Redes Sociais

Anuncio

Celular

Operação Salva Semestre

Celular

Quanta Gente.

Pesquisar neste blog

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mito e Literatura Maia


Mito e Literatura Maia


 
Por: HERIBERTO DA MOTA DE ARRUDA BARROS

Popol Vuh – Chilam Balam

Em diversos momentos da História da humanidade, ao ser estudado o Continente Americano, se tinha o engano de ser estabelecer como “descobridores”, homens provenientes da Europa. Assim encontramos conceitos totalmente eurocêntricos e por sinal errôneo. É possível observar que essa “ideologia” está sendo retificada e reescrita por muitos, visto que a América já tinha uma história própria, antes de ser “invadida” por europeus preocupados no ganho e aquisição de poderes. O continente era habitado há milênios, por povos com culturas originais e “diferentes” entre si. Algumas dessas sociedades dispunham de matemáticos, arquitetos, engenheiros, astrônomos, escritores literários, cujas obras superam o conceito de civilização conhecido pelos “civilizados”.
            Dentro deste contexto histórico, encontramos os maias, povos que antes de Cristo habitaram na Península de Yucatán, do atual sul do México. Predominantemente agrícola, se destacaram no meio de um “mundo” no qual muitas são as informações fornecidas.
            Os maias começaram a formar sua civilização por volta de 700 a.C., formação esta que seu deu através da contribuição de outros povos mesoamericanos que estão no cerne da cultura maia. Deste modo os maias iniciaram sua expansão criando uma série de cidades espalhadas pelo fértil vale do Yucatán. O principal produto de cultivo destes povos era o milho, o qual considerado “sagrado” está intimamente ligado ao mito da criação. 
            Havia na sociedade maia uma “divisão” social, onde, é possível observar uma “elite” predominantemente dominante, assim como classes “inferiores”. Como na maioria dos povos nativos, os maias eram politeístas e a sua principal divindade personificava o sol.
            São breves estes comentários, porém, de suma importância para compreendermos o pensamento literário e mítico da civilização em pauta. 
            As fontes que serão analisadas a seguir são de alta contribuição para o entendimento da produção maia, escritas após a conquista o Popol Vuh e o Chilam Balam trazem em si característica hibrida.
            Como apologia ao Mito das Origens do mundo Maia, o Popol Vuh oferece um relato histórico e cronológico, “preocupado” em descrever para a posteridade o começo de sua historia pautado na religião, assim como o Chilam Balam expressa uma continuidade do Popol Vuh de forma que o segundo alerta, exorta, e comenta sobre a “fragmentação” sobre a qual a civilização sofrerá, pela imposição de uma cruz de madeira, uma religião monoteísta que será trazida por pessoas estranhas. São estes os aspectos gerais comentados nos livros do Popol Vuh e Chilam Balam.
 “Ao longo dos tempos a cultura Ocidental construiu algumas idéias bastante predominante a respeito de si mesma e dos demais povos do mundo, estabelecendo uma oposição entre o mito e ciência, que tinha por critérios a racionalidade e a capacidade de atingir a verdade”. (SILVA, 2004, p.319).
            Desta forma os mitos, ao contrário da ciência, são tidos muitas vezes como relatos imaginários, “história de carochinha” (id., 2004. p.327), de povos “primitivos”, os quais, não chegaram a um estágio “civilizado” em seu processo social, sem “estrutura avançada” criam histórias fantasiosas para determinados acontecimentos, ou para determinadas explicações, como por exemplo, o surgimento do homem.
            Como afirma SILVA, os mitos dos povos indígenas da América vêm sendo coletados, registrados e interpretados por não-índios, após os primeiros contatos dentro do contexto da conquista. (id., 2004.p.317).
A priore tentaremos quebrar este paradigma imaginário de que o “mito é mentira, é ilusão, é produto de mentes pouco evoluídas”,ou seja, algo que deve cair por terra para poder ser substituído pela verdade; histórias fantasiosas, boa, talvez, como curiosidade, mas nada para ser, realmente , levado a sério ; para a posteriori, trabalharmos decididos de sua contribuição histórica, como fonte, com os Mitos e Literatura Maia, mais especificamente o Popol Vuh e o Chilam Balam, que “modernamente” são os poucos escritos que restaram desta civilização.
De acordo com SILVA, há povos inteiros que acreditam nos mitos, que os narram a seus filhos e netos, que cuidam para que as histórias neles contidas não se percam, que têm prazer e interesse em ouvi-los. (2004, p.320). Neste sentido, já é possível entender a importância do mito na vida indígena, estes estão no cerne da sua História e da sua civilização. Os mitos fazem parte da cultura de muitos povos, e muitos deles os têm como regra de vida, tornam-se saberes, concepções, filosofias de vida e por sinal bastante complexas. Não podemos esquecer-nos de destacar o valor dos mitos e das literaturas escritos por diversos povos, pois através deles a História pode reconstituir fatos, analisar experiências de vida, situações políticas, estruturas econômicas, estudar a linguagem entre outros fatores pertinentes.
Os mitos são um lugar para a reflexão, através de signos concretos, e de histórias e personagens maravilhosos, os mitos falam de complexos problemas filosóficos com que os grupos humanos, por sua própria condição no mundo, devem se defrontar. (id.,2004, p. 337). Nesta perspectiva, os mitos devem ser tratados com muito cuidado, reflexão e acima de tudo compreensão. Como parte da cultura de um determinado povo, aqui os maias, os mitos assinalam sua experiência de vida e vivencia cultural, demonstrando a capacidade de expressarem seu cotidiano, seus conhecimentos e ate mesmo as suas crenças, coisa que muitos que estão em nossa sociedade não se preocupa em fazer, ou “perpetuar”.
Tudo o que está escrito no Popol Vuh e no Chilam Balam expressa também, a “facilidade” Maia em relacionar o mundo terreno ao “sobrenatural”, especificidades de diferentes civilizações. O mito como cultura é vivo e é deste modo que queremos tratá-lo aqui, como uma fonte nova e viva. “Já que simultaneamente produto e instrumento de conhecimento e reflexão sobre o mundo, a sociedade e a história, incorpora, como temas, os processos perpetuamente em fluxo aos quais se desenrola a vida social” (id., 2004, p.333).
Assim por tudo o que vimos podemos resumir de acordo com a seguinte afirmativa:

