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terça-feira, 30 de abril de 2013

Seculo XIX - A Construção do Brasil - 1808 - 1822 - 1889





Por: Bruno Ferreira

A presente pesquisa mostra os principais fatos que contribuíram para a construção do Brasil da chegada da família real portuguesa, passando pelo processo da independência e chegando a Republica do Brasil.
Para melhor compreensão, far-se-á necessário uma breve introdução.
Quando olhamos para a história do Brasil logo vemos vários fatos que marcaram a construção de um país que foi concebido para ser uma grande empresa de fornecimento de matéria prima.
Com uma política totalmente mercantilista Portugal juntamente com a Espanha foi um dos últimos países a sair do sistema capitalista mercantilista, pensavam estes que iriam viver para sempre das riquezas vindas das colônias, mas quando Napoleão tornou-se senhor da Europa ele conquistou esses países e fez com que a História do Brasil fosse com isso  influenciada pela chegada da família real portuguesa ao Brasil, está que esta fugindo do imperador Napoleão Bonaparte.
Ao chegar ao Brasil a família portuguesa trouxe consigo sua tradição, cultura e modo de viver trouxe com ela o que tinha e poderia carregar e sua política de aliança com a Inglaterra obrigou a aproximar-se ainda mais. Com a chegada da corte a Salvador na Bahia o rei assinou o documento em que  abrindo os portos as nações amigas. Essa Medida iria beneficiar ainda mais a Inglaterra e sua crescente indústria.
Ao longo da passagem da Corte Portuguesa ao Brasil o pais transformou em reino unido sua estrutura modificou nas esferas, sociais, políticas, culturais e econômicas possibilitando maior visibilidade no cenário mundial, com a queda de Napoleão do cenário mundial. A Inglaterra ficou detentora dos poderes globais, o Rei português queria ficar no Brasil mas com revoltas ocorrendo em Portugal o rei retorna ao Brasil e deixa nas mãos de seu filho D. Pedro o comando do país, deixando claro que se fosse fazer o processo de independência deveria ser feito pelas mãos de D. Pedro, foi o que aconteceu o príncipe pede independência por pressões internas e pelos arranjos políticos de  José Bonifacio D. Pedro torna-se o primeiro governante do Brasil independente tornando-se imperador do Brasil já que o Brasil vira uma Monarquia após a sua independência.
Após algum tempo o Rei D. João Morre e deixa o trono vago em Portugal obrigando a volta do imperador D. Pedro I, deixando no lugar o seu sucessor o filho que na época tinha 7 anos, mas que não poderia assumir o trono por conta da sua idade, ficando este período da historia do Brasil conhecido como período regencial onde regentes controlaram a política do Brasil.
Com o golpe da Maioridade D. Pedro II torna-se o segundo monarca do Brasil este que iria controlar a política do Brasil durante varias décadas, ate o seu fim com a chegada da Republica, isto só aconteceu por questões política, econômicas e sociais ao final do seculo XIX o Brasil era uma das ultimas republicas da America composta por libertadores Aristocratas. 

Os Fenícios





Por: Bruno Ferreira


Este povo que foi dedicado ao comercio por consequência da sua posição geográfica de um lado uma região montanhosa e com poucas terras cultiváveis do outro o mar do mediterrâneo, desta forma viram no mar o caminho para novas conquistas criaram cidades quase independentes como os gregos e desafiaram o mar em direção ao desconhecido conseguiram seu objetivo de alcançar novos povos.
Com tanta engenhosidade marítima a pratica sempre foi o seu nome e para tal a escrita deveria ser mais fácil ainda criaram e revolucionaram o modo de escrever e difundiram esse modo no mediterrâneo alguns povos pegaram a partir desta escrita e aperfeiçoaram o alfabeto com 22 símbolos esses foram os gregos e os romanos que influenciaram o nosso alfabeto atual e nossa escrita e etimologia, depois do fim do império o alfabeto foi difundido por outros povos.
Os fenícios nunca tiveram uma poderoso exercito capaz de enfrentar os inimigos mais poderosos e ricos como Persas, Assírios e Romanos todos estes foram conquistadores dos fenícios que marginalizaram esse povo no seus famosos impérios.
Portanto sem duvida nenhuma o povo fenício este que hoje podemos localizar no mapa e chamar de libaneses contribuíram e muito para a cultura ocidental.

sábado, 20 de abril de 2013

Por dentro do Mossad, o serviço secreto judaico




Antes de existir o estado de Israel, já havia um serviço secreto judaico. Saiba por que hoje ele é o mais eficiente do mundo e inspira tanto terror e admiração

Texto Eduardo Szklarz | 20/12/2012 17h3
Em 19 de janeiro de 2010, uma loira de batom vermelho embarcou no voo 526 da Air France, em Paris, com destino a Dubai. O funcionário da imigração dos Emirados Árabes Unidos checou o passaporte da moça: a irlandesa Gail Folliard, 23 anos. Pouco tempo depois, a jovem se hospedava no Al Bustan Rotana, um 5 estrelas da cidade. Ninguém desconfiou que a bela garota se tratava de uma agente do Mossad, o serviço secreto israelense. Ela integrava uma operação para matar Mahmoud al-Mabhouh, o maior traficante de armas do Oriente Médio. O árabe estava em Dubai para negociar a compra de mísseis iranianos para o grupo palestino Hamas. Como era de praxe, fez o check-in no Al Bustan Rotana. Só que, desta vez, ele não saiu vivo de lá.

