Curso Historia Total

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Curso Completo Historia Geral e do Brasil https://wa.me/5517996492844

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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Mercantilismo



 Mercantilismo foi um conjunto de práticas econômicas que surgiu na Europa, a partir

do séc. XV, baseado na busca de desenvolvimento econômico de um país através do

acúmulo de riquezas. Durante a Idade Média, a terra constituía a chave da fortuna de

um indivíduo. Media-se a riqueza pelo tamanho das propriedades que alguém possuía.

Porém, a partir do ressurgimento do comércio e das cidades, a situação começou a

mudar. A produção artesanal e o comércio passaram a movimentar a economia. Assim,

pouco a pouco, a economia baseada na troca de produtos agrícolas foi sendo

substituída pela economia baseada na troca de mercadorias por dinheiro.

Para estimular o comércio e a produção, tornou-se necessário aumentar a quantidade

de moedas em circulação. Este fato estimulou a prática mercantilista na Europa.

Características

O mercantilismo tinha uma série de características. O metalismo, ou bulionismo,

caracterizou-se por quantificar a riqueza de uma nação pela quantidade de metais

preciosos, ou seja, ouro e prata. Buscava-se a balança comercial favorável, ou seja, o

esforço para vender (exportar) mais do que comprar (importar), pois desta forma a

nação não perderia reserva de metais preciosos.

Adotavam-se medidas de protecionismo, utilizadas pelo estado para diminuir as

importações, geralmente através do incentivo à produção industrial interna e taxas

alfandegárias. Havia a intervenção do estado na economia, representado pelo rei

absolutista. Este determinava a quantidade de impostos e controlava o comércio e o

mercado.

A conquista de novas terras estimulou o pacto colonial, que era caracterizado pelo

controle de um determinado país europeu – chamado de metrópole – sobre uma região

conquistada – chamada de colônia.


Sistema Colonial

Dentro do pacto colonial, as colônias conquistadas pelos europeus, no decorrer do séc.

XIV, podem ser divididas em colônias de exploração e colônias de povoamento. As

colônias de exploração eram caracterizadas pela economia agrícola, produção para a

exportação, grandes propriedades, trabalho escravo e monocultura.

Por sua vez, as colônias de povoamento eram caracterizadas pela economia industrial,

produção para o mercado interno, pequenas propriedades, trabalho livre e policultura.

Neste sentido, podemos dizer que a colonização do Brasil foi caracterizada pelo

modelo de exploração. O norte dos Estados Unidos, por outro lado, foi colonizado sob

modelo de povoamento.

109 Vale ressaltar que esta classificação atualmente é questionada por muitos historiadores

e pesquisadores.


Colbertismo

Na França, o mercantilismo surgiu durante o século XVI, no contexto do fortalecimento

da monarquia nacional absolutista, representada pelo rei Luís XIV. O principal aplicador

do sistema mercantilista na França foi o ministro das finanças francês Jean-Baptiste

Colbert. Ele ocupou este cargo durante 22 anos.

Durante o período em que ocupou este cargo, Colbert estimulou a indústria francesa,

incentivou as exportações e reduziu as taxas alfandegárias internas. Estas práticas

mercantilistas ficaram conhecidas na França como colbertismo e fizeram com que a

economia do país se fortalecesse, equiparando-se à das demais potências europeias

da época.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Expansão Territorial do Brasil

 

Início da colonização do Brasil

A primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Souza se deu em 1532, e ele fundou o primeiro núcleo de povoamento, a Vila de São Vicente. O primeiro ciclo econômico constituiu-se da exploração do pau-brasil, cuja madeira avermelhada permitia a produção de corante vermelho.

Em 1532, Martim Afonso de Sousa combateu os piratas franceses e instalou, em São Vicente, a primeira povoação dotada de um engenho para produção de açúcar. A colonização do território brasileiro seguiu um padrão de ocupação e povoamento das regiões litorâneas

Ocupar e povoar o litoral era uma estratégia para a consolidar a posse de Portugal sobre as novas terras, afastando o risco de incursões e invasões estrangeiras por mar.

Tratado de Tordesilhas

Tratado de Tordesilhas foi um documento assinado em junho de 1494, na vila espanhola de Tordesilhas. Os dois países protagonistas foram Portugal e Espanha, que delimitaram, através de uma linha imaginária, suas posses no território da América do Sul.

O território a oeste da linha pertencia a Espanha e a leste, pertencia a Portugal. De acordo com alguns mapas, o território português no Brasil se iniciava próximo onde atualmente se encontra Belém, no Pará, e descia em linha reta até perto de Laguna, em Santa Catarina. O objetivo do tratado era finalizar as disputas de território do novo continente.

Expansão Territorial do Brasil

expansão territorial do Brasil foi a ampliação dos limites do território brasileiro que aconteceu entre o descobrimento e o Tratado de Madri em 1750. Durante esse tempo, o país aumentou sua área em mais de duas vezes. Essa expansão é decorrente do desenvolvimento econômico da colônia e dos interesses político-estratégicos da colonização.

Um primeiro evento que permitiu a expansão foi a União Ibérica, que, entre 1580 e 1640, colocou as possessões lusas e hispânicas sob controle de um mesmo governo. Nesse momento, a necessidade de se respeitar fronteiras do Tratado de Tordesilhas foi praticamente invalidada.

Durante as primeiras décadas após o descobrimento do Brasil, o povoamento avançou bem pouco, estando restrito às áreas litorâneas do Nordeste e do Sudeste. A população branca era reduzida, não conhecendo bem o território e se depararam com grande resistência por parte dos nativos.

No século XVII, as atividades produtivas, a ação do Estado com relação a resistência dos nativos e a ameaça iminente de invasores estrangeiros impulsionaram a expansão territorial para o interior do Brasil.

