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terça-feira, 30 de outubro de 2012


Selo Blogger Versátil
O "História Interessante" foi presenteado com o selo "The Versatile Blogger Award". Este prêmio tem como objetivo reconhecer a qualidade do trabalho dos blogueiros e é oferecido àqueles que desenvolvem conteúdos que são interessantes e versáteis aos leitores.



O que observar quando for indicar alguém?

(Palavras do criador do selo) "Quando você considerar nomear um colega blogueiro para o Prêmio Blogger Versátil, considere a qualidade da escrita, a singularidade dos assuntos abordados, o nível do amor exibido nas palavras na página virtual. Ou, é claro, a qualidade das fotografias e do nível de amor exibido na obtenção dos mesmos. Honrar os blogueiros que trazem algo especial para sua vida se todos os dias ou só de vez em quando. E, se divertir!".

Regras de participação:

1) Agradecer quem te premiou:
Deixo registrada aqui, portanto, a mais sincera gratidão ao "REMEXENDO O PASSADO", na pessoa do amigo Professor Josimar Tais. Foi uma grande surpresa receber esse reconhecimento na forma deste selo.

2) Partilhar 7 coisas sobre você para que possam te conhecer melhor:
· Tenho fé em Deus sem ter uma religião propriamente dita;
· Gosto da Política, considero-a necessária, mas fico revoltado com o modo com que ela é tratada e praticada no nosso país;  
· Sou fascinado pela cultura dos povos, mas o que está relacionado à Itália chama mais a minha atenção;
· Valorizo a humildade das pessoas e me encanto com a simplicidade das coisas;
· Tenho gosto pela leitura, pelas artes, pela música e pela boa conversa;
· Acredito que a Educação é o caminho para transformar a sociedade e considero que as Ciências Humanas são fundamentais para isso;
· Abomino a ingratidão, o pessimismo, a injustiça e o mau-humor.

3) Partilhar o prêmio com outros 15 blogues e notificá-los:

Por acompanhar o trabalho destes colegas blogueiros, os selecionei e estou os indicando como uma maneira de demonstrar a minha apreciação pelas suas postagens e também de reconhecer a importância destes blogues para a pesquisa virtual em busca do conhecimento:

Estou Estudando os 15 Premiados em Breve Publico.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A Política do Big Stick: Imperialismo Norte Americano.




Por: Bruno Ferreira



Essa politica  tem como base a teoria de Monroe (" A América para os Americanos") uma alerta para as potencias da Europa para que não venham intervir no futuro mercado consumidor americano, um dos muitos exemplo de intervenção americana foi onde E.U.A interviu em Cuba e Porto Rico no processo de independência  mas não ficaram independentes de fato por que os E.U.A anexaram porto rico, e Cuba foi obrigada a criar uma emenda em sua constituição a famosa "Emenda Patt" aceitando a intervenção americana na Ilha, quando fosse necessário esse episodio teve fim com a Revolução Cubana.
Essa política foi adotada pelos estados unidos durante o governo de Theodore Roosevelt (1901-1909) que tinha como principal objetivo a intervenção política na America latina sempre que os interesses estadunidenses tiverem em jogo.
Um dos muitos exemplos foi o caso do Panamá, esses pais que era um território da Colômbia tiveram sua independência graças à ajuda norte americana no processo de independência, em troca os americanos construíram um canal que representou posteriormente um grande negocio para a economia norte americano, pois com esse canal ocorreu a redução de custos do transporte de mercadorias da costa Leste para a Oeste dos Estados Unidos.
Mas durante o século XX os estados unidos tiveram presente na America latina de muitas formas através dos seus produtos e também através de sua política intervencionista na política latino americana onde financiava grupos para se opor a crescente política socialista pelo mundo, o grande porrete foi a forma pela qual os americanos mantiveram seu controle sobre a America latina, desrespeitando o principio das isonomia das nações.
O seculo XX pode ser conhecido alem de ser um século breve e de grandes transformações econômicas, sociais e políticas como também o século dos estados unidos pois a partir da segunda guerra os estados unidos tornava-se junto com a URSS a grande potencia mundial e em 1991 com a queda da união soviética e do socialismo os americanos reinaram com sua política e economia no mundo inteiro.
Mas após a política do grande porrete com a força militar, os norte americanos substituem sua política intervencionista através do dinheiro conhecido essa nova política como “diplomacia do dólar” para que os políticos latinos vendem-se seus favores para os estados unidos. Desta forma que a elite financeira e industrial norte americana expandiu seu capital alcançando facilidades na America latina, prejudicando a grande maioria da população, a expressão Imperialismo americano foi muito bem usada por políticos de esquerda entre eles Fidel Castro, Che Guevara e atualmente por Hugo Chaves da Venezuela.
Essa política intervencionista americana durou ate o fim do século XX e começo do século XXI a partir daí novas forças econômicas surgem entre elas os países subdesenvolvidos e a Europa e Japão como forças que equilibrem o econômico político no mundo, mas sabendo que os Estados Unidos detém o poder em muitos aspectos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Professor do Século XXI