Os mitos são parte da tradição de um povo, mas a tradição é continuamente recriada, Caso contrário, perderia o sentido, estaria fossilizada, seria reminiscência, apenas, e não memória de experiências passadas, mas, tornadas referencias vivas para o presente e para o futuro. Os mitos assim mantêm com a história uma relação de intercâmbio, registrando fatos, interpretações, reduzindo, por vezes, a novidade, ao já conhecido ou, inversamente, deixando-se levar pelo evento, transformando-se com ele. (id., 2004, p.332 ; 333).

Visto esses conceitos básicos sobre os mitos, e sem mais demoras, passaremos então a tratar a partir de agora sobre o tema central deste trabalho: Mito e Literatura Maia, visando o desafio e a intensidade da discussão que o assunto nos oferece é bem mais complexa do que um simples relato.
            O Popol Vuh foi descoberto durante o século XVIII, entre os maias do Quiché das terras altas da Guatemala, e traduzido para o Espanhol. É considerado pelos especialistas como uma cópia de um hieroglífico original, agora perdido, feita no período Colonial, embora a maiorias dos peritos considerem que ele incorpora crenças maias mais antigas talvez do período clássico primitivo. Segundo SAUNDERS, o Popol Vuh ou o Livro do Conselho é sem dúvida o documento mais importante e influente das fontes híbridas sobre a origem maia, uma obra prima única da literatura maia. (2005, p. 69)
O mesmo afirma que, o Popol Vuh conta as criações mal sucedidas anteriores – envolvendo animais, pessoas de lama e pessoas de madeira -, as quais acabaram destruídas. Este relato nos leva a uma quarta e última criação, em que os deuses moldam os humanos a partir do milho. Estes são os quatros fundadores da linhagem Quiché. (id., 2005, p.70)
Embora muito o Popol Vuh esteja relacionado com várias tentativas da criação do mundo, ele também, reconta as aventuras de dois pares de gêmeos. Estes e suas aventuras cósmicas. Essas são figuras traiçoeiras que derrotam os senhores do além – mundo de Xibalba em um grande jogo de bola Cósmico e se tornaram o Sol e a Lua ao ascenderem ao Céu.
            Os autores BROTHERSTON e MEDEIROS, relatam que:

O Popol Vuh dividi-se em duas partes, claramente definidas, de extensão quase igual. A primeira trata das origens do próprio mundo e tem seu ponto culminante na vitória dos gêmeos sobre os Senhores de Xibalba (infra-mundo), preparando-nos para a criação, a partir do milho, das primeiras pessoas da nossa era. Este evento na verdade abre passagem para a segunda parte, na medida em que essas primeiras pessoas são também definidas, mais especificamente, como aos primeiros moradores de Quiché e nos mais antigos ancestrais da dinastia reinante naquela cidade. A criação dos homens de milho, no começo da segunda parte, é, pois, o momento fundamental de toda a narrativa, para onde tudo de move e de onde tudo parte. (2007, p. 15).
           