Expansão na Região Norte

As expedições para o Norte do país saíram do litoral do Nordeste, abrindo passagem para a Amazônia. A expansão pela região amazônica foi favorecida por uma atividade econômica muito lucrativa no século XVII: a exploração das drogas do sertão (ervas medicinais e aromáticas, guaraná, pimenta, cravo e castanhas).

Muitos adentraram pela floresta amazônica para extrair e vender para comerciantes que as vendiam na região nordestina e também na Europa.

Expansão na Região Centro-Sul

As expedições de expansão territorial da região centro-sul foram encabeçadas pelos bandeirantes paulistas, que buscavam o aprisionamento de índios, a descoberta de metais preciosos e a recuperação de escravos que haviam fugido.

Os bandeirantes adentraram para as regiões central, sudeste e sul do território brasileiro, extrapolando os limites do tratado de Tordesilhas. Essas expedições resultaram na exploração e conquista dessas regiões, onde várias vilas foram fundadas, possibilitando a ocupação destes territórios.

Durante o século XVII, os bandeirantes descobriram inúmeras minas de ouro em toda área onde atualmente é o estado de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao Ciclo do Ouro.

Após essas descobertas, o eixo de desenvolvimento econômico do Nordeste foi deslocado para as regiões central e sudeste do Brasil. Diversas cidades foram fundadas e se desenvolveram aceleradamente devido a renda gerada pela exploração do ouro.

Aprenda mais sobre como era a Mineração no Brasil Colonial.

Expansão na Região Sul

Durante o auge da exploração do ouro no século XVIII, a expansão territorial na região sul fez com que a criação de gado aumentasse, para que as regiões de exploração do ouro fossem abastecidas de carne. Esse processo fez com que diversas vilas e cidades se desenvolvessem na região interior do sul do país.

fronteira natural do Brasil foi fixada no rio da Prata em 1680, através da implantação de um agrupamento militar chamado Colônia do Sacramento, em frente de Buenos Aires. Essa Colônia permite o acesso por terra a toda a região do pampa e, através do rio, para o atual Centro-Oeste do Brasil, Paraguai e Bolívia. 

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terça-feira, 28 de julho de 2020

A Colonização Portuguesa

Não foi nada pacífico o período pré-colonial. Portugal disputou a posse do litoral brasileiro com a Holanda,  com aventureiros espanhóis e outras escaramuças menores até se estabelecer como o colonizador determinante a partir de 1530.
Depois vieram os ciclos de ocupação e da escravidão de indígenas e de africanos. Confira o resumo e responda ao Simulado. Durante o período pré-colonial (1500 a 1530) a presença constante de outros europeus no litoral brasileiro, também interessados em explorar o comércio do pau-brasil, começou a preocupar a Coroa portuguesa.
No Oriente, o lucrativo comércio de especiarias começou a diminuir. Diante disso, o rei português, D. João III, decidiu colonizar as terras brasileiras.
O Tratado de Tordesilhas – Antes mesmo de Pedro Álvares Cabral chegar por aqui, praticamente dez anos antes, portugueses e espanhóis já tinham feito “a partilha” das terras que viessem a ser descobertas na América do Sul.
Na prática, mesmo antes de Cabral chegar ao Brasil, Portugal e Espanha tinha ‘dividido’ o novo continente com o Tratado de Tordesilhas, firmado em 1492, dois anos após Cristóvão Colombo chegar à América do Norte.
Veja na imagem:
Pelo acordo, ao Leste de uma linha imaginária distante 370 léguas de Cabo Verde as novas terras seriam de Portugal.
A Oeste, da Espanha. O Brasil, pelo Tratado de Tordesilhas, acabaria na linha que liga o município de Laguna, em Santa Catarina.Como a linha era “imaginária”, desde o início da colonização havia uma tensão no ar entre os colonizadores portugueses e espanhóis para dominar a América do Sul.
A Colonização Portuguesa no Brasil – Para dar início à colonização das terras brasileiras, o rei português enviou para cá a expedição de Martim Afonso de Souza (imagem abaixo). Em 1531, o grupo chegou ao Brasil e permaneceu por três anos.
Martim Afonso  e seus homens tinham o objetivo de combater os franceses que exploravam o pau-brasil na costa e criar núcleos de povoamento. Em 1532 Portugal fundou a primeira vila portuguesa em terras brasileiras: São Vicente (imagem).ColonizaçãoAli se desenvolveu o cultivo da cana-de-açúcar. O sucesso inicial fez com que a Coroa ampliasse a ocupação da colônia Brasil.
Veja na imagem F’undação de São Vicente’. Obra realizada em 1900, do pintor Benedito Calixto, e inspirada nos relatos da época.Este quadro foi elaborado quase quatro séculos depois do fato. O registro pictórico mostra um clima de entendimento, de consenso entre os colonizadores recém chegados e os indígenas nativos. A Vila de São Vicente deu origem à cidade de mesmo nome, no litoral do Estado de São Paulo.

A chegada dos porgugueses na América

As Capitanias Hereditárias

A forma de ocupação inicial deterinada pelos portugueses foi dividir a fração que cabia à Coroa de Portugal em linhas horizontais, perpendiculares à linha imaginária do Tratado de Tordesilhas.
Assim, o Brasil daquela época foi ‘fatiado’ em Capitanias Hereditárias. Veja na imagem  que o limite a Oeste das Capitanias Hereditárias era a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas:ColonizaçãoAs capitanias se estendiam, portanto, do litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Os donatários, escolhidos pelo rei podiam passar a seus herdeiros o controle sobre as terras que administravam (daí o nome capitanias hereditárias).  