Por: Bruno Ferreira


              Uma das profissões mais antigas do mundo está em crise, lecionar nos dias de hoje está cada vez mais difícil, pois o mundo modificou muito rápido em comparado ao professor que ainda ensina igual estivesse na idade media.
            O professor do século XXI deve ter um novo comportamento diante das novidades tecnológicas deve estar integrado a essas tecnologias de forma que essas possam ajudar no ensino do aluno.
            Hoje o conceito de professor deve ser mudado passando daquele que ensina para aquele que mostra o caminho por onde deve percorrer no processo de aprendizagem do aluno, sabendo que as mudanças estão cada vez mais rápidas.
            Ser professor e claramente um desafio nos dias de hoje se você entrar nessa aventura do conhecimento deve estar preparado para baixos salários, baixo reconhecimento da sociedade e alunos insatisfeitos constantemente, sem duvida um desafio.
            O novo professor deve ter uma postura inovadora a cada aula, para ter essa postura às novas tecnologias favorecem muito as  aulas, ai vai algumas dicas:

            1- O novo professor deve estar sempre atualizado com o que há de mais moderno.
            2- Saber utilizar essas tecnologias para melhorar a aprendizagem.
            3- Admitir não ter todas as respostas e buscar por elas junto com os alunos.
            4- É parceiro do aluno e aprende com ele.
            5 - Continua mantendo a autoridade sem ser autoritário.

            Mostrar sites, blogs e programas que ajudem o aluno na aprendizagem ajuda muito, sem duvida nenhuma a explicação e uma boa apresentação do professor é ainda fundamental nesse processo, o educador deve tambem antes de começar a lecionar deve buscar fazer uma investigação do local a onde vai ensinar.
            Apesar dos pesares o professor continua um dos maiores agentes transformadores de uma sociedade que busca chegar ao equilíbrio, tanto econômico como social, é um dos poucos agentes sociais que ainda tem grande capacidade de formar cidadãos para que atuem no mundo de forma consciente e equilibrada.
 As dificuldades que o professor tem em ensinar hoje em dia, a sociedade já sabe, cabe que todos agora transforme uma das profissões mais antigas e transformadoras do mundo em um bem comum. O Brasil mais do que nunca precisa de bons professores, salários melhores, melhores condições de carreira, isto só será alcançado quando todos fizerem uma verdadeira revolução na educação.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Uma ótima palestra sobre o ódio no Brasil do ponto de vista histórico e um pouco filosofico

