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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA “EVOLUÇÃO” MUSICAL DO SURGIMENTO DO CANTO GREGORIANO AO SURGIMENTO DA ÓPERA


ANÁLISE DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA “EVOLUÇÃO” MUSICAL DO SURGIMENTO DO CANTO GREGORIANO AO SURGIMENTO DA ÓPERA.


Graduado em Historia 
heriberto.motaupe@hotmail.com

Autor: HERIBERTO DA MOTA DE ARRUDA BARROS



Com o nascimento de Cristo a história da humanidade não seria mais a mesma no contexto sócio-cultural. Este fato marca o inicio de uma era de transição e rupturas assim como de uma nova visão de mundo. Sabemos que a religião cristã originou-se com a mensagem de Jesus ao proclamar-se filho de Deus feito homem e pronto para amar e perdoar os pecados daqueles que se arrependiam. Após ter cumprindo sua missão terrena, Jesus morre, ressuscita e volta para o pai deixando ensinamentos novos e com estes, muitos adeptos. É exatamente aí que passaremos a refletir um pouco sobre as mudanças pertencentes ao nosso tema principal “A Música”, ou melhor, um pouco da sua história desde a Idade Média ao surgimento da Ópera. Antes de passarmos a entender quais os acontecimentos mais marcantes, vivenciados pela produção musical nestes períodos, voltemos um pouco “atrás” nos primeiros momentos da História da humanidade e pensemos em quais condições estava a música antes de ser uma produção “medieval”.
Valdir Montanari, em seu livro “História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock” nos conta um pouco sobre as funções da música no mundo antigo, o que nos faz perceber que esta, em função de uma ligação espiritual ou não, fazia parte, comumente do cotidiano dos povos. Para trazer a tona uma reflexão mais próxima ao período que será analisado posteriormente, nos diz MONTANARI sobre a música na antigüidade: “é importante que fique bem sedimentada a idéia de que a música na Antiguidade marcava sua presença em cerimônias, festas, jogos e até combates. A música presente nas cerimônias religiosas tinha, em geral, um caráter alegre e festeiro, e não privilegiava determinados instrumentos.” [1] 
É contrapondo-se a este conceito da música na antiguidade que analisaremos a música medieval. Assim como, apresentando a sua similaridade com o novo momento que se inicia, já que a música do medievo se apresentava a principio sem nenhum uso típico de instrumentos acompanhantes.  
            Comumente a Idade Média é apresentada como um momento que nasce com a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C.. Durante a decadência do Império, o Cristianismo se disseminava por todo o Ocidente, e sua “pedagogia” não se adequava aquela forma ritmada conhecida no mundo antigo, já que o que marcava o nascimento e expansão da religião “nova” era o sacrifício de Jesus filho de Deus na cruz do Calvário. Neste sentindo surgiu-se a necessidade de se falar com Deus através das orações musicadas, cujo filho havia morrido em circunstancias trágicas e “vergonhosa” para a época. Para MONTANARI, “este foi o motivo pelo qual a música cristã nasceu nostálgica, solene, e por vezes até depressiva”. [2]
Há também outros motivos que podemos citar pelos quais a música se tornou um tanto que “parada”. Nos momentos iniciais da expansão cristã, todos aqueles que aderiam à nova fé eram perseguidos, já que estavam abandonando o culto pagão aos deuses da antiga Roma. Daí surge à necessidade de se fazer um culto mais silencioso. Sobre isto nos diz PAHLEN:
“nasce nos subterrâneos da cidade, nos corredores secretos, nas catacumbas, uma nova época da humanidade. Ali se reúnem em numero cada vez maior, diariamente, os discípulos do Mestre de Nazaré... Reunidos nas sombrias catacumbas, procuravam erguer o coração a Deus por meio de cânticos de louvor; mais não conheciam a melodia que pudesse exprimir a pureza dos seus pensamentos, nem som que se prestasse às suas preces”.[3]

           
           
            Dentro deste contexto, enquanto os cristãos eram perseguidos a música se desenvolvia. No ano de 313, o imperador Constantino, assinou o decreto de Milão, autorizando aos cristãos a liberdade de culto, o que de certo modo deus-e um desenvolvimento na música.
            Segundo MONTANARI:
“no início o canto cristão era linear monódico, particularmente pela falta de preparo dos fiéis. Os primeiros sinais de aperfeiçoamento começaram a surgir somente dois séculos depois de Cristo, quando já se tem notícia de uma solista para os cânticos. Naquela fase intensificou-se o canto antifônico, quando o solista, que na maioria dos casos era um sacerdote, entoava determinados versos que eram respondidos pelos presentes à cerimônia. Mais tarde, a pratica antifonal ficou incorporada a certos trechos da missa como peça fundamental, e não como um complemento.” [4]