Veja a lista das 13 Capitanias, ordenadas do Norte para o Sul:

  1. Capitania do Maranhão
  2. Capitania do Ceará
  3. Capitania do Rio Grande
  4. Capitania de Itamaracá
  5. Capitania de Pernambuco
  6. Capitania da Baía de Todos os Santos
  7. Capitania de Ilhéus
  8. Capitania de Porto Seguro
  9. Capitania do Espírito Santo
  10. Capitania de São Tomé
  11. Capitania de São Vicente
  12. Capitania de Santo Amaro
  13. Capitania de Santana                                                                                                                    

    O Fracasso das Capitanias Hereditárias

    Apesar dos esforços para colonizar o Brasil, a maioria das capitanias hereditárias fracassou. Então, em 1548, a Coroa portuguesa decidiu criar o governo-geral: um centro político que tinha como objetivo administrar toda a América portuguesa. Veja na imagem Tomé de Sousa.ColonizaçãoTomé de Souza (imagem) foi o primeiro governador-geral do Brasil.
    Ele desembarcou no Brasil em 1549. Com ele vieram padres jesuítas, funcionários reais, soldados, artesãos e materiais de construção. A expedição instalou-se na capitania da Bahia e ali fundou a cidade de Salvador, a primeira capital da América portuguesa.


segunda-feira, 27 de julho de 2020

Imperialismo ou Neocolonialismo



O Imperialismo, também chamado de Neocolonialismo, foi um movimento de expansão
territorial, cultural e econômica de nações europeias sobre outras, a partir do século
XIX. A exploração das potências imperialistas está relacionada com a Revolução
Industrial. Isto porque o crescimento do número de indústrias estimulou a busca de
matérias-primas, que estavam em falta na Europa.
Além disso, fazia-se necessário a busca de novos mercados consumidores, para
escoar a produção das fábricas, e dos capitais disponíveis. A mão-de-obra também era
mais barata do aquela encontrada na Europa. Estes fatores, associados a outros,
estimulou a corrida com vista a dividir territórios, principalmente na África e Ásia, que
pudessem suprir estas necessidades europeias.
Os principais potências imperialistas foram: Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha,
Itália, Rússia e Japão. A participação destas potências ocorreu em graus e momentos
diferentes.

Colonialismo x Neocolonialismo
O Neocolonialismo foi uma nova forma de colonizar territórios, diferente da expansão
territorial que ocorreu durante o chamado Colonialismo. Enquanto o Colonialismo
ocorreu a partir do século XV – no contexto do Mercantilismo –, o Neocolonialismo
ocorreu a partir do século XIX – no contexto da Revolução Industrial.
O Colonialismo ocorreu sob patrocínio da burguesia comercial, que buscava ouro e
prata, principalmente na América. O Neocolonialismo, por sua vez, ocorreu sob
patrocínio da burguesia industrial, que buscava matérias-primas e mercados
consumidores, na África e na Ásia.
Durante a corrida colonialista, justificava-se a dominação pela expansão da fé cristã.
Na corrida neocolonialista, o argumento utilizado foi a chamada missão civilizadora.

Missão Civilizadora
A forte industrialização, as conquistas econômicas e a organização político-social na
Europa, no decorrer do século XIX, levou os europeus à crença de que haviam atingido
o topo da civilização. Esta ideia está ligada a uma visão eurocêntrica de mundo, que
coloca a cultura europeia como superior às outras culturas ao redor do planeta.
Alguns países imperialistas diziam que a conquista e exploração de territórios na África
e Ásia faziam parte de uma missão civilizadora, ou seja, o “fardo do homem branco”
era levar àquelas regiões a cultura e progresso europeus. De certa forma, a missão
civilizadora está vinculada à teoria do Darwinismo Social, baseada nas ideias de
Charles Darwin sobre a evolução. Aplicada à sociedade, esta teoria dizia que haviam
povos mais ou menos evoluídos.
189
Vale ressaltar que, no geral, o objetivo dos países imperialistas não era civilizar, mas
obter vantagens econômicas com a exploração dos africanos e asiáticos.

Doutrina Monroe
Diante dos interesses econômicos dos países imperialistas europeus, os Estados
Unidos temiam que houvesse uma tentativa de recolonizar a América. Para evitar que
isto ocorresse, foi criada a Doutrina Monroe pelo então presidente James Monroe, em
1823. O slogan desta campanha era: “América para os Americanos”.
Assim, de acordo com esta doutrina, a Europa não deveria criar colônias no continente
americano. Por outro lado, os Estados Unidos não tentariam criar colônias na África e
Ásia. A Doutrina Monroe acabou, futuramente, influenciando na criação da política do
Big Stick, segundo a qual os Estados Unidos poderiam intervir nos países americanos
quando achassem necessário.
Aparentemente, os Estados Unidos estavam fazendo frente à Europa para defender
nosso continente. No entanto, o que estava sendo defendido eram os interesses norteamericanos.

Partilha da África
A Partilha da África foi a divisão do continente africano entre os países imperialistas.
Esta divisão teve início na segunda metade do século XIX. Porém, foi na Conferência
de Berlim, em 1884, que a delimitação das fronteiras da África atingiu seu ponto
máximo. Nela, foram decididas normas a serem obedecidas pelos países imperialistas.
A conferência não conseguiu conter as ambições de alguns países. A disputa por
territórios na África foi um dos motivos da Primeira Guerra Mundial, em 1914.
Importante lembrar que a divisão do continente africano não levou em consideração as
diferenças culturais entre as tribos, estimulando conflitos étnicos, políticos e religiosos
que existem até hoje.
Tanto na África quanto na Ásia, a constante presença dos europeus desencadeou
diversas revoltas contra o imperialismo, como a Guerra dos Bôeres, a Revolta dos
Cipaios e a Guerra do Ópio.