A Unificação Alemã






Por: Bruno Ferreira


A região onde hoje se encontra Alemanha era formada por 34 principados e quatro estados livres, a sede dessa confederação ficava em Frankfurt e o comando pertencia ao império austríaco, conforme as recomendações do congresso de Viena.
A classe alta era formada por uma nobreza que tinha suas origens saxônicas, cujo poder estava na terra, e que utilizava de um exercito mercenário, para defender o patrimônio essas grandes proprietários de terras eram conhecidos como Junkers.
A população era explorada por esses proprietários de terras, até o ano de 1830, a economia alemã parecia estagnada pelo motivo de estar pressas a traços  feudais. Em 1834, a Prússia e o Grão-Ducado de Hessen criaram um sistema de liberdade  de comercio  que tinha o nome de Zolverein, a onde estava decretado a livre circulação de mercadorias entre duas regiões.
O livre comercio resultou em um novo ritmo no desenvolvimento das industrias e dos transportes fluvial e ferroviário.
            Na ponta mais baixa a classe pobre sofria sérios agravamentos, a grande concentração de pessoas nas cidades criou um fabuloso exército de mão de obra disponível e muito explorada nas indústrias que começavam a se desenvolver.
            A nova economia promovida pelos Zolverein foi seguida por novas ideias no campo da política econômica, tendo formado três principais correntes de pensamento econômico.
            - Liberal essa corrente propunha a criação de um sistema de govenro baseado no direito da constituição, setores como grandes industriais e alguns intelectuais aderiram essa corrente.
            - Radical essa corrente erra baseada nas ideias do filósofo Hegel e defendia princípios baseados na democracia, entre esses princípios estavam igualdade de direito e soberania popular, a onde estavam associados a burguesia comercial e políticos do sul da Alemanha.
            - Socialismo através das ideias de Karl Marx e Friedrich Engels que foram divulgadas entre os trabalhadores, a classe trabalhadora aderiu a esse movimento que pregava a revolução social, a coletivização dos meios de produção e o fim da divisão da sociedade em  classes sociais.
            Essa organização de trabalhadores começou a preocupar as elites em meio a uma atmosfera política que denunciava mudanças, em 1862 o general Otto Von Bismarck foi nomeado o presidente do conselho de ministros da Prússia.
            Ele temia que acontecesse uma revolta e que não conseguiria acabar com essa revolta, que poderia fugir dos controle do nascente Estado Alemão, nessa onde de movimentos populares Bismark vendeu sua ideia de ficar a frente do processo de unificação da Alemanha.
            Com o intuito de aderir os estados do Sul na unificação, Otto provoca uma guerra contra a França que era naquele período comandada pelo imperador Napoleão III, com essa eclosão os reinos do sul se aliaram à Prússia na guerra contra a França. No ano de 1871 a França assina o tratado de Frankfurt a onde cedia a região da Alsácia-Lorena.
            Essa vitoria permitiu que Bismark conseguisse a unificação da Alemanha, o então comandante da recém formada Alemanha seria Guilherme I da Prússia, que foi coroado como imperador “kaiser”; Otto virou o primeiro ministro por ter conseguido a unificação alemã e levou a Alemanha a um patamar de potencia rivalizando contra França e Inglaterra a partir daí desencadeou uma luta que iria terminar na primeira guerra mundial.
            Podemos ver que a Alemanha como a Itália foi unida a partir de um jogo de interesses capitalistas ambas tiveram unificadores, Bismark foi o grande articulador da Alemanha, vemos também que o povo assistiu a unificação, mas começa o inicio de uma luta trabalhadora que acabaria na Revolução de 1917 na Rússia, aonde os trabalhadores chegariam ao poder por meio de muita guerra, conflito e sangue.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A Unificação Italiana




