMI, para o investimento e planejamento da educação e não busca parar de pagar juros aos banqueiros e investir na educação e outras áreas criando uma crise de qualidade que atinge a todos os brasileiros.
      O país ano após anos vê índices péssimos na educação, tudo isso pela falta de planejamento dos governantes que perpetua  e também a desigualdade social e intelectual do Brasil afim de manter a grande massa adestrada, criando um pais de desiguais e de ignorantes, agora estamos vendo diariamente a falta de profissionais em diversos setores assim como também despreparados.

       Ao olhar para o futuro devemos temer a nossa intelectualidade nacional, devemos ter medo de nossos políticos que pensam o pais pequeno e  submetidos a uma ordem mundial de apenas meros protagonistas, esquecendo nossa cultura, riquezas naturais e visão de mundo deixando um povo a mercê de uma vida melhorar e presos em uma caverna.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Objetivo do Blog

 O blog história Total foi criado com o intuito de informar sobre os fatos da História, de forma que possa levantar no leitor  interesse sobre a História e os acontecimentos que nela ocorre e ocorreu.

  O blog foi criado pelo Historiador Bruno Ferreira que conta com alguns colaboradores, para publicar artigos e textos. E também informar sobre acontecimentos na área da educação tudo isso faz parte das nossas publicações.

Ajudar o leitor e aluno a compreender a Ciência História.

 Por: Bruno Ferreira 


Read more: http://historiabruno.blogspot.com/p/sobre-o-blog.html#ixzz52HFSin7g

Agradecimento 2017






Por: Bruno Ferreira 


Olá Caros Amigos, alunos e leitores do blog Historia Total querida aqui agradecer a voces por estarem sempre participando do blog e gostaria de agradecer pelos inscritos no meu canal no you tube que só vem crescendo a cada dia.

Feliz Natal e Um otimo ano de 2018 pois a historia não pode parar, anda mais nesse ano de 2018 que vai ser decisivo para nós brasileiros.

Obrigado

Video Aula sobre os Atentados Terroristas.


Dicas Para Estudar



1) Fazer intervalos Nada de passar horas e horas seguidas estudando, períodos longos de estudo contínuos não funcionam. Divida o seu estudo em períodos curtos e faça pausas entre eles. Isso tem a ver, sobretudo com as horas de sono e descanso. Durante o sono seu cérebro consolida as memórias obtidas do dia anterior ao nível das sinapses, isto é, as 
conexões entre neurônios que são responsáveis por reter e armazenar as informações.

2) Dormir bem Estudos de neurociência têm revelado a importância do sono para o aprendizado. Diferente do que muitos pensam, o aprendizado não ocorre somente quando se está acordado. Durante o sono as sinapses continuam trabalhando repassando toda informação adquirida durante as horas de sono consolidando esta informação e ficando ainda mais fortes. Por isso, nada de passar a madrugada inteira estudando para uma prova no dia seguinte, isso não funciona, durma bem antes das provas, e você se lembrará muito melhor de tudo que estudou. 

3) Variar os ambientes de estudo Estude a mesma matéria em locais diferentes, como, por exemplo, no quarto, na biblioteca, na sala, no café da livraria, no parque. Isso fortalece as memórias, o cérebro relaciona as informações que você está estudando com as informações que estão à sua volta: sons, imagens, sensações e até cheiros ajudam a criar memórias mais fortes e ajudam a mantê-las.

 4) Fazer esquemas Você passa horas lendo e sublinhando todo o texto? Pintar a página inteira com caneta marca-texto não é a maneira mais eficiente de compreender os conceitos mais importantes da matéria. Faça esquemas com as palavras-chave do texto. Vale usar setas, balões, o que for. Isso ajuda o seu cérebro estabelecer relações a compreender e definir as informações mais importantes que você deve reter sobre aquele tema.

