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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Resumo: A avaliação escolar, com a palavra o aluno



Por: Bruno Ferreira


AVALIAÇÃO NO PROCESSO ENSINO – APRENDIZAGEM

            A avaliação faz parte da vida humana toda atividade que se realize seja ela de qualquer categoria profissional ou lazer, é passível de avaliação. Na área da educação ocorre a avaliação sistemática, com vários propósitos, esta avaliação e para assegurar o que realmente foi aprendido, o resultado desta serve para uniformizar o ensino, oferecendo igualdade e oportunidade para todos.
            Este processo de avaliação engloba uma reflexão da qualidade do trabalho escolar, do professor e do aluno, verificando como estes estão se desenvolvendo.
            A alguns casos em que os professores transmitem determinado conteúdo e espera que os alunos compreendam, e com a aplicação da avaliação, vêem que o resultado não foi o esperado, existe uma tendência para responsabilizar os alunos pelo fracasso.
 O necessário se dizer  que dentro da educação não se  deveria aprovar ou reprovar o aluno, mas promover, sempre, o seu desenvolvimento como pessoa.


A Questão da nota
Ritch faz uma comparação entre o estudo e trabalho, tentando demonstrar que o aluno é tão alienado quanto um trabalhador do sistema capitalista, ambos são laboriosos, ou seja, amigo do trabalho.  Uma dessas comparações seria a nota, todo esforço do aluno frente ao seu processo de aprendizagem está vinculado a um só fator - a nota, da mesma forma do que a maioria dos trabalhadores tem uma meta o - salário.
A avaliação recebe um valor “status” que passa a ter um único significado – a nota de um modo geral os alunos ficam preocupados em tirar boas notas e esquecem-se da aprendizagem, cujo medo de não obtê-las gera um obstáculo. O professor tem um papel a demonstrar que está ali para ensiná-lo  e não para julgá-lo. A avaliação deveria ser um processo para avaliar a aprendizagem de um trabalho, e servir de base para novos projetos desenvolvidos conjuntamente professor e aluno.

O que, quando e como avaliar
            Na avaliação e importante ter um planejamento, estrutura, objetivos e metas a seguir como também fazer parte do planejamento geral do curso, estando em concordância e coerência com os objetivos gerais e específicos do mesmo.
            A em algumas instituições avaliações pré determinadas, mas a avaliação deve ser constante e diariamente feita pelo professor, e deve fazer parte de uma rotina da atividade escolar, no processo ensino-aprendizagem, sendo tão constante quanto as atividades e trabalhos do dia-a-dia, possibilitando assim uma reflexão diária do processo, tanto para o aluno como também para o professor.





Funções do processo de avaliação
Para Luck, existem três processos de avaliação que são complementares, o administrativo, a orientação e a informação, alem desses processos existe outra função na qual, não é apenas através de testes e provas que o professor avalia o aluno, mas também da relação diária/semanal que tem com ele, durante todas as aulas o professor avalia seus alunos.
A avaliação contínua
            A avaliação é globalizadora, na medida em que ele é informal, somativa, formativa e continua, possibilitando um acompanhamento constante de aprendizagem do aluno e isso proporciona um maior aproveitamento e desenvolvimento do processo educacional. A avaliação continuada tranqüiliza o aluno no momento da avaliação, diminuindo a ansiedade e por conseqüência melhora suas notas.
Interferência da avaliação no autoconceito do aluno
Avaliar e uma forma de atribuir valor no individuo exercendo influência na percepção do aluno de ser bom ou ruim, ter ou não valor, fazendo o sentir-se um individuo com ou sem qualidade, dentro e fora da vida educacional. A avaliação interfere no autoconceito, ou seja, diretamente no desenvolvimento do individuo, uma vez que estes fatores influenciam sua personalidade, à medida que ele acaba incorporando o estigma de ser incapaz.
O professor deve detectar as dificuldades do aluno e ajudá-lo, não o estigmatizando como um fraco, piorando o desempenho do mesmo, o professor também tem que estar preocupado com lado emocional do aluno, e não somente com seu desenvolvimento cognitivo, pois deve ser levado em consideração esse lado emocional, se não levara as serias conseqüências.
Portanto deve-se criar no aluno o habito de auto avaliar-se, e que sua auto avaliação seja constante, o que poderá contribuir para sua formação.
           
A questão do erro na avaliação
“O erro não é fonte para castigo, mas suporte para o crescimento”. (Luckesi, 1996: 58)
            A escola deve sempre oferecer meio para que o aluno possa atingir seus objetivos, conhecimento e novas idéias, produzindo resultados favoráveis. A aprendizagem e o desenvolvimento são processos que ocorrem concomitantemente. Um desencadeia o outro.
            O erro então deve ser visto, não como fonte de condenação, mas sim como fonte de virtude, uma vez  que pode possibilitar o êxito. Para Piaget, a avaliação no aluno e feita cotidianamente, o erro não deve ser considera uma punição, mas levar a pensar em busca de um resultado satisfatório. Quando ocorre um erro, devemos buscar a construção do conhecimento, para que haja a possibilidade de evolução. Deve-se valorizar e trabalhar seu raciocínio e associações que o levam a determinadas conclusões.
           