Guerra dos Bôeres
A Guerra dos Bôeres ocorreu na África do Sul, entre 1880 e 1902. O confronto ocorreu
entre os bôeres – africanos de origem holandesa e francesa – contra os ingleses.
Dentre as causas, podemos destacar o fato dos ingleses desejarem se apoderar das
regiões do Transvaal e Orange, ricas em minas de diamante, ouro e ferro.
Foram duas guerras no total. A Primeira Guerra dos Bôeres ocorreu de 1880 a 1881. A
190 Segunda Guerra dos Bôeres, por sua vez, ocorreu de 1899 a 1902. Apesar das vitórias
iniciais, os bôeres foram derrotados pelos ingleses.

Revolta dos Cipaios
A Revolta dos Cipaios ocorreu na Índia, em 1857. O confronto ocorreu entre os
Cipaios, soldados indianos que lutavam no exército inglês, contra os ingleses. Dentre
as causas, está a indesejada ocupação da Inglaterra na Índia, e a tentativa de
converter hindus e mulçumanos indianos ao cristianismo.
Além disso, havia a suspeita de que a gordura utilizada para lubrificar as armas,
provinha do porco e do boi. Como estes animais são considerados impuros ou
sagrados por alguns indianos, este fato estourou a revolta. No fim, os ingleses
venceram o conflito.

Guerra do Ópio
A Guerra do Ópio ocorreu na China, entre 1839 e 1860. O confronto ocorreu entre
chineses e ingleses. As causas do conflito estão nos interesses dos ingleses em
comercializar com a China. Porém, o mercado chinês era fechado. Contudo, um dos
produtos com boa aceitação era o ópio, droga entorpecente proveniente da papoula.
Por um tempo, o comércio rendeu grandes lucros aos ingleses.
Porém, o governo chinês proibiu e mandou queimar toneladas da droga. Isto despertou
a fúria dos ingleses, que declararam guerra à China. Foram duas guerras no total. A
Primeira Guerra do Ópio ocorreu de 1839 a 1842. A Segunda Guerra do Ópio, por sua
vez, ocorreu de 1856 a 1860.
No fim, a Inglaterra saiu vitoriosa. Através de tratados, como o Tratado de Nanquim,
muitos portos foram abertos aos ingleses, entre eles o de Hong Kong e Xangai.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

Povos Incas, Astecas e Maia



Império Inca

A civilização inca foi uma cultura andina pré-colombiana que existiu na América do Sul. Era um Estado-nação que durou de cerca de 1200 até a invasão dos conquistadores espanhóis e a execução do imperador Atahualpa, em 1533.

O Império Inca incluía regiões desde o Equador e o sul da Colômbia, todo o Peru e a Bolívia, até o noroeste da Argentina e o norte do Chile. A capital do império era a atual cidade de Cuzco, que, na língua quíchua, significa “umbigo do mundo”.
Política
A civilização inca passou a tomar a feição de um grande império a partir do governo do imperador Pachacuti, que incorporou outras populações ao poderio inca militarmente. O imperador era chamado de “O Inca” ou “Sapa Inca”. O Sapa Inca era o principal guardião de todos os bens pertencentes ao Estado, incluindo a propriedade das terras. 

Os terrenos cultiváveis eram divididos em três parcelas distintas: a terra do Inca, destinada ao rei e seus familiares; a terra do deus-sol, controlada pelos sacerdotes; e a terra da população. O Sapa Inca era venerado como descendente do deus-sol Inti, sendo carregado em liteiras com grande pompa e estilo. Usava roupas, cocares e adornos especiais que demonstravam sua superioridade. 
Sociedade
A sociedade inca era estratificada e dividida em quatro classes principais. A primeira era a família real, nobres, líderes militares e líderes religiosos. Estas pessoas controlavam o Império Inca e muitos viviam em Cuzco. A seguir, estavam os governadores das quatro províncias em que o Império Inca era dividido. Eles tinham muito poder pois organizavam as tropas, coletavam os tributos, cabendo-lhes impor a lei e estabelecer a ordem. 

Abaixo dos governadores, estavam os oficiais militares locais, responsáveis pelos julgamentos menos importantes e a resolução de pequenas disputas, podendo inclusive atribuir castigos. Mais abaixo estavam os camponeses, que eram a maioria da população. 

Entre os camponeses, a estrutura básica da organização territorial era o ayllu. O ayllu era composto por diversas famílias cujos membros consideravam possuir um antepassado comum. A cada ayllu correspondia um determinado território. O chefe do ayllu era chamado de kuraca.
Economia
No Império Inca, a agricultura era a base da economia e todos os níveis da sociedade pagavam tributos ao imperador. A agricultura era escalonada, feita em terraços nas montanhas, e já usavam a adiantada técnica das curvas de nível, sendo os primeiros a usar o sistema de irrigação. Os incas usavam varas afiadas e arados para revolver o solo.

A chave do sucesso da agricultura inca era a existência de estradas e trilhas que possibilitavam uma boa distribuição das colheitas numa vasta região. Usavam a lhama e alpaca para transporte das colheitas, embora tais animais fornecessem também lã para fazer tecidos, mantas e cordas, couro e carne.

As principais culturas vegetais eram as batatas, batatas doce, milho, pimentas, algodão, tomates, amendoim, mandioca, e um grão conhecido como quinua. Os incas não usavam dinheiro. Eles faziam trocas de produtos agrícolas ou escambos. Serviam como moedas sementes de cacau e também conchas coloridas, que eram consideradas de grande valor.
Religião
Os Incas eram extremamente religiosos e viam o Sol e a Lua como entidades divinas. Inti, o deus Sol, era o deus masculino e acreditavam que o imperador descendia dele. Alguns animais, como o condor, também eram considerados sagrados. A religião era politeísta, constituída de forças do bem e do mal. O bem era representado por tudo aquilo que era importante para o homem como a chuva e a luz do Sol, e o mal, por forças negativas, como a seca e a guerra. 

