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sábado, 22 de junho de 2013

Historiografia - O Pensamento e a Produção Historiográfica




Por: Bruno Ferreira

 Tentando melhor aprender e  compreender os textos históricos vejamos alguns termos muitos usados nestes como História, Historicidade Historicismo e Historiografia, sendo uma breve tentativa de explicar termos tão complexos.
História - é a ciência que estuda o Homem e sua ação no tempo e no espaço, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado.
Historicidade – significa colocar em perspctiva temproal e espacial as ações humanas que podem ser depreendidas da análise dos documentos.

Historicismo - Estudo de um tema iluminado especialmente por sua origem e desenvolvimento.
Teoria que enfatiza a importância da história como padrão de valor e determinante de acontecimentos.
Doutrina segundo a qual a história, sem o arrimo de uma filosofia, é capaz de estabelecer determinadas verdades morais ou religiosas.
Arquitetura. Tendência de se inspirar em uma ou diversas épocas passadas: o historicismo do neogótico e do ecletismo.

Historiografia - é a ciência que estuda e analisa e registra os fatos históricos ao longo do tempo. Historiografia também pode ser definida como a ciência que conta como os seres humanos fizeram história com o passar do tempo. 


Até o século XIX a ideia de progresso e construção da historia era baseado na construção e pesquisa de historias narrativas que contavam a historia de nações e construções de uma narrativa tradicional, com a influencia de novas ciências no final do século XIX e começo do XX e a construção de uma historia global.
A construção da pesquisa histórica mudou o exemplo é o arquivo de pesquisa que passou de um conjunto de documentos a uma construção serial de dados, tendo uma fonte fiel para suas pesquisas.
Ate o século XIX a historiografia está associada a concepção política de um estado nação ou com o surgimento do positivismo a uma visão e busca da verdade factual tendo um estilo.
O positivismo foi aperfeiçoando e ganhando seu espaço como ciência enfatizada na sua historiografia a busca de retratar uma historia militar, política onde valoriza a figura de heróis e políticos, buscando sempre nas fontes suas veracidades.
Na primeira metade do século XIX surge a Escola Metódica que começa a criar métodos e técnicas e cria uma aproximação com a escola alemã, esses historiadores que começam a produzir uma historiografia que está marcada pela guerra Franco- Prussiana de 1870 esses fatores influenciaram o pensamento histórico da França.
A historiografia metódica busca em métodos desenvolvidos na Alemanha uma maneira de criar a historia com rigor cientifico, utiliza para ponto de partida as transformações  políticas, sociais que ocorrem a partir da revolução francesa de 1789 a frança passa ter a historiografia principal da Europa utilizando a historia francesa e europeia como fonte principal de estudos, de um modo geral a escola metódica cria-se método e rigor para história criando uma busca de documentos para a produção historiográfica.
No final do século XIX e começo do XX surge a concepção da historia em Marx  surgindo com ele uma nova concepção da historia ele que e filho de judeus que converte-se ao protestantismo ingressa na faculdade Berlim nesta toma contato com a filosofia Hegeliana.
Marx critica a revolução burguesa que foi a revolução francesa e também critica o idealismo heliano, Marx faz na sua pesquisa histórica a concepção do passado por uma luta de classes da relação do dominante com o dominado, assim dando uma realidade do presente que é um processo histórico construído pela participação do homem com o tempo. Para ele a historia de todas as sociedades esta marcada por uma luta de classes, e que toda a sociedade sempre ouve o antagonismo entre classes em diferentes épocas da historia mundial, ele vai ao passado para buscar uma interpretação para o futuro.
Marx faz ligação ao materialismo que é organizado historicamente entre essa relação dominante e dominado o seu pensamento faz criticas à divisão social do trabalho, a propriedade privada e a desigualdade social essas criticas tornaram-se importantes para a historiografia rompendo-se do método tradicional de pregado pela historia positivista e metódica Marx constrói uma historiografia nova para o seu tempo contribuindo para a produção historiográfica do  século XX e também o campo  político com o surgimento do partido comunista que em seu auge iria construir na Rússia a revolução proletária a chamada Revolução Russa de 1917 construída por Bolcheviques.