Folliard ficou na cola de Mahmoud. Foi ela que provavelmente o convenceu a abrir a porta de seu quarto, às 20h30, quando dois agentes do Mossad entraram para executá-lo. Funcionários do hotel só acharam o corpo deitado sobre a cama no dia seguinte. "Foi ataque cardíaco", afirmou o médico de plantão. Mas a autópsia revelou que o sangue continha traços de succinilcolina, um poderoso relaxante muscular. A polícia de Dubai concluiu que os agentes do Mossad injetaram a droga na coxa de Mahmoud para impedir que ele reagisse e depois o sufocaram com travesseiros - simulando morte natural. Xeque-mate. Como sempre faz nessas ocasiões, Israel manteve um discurso ambíguo. Não negou nem confirmou que o assassinato havia sido obra do Mossad. "Vocês veem muitos filmes de James Bond", disse aos jornalistas Avigdor Lieberman, ministro de relações exteriores de Israel. Mas os especialistas não têm dúvida: a operação mostrou que o Mossad continua em forma - e de fazer inveja a 007. Nesta reportagem, revelamos os bastidores do melhor serviço secreto do mundo.
Encalço dos inimigos

A semente do Mossad foi plantada nos anos 30, em meio à crescente tensão entre árabes e judeus da Palestina - na época, uma colônia britânica. O agricultor Ezra Danin recebeu uma missão da Haganá, a brigada paramilitar judaica: passar informes sobre árabes que organizavam atentados contra judeus. O negócio de Danin era plantar laranja, mas a Haganá sabia que ele tinha muitos contatos entre o bando inimigo. O pacato camponês largou a enxada e, em pouco tempo, já sabia os endereços, hobbies, placas de carros e clubes que os líderes árabes frequentavam.

"Danin lançou as bases da compilação, da interpretação e do uso de inteligência sobre os árabes nos anos da luta pela Palestina", escrevem o historiador israelense Benny Morris e o jornalista britânico Ian Black no livro Israel¿s Secret Wars (Guerras Secretas de Israel, sem tradução no Brasil). Em 1936, quando estourou uma revolta árabe em larga escala, Danin liderou uma unidade que grampeava telefones, decodificava mensagens e farejava agentes duplos. Em 1940, ele fundou o Shai, o braço de contraespionagem da Haganá. Diversos árabes se tornaram seus informantes - e não só por dinheiro. Na maioria das vezes, sofriam perseguições de outros árabes por fazer negócios com judeus. "Eles temiam por sua vida e tinham fortes razões para se livrar de seus perseguidores. E nós exploramos essas situações na hora de recrutá-los", escreveu Danin anos depois.

Como se vê, antes de declarar sua independência, em 1948, Israel já tinha seu serviço secreto. Mas ele foi criado oficialmente em 1951 como Instituto de Inteligência e Operações Especiais, ou simplesmente Instituto (Mossad, em hebraico). O foco inicial eram os países árabes hostis a Israel. Não havia dinheiro nem gente suficiente para outras missões, como perseguir nazistas pelo mundo. Em 1960, porém, o diretor Isser Harel abriu uma exceção ao saber que Adolf Eichmann vivia calmamente na Argentina. O arquiteto da Solução Final da Alemanha nazista trabalhava na filial da Mercedes-Benz, fingindo ser o mecânico Ricardo Klement.

Um comando do Mossad liderado pelo agente Rafi Eitan sequestrou Eichmann quando ele caminhava pela rua Garibaldi, nos arredores de Buenos Aires, e o manteve por 9 dias algemado à cama de um apartamento alugado. O nazista deixou a Argentina sedado num avião da companhia israelense El Al rumo a Jerusalém, onde foi julgado e condenado por crimes contra a humanidade. Morreu na forca em 1961, no único caso de sentença de morte de uma corte em Israel.

"A Argentina protestou, dizendo que violamos sua soberania, mas a operação não afetou a relação entre os dois países", disse Rafi Eitan por telefone a AVENTURAS NA HISTÓRIA de seu gabinete em Jerusalém, onde hoje lidera o partido político Gil. Com a operação, Eitan e os israelenses mandaram um recado ao mundo: o Mossad podia alcançar o inimigo onde estivesse. E nada poderia detê-lo.

Em 1962, Eitan e seus colegas descobriram que o médico Joseph Mengele, responsável por experimentos macabros em Auschwitz, vivia no interior de São Paulo. "Estivemos lá, conversamos com pessoas que conheciam Mengele e o fotografamos", diz Eitan. "Mas decidimos não capturá-lo porque não estávamos preparados o suficiente. Uma operação desse tipo demanda meses. Logo depois o governo de Israel mudou e a nova administração decidiu cancelar a missão." O nazista morreu em 1979 e foi enterrado em Embu, em São Paulo.

Guerra nas sombras

Nos anos 70, organizações terroristas começaram a recrutar estudantes palestinos na Europa. O Mossad pescava nas mesmas águas. "Os palestinos usavam a saudade de casa e o patriotismo como isca. O Mossad usava dinheiro", diz Aaron J. Klein, ex-membro da Direção de Inteligência Militar de Israel. Numa rápida conversa, o recrutador do Mossad descobria o ponto fraco do estudante que abordava. Se o jovem tinha um parente doente, por exemplo, oferecia tratamento num bom hospital. E conseguia informações valiosas.

Com informações assim, o Mossad saiu à caça do Setembro Negro, o grupo palestino que matou 11 atletas israelenses na Olimpíada de Munique, em 1972. Um dos alvos foi Mahmoud Hamshari, representante da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) em Paris. Ele tinha no currículo a explosão de um avião que voava entre Zurique e Tel Aviv em 1970, matando 47 pessoas. Hamshari não titubeou quando um jornalista italiano o convidou para um encontro num café. O repórter era um agente. Enquanto Hamshari saboreava um croissant, agentes invadiram seu apartamento e rechearam o gancho do telefone com explosivo plástico. No dia seguinte, quando a esposa e a filha do palestino já haviam saído, o telefone tocou. "Por favor, posso falar com o doutor Hamshari?", disseram. "É ele", respondeu. A explosão causou um rombo na cabeça do terrorista, que morreu 3 semanas depois. A vítima seguinte foi Abu-Khair, emissário da OLP no Chipre. Seu corpo foi dilacerado por uma bomba sob sua cama no Olympic Hotel. Os chefes do Setembro Negro foram caindo um a um, como peças de dominó.