Pode-se ate dizer que há certo teor de preconceito do autor em se tratar deste modo para com as ladainhas dos fiéis já que ele os acha despreparado.
            Em continuidade com as mudanças, o cristianismo é transformado como religião oficial do estado em 323, que faz de certo modo a música abandonar as catacumbas e entrar nas igrejas.  Os cantos que se conservaram ao longo dos primeiros séculos do Cristianismo foram reunidos pelo Papa São Gregório Magno (540?-604), assim como Santo Ambrósio, Bispo de Milão, deu sua contribuição para a música da Igreja Ocidental. Para MONTANARI “a característica mais marcante do canto Gregoriano é que os fiéis o executam em uníssono. É também por isso que essa cantoria cristã é conhecida historicamente por cantochão, pois é bastante linear e monótona.”[5]
 Diante do crescimento que se dá no processo musical deste período, diversos são os problemas enfrentados pela “dominação musical”, o que faz do clero o seu dominador.
            PAHLEN nos diz que:
“Apesar de todas as divergências, a música constituiu na crescente atividade das obras de missões e catequização um elemento essencial. Onde a palavra do sacerdote não conseguia penetrar, seja por não compreenderem o latim e os missionários não falarem a língua do país, seja porque os conservavam a antiga crença e se recusavam a ouvir os sermões dos recém-chegados a música realizava verdadeiros milagres.”[6] 

            No período conhecido como Idade Média que didaticamente vai do século V ao XV, é considerado um momento de retrocesso cultural para muitos. Neste estágio, encontramos uma minoria basicamente compostas por senhores feudais e a grande e espiritualista Igreja agora considerada Católica representando o poder geral. O imaginário medieval de certo modo, foi controlado pela ideologia paranóica do demônio e do inferno, fazendo com que a música considerada profana praticamente sumisse, já que ninguém devia servir a dois senhores. Diante destes fatos, a música cristã pouco evoluiu o canto gregoriano se manteve praticamente até o limiar do segundo milênio com pouquíssimas alterações.
             Após o ano 1000 d.C. a música profana vai se retomando historicamente. Para MONTANARI “o renascimento musical teve inicio com certos artistas que percorriam o continente europeu, tocando e cantando em troca de comida e hospedagem, conhecidos por jograis ou menestréis. Estes eram originários do povo inaculturado. Cantavam e tocavam de maneira intuitiva, tais como muitos artistas popularescos que observamos hoje em feiras e praças, geralmente mendigando, sem preparo formal.” [7] É possível mais uma vez, enxergar o preconceito com o qual o autor trata o determinado momento e período aqui tratado, visto que cada povo vive aculturado a uma meio que é pertencente a ele. Ou melhor, não cultura maior ou menor e sim praticas culturais diferentes.
Em continuidade temos os trovadores que de forma novamente preconceituosa e separatista Montanari apresenta: “Os trovadores eram poetas provenientes em geral da nobreza, e surgiram com a idéia de desenvolver uma forma associativa de poesia e canto.” [8] Este será um momento impar na História musical porque de certo modo a “monotonia” inspiradora do canto gregoriano “cederá” a uma nova forma de praticar a música. “No canto do cavaleiro mesclavam-se numerosos elementos: melodias populares do seu pais e melodias de países do Ocidente e Oriente. A Europa inteira é inundada por um novo canto... A poesia e a música conquistaram uma popularidade que, necessariamente, faltava ao canto eclesiástico latino...”[9] França, Itália, Espanha e Portugal são os principais pontos dos trovadores, apresentando nas rodas de amigos, cortes e ate mesmo em “escolas de música” suas “crônicas cantadas”.
Temos na arte dos trovadores e “Minnesänger” a primeira irrupção da música popular européia para a música artística – reação inconsciente contra o canto gregoriano, e hora de nascimento da música européia. “Dali se estende longo e sinuoso caminho aos “séculos do ouro” do classicismo e romantismo”[10]
Com a combinação entre canto e musica, rima e composição melódica, surge a necessidade da escrita musical. E como destaque deste momento, é possível falar de Guido (995-1050) um monge Beneditino da Cidade de Arezzo. “Seu feito foi adotar uma pauta de quatro linhas paralelas. Sobre essa pauta, Guido fixava os neumas antigos. Foi o mesmo Guido que deu nome às notas musicais. Eis ai a grande contribuição de Guido para a História musical. De agora em diante, com a “abertura dos portos” a música Ocidental tende-se a crescer e se expandir culturalmente.
Com o desenvolvimento da escrita musical, e do contraponto, percebem-se a necessidade da evolução dos instrumentos, aqueles necessários ao acompanhamento das melodias. Diante de poucas fontes citaremos aqui os instrumentos mais importantes e mais usados por volta do século XIV. Temos o órgão, instrumento já utilizado pela igreja para complemento do culto, a guitarra acústica e o alaúde, assim como os conhecidos instrumentos milenares de sopro e percussão. Com esta evolução da escrita musical, instrumental vivenciada pela Europa a tendência natural do momento era o desenvolvimento da música instrumental.
Como afirma MONTANARI:
 “o primeiro grande testemunho da evolução da música profana instrumental teve lugar em Florença de Dante, com o celebre Francisco Landino (1325-1397). Para todos os efeitos, ele é considerado como o precursor da música instrumental bem elaborada, aquela que hoje chamamos de erudita ou de concerto”.[11]