É possível observar que tanto no conceito de Saunders, como em Gordon Brotherston e Sérgio Medeiros, encontramos uma mesma linha de pensamento, enfatizando que o segundo é mais detalhista em seu relato.
COE em contraste com os autores anteriormente citados atribui aos maias no relato do Popol Vuh uma característica bastante semelhante a dos astecas. Diz ele que os maias tinham a obsessão da guerra, e desta forma o Popol Vuh fala de pequenos conflitos tribais entre os montanheses. (1966, p.153)
            A respeito do aspecto crônico literário BROTHERSTON e MEDEIROS afirmam que:
...o Popol Vuh possui qualidades que fazem dele, sem dúvida, uma obra capital não apenas do novo (ou quarto) mundo, mas da literatura em geral. Empreender uma leitura atenta e crítica desse texto significa buscar o cerne da América Indígena, o que implica, por sua vez, levantar questões filosóficas que não deixam de interpelar a inteligência humana. (2007, p. 15.).
           
Como livro “Sagrado” do Quiché, o Popol Vuh é o compêndio de conhecimento quotidiano, o núcleo da criação de mitos, de tudo, desde os deuses do submundo e ao mundo visível. É considerado o livro da sabedoria.
Nele, os deuses criadores recorrem ao casal de adivinhos formados por Ixpiyacou e Ixmucané para realizar a criação, lançando a sorte dos humanos que serão preparados por seus formadores e progenitores, os mencionados “avôs” Ixpiyacou e Ixmucané.
            O primeiro discurso apresentado no Popol Vuh revelado através da relação de como estava o mundo antes da presença do “ser vivo”. Só o céu existia e nada mais. O silêncio cobria toda a extensão existente, nada havia que fizesse ruído, que se movesse, ou que se agitasse. Nada estava em pé, só à água em repouso, só havia noite. É neste ambiente que encontramos o Criador e Formador, rodeados de sabedoria e luz:
         Ésta es La relación de cómo todo estaba em suspenso, todo em calma, em silencio; todo inmóvil, Callado y vacía La extensión del cielo.[...]
         Solamente habia inmovilidad y silencio em La oscuridade, em la noche. Sólo El Creador, El Formador, Tepeu, Gucumatz, los Progenitores, estaban em El rodeados de clarida. (Popol Vul. Las antiguas historias del Quiché. Edcición de Adrián Recinos, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económca, México, 1947, PP. 186-195. Apud, FRANCH., 2007 p.27,28)


            Ou seja, “esta era a relação de como tudo estava em espera, tudo estava calmo e silencioso, tudo, imóvel, e vazio o leito do céu”. É como se este silêncio, esta imobilidade, este vazio, estivesse esperando a ordem do Formador e Criador, dos Progenitores para que assim a “vida” fosse criada na terra. Em alguns momentos é passada através dos relatos do Popol Vuh a idéia de existir um só Progenitor e em outras vezes a intenção é totalmente contrária, a de existir vários progenitores e criadores, pois em suas primeiras linhas vemos a presenças destes progenitores em “comunhão” para efetivarem sua criação.
A partir daí, as coisas forma tomando forma pelas mãos de Tepeu e Gugumatz e já se pensava na criação “maior” mesmo tudo estando ainda relativamente sendo organizado. “No habrá gloria ni grandeza em nustra creacíon y formación hasta que exista la criatura humana, el hombre fromado” (id., 2007 p. 29)
 Agora tudo seria feito para que por último o homem aproveitasse das obras portentosas dos deuses, pois, como nos mitos da criação das grandes religiões, o céu, a terra e a natureza precedem o homem e a obra dos deuses só terá sucesso quando ele aparece (o homem). Subentende-se que a criação do homem é a finalidade da criação, é talvez a maior metáfora para a busca da perfeição, como os deuses devem garantir sua imortalidade na mente dos homens.
A primeira coisa criada foi a terra, e criada como por um prodígio, por uma arte mágica, expressando desta forma a força, o poder e sabedoria dos senhores do infra-mundo. Assim todas as outras “partes” da Terra foram divididas e criadas. Esta primeira obra foi feita com perfeição e os criadores meditaram e conversaram pelo trabalho perfeito. “Así fue como se perfeccionó la obra, cuando la e ejecutaron después de pensar y meditar sobre su feliz terminación” (id., 2007 p. 29)
            Logo criaram os animais, os guardadores dos bosques e gênios das montanhas. Foram divididas as habitações e “funções” as quais exerciam cada animal. Esta é a primeira criação. “Hablad, Gritad, gorjead, llamad, hablad cada uno según vuestra especie, según la variedad de cada uno.” (id, 2007 p. 30)
            Os animais não conseguiram falar, não havia harmonia, não invocaram os seus criadores e progenitores. Gritavam todos de uma só vez e não havia compreensão para quem os ouviam. Havia uma queixa por parte dos “deuses”, pois nenhum conseguia invocá-los e adorá-los. Estes não serviriam e foram “destruídos”.
            “Luego quiseram probar suerte novamente; quiseram hacer otra tentativa. Y quiserion probar de nuero a que los adoraram”. (id, 2007 p. 31).     Por este motivo uma nova tentativa seria feita pelo Formador e Progenitor: Como toda obra mística sobre a criação é impossível não compreender a “função da criação”. Esta por sua vez, tem que invocar, adorar e venerar, “sustentar” e “alimentar” aqueles ou aquele por quem foi criado.
            Eis a segunda criação:
                     “Entonces fue la creacíon y la formación. De tierra, de lodo hicieron la carne del hombre. Pero vieron que no estaba bien, porque se deshaciá, estaba blando, no tenía movimiento, no tenía fuerza, se caía, estaba blando, no movía la cabeza, la cara se le eba por un lado, tenia un cuello muy grande, no podía ver para trás. Al principio hablava, pero no tenía entendimiento.” (id, 2007 p. 32).

