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terça-feira, 28 de junho de 2011

A GRANDE FORÇA MILITAR NAPOLEôNICA

A Formação do Grande Exército Napoleônico, a primeira força militar multinacional deu-se com Napoleão Bonaparte, general e imperador dos Franceses, que após derrubar o governo do Diretório na França no período revolucionário Francês, torna-se a figura central da vida política Francesa e Européia governando por um período de aproximadamente quinze anos, nesse período que pode ser dividido entre consulado, império e governo dos cem dias.
Napoleão domina a Europa militarmente, economicamente politicamente fazendo com ela um enorme império, Para isso acontecer ele construiu um dos maiores exércitos que a Europa já teve, o grande exército que no começo havia apenas tropas Francesas, e com as conquistas de outras nações ele acrescenta a esse exército francês as tropas dos exércitos conquistados, utilizando assim tropas de vinte nações européias, Napoleão constituiu a primeira força militar multinacional.
A formação desse grande exército não foi uma invenção dos revolucionários franceses, mas sim dos maiores inimigos dos franceses, os ingleses. Em meio a revolução inglesa de 1640 o deputado Oliver Cremwell e o general Thomas Farfax, apresentavam uma nova idéia de remodelação do exercito real, assim um exército de novo Tipo (new Model Army).
Nesse novo tipo não seria levado em conta o titulo de nobreza como lorde e nem o titulo de deputados, o que seria levado em conta o mérito pessoal dos soldados.
Esse novo exército não seria mais formado por mercenários recrutados em qualquer lugar, mas sim por uma corporação constituída por voluntários.
Essa idéia não foi longe na Inglaterra, não passou de sua face inicial, O mesmo não se deu com aquele exército que viria a ser considerado imbatível por quase vinte anos, o “Grande Exercito Napoleônico”.
Na França essas idéias deram certo, apoiado pela revolução francesa e com um novo ideal militar e político Napoleão comanda essa nova remodelação.
O exército formado a partir do recrutamento de toda uma nação alicerçada em massas, mobilizada e motivadas, contava com poucos soldados, no entanto todos muito bem treinados.
Para que o exercito revolucionário se transformasse no grande exercito foram necessárias duas medidas.
1º Lei do Amalgama de 21 fevereiro de 1793, é instituída a função entre o velho batalhão de tropas regulares e o novo batalhão de voluntários, com isso o exercito mesclava capacidade técnica e disposição ideológica.
2º Lei Jourdan de 5 de setembro de 1798, é declarado o serviço militar obrigatório entre os dezoito e vinte quatro anos, tornando-se assim um exercito mas que mantinha um fundo voluntariado.
Essas duas medidas, com mais três elementos (técnica, entusiasmo e número) foram decisivos nas vitórias do grande Exercito de Napoleão, que tinha os chamados soldados cidadãos.
A juventude do exército que nascia, aliada a experiência do antigo regime fez com que os franceses não tivesse rivais de peso na Europa.
A tática que era usada pelo grande estrategista, Napoleão Bonaparte, era ter um grande exército de massa sempre se movimentando com grande velocidade, recorrendo a ofensiva como surpresa, o que era decisivo na luta da infantaria, na luta travada corpo a corpo, tendo como arma fundamental a baioneta. A guerra que o grande estrategista queria era uma guerra de Grandes proporções.
O grande exército tinha que lutar contra mais de um inimigo ao mesmo tempo para isso a velocidade e a vontade de combater era o seu combustível.
A tática era simples, o plano era atacar sempre e manter-se na ofensiva em todas as ocasiões.
Era preciso para o ataque uma barragem de artilharia, tendo canhões em segundo plano e uma cavalaria pegando os pontos fracos do inimigo e por ultimo a infataria para dominar o campo de batalha.
Formava-se assim uma maquina de Guerra com seu antigo exército composto pela experiência e por um jovem exército composto pelos melhores recrutas.
As manobras e as batalhas que iriam ocorrer eram executadas à risca demonstrando à Europa o gênio militar que era Napoleão.
O Grande exército composto por mais de 550 mil homens de toda a Europa cai quando Napoleão invade a Rússia. No principio Napoleão entra facilmente na Rússia, mas o seu grande exército não suporta ao frio que era fortíssimo –30ºC.
Por diante as batalhas de Beresina, Leipzig e Woterloo marcaram o fim da era Napoleônica e das Guerras Napoleônicas. Napoleão tentou reagir no período chamado como os cem dias quando volta ao poder, mas perde a sua ultima batalha, sendo exilado na ilha de Santa Helena, ate a sua morte.
Autor: Bruno P.F
BIBLIOGRAFIA
MAGNOLI, Demétrio (Org) Historia das Guerras. 3. ed. - São Paulo: Contexto, 2006.
ALGEARD, Alain. Uma babel em armas. História Viva Grandes Temas, São Paulo, v. 1, n. 13, p. 64-67, 2005.

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