            Podemos assim afirmar que o final da Idade Média, no contexto musical é caracterizado pela real mudança da “retirada” do canto Gregoriano em relação ao crescimento musical em termos vocal e instrumental da música conhecida como profana. Assim como, uma época de grandes transformações em toda a Europa.
            A música, agora polifônica, tem seu papel fundamental em toda a sociedade, ela desperta o homem a arte e ao lazer através da música, ela tem não só sua contribuição na edificação dos homens e do processo educativo.
            Para nos localizarmos no tempo no qual estamos tratando, vejamos o que nos diz PAHLEN sobre o surgimento destas novas características:
         “A cidade torna-se cada vez maior, cada vez menos importante o castelo, e os habitantes da cidade, que a si próprios chamavam de burgueses, habitantes de burgo, sentem-se seguros, prescindem do amparo, tornam-se mais ricos e orgulhosos, exigentes e cônscios da sua importância... Encontramos sua expressão clara e distintamente posta nas milagrosas obras arquitetônicas daqueles séculos, nas catedrais, nos palácios, nos pórticos de castelos, e nas fontes. O burguês, uma vez satisfeita as suas necessidades materiais, sonha com grandes obras, que lhe projetem a glória no espaço e no tempo. Inventa a arte de imprimir livros, arma navios que negociam com longínquas partes do mundo e descobrem novos mundos. Baseia o seu poder no espírito e no dinheiro.” [12]