 5) Explicar em voz alta Não fique na leitura silenciosa. Fale, explique a matéria em voz alta para outra pessoa ou para si mesmo. Quando falamos em voz alta, ensinando aquilo que acabamos de estudar, obrigamos o cérebro a fazer todo exercício mental, que exige pensamento organizado, lógico e coerente – isso fortalece nossas memórias. Divida seu tempo de estudo em 30% de leitura e 70% em voz alta. 

6) Praticar com exercícios Assim como você não deve ficar só na leitura passiva, também não deve ficar só na teoria, exercite seu conhecimento: Faça exercícios Responda perguntas Refaça questões de exames anteriores Reveja suas provas, principalmente para corrigir o que errou. Exercícios são importantes, porque o coloca em um ambiente similar ao da prova, porque ele mostra suas falhas e o que você tem que rever e aprofunda. Chegamos ao fim! Estas dicas vão tornar seu estudo mais eficiente, tenha certeza. Lembre-se também que, na hora de estudar, fuja de tudo que distraia sua atenção: desligue telefone, som, celular e saia das redes sociais. Boas provas e bons exames!

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/dicas-para-estudar/ - Blog: Ensinar História -
Joelza Ester Domingues

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Independência do Brasil


Este artigo foi feito de para o sistema Poliedro de Ensino, de São José dos Campos (SP).

Brasil uma Nação Independente ou Dependente?

Por: Bruno Ferreira


         No dia 07 de setembro de 1822, no riacho do Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro I mudaria para sempre a história do Brasil, de um país dependente politicamente e economicamente, de sua metrópole Portugal, passando a ser um país independente politicamente, porém, tudo isso não ocorre por acaso, ou do dia para a noite. Tudo isso passa por um processo que culminaria na proclamação de independência.
        O processo de independência do Brasil começa em 1808, com a vinda da família real portuguesa ao Brasil. A fuga da corte para o Brasil tem relação com o processo de expansão que Napoleão Bonaparte fazia por toda a Europa, uma das suas táticas era enfraquecer a Inglaterra economicamente por meio do fechamento dos portos através do bloqueio continental. 
          Para isso, ou Portugal guerrearia com o exército de Napoleão, ou se renderia e a corte seria deposta, porém Portugal tinha uma relação próxima comercial com   Inglaterra e uma nova solução foi proposta. Para contribuir com essa ideia, o Jornalista Laurentino Gomes relata em seu livro 1808 o momento da decisão da vinda da família real.

No dia 30 de setembro, se reunia no palácio da ajuda, em Lisboa, o Conselho de Estado finalmente recomendou que o príncipe regente preparasse seus navios para partir. No começo, pensou-se em enviar para o Brasil somente o príncipe da Beira, como era chamado o filho mais velho de D. João. Aos Oito anos, o futuro imperador Pedro Ido Brasil era o herdeiro natural do trono português. D. João chegou a assinar, em 2 de outubro de 1807, uma proclamação ao povo brasileiro, pedindo que recebesse e defendesse o príncipe. Rapidamente, no entanto, o plano evoluiu para algo mais ambicioso: transferir a corte inteira com o governo, os funcionários e o aparato do Estado. Em resumo, toda a elite portuguesa. (Gomes, 2010, p.50)