No século XX surge uma escola historiografia que vai mudar toda a concepção de ver a historia com a Escola dos Annales. As teorias da história constituídas no século XX sob as referencias teórico-metodologicas da Escola dos Annales propõem ao mesmo tempo uma nova compreensão da história e também uma revisão da historiografia.
Com esta escola ocorre uma mudança de paradigmas a onde a filosofia da historia antiga era marcada primeiro pela apresentação e concepções de passado, presente e futuro, nesta concepção a projeção do futuro contem elementos teológicos.
A escola dos Annales apresenta concepções de passado e presente buscando afastar a historia da filosofia e inserir ela nas ciências sociais e o que ocorre com a Revista dos Annales que busca no campos sociológicos, psicológicos, antropologia uma concepção histórica ligada a uma novas concepções de fontes historiográficas, buscando assim novas fontes, novos problemas, utilizando uma outra metodologia para o Corpus Documental e ao longo do século XX a historiografia da Escola dos Annales vai mudando com suas gerações de Historiadores,  podemos dividir-se em três gerações que tem suas particularidades.
1º Geração Luciean Febvre e Marc Block 1929 – 1950
2º Geração Ferdinand Braudel 1950 – 1980
3º Geração Le Goff – História Nova  - anos 80, 90 e 2000.
Vejamos a concepção de cada uma delas a primeira geração contribui para a formação dessa nova escola historiográfica.
Através de uma revista produzida na França a Revista dos Annales que surge a escola dos Annales procuravam criar uma historiografia mais próxima a área da ciências sociais e fazendo parte desse processo estava Lucien Febvre e Marc Block que foram os principais historiadores da chamada primeira geração dos Annales ambos tem uma historia parecida foram alunos  da prestigiosa École  Normale Superieure e vivenciaram tanto a influencia de Durkheim quanto a interdisciplinaridade propiciada pelos anos em Estrasburgo, que abordaram em seus trabalhos e orientações importantes contribuições de diferentes áreas, numa pratica epistemológica que objetivava romper com a historia política e dos eventos dos reis, das guerras .
A grande contribuição que a primeira geração ofereceu foi o diálogo entre a história e as ciências sociais, rompendo uma barreira invisível e ao mesmo tempo sólida, legitimada por uma história tradicional, factual, excessivamente preocupada com os acontecimentos advinda do século XIX, colocando nessa geração a preocupação da inclusão do social e do econômico.
Na segunda geração o representante em destaque é Fernand Braudel, no qual fez parte da recém criada universidade de São Paulo foi no Brasil que ele teve experiências a poder dizer que ele tornou-se “inteligente” a sua grande obra é a “O Mediterrâneo” a onde tem uma abordagem teórico metodológico da segunda geração, esta obra consagra ele como sendo o historiador da síntese  espaço –temporal que objetiva a compreensão da totalidade dos fenômenos humanos mediante a analise social realizada pela união de duas ciências que são a a geografia e a História.
Em o Mediterrâneo esta dividido em três parte  a onde fala  do homem e o meio que o rodeia, a segunda parte dos grupos e terceira a historia tradicional, cada parte esta estruturada em uma esfera, conjuntural e factual, em um geográfico, um tempo social e um tempo individual, esta obra ultrapassa o mediterrâneo e a própria segunda geração dos Annales, mas ele e sua tese e o que ocorre de mais representativo da segunda geração.
A escola dos Annales tem uma preocupação sempre romper com a história metódica e positivista, procurando a interdisciplinaridade, e tendo sempre a construção do objeto.
Se a primeira geração foi marcada pelas preocupações de uma história socioeconômica pelas preocupações da historia socioeconômica e psicológica, a segunda geração esta ligada a proterir o imaginário e a psicologia coletiva em beneficio socioeconômico e demográfico. A terceira geração já abre uma nova esfera estando relacionado com diferentes vetores.
A terceira etapa dessa escola chamada agora de historia Nova que tem como principal expoentes  Le Goff  que aponta para três fenômenos que surgiu que são o novo campo do saber que são a afirmação das ciências, sua renovação e a interdisciplinaridade, nesta terceira geração pode definir –se como a ampliação de temas  de pesquisas e pelo aporte interdisciplinar a história, buscando mais uma história antropológica, vemos que a história multiplica seus temas e suas pesquisas nessa ultima geração e busca novos campos da mentalidade como a história das mulheres, a historia da vida privada, do cotidiano, do imaginário e  outras tantas, com o passar dos anos Le Goff vê a história como uma absorção de outras ciências como sociologia e antropologia.