Em junho de 1976, veio a revanche: uma facção liderada pelo palestino Wadi Haddad sequestrou um avião da Air France e o levou para o aeroporto de Entebe, em Uganda, onde o ditador Idi Amin Dada lhe deu proteção. Os terroristas fizeram de reféns os 105 passageiros judeus (os demais foram liberados) e exigiram que Israel libertasse 53 terroristas. Com orientações do Mossad, Israel enviou 3 aviões Hércules C-130 numa missão de resgate que incluiu 200 soldados, jipes e até um Mercedes-Benz preto idêntico ao de Idi Amin.

"Seis agentes rodearam o aeroporto de Entebe com aparelhos que interferiam no radar da torre de controle. Desse modo, confundiram as autoridades", diz o escritor galês Gordon Thomas no livro Gideon¿s Spies: The Secret History of Mossad (Espiões de Gedeão: A História Secreta do Mossad, sem tradução no Brasil). "Os soldados liberaram os reféns e mataram os terroristas. O único oficial morto foi Yoni, irmão do atual primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu."

Haddad, o cérebro do sequestro, foi fisgado em 1977 com uma caixa de chocolate belga. Os agentes sabiam que ele era chocólatra e envolveram os doces com um veneno letal. A caixa foi dada de presente por um palestino infiltrado. Haddad morreu no ano seguinte, vítima de uma doença misteriosa. A facção que ele liderava se desintegrou e o número de atentados contra alvos israelenses no exterior caiu de imediato.

Mas não se engane: o Mossad também erra, e feio. Em julho de 1973, por exemplo, o marroquino Achmed Bouchini foi alvejado com 10 tiros numa piscina pública da cidade norueguesa de Lillehammer. Os israelenses o confundiram com o terrorista Ali Hassan Salameh, líder do Setembro Negro. (O verdadeiro Salameh foi eliminado em Beirute, em 1979.) Outro papelão foi quando o Mossad tentou matar o líder do Hamas Khaled Meshal na Jordânia, em 1997. Os agentes esguicharam um veneno em seu ouvido, mas foram pegos pela polícia. A Jordânia só os liberou quando Israel entregou o antídoto para a toxina ¿ e o chefão do Hamas sobreviveu.

A chave do êxito

Como o Mossad se tornou o melhor serviço secreto do mundo? Por pura necessidade. Num país cercado de inimigos como Israel, manejar inteligência é crucial para prevenir ataques e punir agressores. "Este é o único país que não terá uma segunda chance se perder uma guerra", dizem os israelenses. O Mossad leva isso muito a sério. E embora esteja na vanguarda no uso de tecnologias, continua fazendo espionagem à moda antiga. Infiltra agentes, alicia informantes e leva a cabo operações encobertas.

Tudo isso demanda muito esforço. Para eliminar Mahmoud al-Mabhouh, por exemplo, 30 agentes do Mossad viajaram a Dubai divididos em equipes. A maior delas, de vigilância, acompanhou cada passo do alvo desde sua chegada ao aeroporto. "Para não chamar a atenção, os agentes mudam de identidade todo o tempo: trocam de roupa, usam bigode, peruca, óculos, maquiagem. Assumem várias feições para espreitar o lobby e os corredores do hotel", diz Klein. "Mulheres são fundamentais na missão. Se o alvo está num bar, um casal vai lá e se senta na mesa ao lado. Ou uma jovem atraente o observa no balcão."

A unidade de assassinato, Kidon, costuma ter 4 pessoas trabalhando em duplas. Operações assim têm ainda o grupo de comando (2, em geral) e uma equipe de suporte, que cuida de passagens, hotéis e aluguel de carros. A ação é monitorada por outro grupo a distância, que pode estar num país europeu ou até mesmo no céu. Isso mesmo: quando kidons eliminaram o terrorista palestino Abu Jihad numa estância em Túnis, em 1988, o grupo de controle sobrevoava a cidade em círculos num Boeing 707. A bordo estava o primeiro-ministro Yitzhak Rabin, que deu sinal verde para a emboscada. Outro Boeing levava equipamentos para bloquear e rastrear comunicações, e dois mais levavam combustível.

A formação dos agentes depende da especialidade. Os que fazem tarefas de escritório ficam na sede do Mossad, em Tel Aviv. Já os kidons treinam longe dali, na área restrita de uma base militar no deserto do Neguev. Eles viajam com frequência a Frankfurt, Roma e outras cidades europeias para exercícios de simulação. Os "alvos" são colaboradores locais que participam como voluntários. "Em geral, os colaboradores acham que se trata de um exercício de proteção a uma sinagoga ou escola e às vezes levam um susto quando percebem que foram roubados no meio da rua ou jogados dentro de um porta-malas", diz Gordon.

Irã, o arqui-inimigo

Não é nenhum segredo que o Irã é o atual arqui-inimigo de Israel. E um dos grandes objetivos do Mossad é impedir que a nação persa desenvolva a bomba atômica. Tal como foi feito com o Iraque. Em 1981, caças israelenses bombardearam um reator nuclear construído por Saddam Hussein usando segredos passados por informantes. Em 1990, o canadense Gerald Bull foi morto com 5 tiros em Bruxelas, quando desenvolvia para Saddam um supercanhão de 150 metros que poderia atingir Tel Aviv e cidades europeias. Hoje Saddam é passado, e os katsas estão dispostos a tudo para frear as ambições dos aiatolás. Isso inclui até as tarefas mais básicas. "O Mossad está desesperado por conseguir gente que saiba farsi, o idioma do Irã, para traduzir conversas e documentos", diz Klein.

A Divisão de Tecnologia é a que mais cresce no Mossad. O motivo é simples: nos anos 70, quando caçava o Setembro Negro, 90% das informações vinham da chamada "inteligência humana" - ou seja, a clássica rede de informantes. Hoje, a maior parte dos dados vem de mensagens de internet, celulares e computadores. Há uma verdadeira guerrilha cibernética contra o extremismo religioso, e nesse campo o Mossad não combate sozinho. Conta com a cooperação de agências como a CIA (EUA), o MI5 (Inglaterra) e o BND (Alemanha).