Mais uma vez a obra não servia para cumprir seu papel e esta teve a mesma sorte da primeira criação.
            A sorte foi lançada novamente e agora é a vez do homem de madeira: “Echad la suerte com vuestros granos de maíz y de tzité, y así se hará y resultará sí labrararemos e tallaremos su boca y sus ojos em madera.” (id, 2007 p. 32). Estes se multiplicaram, tiveram filhos e filhas, só não tinham alma, nem entendimento, não se recordavam de seu criador e Progenitor e Caminhavam sem rumo. Esta criação também não serviria era só uma “experiência”: “Ya nó se acordaban del Corazón del Cielo, y por eso cayeron em desgracia. Fui solamente un ensayo, uma muestra de hombres.” (id, 2007 p. 34). Assim como as outras criaturas, foram mortos e negados, pois, não pensavam e nem falavam com seu Criador e Formador.
Em seguida e relatando a história de Cabracán, considerado por Ximenez um Lucifer e que foi vencido por obra de Hunahptú e Ixbalanqué: “De esta manera fue vencido Cabracán tan solo pro obra de Hunahptú e Ixbalanqué. No seria possible enumerar todos e as cosas que estos hieicion aqui, em la tierra.” (id, 2007 p. 41).
Prosseguindo o relato, do Popol Vuh é tratado agora de uma jovem deusa do além-mundo chamada Ixquic.  
Os gêmeos Hun Hunahpu e Vacub Hunahpu foram convocados para o além-mundo de Xibalba. Chegando lá eles falharam em uma prova após a outra, até serem finalmente derrotados em um jogo de bola cósmico no infra-mundo e decapitados. Diz-se que os restos mortais destes gêmeos foram enterrados em um campo de bola, com exceção da cabeça de Hun Hunahpu, que foi pendurada em um cubaçeiro.  
A jovem Ixquic visita a árvore e seu estranho fruto, que a copa cospe em sua mão fazendo-a engravidar dos Heróis Gêmeos, Hunahpu (“caçador”) e Xbalanque (“Cervo de Jaguar”). (SAUNDERS, 2004 p.70).
                                  
[...] Por qué no he de ir a ver esse árbol que cuentan? - exclamó la joven – Ciertamente, deben ser sabrosos los frutos de que oigo habler. A continuación se puso em caminho ella sola y llegó al pie del árbol, que estaba sembrado em Pucbal-Chah.
Ah!  - exclamó – qué frutos son los que prudese este árbol? No es admirable ver cómo se há cubierto de frutos? Me he de morir, me perderé si corto uno de estos frutos? - dijo la doncella. (Popol Vul. Las antiguas historias del Quiché. Edcición de Adrián Recinos, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económca, México, 1947, PP. 186-195. Apud, FRANCH., 2007 p.27-28)