            Chaunu aborda em seu texto o movimento de conquista da America, áfrica e Ásia pelas estados Portugueses e Espanhóis e a historiografia produzida por alguns historiadores do período que fomentaram através de textos a descoberta de um novo mundo e de selvagens e a expansão do cristianismo e mais tarde no século XIX a produção de uma historiografia romântica. A uma mudança da historiografia regional e fechada europeia para uma historiografia que ultrapassa oceanos e novas conquistas.
            A Historiografia do século XIX das descobertas enfatiza a ampliação do mundo que elas desencadearam fazendo parte da aquisição da Renascença. Introduzem a formação do individuo no coletivo  a recriação de estados territoriais o retorno ao espírito cientifico, desta forma a historiografia das grandes descobertas esta ligada a noção absorvente e contestável de Renascença, a uma problemática de ruptura.
            Com a descoberta de novos mundos por Estados nascentes Europeus o mundo passou a ser um objeto para a Europa, um objeto de conhecimento levando para estes locais a visão eurocêntrica. A historiografia das descobertas foi concebida  na primeira metade do século XIX.
            Chaunu destaca no seu texto o pai da geografia que contribuiu para a História e historiografia o conhecido Alexandre de Humboldt que viajou por diversas partes do globo e descrevendo essas regiões, ele foi testemunha da quebra e queda do império espanhol das índias. Observando que neste período ouve a transição de poderes da Europa saindo de Portugal e Espanha para as novas potencias europeias Inglaterra e França.
            A historiografia desses países iberos preocupava em resaltar o feito das descobertas Portugal como centro das descobertas sempre citados pelos historiadores portugueses como os primeiros a se jogarem ao mar tendo como inimigo dos pioneiros as descobertas por Vespúcio e um pouco de Colombo ficando assim por um período uma richa entres esses.
            Os historiadores do séc  XX estavam preocupados não com as técnicas, mas na astronomia e na arte náutica, aos poucos o mérito foi dado aos portugueses destacando que este esforço técnico começou na bacia do mediterrâneo e chegou a escola de  Sagres e de Lisboa. O texto destaca que a historia das Descobertas foi escrita em três etapas a primeira na península ibérica no começo do séc  XIX depois em 1870 na crescente onda nacionalista
            Destacando sempre que a historiografia a partir do final do século XIX estava mais nacionalista, exaltando o patriotismo destacando nesse período o período de divisão da áfrica pelos países europeus sempre destacando um forte nacionalismo sendo que cada pais da Europa estava impondo o seu nacionalismo e sua historiografia ao seu modo e ponto de vista.
            A expansão portuguesa e o capitulo primordial da expansão europeia nesta que esta uma profunda mudança temática tendo a historia das descobertas apoiado em um estudo dos mapas antigos, sendo que a historia das ciências nasceu, no seculo XIX das necessidades do progresso da historia das grandes descobertas, tendo feito uma abordagem da união de duas ciências para a produção desta historiografia a chamada Geo-História um dialogo entre geografia e historia no interior das pesquisas humanas ocorrendo uma interdisciplinaridade tendo assim um desenvolvimento historiográfico.
            No inicio do sec. XX ocorre o aparecimento da história positivista tendo sempre a produção desta historiografia um instrumento quase perfeito do passado sendo no texto de Chaunu citado como elemento quase inútil porque não tinha finalidade e permaneceu mais próxima esta historiografia do que foi no passado como apenas uma crônica do Estado, esta ruptura de historia acontece nos anos 30 com Fernand Braudel falando do tempo e o espaço no mediterrâneo usando disso a geografia.
            Os historiadores positivistas para Chaunu lembrava os libertinos do século XVII, mas que a partir dos anos 40 foi tentada uma renovação da historia das grandes descobertas em torno da noção de espaço, saindo de um historia de colonizadores  e espaços para uma historia de espaços  transformados e trabalhados pela descoberta.
            A historia avança não poderia parar ai adquirindo de novos avanços noções de espaço  e de rede  de comunicações deve se linear uma nova problemática que libertara  a história das descobertas  do eurocentrismo tendo agora uma  visão mais global da historia.
            Antes de o planeta estar cobertor por um cultural econômica mundial existe no globo núcleos de comunicação o mundo mediterrâneo que ganha o globo no mesmo período teve um concorrente a China, e também o universo de navegações árabes no indico cada um desse mundo existe uma forte densidade de povoamento, sendo cercados por lugares inóspitos.
            Os chineses foram melhores marinheiros do que acreditou durante um período a china atravessou mares levando vantagem sobre os povos do mediterrâneo a expansão chinesa no seu exterior custeou seu avanço no interior, mas ouve uma detenção nas expedições chineses  a falta de motivação foi a fonte da falta de seu avanço pois a expedição marítima da china foi fomentada pelo estado com o intuito de  satisfazer apenas a curiosidade especifica e foi caracterizado por  J. Nedham no nível de motivos eles os chineses não estavam interessados na expansão por meio de mercadorias, mas pela pura curiosidade  e não estavam movidos por um proselitismo religioso depois de tudo isto a china voltou-se novamente para o seu interior e sua vocação agrícola, o sucesso da expedição europeias  foi também de certo modo pelo fracasso da expedição chinesa.
            Não de deve apenas ficar nesta polaridade de China e Mediterrâneo, mas que também outro ponto de expansão foi graças ao Oceano Indico árabe e uma região que formava um universo de comunicação árabes autônoma em relação ao mediterrâneo, sendo esses suplantados por avanços dos portugueses em regiões africanas.
            Chaunu chama a atenção para regiões do globo inexplorados e que foram aos poucos descobertas pelos Europeus graças a ineficiência ou a perca de motivação de Chineses e Árabes  mas a chave dessas descobertas esta relacionado ao nível de motivação mais do que o nível de técnica e que a geo-história renovara  o estudo das descobertas, para Chaunu o que fez a expansão europeia ser conhecida como tal foi um conjunto de nível de trocas  e das comunicaçãoes que proporcionaram no futuro o surgimento da revolução industrial, pois as trocas fez com que os homens busca-se motivos para superar os desafios impostos pela geografia
Portanto  ajudou a escrever nos séculos XIX  e XX a historiografia nacional de certos países europeus e que aos poucos foram rompendo-se por outros olhos e perspectivas unindo-se a geografia para formar uma historiografia saindo de uma visão apenas formada por historiadores nacionais que formataram uma visão historiográfica eurocêntrica no século XIX graças ao positivismo, mas que no século XX busca para aos poucos ver esta expansão de um todo do globo composto por outras regiões que não tiveram o mesmo sucesso como sendo um fracasso dos outros voltando a enfatizar nesta historiografia a visão eurocêntrica do sucesso pelo motivo da motivação entre outros fatores.