Os huacas, ou lugares sagrados, estavam espalhados pelo território inca. Huacas eram entidades divinas que viviam em objetos naturais como montanhas, rochas e riachos. Os incas ofereciam sacrifícios tanto humanos como de animais nas ocasiões mais importantes. Na maioria das vezes, os sacrifícios humanos eram impostos a grupos recentemente conquistados ou derrotados em guerra, como tributo a dominação.

Os incas também praticavam o processo de mumificação, especialmente das pessoas falecidas mais importantes da sociedade. Junto às múmias era enterrado uma grande quantidade de objetos do gosto ou utilidade do morto. Normalmente, o defunto era enterrado sentado.
Legado cultural
Os incas deixaram grandes contribuições culturais em áreas como cálculo, medicina, arte, arquitetura e infra-estrutura urbana. Como não havia um sistema de escrita, para gerir o império eram utilizados os quipus, constituídos por um cordão a que se liga a cordões menores de diferentes cores. Através do quipu, os incas mantinham estatísticas atualizadas do império, como número de habitantes, tributos pagos e quantidade de armas.

Entre as práticas medicinais dessa civilização, que até hoje intrigam os pesquisadores, está o procedimento cirúrgico conhecido como trepanação, ou perfuração no crânio, feito geralmente em adultos. Os incas produziam artefatos destinados ao uso diário ornados com imagens e detalhes de deuses. Eles produziam belos objetos de ouro e prata e as mulheres produziam tecidos finos com desenhos surpreendentes.

Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. Eram resistentes a terremotos. A cidadesagrada de Machu Picchu, descoberta em 1911, é exemplo da bela arquitetura inca e infra-estrutura urbana.
Dominação espanhola
No século XVI, momento que marca a chegada dos espanhóis à América, a civilização inca sofria com uma série de conflitos de ordem interna. Aproveitando dessa instabilidade, os colonizadores europeus empreenderam um violento processo de dominação.

Em 1533, o último Sapa Inca, Atahualpa, foi executado pelas tropas do espanhol Francisco Pizarro. A morte de Atahualpa foi o começo do fim do Império Inca. Remotas partes do império se rebelaram e, em alguns casos, formavam alianças com os espanhóis

. Império Asteca

Vindos do norte, provavelmente da ilha de Aztaclán, origem do seu nome, os astecas instalaram-se no vale do México em meados do século XIV. Construíram grandes templos e uma capital – Tenochtitlán – com cerca de 200 mil habitantes, maior do que qualquer cidade europeia na época. E constituíram o maior império da América PréColombiana.

Foram guerreiros com uma organização militar muito desenvolvida. Falavam, quase todos, a língua nauatle. Tinham cabelos curtos, eram fortes e de pele escura. Descendentes da tribo dos mexicas, origem do nome do atual México, os astecas foram conquistados e dominados pelos espanhóis, em 1521. Esta conquista foi liderada por Hernán Cortez.

Quando teve fim, o império asteca englobava 500 cidades e 15 milhões de habitantes. Sobre as ruínas de Tenochtitlán, foi erguida a Cidade do México.

Política e Sociedade

O governo asteca era uma monarquia. O conselho do imperador elegia o seu sucessor, o qual deveria pertencer aos membros da linhagem governante, a chamada Casa Real. A sociedade asteca era dividida em camadas e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. 

Os camponeses, artesãos, trabalhadores urbanos e escravos compunham grande parte da população. Esta camada da sociedade era obrigada a exercer trabalho obrigatório para o imperador, em obras públicas. O poder do imperador era hereditário e teocrático, ou seja, vindo de origem divina, mas ele governava com o auxílio de um grande conselho. Ele tinha como obrigação proteger o povo e homenagear os deuses. 

Os astecas costumavam se dividir em cidades-Estado independentes, sendo que cada uma possuía seu próprio rei. Porém, na época da ocupação espanhola, obedeciam apenas a Montezuma, imperador asteca.
Economia
A principal atividade econômica dos astecas era a agricultura. As terras, em sua maioria conquistadas na guerra, pertenciam aos nobres, mas eram cultivadas por escravos. Como grande parte das terras era alagada, os agricultores plantavam em chinampas, espécies ilhas de cultivo sobre as quais eram colocadas juncos, esteiras e lama do lago para fertilizar a terra.

O milho era alimento básico. Com sua farinha faziam uma espécie de panqueca – a tortilha – que recheavam com girinos, lagartas ou peixes. Cultivavam também feijão, tomate, pimenta, abóbora, algodão e tabaco. Do cacau faziam uma bebida muito forte, chamada de xocoatl, origem do nosso chocolate. De uma planta fibrosa, chamada agave, extraíam uma bebida alcoólica chamada pulque, ancestral da famosa tequila.

O mercado de Tlatelolco, cidade conquistada em meados do século XV, recebia diariamente milhares de pessoas. Não existia dinheiro, mas a semente de cacau era utilizada como moeda e simbolizava poder.
Religião
Os astecas tinham muitos deuses, dos quais podemos destacar Tezcatlipoca, deus da noite; Quetzalcoatl, deus da sabedoria; e Tlaloc, deus da chuva. Ao lado do templo principal, eram construídos outros para as divindades que iam surgindo. Eram feitos de grandes blocos de pedra pois, assim, achavam que ficariam mais perto dos deuses.

Durante os festivais mensais, os astecas homenageavam os deuses com sacrifícios humanos. No festival do deus da primavera, um jovem era sacrificado. Geralmente, o mais bravo dos prisioneiros de guerra era sacrificado a cada ano. No dia de sua morte, ele tocava flauta no cortejo. Sacerdotes e quatro belas moças acompanhavam-no.

Os sacerdotes astecas também se dedicavam à astrologia e tinham calendário. Observavam constantemente, as estrelas e acreditavam que, por meio delas, poderiam saber quais os dias de sorte e os dias de azar.
Legado cultural
Com a casca de figueira brava, os astecas faziam o papel, sobre o qual escreviam com desenhos e símbolos. Porém, eles não conheciam o alfabeto. O sistema de escrita asteca não era para ser lido, mas decifrado. Cada escriba representava as coisas de sua maneira. Geralmente, na parte de baixo da figura estaria o solo, e, na parte de cima, o céu. 