         A alternativa encontrada portanto por D. João VI, naquela ocasião, príncipe regente de Portugal, foi transferir para o Brasil a corte portuguesa depois tratativas feitas com a Inglaterra a corte portuguesa embarcou rumo ao Brasil.
         A chegada da corte na Bahia mostra o primeiro ato político e econômico de D. João a abertura dos portos as “nações amigas” extinguindo o monopólio do comercio colonial. Nesse ato, D. João aponta uma emancipação econômica do Brasil ao mesmo tempo uma aproximação com a Inglaterra e uma dependência com essa potência, já que o Brasil tornava-se um novo mercado consumidor dos produtos ingleses.
         Os interesses ingleses superam a abertura do portos do Brasil, a Inglaterra consegue, em 1810, o tratado de Comercio e Navegação, que reduzia para 15% a taxa alfandegária sobre seus produtos, sendo mais baixo que as taxas dos demais, até mesmo de sua metrópole, que pagava 16%, os demais pagam 24% de taxa.
         O processo que o Brasil passa a partir da chegada da família real, traz mudanças econômicas, culturais, políticas e estruturais ao Brasil e também a nova capital do império português, o Rio de Janeiro. Com a chegada da corte a cidade, D. João organiza uma nova estrutura administrativa, novos órgãos públicos, como de justiça, criou também o Banco do Brasil, as mudanças feitas fisicamente na cidade do Rio mostra a precariedade que era o Brasil.
         O Ato que consolidaria a importância do Brasil para os portugueses e para o mercado externo foi feito no ano de 1815, onde o Brasil foi elevado a reino unido de Portugal e Algarves, deixando a condição de apenas uma mera colônia e passando a ter importância administrativa e política.
         Correntes de emancipação política vinha desde da inconfidência mineira e baiana, agora, era vez de Pernambuco, que em 1817, eclode a revolução pernambucana. Os motivos foram além dos altos impostos para sustentar a corte no Brasil, uma grande seca em 1816 e também a queda do preços do açúcar e do algodão.
        Os Revoltosos de Pernambuco eram de consenso a proclamação de uma republica com ideais iluministas, esse grupo chega ao poder em Pernambuco, porem D. João VI combateu de forma violenta a revolução enviando tropas, armas e navios. Os rebeldes acabaram entregando-se e os líderes revoltosos condenados a morte.
        Outra revolta iria estourar e dessa vez seria em Portugal, a “revolução liberal do porto”, que ocorre graças ao descontentamento de comerciantes e grupos políticos que espalhou-se por toda Portugal, essa revolução tinha o objetivo, além da volta do Rei, limitar os poderes reais por meio de uma nova constituição e também recolonizar o Brasil.
        O rei D. João queria permanecer no Brasil, porem tropas vieram ao Brasil forçar a partida de sua majestade, deixando em seu lugar o seu filho, D. Pedro. O monarca português percebe o crescente grau de autonomia que o Brasil estava alcançando.
        O Jornalista Laurentino Gomes refere-se a esse momento em seu livro 1822,

Em abril de 1821, D. João VI embarcou de volta para Lisboa. Antes de Partir, recebeu do ministro Tomas Antônio Vilanova Portugal uma carta em tom profético: “A União de Portugal com o Brasil não pode durar muito. Se Vossa Majestade tem saudades do berço de seus avós regresse a Portugal; mas se quer ter a gloria de fundar um grande império e fazer da Nação brasileira uma das maiores potencias do globo fique no Brasil. Onde Vossa Majestade ficar, é seu; a outra parte há de perder

        A partir da volta do Rei a Lisboa, o Brasil acelera o processo de independência pois já não suportava mais a pressão política que pressionava o príncipe e restringia a autonomia da colônia e de D. Pedro, pressionando por sua volta, a elite brasileira organizam para não perder sua autonomia administrativa apoia a permanência de D. Pedro.
         Foi criado o partido brasileiro com pessoas de prestigio como José Bonifácio, Cipriano Barata e Gonçalves Ledo. O partido conseguiu 8 mil assinaturas para que D. Pedro não voltasse para Portugal.
       Ao receber o documento, no dia 09 de janeiro de 1822, D. Pedro diz a famosa frase “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico.” Essa data ficou marcada para a história como o dia do fico, pois D. Pedro permanece no Brasil, e que as ordens vindas de Portugal só seriam obedecidas mediante sua autorização.
       A partir do momento da chegada da corte com a abertura dos portos, as transformações estruturais feitas por D. João VI no Brasil, e a crescente insatisfação de comerciantes em diferentes parte do Brasil e em especial Pernambuco, o Brasil mostrava a crescente busca pela independência, fatos como a desobediência de D. Pedro em permanecer no Brasil mostra que em breve o Brasil iria tornar-se independente de Portugal.
         Outras medidas adotadas por D. Pedro mostrava esse caminho como a expulsão de soldados portugueses do Rio de Janeiro, a nomeação de Jose Bonifácio como ministro, sendo este um brasileiro. D. Pedro buscava o apoio de proprietário rurais, alto funcionários e comerciantes para legitimar a independência e a criação da primeira monarquia nas américas.
          O estopim para a independência de Portugal foram as medidas de Portugal em continuar a limitar autoridade de D. Pedro no Brasil, ele não acatou as ordens e, em 07 de setembro, voltando para Rio de Janeiro no riacho do Ipiranga em São Paulo, D. Pedro I proclamava a independência do Brasil.