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Bernado Ricupero fala em seu texto sobre a construção do Estado e da nação utilizando fomentando ao longo do texto as correntes como Marxismo, liberalismo e conservadorismo cada qual pensava de um modo sobre a construção a ideia de Nação ela utiliza ainda fragmentos sobre  definição de nação de Benedic Anderson, também utiliza de Èmile Durkhein para esta a ideia de nação esta muito próxima a uma religião sendo que para Durkein que assim como a religião foi uma das principais formas encontradas em sociedades tradicionais para estabelecer identidades, o nacionalismo pode assumir papel semelhante  em sociedade modernas.
Ricupero ainda voga ao capitalismo como sendo esta uma forma complementar a nação como forma de identificar seus membros.
A ideia de nação moderna foi sendo construída desde de o fim da idade media com a chegada dos pensadores que foram formulando através de revoluções e a formação de novos estados fortes na Europa a ideia de nacionalismo, a principio estaria os franceses, ingleses e norte americanos ligados por estarem pertencendo a nação estaria, assim primordialmente no domínio da política.
Contudo a concepção de nação tem muito haver com o momento histórico que surgiram cada sociedade França e Alemanha rivalizaram a construção dessa ideia nacionalista cada um tinha uma concepção da criação da nação.
Para a construção da nação moderna foi necessário a organização de uma estrutura capaz de estar ligada a educação e a cultura erudita  um exemplo seria os imigrantes que chegaram aos Estados Unidos  e foram sendo homogeneizados pelos ensino que tinha uma cultura cívica muito forte, um exemplo simples era o juramento diário a bandeira as escolas e introduzindo nas escolas disciplinas valorizando o nacionalismo como história, geografia e literatura, onde a educação foi mais forte e que teve acesso a uma homogeneização.
A historiografia de Benedict e Hobsbawm abrem novos caminhos para entender o nacionalismo principalmente a existência de desmascarar o caráter fabricado da nação para estes ambos tinham em comum a construção ideológica que o nacionalismo pregava.
Para Anderson a imprensa teve grande significado na formação da industria editorial e do capitalismo editorial, com a formação de um imprensa através da invenção da tipografia e a criação das línguas vernáculas tornando corrente dominantes na Europa abrindo caminho para outras línguas alem do latim.
A escrita era para poucos enquanto o analfabetismo predominava na maior parte da Europa a língua que para os nacionalista e de fundamental importância estaria assim longe de ser nacional, pois poucos sabiam utilizar. Ou seja, em poucas palavras que a identidade nacional para Ricupero é uma construção política e cultural que não possui realidade objetiva fixa  ou seja as relação sociais acontecem em um espaço onde homem e mulheres pensam a respeito  e assim podem acreditar que estão unidos numa mesma  nação.
Na America ibero assim como a africana e asiática foram criadas uma nação artificial surgem da divisão administrativa  dos impérios  espanhol e português a independência estava associado a política não a vontade do povo mas a grupos políticos de uma pequena elite que buscava satisfazer seus interesses, o conceito de nação e a construção dessa no caso do Brasil tornar-se possível apenas no Futuro ou seja após a independência então a ideia de conscientização política desses indivíduos para a construção da nação vem diretamente de suas ex metrópoles sendo fundamentadas a partir da dupla revolução.
Portanto a ligação e construção do Estado e da política nacional fazem parte da historiografia  onde autores como Hobsbawm, Anderson e outros argumentam sobre a criação  do estado da política nacional em beneficio de uma elite.