A relação professor – aluno
O professor e o que assume o ato de avaliar o aluno, é julgara o rendimentos escolares de cada aluno, deixando assim de ser um mero transmissor de informações para ser um avaliador. Há vários os tipos de professores, um deles e o que deixam seus alunos de exame ou reprovam para passar a ideia de serem bons profissionais. Tem aqueles também que não admitem que os alunos são capazes de aprender, culpando-os pelo fracasso, ou ainda atribuem a culpa ao sistema, esquecendo que faz parte do mesmo. Desta forma o aluno vê o professor como carrasco, juiz, vilão etc. e vê a si, como réu, devedor de matéria cobrado fiscalizado. A confiança professor – aluno ajuda diminuir os medos, esta relação deve existir confiança, acreditar que o professor esta ali para contribuir para o desenvolvimento dos alunos.
Avaliação como fator de crescimento pessoal
A avaliação dá a possibilidade ao aluno de ser transformador de sua própria realidade, no processo de “desenvolvimento integral do educando”, está a sua formação profissional, pessoal, ou seja, um ser  em relação. Para isso e necessário que, por parte dos educadores haja a colaboração para que isso aconteça. Pode-se ressaltar que a avaliação leva ao crescimento, quanto ela tem a possibilidade de emancipar, ou seja, que o aluno deva aprender a caminhar pelas próprias pernas, sabendo julgar a se mesmo e assumir suas responsabilidades frente a vida.

AVALIAÇÃO NA PRÁTICA
O que dizem os alunos?
E de grande importância que os educadores e a sociedade vejam a necessidade de mudanças quanto à avaliação. Foi feito então as seguintes perguntas aos alunos: como vocês vêem a prova? O que acham do sistema de avaliação? Como acham que esse sistema deveria ser? Qual opinião que vocês  tem sobre o vestibular? A pesquisa foi feita no inicio de 2004, em uma escola particular da zona sul de são Paulo. Nesse ano houve uma inovação: o TCS (trabalho de conclusão de serie), que foi proposto pelo diretor da escola, que percebeu a dificuldade que alguns alunos têm ao fazer trabalhos científicos, Questionou que os alunos deveriam sair da escola, preparados para fazer trabalhos de faculdade sem dificuldades.
O que é prova?
“Eu não gosto de prova, porque ela me testa e eu não gosto de ser testado”(anexo 6)
Cada aluno mostrou uma opinião diferente sob a questão da prova: alguns apontam aspectos positivos – serve para verificar e os conteúdos foram apresentados e aprendidos por eles de forma satisfatória. Outros apresentam aspectos negativos – causa medo, pressão, é chata. Foram entrevistados 40 alunos; dentre eles 12 ressaltam os aspectos positivos da prova; 16 mencionam apenas os aspectos negativos e o restante não mencionaram.
O nervosismo
“Para nós acalmarmos a única solução é tomando maracujina” (anexo 8)
            Ao fazer a prova, muitos estudantes ficam nervosos e, mesmo sabendo os conteúdos e tendo participado das aulas durante o bimestre, não conseguem tirar boas notas. Isso acontece pela pratica de avaliação classificatória, colocando o aluno como superior, médio ou inferior. Deve-se considerar a avaliação diagnostica, para resolver os problemas. Deve o professor considerar a participação e rendimentos diários dos alunos, é não classificar como inferior na nota que tirou.
Cola
             Os alunos antigamente tinham a obrigação de decorar conceitos dados pelos professores, aqueles que não tinham a facilidade de decorar usavam a “cola” Mas mesmo assim esse pratica e atual nos dias de hoje, e cada vez mais ela evolui, o aluno nesse processo não aprende, somente engana o professor e a si mesmo.
Nota, pra que te quero?
Na prova temos altos e baixos, quando tiramos nota vermelha a prova é chata e quando tiramos nota azul a prova é legal. (anexo5)
            A prova não deve ser considerada como única forma de avaliação, o processo de avaliação e complexo, não basta tirar notas e não saber nada do que foi ensinado; não basta também, somente participar das aulas, entender os conteúdos, mas não conseguir nota. O mais importante  que tirar 10, 7 ou zero é que ele entenda a matéria. Dessa forma, aqueles que sabem o conteúdo não terão motivos para sentir-se nervosos. O professor deve leva seu aluno a perceber que a única função da nota é indicar quais aspectos devem ser retomados e melhorados.
A cobrança dos pais
            É comum que os pais cobrem boas notas dos filhos, uma vez que elas indicam que o aluno está “bem” na escola. Entretanto, alguns estudantes comentam que, se tirarem notas baixas, ficam de castigo ou, caso tirem notas altas, ganham algum presente. Isso levara a importância exagerada que os pais dão a esse valor numérico. Sem cometer os erros das generalizações, pode-se dizer que há uma maior preocupação com a nota do que com a aprendizagem.
Vestibular
Questiona-se hoje o fato de algumas escolas optarem pela ênfase no vestibular, ou seja, preparar o aluno somente para essa prova. É um tema questionável, pois se deixa de trabalhar temas importantes para a formação do aluno para enfatizar as questões do vestibular. Provavelmente esse aluno terá bons resultados. O ideal seria que a escola tentasse exercer os dois papeis simultaneamente trabalhar temas de interesse do adolescente, sem deixar de dar ênfase as questões do vestibular.
O que deve mudar
            Os alunos sabem que devem ser avaliados; nenhum deles nas entrevistas feitas, falou que  não deveria existir a avaliação. Mas querem avaliações diferentes exercícios variados, jogos, brincadeiras, atividades diversas, atividades práticas.

Futuro
“Mas a vida é assim, cheia de obstáculos e o que temos que fazer é vencê-los” (anexo 32)
            Os professores não devem deixar que a avaliação seja considerada um obstáculo no caminho do estudante. E o erro nas provas não deve ser visto negativamente, mas sim como um aprendizado futuro. As avaliações devem ser incorporadas positivamente na vida das pessoas, uma vez esse processo acontece com freqüência, não somente na escola, mas em toda nossa vida.


Bibliografia

COSTA, Sebastião Moreira e ROCHA, Érica Ramos. “A avaliação escolar, com a palavra o aluno”. Cotia (SP), Íbis, 2004.  (P. 27 – 68, P.75 -92)

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