Aparentemente, o Mossad é o responsável pela morte de pelo menos 3 cientistas atômicos iranianos desde 2010. A vítima mais recente foi Mostafa Ahmadi Roshan. O carro em que viajava explodiu dia 10 de janeiro, depois que um motociclista colocou uma bomba magnética sob o chassi. O Irã culpou Israel e os EUA pelo ataque. Agentes do Mossad também teriam ajudado os EUA a fabricar o Stuxnet e outros vírus de computador usados pela Casa Branca para atrasar o programa nuclear iraniano.

O próprio ofício de espião mudou. Antes, o sujeito construía uma carreira no Mossad, passava por várias funções até ocupar cargos de chefia. Foi o caso de Efraim Halevy, diretor do Instituto entre 1998 e 2002, que dedicou 28 anos à espionagem. "Hoje, os contratos tendem a ser menores. A pessoa presta um serviço por 5 anos, digamos, e depois vai trabalhar em outro lugar", diz Klein.

E lá se foi o tempo em que os espiões agiam sem deixar rastros. Imagens de Gail Folliard e dos outros agentes que viajaram a Dubai, registradas nas câmeras do hotel, foram parar no YouTube. Mas o que vemos na internet são disfarces. A verdadeira identidade deles continua um mistério. Mas no futuro bancar o James Bond vai ser mais difícil. A maioria dos aeroportos europeus deverá contar com aparelhos que detectam medidas biométricas - a identificação da íris ou da retina. Segundo Rafi Eitan, isso não vai inviabilizar as atividades de inteligência no futuro. "As agências vão encontrar formas de superar as dificuldades", diz Eitan. "Já penso nisso de vez em quando, mas não quero dar ideias aos inimigos."


O que era a organização Setembro Negro

Fundação - 1970

Membros em Munique - 8 pessoas

Como agiam - Em células de 4 pessoas. Era ligada à Fatah, da OLP




A Operação no aeroporto de entebe

Reféns - 105 passageiros judeus

Baixas - 1 militar e 3 reféns

Missão - Foi a ação de resgate mais complexa e perfeita da História




O pouso do avião inimigo


Nos anos 1960, o Iraque contava com o caça soviético Mig-21, bem superior ao francês Mirage, usado pelos israelenses. O Mossad convenceu o piloto iraquiano Munir Redfa a contrabandear um Mig-21 para Tel Aviv. Ele era cristão e queria se ver livre da perseguição religiosa imposta pelo governo muçulmano. "Com o caça nas mãos, os israelenses estudaram sua performance e garantiram a vitória contra os vizinhos árabes na Guerra dos Seis Dias, em 1967", diz o pesquisador Matt Webster no livro Inside Israel's Mossad (Por dentro do Mossad, inédito no Brasil). Redfa levou a família toda para Israel, com a promessa de proteção e emprego até o fim da vida.
"Um informante é como um limão. Não esprema demais"

Aaron J. Klein trocou o posto de capitão da inteligência militar de Israel pelo jornalismo. Autor de Contra-Ataque, sobre a caçada aos terroristas da Olimpíada de Munique de 1972, ele conversou com Eduardo Szklarz

Como é a cooptação dos informantes do Mossad?

O rastreamento do informante leva anos. Em geral, a aproximação acontece fora do país inimigo e não é feita em nome de Israel. As informações são obtidas de forma gradual. É como um limão: não esprema demais para que nada de mal aconteça. É importante não pedir que a fonte se arrisque muito nem que forneça a informação importante de uma vez. O principal é que ela não seja pega pelo inimigo. O processo pode durar décadas. Em geral, a motivação é o dinheiro.

E o recrutamento dos agentes da organização?

Por meio de amigos, do Exército ou até de envio de currículo ao site do serviço secreto. No Mossad, não há só agentes que participam em missões. O treinamento é longo. Nos primeiros dias, por exemplo, os alunos saem com o supervisor, que lhes diz: "Estão vendo a varanda naquele edifício? Quero ver vocês lá em 5 minutos". Em situações assim, a pessoa deve ser convincente para fazer o dono do apartamento abrir a porta, por exemplo. Devem reagir rápido.

Quanto recebe um agente da Cesarea, a unidade responsável por missões encobertas?

Muito dinheiro. Em geral, essas pessoas trabalham por 5 anos, muitas horas por dia. A pessoa não vê a família por semanas.

Essas pessoas recebem outra identidade?

Em Israel, usam a identidade original e o nome de nascença. Quando vão a campo, recebem a identidade específica para cada missão. Podem usar até 4 ou 5 identidades num mesmo dia.

Quanto o governo de Israel investe por ano para manter o Mossad?


Essa é uma informação secreta. Mas não creio que algum primeiro-ministro de Israel tenha negado um pedido do Mossad.


Três agentes exemplares


Isser Harel, O mestre da espionagem

Nascido na Rússia em 1912, foi um dos pais da inteligência israelense. Fundou o Shin Bet, o serviço de segurança do país, e no Mossad criou a Cesarea ¿ divisão responsável por operações encobertas. Harel arquitetou o sequestro de Adolf Eichmann. Também cultivou boas relações com outras agências. Em 1956, por exemplo, entregou à CIA uma cópia do discurso secreto feito pelo líder soviético Nikita Kruschev no 20º Congresso do Partido Comunista. Seu apelido entre os colegas era "Isser, o Pequeno", pois media cerca de 1,60 m.

Cheryl Ben-Tov, a loira fatal

A americana Cheryl Ben-Tov (codinome Cindy) tinha 20 e poucos anos quando entrou para o Kidon, a unidade de elite do Mossad. Em 2004, foi a Londres para ¿pescar¿ Mordechai Vanunu, cientista que estava revelando à imprensa britânica os segredos do programa nuclear israelense. Cheryl seduziu Vanunu e o convidou para uma viagem romântica a Roma. Lá, 5 agentes o sequestraram e o levaram de volta a Israel, onde foi condenado por traição a 18 anos de prisão. Cheryl trabalha hoje como corretora imobiliária em Orlando, Flórida.