Por: Bruno Ferreira


No século XIX os reinos ao norte da península itálica estavam dispostos a promover a unificação da Itália, esses reinos tinham um grau desenvolvimento maiores que o restante da península possuía indústrias mecanizadas, ferrovias, casas de credito e estabelecimento comercial de grande porte. 
No ano de 1830, formou se um grupo liderado por Cesare Baldo, que reivindicava pela família de Savoia, o direito de governar a Itália unificada. O reino da Sardenha – piemonte, governado por Vitor Emanuel II procurava fortalecer tanto militarmente como economicamente preparando para a unificação, com o fim de impedir o estabelecimento de um governo reacionário que poderia frustrar os objetivos de expandir o capitalismo vindo do norte para o sul da península.
O rei sardo-piemontes convidou o banqueiro, Conde de Cavour, para assumir o controle das financias  e da marinha do reino, essa política era clara e definida voltada para o enriquecimento capitalista, mas a modernização do Estado tinha limites definidos onde a população das camadas populares estava excluída dessa participação.
Quando já era seguro a vitoria da unificação a alta burguesia financeira, industrial e agrária apoiada nas ideias política de Cavour, que tratou de deixar claras as intenções burguesas, separando os revolucionários da política do novo pais que nascia.
Desses revolucionários o mais importante foi Giuseppe Garibaldi que comandava grupos de camponeses nos estados do sul, que estava em um região pobre, a camada popular e revoltosa acreditava que com a unificação reformas sociais ocorreriam, como a reforma agrária, a alta burguesia temendo a reação de revoltosos chama Garibaldi para negociar.
O guerrilheiro defensor do nacionalismo romântico, resolveu abandonar a luta afim de garantir a unidade da Itália, a camada pobre de camponeses viram suas chances chegar ao fim, essa luta de unificação durou entre 1848 até 1861, quando foram realizadas eleições na península itálica, por fim Vitor Emanuel II foi aclamado rei da Itália  por decisão do recém formado parlamento italiano.
Percebe-se que no processo de unificação da Itália mais uma vez o proletariado foi deixados de lado no processo de formação da Itália, a elite burguesa formou um novo estado altamente capitalista e desigual tendo desigualdades sociais históricas nas camadas populares, de uma forma geral mais uma vez o povo foi enganado e explorado.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Revolução Francesa