Com a notícia que sua filha teria engravidado, seu Pai o Senhor Cuchumaquic tenta sacrificar a filha que foge para o mundo da superfície da terra e vive lá com sua mãe até dar luz.
            Agora entra em cena os dois gêmeos Hunahpú e Ixbalanqué. “Cuando llegó el dia de su nacimento, dio a luz la joven que se llamaba Ixquic; pero la abuela no los vio cuando nacieron. Em instante fueron dados a luz los dos muchachos Hunahpú e Ixbalanqué. Alláen el monte fueron dados a luz. (id., 2007 p.48)
            Esses gêmeos durante a infância demonstravam grande esperteza e clareza das idéias, tornando-se grandes e talentosos jogadores e atiradores trapaceiros. Eles confrontam e vencem alguns seres antropomorfos como arara Vucub Caquix entre outros citados no Popol Vuh.
            Pelos gêmeos viverem em constante jogo de bola, os senhores do infra – mundo se perturbavam com esta prática, visto que Hunahpu e Xbalanque são enviados à uma jornada em Xibalba.
            Como parte da cultura mesoamericana o milho terá um grande significado para a família dos gêmeos que plantam a semente do milho no chão de sua casa com seguinte significado: caso o milho brotasse seria motivo pelo que se alegrariam, pois, estariam vivos caso contrário seria a resposta do seu falecimento.
            Assim que chegam ao mundo de Xibalba os gêmeos jogam bola todas as noites com os senhores do além-mundo, que após os jogos tentam sacrificar os irmãos sem sucesso algum. As tarefas impostas aos gêmeos eram realizadas com esperteza e sabedoria suficientes para enfrentarem os desafios por, mas impossíveis que estes parecessem. Mais em certa noite, na casa do morcego, Hunahpu teve a cabeça decapitada e, embora Xbalanque tivesse substituído uma abóbora pintada de maneira real os deuses usaram a cabeça de Hunahpu para substituir a bola de borracha no próximo jogo de bola. Xbalanque inventa uma artimanha em que um coelho personifica a bola e foge saltitando, dispersando os deuses o suficiente para recuperar a cabeça do irmão e trazê-lo de volta a vida. (cf. SAUNDERS, 2004 p.71).
No fim, os irmãos deixam-se serem mortos pulando em um fogaréu, e reaparecem no reino de Xibalba disfarçados de magos. Com truques mágicos enganam os deuses. Assim os gêmeos retornam ao campo de bola vingando-se pelo seu pai, prometendo sua lembrança antes de acenderem ao céu como Sol e Lua.
            É neste intervalo de tempo que imaginamos os Progenitores e Criadores em conversações, como seria a próxima criatura. Esta agora deveria vir “Perfeita” da forma que eles imaginavam para que seja “possible que ellos digan nuestro nombre, el de nosostros, sus creadores y formadores.” (Popol Vul. Las antiguas historias del Quiché. Edcición de Adrián Recinos, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económca, México, 1947, PP. 186-195. Apud, FRANCH., 2007 p.31). E assim criar seres que “nos adoren, e que sean obedientes.” (id., 2007 p.31)
            Havia se pensado no que se faria para introduzir na carne do homem, algo que vigorasse e o sustentasse. Para que a quarta criação não fosse mal sucedida como as anteriores: “se juntaran, llegaron y celebraran consejo em la oscuridad y em lla noche; luego buscaron y discutieron y aquí reflexionaran y pensaron. De esta maneira salieron a la luz claramente sus decisiones y encontraron y descobrieron lo que debia entrar en      la carne del hombre. (id., 2007 p.59).
            Após um processo de criações mal sucedidas e de “destruições” das criaturas anteriormente feitas, faltava pouco para o sol, a lua e as estrelas aparecerem, decidiram assim os Progenitores criar um homem de milho. Desta forma, o milho amarelo e branco penetrou a carne dos homens:
“Había alimentos de todas clases, alimentos pequeños y grandes, plantas pequenas y plantas grandes. Los animales enseñaron el camino. Y moliendo entonces la mazorcas amarilhas y mazorcas blancas, hizo Ixmucané nu eve la gordura y com él crearon la musculatura la furza y vigor Del hombre. Esto hicieron los Progenitores, Tepeu y Gucumatz, así llamados”. (id., 2007 p.60,61)
           
Daí foi formado do milho amarelo e do milho branco encravado na carne do homem, a primeira descendência da raiz Quiché, está é a origem dos primeiros homens Balam Quitzé, Balam – Ahab, Mahucutah e Iqui Balam, que ocorre quando o sol aparece, quando a luz da vida alcança a terra. Estes homens foram dotados de inteligência e sabedoria. Grande foi à capacidade que os Progenitores deram aos homens. A compreensão destes homens era tão grande e tão extensa que os próprios Progenitores chegaram a questionar tamanha sabedoria. Tepeu e Gugumatz, perguntaram a criatura: “[...]Qué pensáis de nuestro estado? No miráis? No oís? No son buenos vuestra manera de andar? Mirad, pues! Comtemplad el mundo, ved si aparecen las montañas y los valles” Prabad, pues, a ver!, les dijeron. (id., 2007 p.62).
            O criador e Progenitor havia “apresentado” tudo o que havia no mundo e toda a beleza que nele existia em prol do homem, deste modo era respondido pela criação através de ações de graças e louvores aqueles que mereciam todas as glórias:
         Y em seguida acabaron de ver cuando había em el mundo. Luego dieron las gracias al Creador y al Formador: “em verdad os danos gracias, dos y tres veces! Hemos sido creados, se nos há dado uma boca y uma cara, hablamos, oímos, pensamos y andamos; sentimos perfectamente y conecemos lo que está lejos y lo que está cerca. Vemos tambíen lo grande y lo pequeño em el cielo y em la tierra. Os damos gracias, peus, por habermos creado, oh Creador y Formador!, por habernos dado el ser, oh abuela nuestra!, o nuestro abuelo!, dijeron, dando las gracias por su creación y formación.”(id., 2007, p.62)