          Segundo o Historiador Boris Fausto p. 134 “O Brasil tornava-se independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português.”

         O Brasil passava de colônia a império. As estruturas coloniais permaneciam as mesmas, os mesmos empresários brasileiros, políticos e elite o que mudava era que o Brasil não tinha mais vínculo político comercial com Portugal, porém, para que a independência do Brasil consolida-se, demoraria mais alguns anos.
           Para que a independência política consolida-se de fato, o Brasil enfrentaria problemas internos, pois apenas São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro aceitaram de pronto a proclamação, o restante das províncias continuaram a obedecer as ordens da Metrópole. As tropas lusas foram mantidas nessas províncias desencadeando as guerras de independência.
         A resistência mais forte foi na província da Bahia com a chegada do General português Madeira de Melo, essa nomeação era pra conter o processo de independência no Brasil. Madeira chegou a Bahia com reforços e com a chegada dos soldados expulsos do Rio de janeiro, a Bahia era o local que os portugueses tinham maior contingente militar.
         Os brasileiros expulsos da província da Bahia refugiaram no recôncavo baiano e lá faziam pequenos ataques as tropas portuguesas localizadas na capital. D. Pedro contratou comandantes militares estrangeiros, em 1823 os portugueses ainda estavam em salvador, porem enfraquecidos diante de diversos ataques militares. A situação ficou pior com o bloqueio da Baia de Todos os Santos, onde a recém criada marinha real brasileira bloqueou os recursos, logo as forças portuguesas, abandonaram a Bahia em 2 de julho de 1823.
        Nas guerras de independência ainda ocorreu a batalha de Jenipapo no Piauí organizada pela liderança do Major João José da Cunha Fidie, e suas tropas venceram o combate, porem enfraquecido refugiou-se em São Luiz e por meio de reforços vindos da frota naval brasileira, sitiaram a cidade de São Luís, os portugueses renderam-se em 31 de Julho de 1823.

Um mito recorrente sobre a independência do Brasil diz respeito ao caráter pacifico da ruptura com Portugal. Por essa visão, tudo teria se resumido a uma negociação entre o rei D. João VI e seu filho D. Pedro Com algumas escaramuças isoladas e praticamente sem vítimas. É um erro. A guerra da independência foi longa e desgastante. Durou 21 meses, entre fevereiro de 1822 e novembro do ano seguinte. Nesse período, milhares de pessoas perderam a vida em roças, morros, mares e rios em eu se travou o conflito.  (Gomes, 2010 p.163)