Eli Cohen, O espião de Damasco

Nos anos 60, o negociante sírio Kamal Amin Thabit se tornou íntimo da elite governante de seu país. Tão íntimo que virou conselheiro do ministério de defesa. Ninguém imaginava que ele se chamava Eli Cohen, era egípcio e vinha de uma família judaica ortodoxa. Cohen enviou a Tel Aviv segredos militares que seriam cruciais para a vitória de Israel na guerra de 1967. Entre eles, a localização das tropas sírias nas colinas do Golã. Em 1965, foi desmascarado quando transmitia mensagens via rádio e enforcado em praça pública.


Saiba mais

Livros



Gideon's Spies: The Secret History of Mossad, Gordon Thomas, Thomas Dunne Book, 1999.

Contra-Ataque, Aaron Klein, Ediouro, 2005

quarta-feira, 17 de abril de 2013

As Cruzadas





Por: Bruno Ferreira


As cruzadas nasceram a partir do fomento do Papa Urbano segundo em que dizia que os cristãos deveriam ocupar a terra santa onde Jesus Cristo passou seus últimos momentos, o papa incentivou os reinos da Europa a lançar jornadas militares para tomar Jerusalém e tomar certas regiões no oriente onde os turcos haviam perseguido cristãos.
 A primeira Cruzada foi um fracasso todos os cristãos foram mortos pelos povos mulçumanos, a partir da segunda cruzada o papa cria os famosos cavaleiros templários esta que seria uma ordem religiosa militar para conquistar a terra santa com Godofredo de Bulhões no comando dos templários conquistaram e aniquilaram a região onde os turcos estavam.
Ao total foram mais de dez cruzadas todos os cristãos levaram a pior, mas acabaram impondo-se com o tempo na região da terra santa, com o passar do tempo foi ocorrendo uma grande richa entre cristãos e mulçumanos e o desgaste de varias batalhas foi fazendo com que a região fosse delimitada aos poucos, com a vinda dos nobres para a Europa junto com eles traziam produtos e utensílios fomentando no futuro o renascimento Urbano Comercial que propiciou o surgimento da primeira forma de capitalismo.
Portanto as cruzadas foram uma válvula de escape para a nobreza que com tudo isso lutava em nome da fé, e propiciou o surgimento da Ordem dos templários e ao seu final ajudou a vinda de mercadorias do oriente junto com as caravanas cruzadinhas que voltavam para a Europa para recuperar de mais uma batalha mal sucedida.

sábado, 13 de abril de 2013

Saiba mais sobre mitologia grega


A mitologia grega ajudou o Ocidente a desenvolver seu caráter - muitos de nossos valores, atitudes e ações foram forjados em textos que explicam como os deuses do Olimpo lidavam com os humanos

Texto Fábio Marton e Salvador Nogueira | 20/12/2012 15h25
Na Grécia antiga, se falava uma língua isolada e se usava um alfabeto diferente. Seu povo não se parecia com os europeus - aliás, boa parte do que era a Grécia naquele tempo nem ficava na Europa, mas na Ásia, onde hoje é a Turquia. Ainda assim, foi lá que nasceu o mundo Ocidental. A mitologia teve papel fundamental na transmissão de valores que soam familiares a nós ainda hoje. Das noções de ciúme e de inveja, da soberba ao heroísmo, somos herdeiros de determinado jeito de pensar que nasceu ali. Afinal, o que havia de tão especial com esse povo e seus deuses para que suas ideias sobrevivam até hoje? "As pessoas se referem frequentemente ao milagre grego", escreveu a pesquisadora germano-americana Edith Hamilton em seu livro Mitologia. "Sabemos apenas que nos primitivos poetas gregos manifestou-se um novo ponto de vista, diferente de tudo com que se sonhara antes deles, mas que, depois deles, seria uma conquista permanente do mundo."
Deus mulherengo
Pense na imagem de Deus. Aquele mesmo, da Bíblia. É provável que tenha vindo à sua cabeça um homem maduro, vigoroso, de barba branca. Se Ele ficar irritado, mandará raios na cabeça de alguém. Sim, você imaginou deus, mas não o da Bíblia ("Homem nenhum verá minha face e viverá", diz o Êxodo). A imagem em sua cabeça é a de Zeus (Júpiter para os romanos). O maridão e irmão de Hera (ou Juno). O imperfeito, irascível, briguento, mulherengo e todo-poderoso deus grego. Não se culpe. O Novo Testamento não foi escrito na linguagem que Jesus e seus discípulos falavam, o aramaico, mas em grego, a língua franca da Antiguidade. Por causa disso, entidades mitológicas gregas acabaram batizando conceitos cristãos. O Sheol, o inferno de acordo com a Bíblia, virou Hades, a terra dos mortos grega, que não era nem boa nem ruim. Os shedin e mazikin do Velho Testamento foram traduzidos para daimon, origem da palavra "demônio". Entre os gregos, daimon era um espírito incorpóreo, geralmente benigno, uma espécie de anjo da guarda.

Jupiter et Juno, Annibale Carracci, 1597


"O cristianismo é uma religião greco-romana, e não judaica", diz Jacyntho Lins Brandão, da Universidade Federal de Minas Gerais. "Ela é fruto de um grupo de judeus helenizados e teve que passar por adaptações. As próprias imagens eram coisas que os judeus não tinham, eram proibidas." A força da mitologia era tão grande que os padres tiveram de engolir a manutenção de certos costumes. Sobreviveu algo do paganismo nas maiores datas cristãs.



O Natal não cai em 25 de dezembro porque Jesus nasceu nessa data. Ninguém sabe o dia em que Jesus nasceu. Havia uma grande festa pagã, a Saturnália, comemorada entre 17 e 23 de dezembro. Ela homenageava o pai de Zeus, Cronos, ou Saturno, em latim. A Igreja decidiu marcar o Natal para essa época para "sobrescrever" a Saturnália. Durante a festança, os romanos decoravam a casa, davam presentes e faziam um grande banquete, com direito a muito álcool - a parte mais selvagem das comemorações foi transferida hoje para o Ano-Novo.