             A partir desta conversação tão esperada pelo Criador e Formador, perceberam eles após uma “análise” que, a compreensão destes homens era tão grande e tão extensa que os próprios criadores chegaram a questionar tamanha sabedoria.
Para o Criador e Progenitor nada estava bem mais uma vez, algo estava errado nesta quarta criação. Desta vez não era o silencio, a imperfeição em adorá-los, mais sim a compreensão desta nova criação era tão grande que tudo eles sabiam, desde o que era maior ao que era menor. Novamente entraram em reflexões sobre o que seria feito, pois, não estava certo que a criatura fosse mais sábia ao ponto de se igualarem aos seus criadores e progenitores:
         [...]“Qué haremos com ellos?Que su vista sólo alcance a loque está cerca, que sólo cerca, que sólo vean un pouco de la faz de la tierra! No está bien lo que dicen], acaso no son por su natureza simples criaturas y hechuras nuestras? Han de ser ellos también dioses? Y si no procrean y se multiplican cuando amanezca, cuando salga el sol? Y si no se propagan?”[...] (id., 2007 p.63).

            Por tão grande sabedoria encontrada na criação, foi levantado um véu sobre os olhos dos homens só poderiam “enchergar” o que estava perto, o que claro estava para eles:
“Asi fue destruida su sabiduria y todos los conocimientos de los cuatro hombres, origen y principio de la raza quiché”. Así fueron creados y formados nuestros abuelos, nuestros padres, por el Corazón del Cielo, el Corazón de la Tierra.
         Entonces existieron também sus esposas y fueron hechas sus mujeres. Dios mismo las hizo cuidadosamente. Y así, durante el sueño, llegaron, verdaderamente hermosas, sus mejeres al lado de Balam-Quitzé, Balam-Acab, Mahucutahy e Iqui-Balam.. (Popol Vul. Las antiguas historias del Quiché. Edcición de Adrián Recinos, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económca, México, 1947, PP. 186-195. Apud, FRANCH., 2007 p.63)


No relato em que o homem é criado do milho após “a destruição” da sabedoria do homem pelo Progenitor e Formador é também comentado da relação que se passou a existir entre os homens e as mulheres assim como da multiplicação da “raça”, desejo este dos criadores em cada criação mal sucedida. Assim como, estes homens e mulheres passaram a se relacionarem com o cotidiano e a vida.
            A origem do fogo é a última passagem tratada no Popol Vuh. O principal argumento é o da falta desta “tecnologia” que não se sabe como foi criada. “No se sabe como nacio. Porque ya estaba ardiendo el furgo cuando la vieron Balam. Quitzé y Balam – Acab.”(id., 2007 p.67)
Porém Tohil uma das divindades, a quem era oferecido sacrifícios através dos Sacerdotes, fez com que o fogo fosse aceso nas tribos e desta forma no frio seriam todos esquentados.
            Em seguida começou a cair um grande aguaceiro, quando as tribos estariam ardendo em fogo. Também grande quantidade de granizo caiu e o fogo foi apagado. Novas Preces foram levantadas por Balam-Quitzé e Balam -Acab, a Tohil, os quais foram atendidos e novamente o fogo foi aceso.
            A cena é repetida no decorrer do relato com uma única diferença: foram enviadas algumas mensagens do mundo de Xibalba exortando Balam-Quitzé, Balam-Acab, Mahucutah e Iqui-Balam. É passada a impressão de que o progenitor e criador estavam insatisfeitos com o comportamento de suas criaturas. Assim como, algumas características do sacrifício humano tão apreciado pelos Maias estavam surgindo, fato este que não foi percebido anteriormente.
No fim do século XVII e durante o século XVIII, os nativos de Yucatán escreveram vários livros em língua maia com característica latina, livro este que recebeu o nome de Chilam Balam, que quer dizer, o livro do Profeta Balam (Tigre), alusão a um sacerdote que viveu na época da Conquista e se tornou célebre por haver profetizado a chegada de gente estranha e barbada, portadora de outra religião. Serão encontrados vários livros como nome distintivo do povo e de onde cada povo aparece. Supõe-se que são compilações e traduções de textos hieroglíficos pré-hispânicos. Apresentam sínteses de crônicas relativas à história da península de Yucatán antes da conquista, profecias e adivinhações, narrações e orações, mitos e crenças, dados astronômicos e cronológicos, relatos de sucessos ocorridos antes e após da conquista segundo as palavras de Lhuiller:
           
“Hacia fines Del siglo XVII y durante El XVIII, los nativos de Yucatán escriberon varios libros em lengua maya com caracteres latinos, libros que recibieron el nombre de Chilam Balam, es decir, los “libros Del profeta Balam (tigre)”, alusion a um sacerdote que vivió em la época de la conquista y se hizo célebre por haber profetizado La llegada de gente extraña y barbada, portadora de outra religión”.
(LHUILLER, 1991, p.36-37)