      O processo de independência ainda não acabou faltava o reconhecimento por parte da metrópole como um pais independente porem outros países reconheceram prontamente a independência é o caso dos Estados Unidos, o primeiro pais a reconhecer independência do Brasil. Essa rapidez é associado a sua doutrina Monroe “a américa para os americanos”.
        Depois, o México e a Argentina, em 1825. A França foi o primeiro país da Europa a reconhecer a independência do Brasil. Portugal não queria aceitar a independência. No entanto, com a ajuda da Inglaterra, os dois países chegaram a um pacto: Portugal reconheceria a independência, e em troca o governo britânico exigiu que o Brasil pagasse um débito de 2 milhões de libras que Portugal devia a Inglaterra. Para pagar a indenização para Portugal, o Brasil pediu um crédito a Inglaterra. O Brasil aumentou a sua dívida externa, e a Inglaterra conseguiu lucros com o acordo.
         Observamos a forte influência de outros países no processo de independência do Brasil, buscando sempre ganhar vantagens comerciais nesse processo, a Inglaterra, senhora dos mares, durante séculos começa a articular o seu domínio global em busca de uma forte influência comercial em todo globo. O Brasil fazia parte dos seus planos, vemos a forte influência dela na vinda da família real, na arbitrariedade em busca de vantagens em taxas alfandegarias e na busca por deixar o pais sempre dependente de artigos industriais.
         A partir do século XVIII, os Estados Unidos busca por meio de uma estratégia política bem delimitada, o controle comercial do continente americano influenciando o continente, também por meio de sua independência em 1779.
          A influência dos Estados Unidos por meio do seu processo de independência é um marco na história mundial, pois mostra um caminho para os seus vizinhos. De fato esse novo caminho seria uma certa dependência comercial e mais tarde industrial e tecnológica das colônias do novo continente, inclusive o Brasil, a nova potência que surgia na américa do norte.
          Antes mesmo do domínio dos Estados Unidos a Inglaterra mostrava suas garras pelo globo com a expansão comercial e industrial. O Brasil alcançou sua independência em 1822, por meio de acordos entre as elites em busca de vantagens comerciais, porém o povo não viu grandes transformações sociais, permanecendo o Brasil um país fornecedor de matérias primas e escravocrata, independente politicamente porem dependente economicamente da Inglaterra e futuramente dos Estados Unidos
          O Brasil além de um dívida externa via o seu mercado industrial praticamente nem existir diante da forte oferta de produtos ingleses em todo o território, o processo fica dependente industrialmente graças a falta de capacidade de pensar. Um pais economicamente e educacionalmente forte para enfrentar as mudanças tecnológicas no final do século XIX, o país enfrenta o processo de formação de uma suposta republica formada às pressas devido a defasagem do seu sistema político. Setores do exército e da sociedade organiza em busca dar o golpe conhecido como “Proclamação da República” que vai ocorrer em 15 de novembro de 1889 por meio do Marechal Deodoro da Fonseca.
          Olhando para o momento histórico que o Brasil passou em busca da independência política e econômica, e analisando a história até os dias de hoje, ocorre sempre uma indagação sobre de fato o país é independente ou Não?
          Existe diversas maneiras para olharmos o processo de formação da Nação brasileira por meio de sua cultura, econômica, política e tecnológico. Partido do ponto de vista cultural, o Brasil formou uma das nações mais ricas culturalmente com a miscigenação de diversas etnias e identidades. A miscigenação de Índios, Negros e Brancos fez nascer um povo rico culturalmente e formando uma cultura rica e independente de qualquer outra forma existente, porem no final do século XX e XXI foi influenciada por culturas de países com uma economia forte, é o caso dos Estados Unidos, Japão e países europeus.
         A partir daí, vemos uma crescente influência cultural, tecnológica na vida dos brasileiros dos séculos XX e XXI. O Brasil apesar de possuir uma rica identidade, sofre a pressões econômicas e de países desenvolvidos no cenário da globalização, faz pressionar toda a vida social, cultural, e principalmente econômica do Brasil. Ao observarmos a forte presença econômica de agentes estrangeiros no Brasil, a partir da independência e a falta de um projeto nação calçado em alicerces em que a população possa, de fato, enfrentar os problemas sociais e alcançar a verdadeira independência.   O Brasil permanece até os dias de hoje sofrendo por não ter um projeto nacional consistente que busque a independência de fato, para contribuir com essa ideia vejamos a citação de Darcy Ribeiro.

