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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tiradentes: A Inconfidência Mineira



Por: Bruno Ferreira

O Escrivão, então  o mandato em voz alta: “Justiça que a rainha manda  fazer a este infame, réu Joaquim José da Silva Xavier, pelo horroroso crime de rebelião e alta traição de que se constituiu chefe e cabeça na capitania de Minas Gerais...” (21 de Abril de 1792)

Este foi o ato de execução de um dos mártires da republica brasileira o famoso Tiradentes a população do Rio de Janeiro foi assistir o espetáculo em praça, este foi o personagem principal da famosa conjuração mineira ou inconfidência mineira esse movimento foi uma tentativa de independência do Brasil do julgo da coroa portuguesa isso ocorre nas minas gerais região de grande interesse português por causa das minas de ouro o motivo para tal revelia era entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.

A vila Rica dos Poetas
A partir de 1780 Vila rica deixava de ser apenas uma pequena vila de mineiros e passou a ser um grandioso penedo do itacolomi, no sul de Minas, a cidade se constituía por grandiosas construções, como igrejas e casarões. Não era uma cidade: era uma obra de arte urbana. Mas a riqueza da cidade era fonte também de suas desgraças, submetida a uma forte cobrança de impostos tanto de entrada como de saída tudo era cobrado imposto, Vila Rica via a sua fortuna sair rapidamente dos seus domínios sendo levados para alem do mar, esse ouro chegava às mãos do Rei “Fulvo de Metal” que era assim conhecido Dom João V.
O que era mais perturbador que o Rei não fazia políticas nem para enriquecer  a metrópole, desta forma a sociedade portuguesa alimentava um estado de pura revolta não demorando muito para explodir uma revolta.
Vila Rica havia alguma vantagem conseguia ela constituir uma sociedade urbana que possuía uma estrutura bem mais complexa, possuindo entre senhores e escravos uma “classe media” entre esses comerciantes, ourives, artistas, e poetas.
Outra possibilidade de uma classe intelectual era que os filhos dos senhores estudavam na Europa esses herdeiros dos mineradores bem-sucedidos lá tomaram contato com as ideias liberais republicanas, acompanhando o furor da revolução francesa e pela independência da primeira nação livre das Américas dos Estados Unidos.
Um desses entrou em contado com Thomas Jefferson, naquela ocasião embaixador dos Estados Unidos na França, sondando para um possível apoio à independência do Brasil.


O começo da Conjuração
Em 1788 a Coroa Substituiu o corrupto governador Luiz da Cunha Meneses por Luiz Antônio Furtado de Mendonça visconde de Barbacena, ele chegou com ordens que  expressas para aplicar o alvará de dezembro de 1750 a onde a mina precisava pagar 100 arrobas (ou 1500 quilogramas) ouro por ano para a coroa.
Caso não atingisse o ideal seria então cobrado a derrama que seria extraída o imposto extra da população ate completar sem arrombas  a derrama seria cobrada em 1789. Em 1788 alguns personagens dessa história encontraram para uma reunião conspiratória contra a coroa três tipos de homens estavam nessa reunião; intelectuais como José Álvares Maciel, entusiastas como o alferes Joaquim José da Silva Xavier ( que era atraído pelas ideias de  Maciel). E na maioria  mineradores endividados todos estavam o mais endividado Joaquim Silvério dos Reis, estavam todos convictos em rebelar contra a coroa.
Ficou acertado que no dia que fosse decretada a derrama, uma revolução eclodiria. Os planos desse golpe eram vagos, mas ficou acertado que a revolta levaria a fundação, em Minas, de uma república independente, cuja capital seria São João Del Rei. O distrito Diamantino seria liberado, assim como a exploração do Ferro e a industrialização. Seriam construídos hospitais, criada a universidade e abolida a escravidão, o governo seria entregue a Tomas Antonio consagra, por três anos e depois teria eleições livres.