            É dentro deste contexto que as artes estão florescendo, contando não só com o tempo, mais sim com o desejo de posse, de riquezas o qual compunha as novas cidades. É perceptível que o canto Gregoriano vai se esquivando para os mosteiros onde será conservado. Já a nova música burguesa, “é uma afirmação cada vez mais forte da vida transitória do que a oferecida pelos trovadores. Apesar disso, muitas vezes são os seus temas de natureza religiosa, porque o homem não cessa de crer em Deus, porque a vida terrena se tornou melhor, mais segura e mais feliz.” [13]
            É aqui o “surgimento” da polifonia que está em pauta, a vida humana agora não passava a existir sem a presença de “combinações”.  É uma música que leva o homem deste período a uma diversão, o que hoje poderíamos chamar de uma espécie de relaxamento após um longo dia de trabalho.
              Em Paris com o nome de “nova arte” ars nova, se destacam grandes músicos que realizam a efetivação desta tão sonhada polifonia. Assim como em outras partes da Europa como Itália dava sua contribuição para a nova arte.
            Com o surgimento da polifonia surgiu a necessidade do aperfeiçoamento da notação. “Os cantos monofônicos podem, a custo, ser aprendidos e recitados de cor, ou de maneira primitiva, anotados como pontos de apoio a memória. Tratando-se de polifonia não é mais possível.” [14] Daí surge à necessidade de um “chefe, ou regente para preservar e obedecer à execução. O que de certo modo caracteriza o surgimento de uma arte que nascera em Florença, a Ópera. “Primeiro, a tonalidade foi completamente anotada; em seguida, foram atacados os complicados princípios de duração dos tons e as relações rítmicas.” [15]
            Com o florescimento das cidades a vida humana paulatinamente vai se transformando assim como aquilo que é produzido pelo próprio homem a sua cultura, ou melhor, o que aqui sempre se está enfatizando a sua produção musical. Se continuarmos a analisar as transformações ocorridas na cidade é possível observar a junção de vários instrumentos em determinadas festividades assim como o próprio pagamento por estarem estes artistas se apresentando.  Os músicos passaram a se organizar e daí bem se sabe que vários artistas juntos a produção artística humana vai se dá com bastante êxito o que veremos com mais ênfase nas próximas linhas. Para PAHLEN “a posição social dos grandes compositores chega ao seu primeiro ponto culminante. São amigos e confidentes de príncipes e grandes de seu tempo, gozam honras e de esplendidas rendas. Aproximamo-nos da Renascença com o seu incompreensível florescimentos de todas as artes.” [16]
            O século XVI é marcado pela transição para a música. Toda a produção medieval de certo modo era uma dedicação a Deus, foi dele que foi tirada a inspiração. A arte que agora surge, ou como conhecemos a arte moderna dedica-se ao homem, os sentimentos as paixões e daí se tem o impulso.
            A Ópera o mais criticado e ao mesmo tampo mais adorado gênero da música, surge em Florença, foi exatamente o teatro grego que veio a constituir-se na maior vertente de inspiração segundo MONTANARI.[17]
            Para o mesmo, a transição do renascimento para o barroco caracteriza uma das fases mais confusas da história da musica. Embora o renascimento musical tenha tomado um bom rumo durante os séculos XV e XVI, em grande parte pelo desenvolvimento da música profana [...] A linearidade do canto gregoriano cedeu lugar para a polifonia, mas restavam ainda a solenidade e aquele sentimentalismo que sempre caracterizavam a música católica.[18] Para a Europa este é um momento bastante “confuso”, pois, toda a sociedade passa por transformações que para nós é normal acontecerem, enquanto para a sociedade do século XVI, a situação era bastante contraditória. E é dentro deste contexto sócio-cultural que encontramos como já foi citada anteriormente a Ópera. Diante de tantos acontecimentos e por sinal, bastante complexos, surge em pleno século XVII o surgimento da harmonia, que para MONTANARI caracteriza a transição da música renascentista para a barroca. Provavelmente a palavra barroca tem características fortemente culturais e sociais, o que nos leva a crer no estilo de arquitetura e arte ao “excesso produzido pela sociedade. E que por sinal será utilizado o mesmo termo para o período em que se diz do surgimento da Ópera ate a morte de J. S. Bach.
            Segundo MONTANARI:

[...] O surgimento da Ópera no limiar do século XVII demonstrou que o trovadorismo, germe do renascimento da música profana, precisou aguardar mais uns três ou quatro séculos para dar o próximo passo fundamental. Texto e música continuaram a ser associados, só que dessa vez tendo em ambos os lados figuras intelectuais [...] E essa associação estabeleceu uma prática que também passou para a história e consagrou-se com o tempo: foi a escrita do famoso libreto, contendo o roteiro da ópera, concebido por um grande nome da intelectualidade. Tanto isso é verdade, que mesmo no século XX os exemplos são vários. Um deles foi o do alemão Kurt Weill, que solicitou ao teatrólogo alemão Bertolt Brecht que escrevesse o libreto para a Ópera dos três vinténs. [19]

            Para muitos historiadores, a data oficial para o surgimento da Ópera é em 1600, com a apresentação pública de Eurídice de Peri. No mesmo campo de trabalho “Eurídice” surgiu aquele que se destacaria com grande ênfase do período em que esta sendo trabalhado. Claudio Monteverdi, maestro da capela de Mântua. Como afirma MONTANARI:
“Ele não hesitou em deixar para a posteridade um legado de óperas e missas que atestam que não estava decidido em que lado da batalha entre a burguesia religiosa e harmonia convivem em suas criações com uma fraternidade raramente observadas em outros períodos. Ainda sim não pode negar a vivacidade de Monteverdi, que deu grande impulso à história da composição, com suas orquestrações complexas.” [20]