O Brasil foi regido primeiro como uma feitoria escravista, exoticamente tropical, habitada por índios nativos e negros importados. Depois, como um consulado, em que um povo sublusitano, mestiçado de sangues afros e índios, vivia o destino de um proletário externo dentro de uma possessão estrangeira. Os interesses e as aspirações do seu povo jamais foram levados em conta, porque só se tinha atenção e zelo no atendimento dos requisitos de prosperidade da feitoria exportadora. (RIBEIRO, 2006, p. 404)

       Observamos que desde os tempos da colônia, o Brasil é introduzido como uma colônia exportadora e dependente de produtos industrializados, sendo ele, inserido de forma dependente de um sistema econômico globalizado, onde sua econômica está sendo controlada por atores globais como é o exemplo das grandes corporações multinacionais e transnacionais no séculos XX e XXI
        A forte competição internacional de produtos chineses, a maioria desses produzidos por uma mão de obra escrava, faz com que o Brasil seja prejudicado por uma competição comercial de alta escala. Além disso, somos dependentes de uma massa de investidores estrangeiros, que ao ver perigo político ou econômico, são os primeiros em tirar seus investimentos do território nacional.
         Somos também dependentes de tecnologias em diversas áreas como militar, medicamentos e equipamentos, tudo isso, por não ter a capacidade de investimento em pesquisa e em educação.
          Além de sermos dependentes hoje de todo esse sistema econômico injusto temos uma classe política que pouco pensa no Brasil a longo prazo, vivendo de beneficies dos seus cargos enquanto a população em sua maioria, carece de educação, saúde, segurança e assistência social.
          O Brasil, apesar de ter conseguido a sua independência política de Portugal em 1822, permanece até os dias de hoje dependentes de um sistema político e econômico, onde está sempre prejudicado e onde o povo carece de recursos para que de fato possa ser uma grande nação. Somos um povo mestiço uma nação rica de recursos naturais e culturais, porém não temos planejamento a longo prazo e nossos líderes políticos pensam do mesmo modo que os nossos colonizadores, onde o Brasil continua a ser uma colônia de exploração exportadora de bens primários e mão de obra barata.
           Porém, apesar das mazelas históricas do Brasil e da nossa submissão política e econômica, busquemos meios para a soluções dos problemas que enfrentamos diariamente, o povo brasileiro construído em uma base de mestiçagem fez construir um dos mais importantes povos da humanidade, sejamos positivos como e o nosso grande pensador antropólogo Darcy Ribeiro.

O Brasil e já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso auto-sustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como um nova civilização, mestiça e tropical. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta a convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da terra. (Ribeiro, 2006, p.411)

         Por fim, obtemos um visão sobre a independência do Brasil, passando a entender um processo que pode ter terminado com o reconhecimento de Portugal como um país emancipado politicamente e administrativamente, mas, que permanece a séculos, dependentes de um sistema econômico imposto por grandes potencias globais. A construção do povo brasileiro é marcada por conflitos políticos, golpes e intervenções militares. A democracia chega tardia em nossa terra tupiniquim, e vemos que nossa dependência econômica, social, política é estrutural graças a nossa forma de colonização que e exploratória, cabe, apesar das dificuldades estruturais, nos inventar e construir buscando novos caminhos para o nosso desenvolvimento baseado em uma visão independente de fato, onde o povo possa participar de forma emancipadora e democrática do Brasil.


Por: Bruno Ferreira Graduado em História, Pós Graduado em História Política Econômica e Cultural e Educação Gestão e Planejamento da Ead, Criador do Canal História Total e do Blog: historiabruno.blogspot.com



Referências Bibliográficas


Fausto, Boris. 1930 – História do Brasil / Boris Fausto. 2 ed. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Fundação de desenvolvimento da Educação, 1995.

Ribeiro, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil/ Darcy Ribeiro. – São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Gomes, Laurentino. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a historia de Portugal e do Brasil/  Laurentino Gomes. – 3 ed. – São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2009.

Gomes, Laurentino. 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil, um pais que tinha tudo para dar errado/ Laurentino gomes. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.