Por: Bruno Ferreira


A revolução Francesa é um dos grandes acontecimentos históricos que marcaram a superação do feudalismo pelo capitalismo. É  tradicionalmente utilizada para assinalar o inicio da Idade Contemporânea.
Liderada pela burguesia, o movimento contou com a participação de vários grupos sociais: a população miserável das cidades, os pequenos produtores e comerciantes, os camponeses explorados pela servidão etc.
Ao final do longo processo revolucionário, destruído a decadente estrutura do Antigo Regime (monárquico), a burguesia chegou ao poder e acabou com o privilegio de nascimento da nobreza. Mas, em seu lugar, colocou o privilegio social do dinheiro, da  conquista de riqueza econômicas.
Para entender o processo revolucionário francês, vamos conhecer a situação social, econômica e política da França no final do século XVIII.
Havia na frança uma sociedade totalmente desigual e privilégios a sociedade francesa era baseada em estamentos sociais, ou seja, a sociedade francesa era segmentada em primeiro estado o clero, segundo estado a nobreza e o terceiro estado a burguesia a nascente classe que queria fazer parte do poder político, mas o sistema não permitia, ocorre nesse mesmo período crises econômicas, na agricultura e industria e nas finanças.
            A partir dessa situação ocorre revoltas o rei Luiz XVI cria a assembleia dos Estados Gerais, mas não favorecia a burguesia a reunião de uma assembleia constituinte foi o passo seguinte tomado pela burguesia, logo o rei foi tomar a assembleia ai ocorre a principal revolta a tomada da Bastilha.
            Ocorre ai o fim do regime feudal e nascimento de uma nova ordem na frança composta por três grupos políticos os girondinos apoiado pela alta burguesia, os jacobinos pela media burguesia, e o grupo da planície que representava o centro e era apoiado pela burguesia financeira, Luiz XVI foi levado a julgamento e julgado por traição à pátria foi condenado por conspiração.
Mesmo com o apoio dos girondinos, Luís XVI foi julgado e guilhotinado em janeiro de 1793. A morte do rei trouxe uma série de problemas como revoltas internas e uma reorganização das forças absolutistas estrangeiras.  Foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário (responsável pela morte na guilhotina de muitas pessoas que eram consideradas traidoras da causa revolucionária).
Esse período ficou conhecido como “Terror”, ou “Grande Medo“, pois os não jacobinos tinham medo de perder suas cabeças.
Começa uma ditadura jacobina, liderada por Robespierre. Durante seu governo, ele procurava equilibrarem-se entre várias tendências políticas, umas mais identificadas com a alta burguesia e outras mais próximas das aspirações das camadas populares. Robespierre conseguiu algumas realizações significativas, principalmente no setor militar: o exército francês conseguiu repelir o ataque de forças estrangeiras.
Durante o governo dele vigorou a nova Constituição da República (1793) que assegurava ao povo:
- Direito ao voto
- Direito de rebelião
- Direito ao trabalho e a subsistência
- Continha uma declaração de que o objetivo do governo era o bem comum e a felicidade de todos.
Quando as tensões decorrentes da ameaça estrangeira diminuíram, os girondinos e o grupo da planície uniram-se, contra Robespierre que sem o apoio popular foi preso e guilhotinado em 1794. Após a sua morte, a Convenção Nacional foi controlada por políticos que representavam os interesses da alta burguesia. Com nova orientação política, essa convenção decidiu elaborar outra constituição para a França.
A nova constituição estabelecia a continuidade do regime republicano que seria controlado pelo Diretório (1795 – 1799). Neste período houve várias tentativas para controlar o descontentamento popular e afirmar o controle político da burguesia sobre o país. Durante este período, a França voltou a receber ameaças das nações absolutistas vizinhas agravando a situação.
Nessa época, Napoleão Bonaparte ganhou prestígio como militar e com o apoio da burguesia e do exército, provocou um golpe. Em 10/11/1799, Napoleão dissolveu o diretório e estabeleceu um novo governo chamado Consulado. Esse episódio ficou conhecido como 18 Brumário.Com isso ele consolidava as conquistas da burguesia dando um fim para a revolução.
Portanto podemos concluir que a burguesia chegou ao poder, mas foi parte dela a burguesia conhecida  como girondinos que representa a alta burguesia, a baixa burguesia teve sua chance com Robespierre e não soube aproveitar, e sim passou um grande medo na população com a morte de mais de 10 mil mortes em guilhotinas, surge Napoleão que veio para evitar um possível ascensão de setores ligados aos Jacobinos, baixa burguesia ou mesmo dos antigos monarquistas, com isso Napoleão consolidou as conquistas da burguesia e abriu caminho para o desenvolvimento capitalista francês, encerrando o ciclo revolucionário, mas de um modo geral a revolução Francesa representou um marco para história contemporânea pois muda o sistema existente para um novo modo político de organização da sociedade baseado através de uma nova classe.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eric Hobsbawm por Bruno Ferreira

   