Michel de Focoult que estuda filosofia e forma-se em psicologia em 1951, passa a ministrar aulas de psicologia na Escola Normal Superior e, entre seus alunos, estão Derrida e Paul Veyne, entre outros. Ainda neste ano ele adquire uma experiência fundamental no Hospital Psiquiátrico de Saint-Anne, que irá repercutir posteriormente em seus escritos sobre a loucura.
O filósofo começa a seguir as trilhas do Seminário de Jacques Lacan, e neste mesmo período aproxima-se de Nietzsche, através de Maurice Blanchot e Georges Bataille. No campo psicológico, ele conclui seus estudos em Psicologia Experimental, estudando Janet, Piaget, Lacan e Freud. De 1970 a 1984, Michel ocupa o cargo de Professor de História dos Sistemas de Pensamento no Collége de France, no qual ele toma posse com uma aula que se torna famosa sob o título de “Ordem do Discurso”.
Vemos que todas as historiografias estamos abordando a figura do intelectual e pesquisador  que produz o texto para uma camada de intelectuais e uma elite,  Michel de Foucault em seu discurso vem dissertar sobre a construção  desse saber o discurso e de extrema importância para Foucault na construção desse saber, o discurso, sendo para ele  não é apenas aquilo que se luta, mas também o que podemos apoderar.
Para Foucault o discurso esta imposto em toda a sociedade sendo controlado, selecionado e organizado  e redistribuída por certo numero de procedimentos  que tem por função conjurar seus poderes e dominar os acontecimentos aleatórios, sendo o discurso aquilo por algo que queremos nos apoderar.
Foucalt vê no discurso um fato histórico, mas que também não pode ser somente soberano, para ele toda fala é um dialogo de convencimento. No discurso segundo Foucalt não se pode olhar apenas nele como verdade, sendo que seu conhecimento é apenas parcial e que esta ligada a desconstrução de algo para a construção de um novo.
O discurso também para Foucault também esta cheio de significados e símbolos nos quais algumas pessoas têm o domínio e outras não, sendo que na sociedade existe um discurso para cada grupo social e para cada  área intelectual é através desse que o intelectual se coloca superior por sua formação e oratória.

Portanto vemos que a historiografia esta ligada a produção de pessoas que estavam e estão ligada a história do seu tempo presente que busca por meio de suas interpretações a visão de um passado buscando por meio dos códigos e fontes bibliográficas a formação de uma historiografia de acordo com aquela instituição ou estado ou grupo político, religioso e de acordo com sua ideologia particular usando sempre a busca de métodos para a produção históricas.
As fontes  como também as correntes historiográficas e a personalidade do historiador influência para a busca do conhecimento histórico mas que a fatos notórios que devem ser sempre abordados e que são óbvios e não serão refutados mas apenas revistos de formas e pontos de vista diferentes. Sabendo que este conhecimento é usado  como forma de discurso para o convencimento de certos setores da sociedade.
De forma geral a historiografia tem uma relevância primordial na formação da história e seus conceitos e de fundamental importância que esta seja sempre revistas e pesquisadas por futuros historiadores para estar de forma geral aperfeiçoado a ciência em busca da pesquisa que tem como intuído contribuir para a história e também para a formação de uma fonte reflexiva e critica dos fatos e para a contribuição do conhecimento.













Bibliografia

FUNARI, Pedro; GLAYDSON, José da Silva. Teoria da História. São Paulo: Brasiliense, 2008.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1996.

FURET, François. A oficina da história. Lisboa: Gradiva, 1980. Capítulo: Da história-narrativa à história problema

RICUPERO, Bernardo. O Romantismo e a Ideia de Não no Brasil (1830-1870). São Paulo: Martins Fontes, 2004. 

ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas: reflexões sobre as origens do nacionalismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.


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