Os seus curandeiros, segundo os historiadores, conheciam cerca de 400 espécies de remédios de origem vegetal, mineral e animal. Praticavam sangrias e tratavam de vários males. Os astecas também desenvolveram técnicas avançadas de construção, utilizando palanques e rampas para transporte de blocos de pedra, maquetes, represas e obras hidráulicas.

Desenvolveram um rico artesanato, fazendo tiaras, mantas, trabalhos com plumas e joias. Todas as peças de ouro encontradas no império asteca foram derretidas pelos espanhóis.

. Império Maia

A civilização maia foi uma cultura pré-colombiana que existiu na América Central. Seus domínios compreendiam os atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (sul do México). Isoladas e distantes da influência europeia, as cidades maias cresceram e sua cultura teve um grande desenvolvimento, formando uma das mais ricas civilizações de que se tem registro.

Os maias organizavam governos independentes. Sua expansão territorial e urbana encerrou-se no século X, quando uma inexplicável fuga da população esvaziou os centros urbanos. Os maias começaram a formar sua civilização por volta de VII a.C. A decadência aconteceu por volta do século XIII, bem antes da invasão espanhola.

Segundo os historiadores, uma sucessão de secas e grandes desastres naturais decretou o esgotamento da civilização maia. Em 1511, quando os espanhóis chegaram à região, encontraram um povo em total desolação. 
Política e Sociedade
Os maias nunca chegaram a formar um império unificado, o que facilitou a invasão e domínio dos povos vizinhos, especialmente os toltecas. As cidades-Estado, independentes umas das outras, formavam o núcleo de decisões e práticas políticas e religiosas da civilização. Dentre as principais cidades está Chichén Itzá, centro político e econômico maia. 

A sociedade tinha uma divisão social muito rígida e hierarquizada. Os indivíduos que nasciam em determinado grupo social, assim permaneciam até a morte. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos).

Os camponeses, artesões e trabalhadores urbanos – que formavam a base da sociedade – faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 
Economia
O grande desenvolvimento da sociedade maia pode ser explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Dentre os alimentos que integravam a sua alimentação, podemos destacar o milho – produto de grande consumo –, o cacau, o algodão e o feijão. 

Suas técnicas de irrigação do solo eram muito avançadas para a época. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. O artesanato também se destacou, através da fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
Religião
Os maias acreditavam em muitos deuses, aos quais dedicaram grandes templos. Para eles, o destino dos seres humanos era comandado pelos deuses. Sua principal divindade era Itzamna, o senhor do céu. Seguiam-se o deus do sol, a deusa da lua, o deus da chuva, o deus do vento e da vida, e o deus da morte.

Cultuavam também divindades ligadas à caça e à agricultura, como o deus do milho. A essas divindades eram oferecidos alimentos diversos, sacrifícios de animais e de seres humanos, praticados. A arquitetura monumental desse povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias colunas, arcos e templos eram erguidos em homenagem ao grande conjunto de divindades.

Para os maias, o jogo também tinha caráter sagrado, simbolizando a luta da luz contra as sombras. Neste sentido, criaram o pok ta pok, um jogo de pelota (bola), considerado pelos historiadores o principal esporte maia.
Legado Cultural
Os maias foram responsáveis por grandes avanços culturais, em várias áreas do conhecimento. Elaboraram um eficiente calendário que dividia o ano em 365 dias. Na matemática, seu sistema numérico era vigesimal, ou seja, os números eram agrupados por vintena. Eles também inventaram o número zero, o que lhes permitiu fazer cálculos mais complexos.

Em astronomia, calcularam a duração da rotação do planeta Vênus, as fases da Lua e fizeram tabelas com as quais previam eclipses solares. A escrita maia, até hoje praticamente indecifrável, se baseava em desenhos e pinturas, que podiam representar objetos ou ideias. Os maias não tinham alfabeto. 
Os calendários maias
Além do sistema de escrita, outro aspecto que intriga os pesquisadores são os calendários. Os maias possuíam dois calendários, um relacionado à vida religiosa e outro que seguia os eventos da agricultura. O calendário religioso, chamado de Tzolkim, possuía um ano composto por 260 dias, dividido em 13 meses (cada mês tinha 20 dias). Esse calendário era orientado pela Lua e repleto de previsões astrológicas.

O calendário agrícola, por sua vez, era chamado de Haab. Possuía 365 dias de acordo com o ano solar. Era dividido em 18 meses de 20 dias, além de 5 dias destinados a festas. Importante ressaltar que os dois calendários não funcionavam separadamente. A cada 52 anos solares, eles se sincronizavam matematicamente pelo planeta Vênus.

A cada 3.172 anos solares ocorria o encontro do início destes dois calendários. Para os maias, este período simbolizava o início de uma nova Era.