Segundo Saunders “o aspecto visionário da religião maia foi incorporado aos períodos mais posteriores na figura do sacerdote Xamã, chamado Chilam, que interpretavam os mundos dos espíritos e depois fazia profecias aos colegas e governantes.” (SAUNDERS,2004 p.75). Deste modo é possível entender o papel e a força religiosa que sobressaia dos Profetas “ungidos” pelos deuses para assim anunciarem as suas palavras.
            SAUNDERS, afirma ainda que “exemplos posteriores dessas previsões do período maia pós-clássico foram trazidos para o espanhol, e então para o inglês, como o Livro de Chilam Balam de Maní, no qual Chilam Balam significa “Sacerdote Jaguar”. (Id.,2004, p.75). Sabe-se que estas crônicas, profecias, contidos no Chilam balam não se afastam do aspecto religioso, principalmente relacionando os escritos ao sobrenatural através do sangue humano, pois “o sangue humano era uma ponte para unir os humanos ao reino sobrenatural”.  (Id., 2004 p. 75)
            Escrito muito tempo após a conquista, como já foi afirmado, as profecias de Chilam Balam eram retrospectivas, elas relatam a destruição e o renascimento,esta passagem que segue,  revela claramente essa característica assim como, referências fortíssimas ao cristianismo:
“Cuando acabe La raíz Del 13 Ahau Katun, sucederá que verá El Itzá.
Sucederá que verá allí enTancah La señal Del Señor, Dios Único.
Llegará. Se enseñará El madero asentado sobre los pueblos, para que ilumine sobre La tierra.
Señor: se acabo El Consuelo, se acabo La envidia, porque este dia há llegado El portador de La señal.
Por El norte, por El oriente llegará El amo,
!Oh poderoso Itzamná!
Ya viene a tu pueblo tu amo. !Oh Itzá!
Ya viene iluminar a tu pueblo.
Recibe a tus huéspedes, los barbados,
los portadores de La señal de Dios.
Señor, buena ES La palabra del Dios que viene a nosotros
el quew viene a tu pueblo com palabras del dia de La resurreccíon.
Por ello no habrá temor sobre La tierra.
Señor, Tú, Único Dios, El que nos créo,
ES Bueno El signo de La palabra divina?
Señor: El madero antiguo ES sustituido por El nuevo...
! Oh Señor, su palabra vendrá em los pueblos de La tierra!”
[...]“Esto es lo escribo: En mil quinientos cuarenta y uno fue la primeira llegada de los dzules, de los extranjeros, por el Oriente. Llefaron a Ecab, así es su nombre.”[...] (El libro de dos libros de Chilam Balam. Edicíon de A. Barrera Vásquez, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económica, México, 1948,PP.167 – 170. Apud, FRANCH,2007 p. 82)

            Esses são alguns dos fragmentos, confirmando a visão profética escrita no Chilam Balam. Neste fragmento, há uma conversa com o “poderoso” Itzmná o deus da escrita e da cultura pela qual é expressa uma melancolia, pois se sabe que a nova religião será imposta e não haverá mais o que ser feito.
            No Chilam há um apreço muito grande pelo calendário religioso clássico. Característica comum dos livros de profecia, com uma diferença do livro apocalíptico que conhecemos “A Bíblia”, o qual não revela o momento, hora, o dia da parúsia, como bem se conhece “o fim dos tempos”, diz que chegará, mas não especifica cronologicamente quando. Diferentemente o Chilam Balam em suas profecias, revela a data pela qual o fato se sucederá:
[...] “Su espíritu no quiso a los dzules ni a su cristianismo. No les dieron tributo ni El espíritu de los pájaros, ni El de lsa piedras preciosas, ni El de lãs piedras labradas, ni El de los tigres, que los protegían. Mil seiscentos años y trescientos años y terminará a su vida.” [...] (El libro de dos libros de Chilam Balam. Edicíon de A. Barrera Vásquez, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económica, México, 1948,PP.167 – 170. Apud, FRANCH,2007 p. 88, 89)


            Em suas visões proféticas, o Chilam vai tratando dos problemas que toda a civilização mais passará, visto que, os seus deuses serão “aniquilados”, assim como toda a sua cultura. Para os profetas, os quais certos estavam, toda essa desestruturação se daria pelo problema da invasão dos “Loz Dzulos” (Espanhóis) que trará discórdia, divisão e pestes para aqueles que estavam na “luz”:
[...] “Ensénaron el temor, marchitaron lãs flores, chuparon fasta matar La flor de los otors porque viviesse La suya. Mataron La flor de Nacxit Xuchitl. Ya hábia  sacerdotes que nos enseñaron. Y así se asentó El segundo timpe, comezó a senõrer, y fue La causa de nuestra muerte. Sin sacerdotes, sin sabiduría, sin valor y sin verguenza, todos iguales.” [...](El libro de dos libros de Chilam Balam. Edicíon de A. Barrera Vásquez, Biblioteca Americana, Fondo de Cultura Económica, México, 1948,PP.167 – 170. Apud, FRANCH,2007 p. 85)