            Monteverdi, ligado mais ao catolicismo e sua doutrina religiosa em suas “composições” se contrapõe a outro grande gênio deste período, Johann Sebastian Bach (1685-1750). Bach teve uma história de vida um pouco difícil, o que o fez a sair de casa logo cedo para “ganhar” à vida. Desde sua adolescência adquiriu o gosto pela música o que faria dele mais tarde um dos grandes nomes. Por algumas confusões com seu irmão, sentiu-se acolhido nas igrejas luteranas, onde usará seu talento como organista. O mesmo autor afirma que: “Bach retomou a polifonia, na sua forma mais manifesta: o contraponto. Foi exatamente a partir dali que criou a “arte da fuga”. Assim como outros temas foi alvo de sua arte, como a “paixão” alusão a morte de Cristo. [21]
            Como já foi citado este período conhecido como barroco é bastante “contraditório”, e Bach também deu sua contribuição. Em um momento em que a ópera solidificava a harmonia, ele recorria à polifonia.
            Vejamos o que nos diz CARPEAUX sobre este momento:
        
O barroco começa com a música homófona, a ópera monódica de Monteverdi; e nas duas gerações a ópera italiana perde, constantemente, em substancia musical, processo que também contribui para corromper a música sacra.
            Foi preciso inventariar novamente a música barroca e seus gêneros típicos/; a ópera, o concerto grosso, a suíte e a cantada sacra, cujos recursos são cada vez mais os da musica profana. Este novo inventario da música barroca inspirou a musicóloga belga Suzanne Clercx algumas observações de validade geral: na época barroca, a melodia torna-se independente do coro, colocando-se no centro do universo musical, como expressão de situações dramáticas e sentimentos humanos; é a ópera. Poe outro lado, a polifonia entra, como o estilo policoral, em decadência; a música “horizontal” é minada e, enfim, substituída pela harmonia “vertical”, apoiada no baixo - continuo; mas para essa música harmônica não se conseguir logo elaborar normas de arquitetura tão seguras como polifonia vocal; a conseqüência é o caos, do qual Bach e Handel emergem pela volta á polifonia.
            Paralelamente, o musicólogo Manfred Bukofzer retificou a cronologia da época: define como primeiro Barroco as origens da ópera em Florença, da monodia e do baixo - continuo; como ato Barroco e o Barroco médio, a ópera veneziana de Monteverdi e suas repercussões na Alemanha (Schuetz), França (Lully) e Inglaterra (Purcell); e como último Barroco, à volta à polifonia nos países nórdicos, na arte de Bach e Handel. [22]
           

            Foi visto aqui de uma forma bem geral as principais características pertencentes ao surgimento da música da Idade Média ao surgimento da Ópera, poucos séculos depois.  O tema proposto é amplo e bastante complexo, visto que a discussão poderia ter sido mais ampla e nos levaria às mais diversas fontes sobre o assunto.























REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

CARPEAUAX, Otto Maria. O Livro de Ouro da História da Música – Da Idade Média ao Século XX. Rio de Janeiro, Ediouro, 2001.

MONTANARI, Valdir. História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock. São Paulo, Editora Ática, 1993.

PAHLEN, Kurt. História Universal da Música. São Paulo, Editora Melhoramentos.


[1] MONTANARI, Valdir. História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock. São Paulo, Editora Ática, 1993, p.18.
[2] Id, p.21.
[3] PAHLEN, Kurt. História Universal da Música. São Paulo, Editora Melhoramentos. P.32
[4] MONTANARI, Valdir. História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock. São Paulo, Editora Ática, 1993, p.23.

[5] Id, p.23
[6] PAHLEN, Kurt. História Universal da Música. São Paulo, Editora Melhoramentos. P.34

[7] MONTANARI, Valdir. História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock. São Paulo, Editora Ática, 1993, p.26.
[8] Id, p. 26.
[9] PAHLEN, Kurt. História Universal da Música. São Paulo, Editora Melhoramentos. P.38
[10] Id, p. 42.
[11] MONTANARI, Valdir. História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock. São Paulo, Editora Ática, 1993, p.30.
[12] PAHLEN, Kurt. História Universal da Música. São Paulo, Editora Melhoramentos. P.43.
[13] Id, p.44.
[14] Id, p.46.
[15] Cf. id, p.46.
[16] Id. P,48.
[17] MONTANARI, Valdir. História da Música – Da Idade da Pedra à Idade do Rock. São Paulo, Editora Ática, 1993, p.34.
[18] Cf. Id, p.33,34.
[19] Id, p. 36.
[20] Id, p. 36,37.
[21] Cf. id, p. 38.
[22] CARPEAUAX, Otto Maria. O Livro de Ouro da História da Música – Da Idade Média ao Século XX. Rio de Janeiro, Ediouro, 2001.

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