A Páscoa tem coincidências ainda mais evidentes. No final de março, gregos e romanos comemoravam a morte e ressurreição de uma figura divina, nascida de uma virgem, e cujos sacerdotes eram celibatários. O evento se caracterizava pela abstinência de certos alimentos, seguido por um dia de comiseração, em que alguns fiéis chegavam a se autoflagelar. Por fim, havia uma grande festa e os alimentos eram liberados. Assim era o festival Hilaria, que homenageava o deus Attis, marido de Cibele, a deusa da colheita. A páscoa cristã, que não cai no mesmo dia da judaica, também foi calculada para obscurecer antigos festivais pagãos.



O legado grego ao mundo contemporâneo passa pela maneira como os antigos encaravam seus deuses. Os deuses não eram os inventores do mundo, mas parte de algo que já existia. Zeus, o manda-chuva de turno, não criou a Terra, nem mesmo os homens, que foram invenção de seus primos (veja na pág. 33). Zeus, seus irmãos, filhos e aparentados formam uma segunda geração de potestades. Enquanto na tradição judaico-cristã, Deus vive em um céu inalcançável, os deuses da mitologia grega tem endereço físico, o monte Olimpo, a maior montanha da Grécia. Quer dizer, os deuses estavam, literalmente, ao alcance dos humanos.



O Deus cristão é representado como um ser distante, sobre-humano. Nas raras vezes em que desceu à Terra, apareceu na forma de luz ou fogo - ou só sua voz era ouvida. Com o pessoal da mitologia, era diferente.



Como pensar?

Quando Zeus dava o ar da graça por aqui, por vezes se disfarçava para iludir e seduzir as mortais. Virou touro e cisne - e dormiu com as humanas até em forma de gotas de chuva. Os deuses gregos eram demasiadamente humanos. Podiam se ferir e se alimentavam todos os dias, de néctar e ambrosia. Enfim, tinham sua própria vida privada. "Embora tivessem características gregas, o fato é que os mitos da Grécia são compreensíveis pelos seres humanos de outras épocas e culturas", afirma Pedro Paulo Funari, professor de História Antiga da Unicamp e autor de Grécia e Roma.


Quando ouvimos as histórias mitológicas, nos deparamos com nossos próprios sentimentos. Um exemplo: o ciúme de Hera, a primeira-dama do Olimpo, diante das escapadas do marido em busca de deusas e mortais. Outro: Narciso, o herói que se julgava mais bonito que Apolo e por obra da deusa Nêmesis se apaixonou por ele mesmo. Ou Afrodite, que nasceu do sêmen de Cronos e é sinônimo de beleza - veja O Nascimento de Vênus, ou pense na Vênus de Milo. Algumas criações da Antiguidade, como drapeados, fivelas e tiaras, nunca mais saíram da moda.



O conceito de beleza masculino, de músculos definidos e cara angulosa, vigora desde lá. Até há pouco tempo, um gato era um "Apolo". Hoje, encontramos a herança helênica na TV e nas bancas de revista. Quem nunca quis ser super-herói? Pois o culto ao herói é algo tipicamente grego. Héracles (ou Hércules, em latim), ele mesmo transformado em personagem da Disney, inaugurou a senda de heróis semidivinos (ele virou imortal ao fim de seus 12 trabalhos), que são obrigados pelo destino a cumprir determinadas tarefas. E sua história ajuda a revelar o caráter dos deuses. Filho de Zeus com uma mortal, ele quase foi morto no berço por causa da ciumenta Hera.



A primeira-dama do Olimpo não hesitou em botar serpentes no berço do recém-nascido. O bebê, claro, matou as cobras. Continuamos contando as mesmas histórias. Luke Skywalker e Darth Vader, de Star Wars, são fruto da mesma árvore. George Lucas, que criou a saga, era fã de Joseph Campbell, possivelmente o maior mitólogo que já existiu. Ou para quem gosta de analogias mais sofisticadas: "Ao escrever Ulisses, James Joyce reescreve também a tradição literária do Ocidente desde Homero, com a Odisseia e a Ilíada. Tradição que explora sem cessar os valores da jornada", escrevem Giulia Sissa e Marcel Detienne em Os Deuses Gregos.



O que nos chegou da vida cotidiana dos deuses veio principalmente de Hesíodo, com sua Teogonia, e Homero. A diferença entre a mitologia grega e as religiões monoteístas é que não há nada parecido a um livro sagrado para os gregos. As narrativas das façanhas divinas eram literatura. Variavam de cidade para cidade, com deuses mais populares aqui que ali. "Eles acabaram não tendo uma ideia de verdade absoluta", diz Funari. Não ter um imperativo moral único e criar deuses com comportamento humano ajudaram os gregos a projetar um sistema de pensamento que forjaria o caráter do Ocidente. Eram cosmopolitas, conheciam muitos outros povos e suas crenças. A tolerância permitiu o surgimento da filosofia, o pensar só pela razão, desprendido de magia. Livres do peso de deuses rebarbativos, deram vazão ao pensamento criativo. Tudo podia ser colocado em dúvida. Este é o legado grego ao Ocidente: a nossa forma de pensar.



Ginásio e academia

A Grécia não inventou a ciência moderna, que se baseia em experiências reproduzíveis, algo que só apareceu no século 18. Mas passou perto. Aristóteles estudou a física do movimento e estabeleceu uma teoria sobre as causas dos fenômenos que se sustenta até hoje. Entre a nobreza grega, valorizava-se mais o pensar do que o fazer, mas ainda assim a tecnologia prosperou. Inventaram engrenagens, catapultas, bombas e instrumentos musicais automáticos. O matemático Heron de Alexandria criou bombas hidráulicas, a primeira máquina de venda automática, o órgão e o motor a vapor - para o qual não viu uso.


Para os gregos, os números eram unidades concretas, parte de uma visão de mundo de harmonia e simetria. Não havia números decimais, negativos e o zero. O número 1 tinha características divinas. Pitágoras chegou a criar uma seita reverenciando números - entre os mandamentos, estava o vegetarianismo, mas feijões eram proibidos. Na religião pitagórica, a existência de números irracionais, incompatíveis com 1, era um conhecimento secreto, para iniciados. "Sob o signo de Pitágoras, os gregos descobrem as virtudes espirituais do cotidiano", diz Giulia Sissa.