            A mesma origem e igual finalidade que o Popol Vuh tinha os manuscritos do Chilam Balam. De acordo com BROTHERSTON e MEDEIROS, “o texto maia- quiche tem parentesco íntimo a altamente informativo com os livros de Chilam Balam que ao norte da Planície de Yucatán e Petén, transcreveram para o alfabeto os textos hieroglíficos das grandes cidades maias, dando continuidade ao mesmo tempo, ligando-se diretamente com os textos em naúatle como a Lenda dos Soís e o começo dos Anais de Cuahtitlan.” (2007, p. 15). Subentende-se desta forma, uma relação cosmológica íntima entre eles, independente do tempo cronológico os quais foram escritos.
            Essa compilação de notícias antigas e novas foi multiplicada em muitos lugares, pois atualmente é possível falar de muitos livros Chilam Balam, que ainda existem ou estão desaparecidos. Seus nomes correspondem a diferentes aldeias da península de Yucatán: Chumayel, Tizimin, Kauá entre outras conforme a citação abaixo:

         “Sus nombres corresponden a disnstintos poblados de La península de Yucatán: Lxil, Tecax, nah, Tusik, Maní, Chankan, Teabo, Peto, Nabulán, Tihosuco, Tixcocob, telchac, Hocabá e OxKutzcab. De los últimos ocho solamente se tienen referencias; los restantes corresponden a copias de los siglos XVIII y XIX.” (Lhuiller, 1991, p.19)
           
Balam era um dos sacerdotes maias mais famosos antes da chegada dos conquistadores. Visto sua profecia ter se realizado em relação à chegada de povos estranhos, se creditou ainda mais em suas “conclusões” cosmológicas. De acordo com COE (1966, p.122) esse personagem vivia em Maní, um dos povoados da península de Yucatán citada acima.
            Os livros do Chilam Balam apresentam um conteúdo muito diversificado e heterogêneo. Uma vez que existem questões religiosas indígenas, notícias históricas de interesse geral, ao lado de acontecimentos muito particulares. Também encontramos nos textos, relatos sobre a medicina, astrologia, cronologia, rituais e assim por diante.
            Uma das mais ricas fontes do Chilam Balam, segundo COE, é a “história de katún”, baseada no Calendário de pequeno curso, um ciclo de 13 katuns, sendo cada um desses Katuns designado pelo dia, sempre o ahau, em que terminava. (1966, p.122)
            O mesmo afirma que:


 ...se possui uma boa quantidade de valiosas informações sobre os rituais maias através de vários trechos esotéricos. Por estes documentos pode facilmente concluir-se que a vida dos maias estava profundamente impregnada de um sentimento religioso e que os atos rituais deram um significado e um sentido de segurança a todos as Camadas sociais deste povo. (Id., 1996, p.156)
           
Em código apocalíptico, assim como os outros relatos messiânicos, o Chilam Balam é em certo ponto mais complexo do que o Popol Vuh. Enquanto trabalhamos com o Popol Vuh de certa forma, se existe uma maior “facilidade” de compreensão, há uma idéia da gênese que nos leva a um relato contínuo e de melhor entendimento, claro que é a gênese base do relato sabendo-se que o escrito se detém também para outros tipos de trabalhos. Enquanto o Chilam Balam por ser um livro mais profético, e trabalhado muito com o calendário, com as palavras dos deuses e metáforas, faz dele um relato de maior dificuldade para a compreensão.
            Um relata e trata da gênese da civilização e também com a função de aconselhar. E o outro profere as “sábias” revelações da vontade dos deuses e desta forma exorta o seu povo para o bem do mundo espiritual e a boa convivência enquanto a vida na terra, e ainda mais o aviso das calamidades previstas por vir. Aguardemos então o ano de 2012 para conferir a profecia do fim, contida do Chilam Balam.
                        “Os mitos se reafirmam e se transformam, dialogando com a História como produto e como instrumento da reflexão de determinado povo sobre a sua forma de viver, sua sociedade e história, como expressão de concepções culturalmente elaboradas e reveladoras.” (SILVA, 1994, p.331 e 333)













REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


BROTHERSTON, G. MEDEIROS S. Popol Vuh. São Paulo: Iluminuras, 2007.

COE, Michel D. História Mundi. 11° Volume. Lisboa: Editorial Verbo, 1968.

LHUILLIER, Alberto Ruz. La Cicilización de Los Antiguos Mayas. México: Fondo de Cultura Económica, 1991.

FRANCH, José Alcina. Mitos y Literatura Maya. Madrid: Alianza Editorial, S.A, 2007.

SAUDERS, Nicholas J. Américas Antigas: as grandes civilizações. São Paulo: Madras, 2005.

SILVA, Aracy Lopes da. A temática Indígena na Escola: novos subsídios para professores do primeiro e segundo graus.São Paulo: Global Editora e Distribuidora LTDA.art.13.2004.


Nenhum comentário:

Postar um comentário