Historiador Eric Hobsbawm morre aos 95 anos


Por: Bruno Ferreira




Falar sobre história sempre foi uma paixão, sabendo que esse campo do saber é muito difícil é complicado, pois trabalha com varias demandas humanas como religião, cultura e  política entre outras.
Ser historiador  é um orgulho e um desafio, sabendo que temos limites e nem sempre e que nem sempre sabemos de tudo, pois não somos uma enciclopédia, hoje morreu um dos grandes historiadores da humanidade esse que deixa um larga e extensa obra no campo historiográfico   "A Era das Revoluções", "Era do Capital", "A Era dos Impérios" e "Era dos Extremos", traduzida a mais de 40 idiomas.
Sem duvida a história está de luto pra quem quem estuda ou estudara a história essa pessoa  tem que ler a história de Hobsbawm esse que rompeu  com uma história meramente memorialista e trabalha a história como uma verdadeira ciência humana, Hobsbawm sem duvida é uma personalidade do século XX.
            Nascido em família judia na cidade de Alexandria, no Egito e depois passou a viver em Viena Áustria e mais tarde Berlim na Alemanha com a chegada de Hitler ao poder a família de Hobsbawm foi para Londres em 1933, Hobsbawm seguiu seus estudos e foi graduado em  em Cambridge, além de adotar a cidadania britânica.
            Em sua vasta obra ele tratou de vários temas como a ascensão do Estado-nação, movimentos revolucionários, a história contemporânea em geral e até, em uma de suas obras, fez uma história social do jazz.
            Por ter sido membro do partido comunista sofria constante agressões ideológicas ainda mais após a violência cometida pela U.R.S.S e a queda do socialismo, apesar disso afirmava que nunca foi a favor da Rússia mas que o sistema soviético representava um avanço maior para humanidade do que o capitalismo.
            Chegou a vir ao Brasil em 2003 para a então primeira edição do flip que é a “Festa Literária do Festival de Paraty”na ocasião falou de sua autobiografia “Tempos Interessantes”.
            Hobsbawm não ficou conhecido ou famoso por que ele escreveu sobre a história mas como ele inovou a falar sobre a história falando escrevendo sobre ele no campo econômico e social, Tornou-se membro da Academia Britânica, em 1978, e foi premiado com a Ordem dos Companheiros de Honra, em 1998, e lecionou em importantes universidades como Cambridge, universidade londrina de Birkbeck, professor convidado na Universidade de Stanford, Universidade de Corne seu ultimo livro foi "Como Mudar o Mundo - Marx e o Marxismo", lançado em 2011. (Com agências).
            Do ponto de vista pessoal Erick Hobsbawm fez parte da minha formação como professor e historiador apresentado por meus mestres, sem duvida para falar sobre a história tem que citar Hobsbawm, pois soube romper com a velha história memorialista que tanto e idolatrada e cheia de nostalgia em institutos históricos pelo Brasil e mundo, por fim são para poucos mas sem duvida Erick Hobsbawm que nasceu 1917 e morreu 2012 entrara para a história.
            
Fonte da Noticia
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/10/01/historiador-eric-hobsbawm-morre-aos-95-anos.htm

Eric Hobsbawm


Uma homenagem a um dos maiores historiadores que existiu 
Ele faz parte da minha formação.

Por: Bruno Ferreira

Capítulo 8
A TERRA

I
Dentre 1789-1848 o que acontecia com a terra influenciava a vida dos seres humanos. Com a revolução dupla o impacto sobre o aluguel da terra e a agricultura foi o mais catastrófico fenômeno da época. A terra era considerada a única fonte de riqueza e após revolução seria a conseqüência necessária da sociedade burguesa e do desenvolvimento econômico. A terra tinha, a qualquer custo, de estar em condições adequadas para que o solo pudesse ser arado por forças de empresas privadas em busca de lucro. Para isso:

1 - A terra tinha que ser privada, transformada em mercadoria e livremente negociada por seus proprietários.

2 - Seus proprietários deveriam desenvolver seus recursos produtivos para o mercado estimulados por seus interesses e lucros.

3 - A grande massa da população rural deveria ser transformada em trabalhadores assalariados com liberdade de movimento, para o setor não agrícola da economia.

É importante ressaltar que alguns economistas mais radicais estariam conscientes de uma quarta difícil mudança. Acreditavam que diante da mobilidade dos fatores de produção, a terra, “um monopólio natural”, não se encaixava muito bem, pois o tamanho da terra era limitado e com diferenças na fertilidade e acesso, fazendo com que proprietários de partes mais férteis se privilegiassem. Uma maneira de combater essa situação seria uma tributação por meio de leis contra a concentração de terra ou sua nacionalização.
Esses, então, eram os problemas de terra em uma sociedade burguesa em processo de instauração. Para seu funcionamento havia também dois outros obstáculos: Os proprietários de terra pré-capitalistas e o campesinato tradicional. Ambos exigiam de uma combinação nas ações políticas e econômicas.
Visto que o primeiro objetivo da terra era transformá-la em mercadoria, o proprietário com incompetência econômica poderia sofrer penalidade e permitir que compradores mais competentes assumissem a situação. Em países com terras eclesiásticas teria que ser aberto ao mercado e à exploração racional. Não poderia haver duvidas que os compradores das terras divididas, os novos proprietários, seriam empresários fortes e sóbrios; e assim seria atingido o segundo objetivo da revolução agrária. E por último, para uma completa mudança, as forças de trabalho “livre”, constituídas daqueles que não conseguiram se tornar burgueses.