Impressão As Cidades Americanas




“Nesta grande cidade... as casas se erguiam separadas uma das outras, comunicando-se somente por pequenas pontes levadiças e por canoas, e eram construídas com tetos terraceados. Observamos, ademais, os templos e adoratórios das cidades adjacentes, construídos na forma de torres e fortalezas e outros nas estradas, todos caiados de branco e magnificente brilhantes. O burburinho e o ruído do mercado... podia ser ouvido até quase uma légua de distância... Quando lá chegamos, ficamos atônitos com a multidão de pessoas e a ordem que prevalecia, assim como com a vasta quantidade de mercadoria... Cada espécie tinha seu lugar particular, que era distinguido por um sinal. Os artigos consistiam em ouro, prata, joias, plumas, mantas, chocolate, peles curtidas ou não, sandálias e outras manufaturas de raízes e fibras de juta, grande número de escravos homens e mulheres, muitos dos quais estavam atados pelo pescoço, com gargalheiras, a longos paus. O mercador de carne vendia aves domésticas, caça e cachorros. Vegetais, frutas, comida preparada, são, pão, mel e massas doces, feitas de várias maneiras, eram também lá vendidas. Outros locais na praça eram reservados à venda de artigos de barro, mobiliário doméstico de madeira, tais como mesas e bancos, lenha, papel, canas recheadas com tabaco misturado com âmbar líquido, machados de cobre, instrumentos de trabalho e vasilhame de madeira profusamente pintado. Muitas mulheres vendiam peixe e pequenos “pães” feitos de uma determinada argila especial que eles achavam no lago e que se assemelham ao queijo. Os fabricantes de lâminas de pedra ocupavam-se em talhar seu duro material e os mercadores que negociavam em ouro possuíam o metal em grãos, tal como vinha das minas, em tubos transparentes, de forma que ele podia ser calculado, e o ouro valia tantas mantas, ou tantos xiquipuls de cacau, de acordo com o tamanho dos tubos. Toda a praça estava cercada por “piazzas” sob as quais grandes quantidades de grãos eram estocadas e onde estavam, também, as lojas para as diferentes espécies de bens.” CASTILHO, Bernal Dias del – “Historia verdadera de la conquista de la Nueva España” – 2003 – biblioteca virtual universal - http://www.biblioteca.org.ar/libros/11374.pdf pp. 71 O recorte acima é importante pois, diferente da descrição de Hernán Cortez comparando a quantidade de pessoas e a beleza da cidade com as cidades europeias, Bernal descreve detalhadamente o mercado no centro de Tenochtitlán, o que a coloca basicamente no mesmo patamar de pluralidade e diversidade de itens e de fluxo de comércio, salvas as proporções, das grandes capitais europeias. Neste momento do mundo ocidental, onde o capitalismo estava emergindo e as trocas comerciais se tornando cada vez mais complexas, Tenochtitlán se coloca no mundo com um grande comércio. Esta é uma fonte escrita, um trecho de um livro de relatos.

Trecho 1: “Nesta grande cidade... as casas se erguiam separadas uma das outras, comunicando-se somente por pequenas pontes levadiças e por canoas, e eram construídas com tetos terraceados. Observamos, ademais, os templos e adoratórios das cidades adjacentes, construídos na forma de torres e fortalezas e outros nas estradas, todos caiados de branco e magnificente brilhantes.” Trecho 2: “O burburinho e o ruído do mercado... podia ser ouvido até quase uma légua de distância... Quando lá chegamos, ficamos atônitos com a multidão de pessoas e a ordem que prevalecia, assim como com a vasta quantidade de mercadoria... Cada espécie tinha seu lugar particular, que era distinguido por um sinal. Os artigos consistiam em ouro, prata, joias, plumas, mantas, chocolate, peles curtidas ou não, sandálias e outras manufaturas de raízes e fibras de juta, grande número de escravos homens e mulheres, muitos dos quais estavam atados pelo pescoço, com gargalheiras, a longos paus. O mercador de carne vendia aves domésticas, caça e cachorros. Vegetais, frutas, comida preparada, são, pão, mel e massas doces, feitas de várias maneiras, eram também lá vendidas.” Trecho 3: “Outros locais na praça eram reservados à venda de artigos de barro, mobiliário doméstico de madeira, tais como mesas e bancos, lenha, papel, canas recheadas com tabaco misturado com âmbar líquido, machados de cobre, instrumentos de trabalho e vasilhame de madeira profusamente pintado. Muitas mulheres vendiam peixe e pequenos “pães” feitos de uma determinada argila especial que eles achavam no lago e que se assemelham ao queijo. Os fabricantes de lâminas de pedra ocupavam-se em talhar seu duro material e os mercadores que negociavam em ouro possuíam o metal em grãos, tal como vinha das minas, em tubos transparentes, de forma que ele podia ser calculado, e o ouro valia tantas mantas, ou tantos xiquipuls de cacau, de acordo com o tamanho dos tubos. Toda a praça estava cercada por “piazzas” sob as quais grandes quantidades de grãos eram estocadas e onde estavam, também, as lojas para as diferentes espécies de bens.”

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Nazismo e Fascismo



Regimes Totalitários
Após a Primeira Guerra Mundial, a Europa mergulhou em uma grande crise econômica.
Esta crise afetou principalmente a Itália e Alemanha. O governo destes dois países não
conseguia melhorar a situação do povo. Havia muita misérias e altos índices de
desemprego entre a população.
Surgiram, então, dois líderes, Mussolini e Hitler, que achavam que a democracia não
funcionava. Segundo eles, seus países deveriam ter um governo forte. Impondo-se
pela força, estes líderes implantaram regimes totalitários: o fascismo por Mussolini, na
Itália, e o nazismo por Hitler, na Alemanha.
Totalitarismo significa a presença de um estado forte, cujo poder central tem autoridade
absoluta. Esta ideologia defende que o indivíduo deve viver em função do estado.

Características
O nazismo e o fascismo tinham várias características em comum. Ambos eram
militaristas, ou seja, acreditavam na guerra como fator de grandeza e prosperidade.
Estes regimes eram ultranacionalistas, exaltavam tudo que era próprio da nação. Toda
a política interna estava ligada ao desenvolvimento do poder nacional.
Eram unipartidaristas, ou seja, admitiam a existência de um só partido. Para isso,
enfraqueceram o poder legislativo, controlaram a propaganda e a imprensa e
implantaram regimes ditatoriais. Os dois regimes promoviam o culto da personalidade
de seus líderes e suas realizações. Mussolini recebeu o título de Duce e Hitler recebeu
o título de Führer. Estes títulos tinham o significado de “grande chefe”.
Ambos também eram caracterizados pelo anticomunismo, ou seja, desprezo pelas
ideologias de esquerda, governos de origem socialista, movimentos operários, greves e
sindicatos.