O Fim da Conjuração
Mas o que foi planejado não ocorreu apesar da conjuração ser uma luta em busca da liberdade no Brasil, esta liberdade seria para poucos essa conspiração dos mineiros seria apenas um movimento para os oligarcas, sendo invocado o o nome do povo como justificativa.
Mas o plano não deu certo e em fevereiro de 1789, Barbacena suspendeu a derrama os inconfidentes desarticularam e por fim Joaquim Silvério dos Reis denunciou a trama – para obter o perdão das suas dividas. Em Maio do mesmo ano os acusados foram presos um por um e enviados para o Rio de Janeiro.

O Destino dos Conspiradores
A sentença foi meticulosamente preparada durando o processo 18 horas e ocorreu em meio a grande confusão na presença dos dezoito ocusados, depois de muita tensão a sentença foi, que sete inconfidentes foram condenados ao degredo e onze condenados à morte.
Alvarenga Peixoto, Jose Álvares Maciel, Luiz vás de Toledo Pisa, Francisco Antonio  de oliveira  Lopes, Francisco de Paula Freire de Andrade e Domingos de Abreu Vieira  partiram para o exílio em Angola.
Os conjurados  Tomás Antônio Gonzaga, Vicente Vieira da Mota, José Aires Gomes, Joao da Costa Rodrigues, Vitoriano Gonçalves e Salvador de Amaral Gurgel foram para Moçambique.
Te todas as sentenças originais, apenas uma foi mantida: aquela que condenava à morte e a Infâmia o alferes Joaquim José da Silva Xavier órfão de pai e mão desde dos dez anos, Tiradentes fracassaram a vida toda em suas profissões e por um tempo foi até dentista foi um dos mais entusiasmado da inconfidência, mas sem duvida o papel de Tiradentes  foi sempre o menor ainda mesmo por isso mesmo era o bode expiatório e a coroa pegou ele de exemplo.
A sentença de Tiradentes era essa: “Pelo abominável intento de conduzir os povos da capitania de Minas a uma rebelião, os juízes deste tribunal condenam ao citado réu a que, com baraço e pregão, seja conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nela morra a morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a vila rica, onde em o lugar mais publico dela será pregada, em poste alto até que o tempo a comsuma; e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregada em postes, pelo caminho de minas onde o réu teve suas infames práticas, até que o tempo também os consuma; e declaram o réu infame, e seus filhos e netos, e os seus bens aplicam para o fisco, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no Chão se erguerá um padrão, pelo qual se conserve a memória desse abominável réu”
Sua memória não ficou apenas para a família mas para um pais inteiro por séculos, desta forma o Brasil ganhava o seu Cristo cívico. E um Judas Silvério dos reis, desprezado pelo resto de sua vida.
 Óleo sobre tela de Leopoldino de Faria (1836-1911) retratando a Resposta de Tiradentes à comutação da pena de morte dos Inconfidentes.
O Mito de Tiradentes
Mas com o tempo depois de um século Tiradentes seria transformado em o Grande Símbolo da Republica que nascia a partir de 1873 historiadores o transformaria  numa espécie de cristo cívico, por ambas história terem um caráter de enredo muito próximo até no momento de retratar Tiradentes utilizaram de um figura próxima a Jesus, pouco se sabe de fato da feição de Tiradentes mas tais fatos eram relegados e desta forma foi fabricado o mito de Tiradentes e por mais de dois século  usam Tiradentes como símbolo de liberdade e de luta.




Bibliografia
Bueno, Eduardo 1958 – Brasil: uma história: cinco séculos de um pais em construção/ Eduardo Bueno. – São Paulo: Leya, 2010.

2 comentários:

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  2. olha amigo desculpe te dizer mas em todos livros que li dizia que os integrantes da inconfidência Mineira não tinham certeza se iam abolir a escravidão, até porque a maioria deles era dono de escravos e lucravam com a mão de obra escrava....

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