Como os gregos entendiam os números? Com uma veneração quase mística. Veja o caso da chamadaproporção áurea, o número 1,618 (o fi, ou f, em homenagem ao escultor Fídias). Ela era considerada a chave para a beleza em tudo: esculturas, edifícios e objetos do cotidiano.



Fídias usou a proporção áurea para desenhar o Parthenon. Todos os artistas que o seguem costumam esconder proporções áureas em estátuas, quadros e prédios. Mas você não precisa ir a um museu para encontrá-la: basta tirar um cartão do bolso. Cartões de crédito, pôsteres de cinema, e um monte de objetos retangulares são feitos em proporção áurea. Prédios a usam em elementos como janelas, fachadas e o próprio formato da construção. A arquitetura clássica pode ser vista no Capitólio, em Washington, baseado em construções gregas.



O logotipo da Unicef, o órgão das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura, é um prédio que poderia ter sido erguido em Atenas. Falando em educação, quase tudo o que entendemos do assunto veio de lá. As crianças gregas começavam estudar aos 7 anos, por meio de um tutor, o paidagogeo - pedagogo. "O primeiro livro que aprendiam era a Ilíada", diz Brandão. Para a educação do corpo, havia facilidades públicas, os gymnasion - centros de treinamento físico, que também tinham locais para discussões intelectuais. A palavra vem de gymnos, "pelado", porque era como os gregos praticavam esportes. É a origem de ginástica e, obviamente, de ginásio.



Sócrates era um filósofo de rua, que ensinava as pessoas por meio de diálogos informais. Seu maior discípulo, Platão, decidiu levar a coisa a outro nível. Em 387 a.C., fundou a primeira instituição de ensino superior do mundo, onde se "formaria" Aristóteles. O lugar ficava num bosque de oliveiras e chamava-se Akademia, uma homenagem a Akademos, herói da guerra de Troia. A Academia original durou até 84 a.C., quando foi destruída numa guerra - mas novas academias surgiram. A partir de então, o termo foi aplicado a várias escolas e também ao mundo da educação superior em geral. Só no Brasil é lugar de atividade física e ginásio, um local de estudo. "A história da formação grega começa com o nascimento de um ideal definido de homem superior", escreve Wener Jaeger em Paideia.



A democracia nasceu em Atenas, pelas mãos de Sólon, no século 6 a.C. Só os homens livres podiam tomar parte da festa, mas o princípio permaneceu. Com a democracia, apareceu um tipinho que também dura até hoje: o demagogo. Eles se diziam inimigos dos aristocratas. Mas tão logo conquistavam o poder transformavam-se em tiranos (outra criação grega).



A Grécia antiga morreu com a ascensão do cristianismo. No final do Império Romano, a tradição do pensamento livre foi esmagada pela união de Igreja e Estado. De perseguidos, os cristãos se tornaram perseguidores implacáveis e destruíram textos e obras de arte.



Transformada em Império Romano do Oriente, a Grécia - que agora atendia pelo nome de Bizâncio - renegou seu passado: a palavra helenos, "grego", em grego, passou a significar pagão. Eles chamavam a si mesmos de rhomaion - romanos. A última versão da Academia, que havia sobrevivido a várias dissoluções e renascimentos ao longo de quase 900 anos, foi fechada de vez pelo imperador Justiniano em 529. Mas ao mesmo tempo quase tudo o que sabemos sobre filosofia grega foi preservado em mosteiros. Outra parte, com muito mais conhecimento prático e utilitário, foi salva pelo Islã - como tratados matemáticos da Antiguidade.



Freud e Édipo

Tanta sabedoria guardada explodiria no Renascimento. Para se contrapor à rigidez de ideias da Idade Média, gente como Dante Alighieri, Petrarca e Boccaccio vasculharam bibliotecas atrás de textos antigos, que citavam deuses e heróis. Assim, começou um movimento irreversível de recuperação do saber grego. A "tradição humanista" foi um novo tempo para a humanidade, embalado numa estética clássica. A pintura e a escultura puderam ir além dos temas sacros representando os mitos da Antiguidade. No caso da escultura, com um erro histórico: as estátuas gregas eram pintadas. Os renascentistas achavam que elas eram brancas porque o tempo havia desgastado a tinta no mármore.


Desde o fim da Idade Média, os gregos nunca mais nos abandonaram. Até o século 19, não se era ninguém sem educação clássica - grego era o avançado, o básico era o latim. No século 20, Sigmund Freud usou os mitos para ilustrar a condição humana moderna e criar a psicanálise. "O núcleo de todas as neuroses é o complexo de Édipo", escreveu em Totem e Tabu, de 1913. Freud deu nomes mitológicos a conceitos psicanalíticos. Seu colega e discípulo Carl Jung usou a mitologia para explicar a psique humana. "Os arquétipos criam mitos, religiões e ideias filosóficas que influenciam e deixam sua marca em nações e épocas inteiras." Para Jung, o "inconsciente coletivo" era algo que nos tornava humanos, capazes de compartilhar as mesmas histórias em qualquer tempo.



Freud e Jung remavam na contra-mão do século 20. A arte moderna fez um grande esforço em renegar o espírito clássico - a simetria, harmonia e a "busca do belo" foram abandonadas em favor de obras inspiradas na cultura da África, Polinésia e Japão. O modernismo decretou o pensamento humanista superado.



Será? "Grécia e Roma são mais populares do que nunca", diz Funari. Pense nos Jogos Olímpicos, que nasceram na Grécia antiga para homenagear os deuses do monte Olimpo. É o maior evento do mundo em número de telespectadores. Se a Grécia está superada, faltou combinar com a audiência.

O pai que devorava os filhos



Antes, existia o Caos. Nisso, os autores gregos concordam. E só nisso. O que veio depois? Há a história de Eurínome, que botou um ovo no qual se enrolou a cobra Orfeão. Ou talvez ela tenha sido fecundada por Orfeão. Ou então não era Eurínome, mas Nyx, a Noite, que virou uma ave e botou um ovo. Ou nem ovo tinha.