Racismo e expansionismo
O nazismo apresentava duas características que não se manifestaram de forma tão
forte no fascismo: o racismo e o expansionismo. O racismo estava caracterizado na
ideologia da raça ariana, ou germânica, considerada a única raça pura existente.
Através deste princípio, Hitler promoveu o antisemitismo, que se manifestou através do
ódio, perseguição, tortura e extermínio dos judeus.
Hitler via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Além disso, ele atribuía
aos judeus a culpa pelos problemas econômicos na Alemanha. O expansionismo, por
sua vez, foi caracterizado pela conquista de novas terras, justificado pela necessidade
do lebensraum, ou espaço vital, para que a raça ariana pudesse se desenvolver.

Fascismo
Benito Mussolini reorganizou o Partido Fascista Italiano, recebendo auxílio de
industriais, comerciantes e grandes proprietários de terras. Em julho de 1922, os
fascistas - utilizando de violência excessiva - conseguiram evitar uma greve geral
decretada por partidos de esquerda.
Em outubro de 1922, ocorreu a Marcha sobre Roma, ocasião em que milhares de
fascistas, conhecidos como camisas-negras ocuparam a cidade de Roma. Mussolini foi
primeiro-ministro italiano até 1925. Neste mesmo ano, anunciou o estabelecimento de
um regime autoritário de governo.
A oposição foi eliminada e a Constituição foi reformada. Desapareceram o Senado e a
Câmara, e Mussolini se tornou ditador absoluto da Itália com o título de Duce.
Tratado de Latrão
Mussolini, durante o tempo em que esteve no poder, conseguiu resolver problemas
praticamente insolúveis na Itália. Um exemplo foi a crise entre o estado italiano e o
papado devido à perda de territórios da Igreja por ocasião da Unificação Italiana.
Para resolver este problema, Mussolini assinou o Tratado de Latrão. Através deste
tratado, o papado recebeu uma compensação financeira e teve permissão para criar o
Estado do Vaticano, dentro de Roma. De forma diplomática, Mussolini atraiu os
católicos para o seu partido, ainda que mantendo estreita vigilância sobre as
publicações da Igreja.

Nazismo
De 1919 a 1933, a Alemanha foi uma república – a República de Weimar – nascida
com a derrota do país na Primeira Guerra Mundial. Inicialmente vista como solução
para os problemas alemães, a República de Weimar enfrentou enormes dificuldades
pois, apesar de reformas econômicas e sociais, a miséria e o desemprego se abateram
sobre a Alemanha.
Além disso, o pagamento de indenização imposto no Tratado de Versalhes era um
obstáculo a recuperação econômica. A Crise de 1929 agravou ainda mais a situação.
Nestes contexto, Adolf Hitler, líder do Partido Nacional Socialista – ou Partido Nazista –
organizou as bases para tomar o poder na Alemanha, prometendo solução para a
crise.
Em 1933, Hitler foi nomeado chanceler. No mesmo ano, tornou-se ditador absoluto na
Alemanha e adotou, como símbolo do partido, uma bandeira vermelha com um círculo
branco e a cruz gamada, chamada de suástica.

Holocausto
Até o fim do regime nazista na Alemanha, aproximadamente 5 milhões de judeus foram
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exterminados. Este grande massacre é conhecido como holocausto. A doutrina antisemita,
pregada pelos nazistas, encontrou um terreno fértil em grande parte da
população alemã. Os judeus eram responsabilizados pelos problemas da Alemanha.
Uma máquina de extermínio foi montada para que os judeus fossem destruídos em
larga escala. Isto significa que Hitler não agiu sozinho e diferentes setores da
sociedade alemã participaram deste plano. O processo de extermínio dos judeus
passou por diferentes etapas. No início, passaram a ser isolados em bairros
específicos chamados de guetos.
Depois, passaram a ser enviados para campos de concentração, onde faziam trabalhos
forçados. Com o tempo, a máquina nazista criou a solução final, que consistia na morte
dos judeus através de várias formas, como câmaras de gás.

Franquismo
De 1936 a 1939, a Espanha esteve envolvida em um conflito interno conhecido como
Guerra Civil Espanhola, cuja origem está na proclamação da República Espanhola, em
1931. Após as eleições de 1931, a República Espanhola passou a ser dirigida por um
governo liberal, que passou a sofrer oposição crescente.
Em 1936, a república era dominada por uma frente popular composta por republicanos
e comunistas. Como reação, as forças mais conservadoras planejavam um golpe
militar, liderado pelo general Francisco Franco. A Espanha, então, se dividiu em dois
blocos: os partidários de Franco e do exército, chamados de Nacionalistas; e os
partidários do governo, chamados de Republicanos.
Depois de muitas batalhas, e com apoio de Hitler e Mussolini, os nacionalistas
venceram, em 1939. Com apoio do exército e da Igreja, Franco se tornou ditador da
Espanha até 1975.

Guernica
Guernica era uma aldeia basca localizada em uma região montanhosa, cuja população
não passava de 7 mil habitantes. Era conhecida como grande defensora das liberdades
e dos direitos do povo basco, fato que chamou a atenção de Francisco Franco. O
general, com auxílio da aviação alemã, bombardeou a pequena aldeia em 1937.
O pintor espanhol Pablo Picasso, indignado com esse ataque que acabou com a vida
de centenas de pessoas inocentes, retratou os horrores do bombardeio no quadro
Guernica. O quadro, que mede 8 metros de largura por 3,5 metros de altura, se tornou
um símbolo contra as ditaduras e as guerras. O quadro procura representar os horrores
da destruição promovida no ataque. Atualmente, o quadro se encontra em Madri.

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