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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Eva Perón




Por: Bruno Ferreira

María Eva Duarte de Perón, conhecida como Evita, (província de Buenos Aires, 7 de Maio de 1919Buenos Aires, 26 de Julho de 1952) foi uma atriz e líder política argentina. Tornou-se primeira-dama da Argentina quando o general Juan Domingo Perón foi eleito presidente.
Em 1944 conheceu Juan Domingo Perón, então vice-presidente da Argentina e ministro do Trabalho e da Guerra. No ano seguinte, Perón foi preso por militares descontentes com sua política, voltada para a obtenção de benefícios para os trabalhadores. Evita, então apenas a atriz Eva Duarte, organizou comícios populares que forçaram as autoridades a libertá-lo. Pouco depois se casou com Perón, que se elegeu presidente em 1946.
Famosa por sua elegância e seu carisma, Evita conquista para o peronismo o apoio da população pobre, na maioria migrante de origem rural a quem ela chamava de "descamisados".
O mais impressionante na história da vida de Eva foi o caminho meteórico que ela percorreu na vida pública. Entre a total obscuridade ao mais absoluto resplendor pessoal e político da vida e em seguida a morte, tudo ocorreu em apenas 7 anos. Nesse curto período ela saiu do anonimato para se tornar uma das mulheres mais importantes e poderosas do mundo no seu tempo. Na breve existência (morreu aos 33 anos de idade) há muitos mistérios, muitos fatos obscuros, mas há principalmente uma personalidade tragicamente marcante.
Em Buenos Aires foi morar com Juancito, seu irmão que servia o exército na Capital e já trabalhava como vendedor numa fábrica de sabão. Levavam uma vida difícil, simples, entre as obrigações da sobrevivência e fins de semana em botecos. Quando sobravam uns trocados desfrutavam o prazer de um puchero regado à cerveja Quilmes com os amigos da cidade grande. Eva passava o dia a procura de trabalho em rádios, revistas e, principalmente, tentando cavar uma chance de trabalhar no teatro e no cinema. Depois de passar fome, se submeter aos assédios de canastrões e cafajestes e suarentos do mundo artístico que lhe prometiam chances condicionadas há algumas horas nas camas vagabundas de pensões portenhas, Eva acabou por ter a primeira chance concreta no cinema, no filme Segundos Afuera. Nesse filme, no qual teve um papelzinho secundário e obtido graças à intervenção de Emilio Kartulowicz, dono da revista Sintonía ela teve chance de mostrar ao mundo artístico argentino a total falta de talento para a carreira de atriz. Mas como o destino sempre se impõe, foi na relação com este mundo que ela teve a grande chance: conhecer um coronel chamado Juan, o mesmo nome de seu pai, de seu irmão, da mãe, da sogra, da parteira e da cidade que motivou o encontro do casal: San Juan. Era o Coronel Juan Domingo Perón. San Juan havia sido atingida por um terrível terremoto.


Evita e Perón
Morreu aos 33 anos, de câncer uterino. Embalsamado, seu corpo ficou exposto à visitação pública até que, durante o golpe de Estado que derrubou Perón em 1955, seu cadáver foi roubado e enterrado em Milão, Itália. Dezesseis anos mais tarde, em 1971, o corpo foi exumado e transladado para a Espanha. Ali foi entregue ao ex-presidente Perón, que vivia exilado em Madri

No Cemitério de la Recoleta encontra-se o jazigo da Família Duarte.
O médico argentino que embalsamou Evita revelou que fora um trabalho perfeito, uma vez que, Evita parecia "uma boneca" devido a sua baixa estatura, pele alva e vestido de cetim branco. Após a vinda do esquife da Espanha numa caixa de vidro...Evita parecia adormecida.

"Evita havia se diluído, estava em todos os lugares! A sua identificação à sua pátria fora tão completa e consumada que agora, morta enquanto integridade física coesa, ela vivia, enquanto mito, em todos os recantos da Argentina."

Perón voltou à Argentina em 1973 e foi reeleito presidente, tendo a terceira mulher, Isabelita Perón, como vice. Após sua morte, em 1974, Isabelita Perón trouxe o corpo de Evita para a Argentina onde foi exposto novamente por um breve período. Foi então enterrada novamente no mausoléu da família Duarte no cemitério da Recoleta, na cidade de Buenos Aires.




Bibliografia

CAPPELLANO, Luiz Carlos - Evita: A Mulher, O Mito, disponível em: http://www.webartigos.com/articles/2863/1/evita-a-mulher-o-mito/pagina1.html
GUIVANT, Júlia Sílvia (trad. De Andréa Henrich) – Eva Perón e a questão política feminina na Argentina – tese de mestrado sob orientação do prof. Doutor Manoel Tosta Berlink, apresentada ao IFCH da UNICAMP
SCULLY, Michael – Quanto custou Perón à Argentina in: Seleções do Reader’s Digest, Rio de Janeiro, março de 1956, n° 170 pp 29-37.
PAULA, Carolina Massuia de (tradução) - Eva Perón - A idolatrada mãe dos pobres. Revista História Viva, Duetto editorial, Edição nº 19, Maio de 2005.
PERÓN, Eva Duarte – My mission in life trans. Ethel Cherry . New York, Vantage Press, 1953 .
HAHNNER, June E. – Women in Latin American history. UCLA, Latin American Center Publications. University of California. Los Angeles, 1976

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