II
Na França a abolição do feudalismo foi obra da Revolução. A pressão camponesa e os jacobinos levaram a reforma agrária muito além do que os capitalistas desenvolvimentistas teriam desejado. A França não se tornou nem um país de senhores de terra e trabalhadores agrícolas e nem de fazendeiros comerciais, mas em grande parte de proprietários camponeses que se tornaram principal amparo dos regimes políticos que não ameaçaram tomar suas terras.
Já na maior parte da Europa latina, Países Baixos, Suíça e Alemanha Ocidental a abolição do feudalismo foi obra do exército francês ou liberal que proclamavam, em nome da nação, a abolição dos dízimos e direitos senhoriais. Com a volta dos Bourbon depois de abortada revolução napolitana em 1798-9. As reformas não se completaram, mas continuaram com a revolução legal em áreas como Alemanha Oriental, Croácia, Eslovênia e só voltaram sob administração francesa em 1805.
Entretanto, a Revolução Francesa não foi a única força que impulsionava por uma revolução agrária. O puro argumento econômico em favor de utilização racional da terra já impressionava os servidores civis assim como a ganância da nobreza, que transformava a emancipação da terra em um instrumento de expropriação camponesa. Os passos legais, então, para o sistema burguês de propriedades de terra aconteceram entre 1789 e 1812. Cada avanço da teoria liberalista daria mais um passo para a prática.

III
O antigo sistema tradicional, embora opressor e ineficaz, era um sistema de certeza social e uma determinada segurança econômica. A revolução para o camponês não lhe deu nada exceto direitos legais. Para o camponês pobre pareceu uma troca desfavorável. Foram retirados recursos que eles acreditavam ter direito.
Com o mercado livre de terras significaria que eles provavelmente teriam que vender sua terra, e uma classe rural de proprietários os explorariam no lugar dos senhores. A introdução do liberalismo na terra destruiu, então, a estrutura social em que sempre habitaram.
Nada mais natural que o camponês pobre lutasse pelo que pudesse e assim lutou em nome de um velho ideal consuetudinário de uma sociedade mais justa e estável, isto é, em nome da Igreja e do rei legítimo.

IV
Em grandes partes da Europa a revolução legal veio como algo imposto de fora como um terremoto artificial. Isto se tornou ainda mais óbvio em lugares onde ela foi imposta a uma economia totalmente não burguesa como na África e na Ásia (domínio inglês na Índia, por exemplo).
Na América Latina foi feita a tentativa de aplicação da lei liberal sobre a terra. Os governos independentes, entretanto, procederam à liberalização nos moldes da Revolução Francesa e doutrina de Bentham (bem estar do indivíduo), que os inspiravam.
A libertação das terras dos nobres pode ter levado a alguma redistribuição e dispersão das propriedades, embora o grande fundo continuasse sendo a unidade dominante da propriedade de terra na maioria das repúblicas. Os ataques contra as propriedades comunais continuaram ineficientes. A liberalização da economia continuou artificial. Os parlamentos, eleições e leis territoriais pouco mudaram o continente.

V
A revolução da propriedade de terras foi o aspecto político do rompimento da tradicional sociedade agrária. Uma invasão para uma nova economia rural e pelo mercado mundial. Uma transformação imperfeita medida pela modesta taxa de emigração. A agricultura local era fortemente protegida da competição internacional ou interprovincial.
O novo método agrícola, fora das áreas de agricultura capitalista bem-sucedida, era lento, por isso não faziam efeitos na competição industrial sobre aldeias ou ofícios domésticos, embora o açúcar de beterraba, o milho e a batata já faziam grandes avanços na Inglaterra.
Era necessária, então, uma conjuntura econômica com a proximidade imediata de uma economia industrial e a inibição do desenvolvimento normal para um verdadeiro cataclismo em uma sociedade agrária por meio puramente econômicos.



Bibliografia

HOBSBAWM, Eric J. A Era Das Revoluções, 1789-1848, São Paulo: Paz e Terra.