Seja como for, do Caos surgiram os primeiros deuses: Gaia, Urano e Eros - a Terra, o Céu e o Amor. Eros fez Gaia e Urano se apaixonarem e deles nasceram Cronos (ou Saturno) e os outros Titãs - os deuses da era antiga. Cronos brigou com o pai e o castrou. Fez mais. Casou com a irmã, Reia. Mas recebeu a profecia de que seria deposto por um de seus filhos e passou a comê-los. Zeus, o 6º filho, foi escondido pela mãe. Cresceu, voltou e deu uma poção ao pai que vomitou outros 5 filhos: os deuses Poseidon e Hades e as deusas Héstia, Deméter e Hera. Os deuses lutaram contra os Titãs, venceram e mandaram os derrotados para o Tártaro - o inferno dos infernos, onde só se chega depois de uma queda que dura 18 dias.



Prometeu e o fígado bicado



Cronos quis ocupar a Terra e criou a raça de ouro. Eles tinham a vida perfeita, sem trabalhar nem envelhecer, mas não respeitavam os deuses. Quando Zeus assumiu o poder, criou mais duas raças. O pessoal da Raça de Prata era muito burro. Zeus criou então a Raça de Bronze, mas ela era muito agressiva e se extinguiu.



Um projeto paralelo fez mais sucesso. Epimeteu e Prometeu, filhos do titã Jápeto, irmão de Cronos e, portanto, primos de Zeus, criaram a humanidade do barro. Para dar uma força à invenção, Prometeu roubou de Zeus o fogo e o entregou aos homens. Seu castigo foi ficar amarrado a uma rocha, onde uma águia (ou abutre, de acordo com outra versão) bicava seu fígado todos os dias. Como castigo aos homens, os deuses inventaram a mulher (sim, é sério). A primeira, Pandora, foi criada com atributos negativos, como a mentira. Com ela, havia um jarro (não uma caixa) com todos os males dentro. Ela a abriu, condenando a humanidade a conviver com eles.

Prometeu Acorrentado, Theodoor Rombouts, 1620


Héracles e os 12 trabalhos



Héracles nasceu de Zeus e da mortal Alcmena. Não satisfeita em tentar matá-lo no berço, a deusa Hera continuou a persegui-lo a vida inteira, enquanto Atena tratava de proteger seu meio-irmão. Adulto, ele se casou com a princesa Megara, de Tebas, com quem teve filhos. Hera o induziu à loucura, fazendo-o matar a família. Tomado de remorsos e medo da punição, Héracles foi ao oráculo. Mas o oráculo era devoto de Hera, e assim o plano da deusa passou para a fase seguinte. Héracles foi enviado ao rei Eristeu, de quem recebeu 12 trabalhos impossíveis.



Vários trabalhos envolviam matar feras, como o Javali de Erimanto, o Leão de Neméia e a Hidra de Lerna, um dragão cujas cabeças se recuperavam. Outros eram resolvidos com engenhosidade, como limpar estábulos do rei Áugias, desviando um rio. As tarefas foram concluídas e muitas outras histórias vieram depois. Ao morrer, ele foi admitido no Olimpo, feito que nenhum mortal jamais repetiu. Por isso mesmo, é o arquétipo do herói, o sujeito que tem uma jornada com coisas para cumprir.



Baco, o semideus alterado



Deus do vinho, da bebedeira e da loucura, Dionísio nasceu de um jeito estranho. Era filho de Zeus e da mortal Sêmele, que morreu fulminada sem querer pela luz do deus. Para salvar o feto, Zeus o costurou a sua coxa, criando um semideus "de proveta".

É feio o que não é espelho


Narciso fazia moças e rapazes caírem de amor por ele, mas não queria saber de ninguém. Era culpado da hubris, o orgulho mortal. Nêmesis, o deus da vingança, atraiu-o a uma fonte. Ele caiu de amores por si mesmo e morreu por lá. Narcisismo hoje em dia é a doença mental de só pensar em si. Freud foi pioneiro ao pesquisar o tema.

Narciso, Michelangelo Caravaggio, 1596


Ela amava deuses e mortais



Afrodite nasceu do sêmen de Urano que caiu no mar ao ser castrado por Cronos. Ela era tão bonita que, para evitar uma guerra entre os deuses, Zeus a casou com Hefesto, o deus das forjas e dos vulcões, feio e coxo. Ela era a deusa do amor, da beleza e, claro, da sexualidade. Suas escapadas, com deuses e mortais, eram notórias no monte Olimpo.

Saiba mais
Livros
Os Deuses Gregos, Giulia Sissa e Marcel Detienne, Companhia das Letras, 1990
Paidea, a Formaão do Homem Grego, Wener Jaeger, Martins Fontes, 1995
Mitos e Lendas, Philip Wilkson, Martins Fontes, 2010

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A História do Trabalho




Por: Bruno Ferreira

O trabalho que faz parte de uma das necessidades humanas tem sua origem com o aparecimento do ser humano, a partir do desenvolvimento de pequenas ferramentas de pedra o homem começa a buscar meios para sua alimentação.
Podemos dividir a história do trabalho  através do modo de produção que o homem desenvolveu ao longo da historia, que são os regimes de trabalho; primitivo, escravo, feudal, capitalista e comunista.
As variantes políticas, culturais e econômica da história  que transformou o modo de como surgiu o trabalho  foi transformado ao longo da história, o desenvolvimento da intelectualidade humana na construção do materialismo ajudou a formar o homem que temos hoje. As transformações to trabalho e passada de geração para geração através da cultural que o homem produz, transformando a natureza através do trabalho.



Regime de trabalho Primitivo
Este que e o primeiro modo de produção que através das comunidades primitivas com avanço das primeiras ferramentas, estas que eram construídas de pedra, espinhos e pedaços de lascas de arvore, ai o homem buscava saciar suas necessidades básicas, todo trabalho era na busca de melhorias voltadas para a atividade do dia a dia,  como alimentar-se, e abrigar-se combater seus inimigos
Neste momento a sociedade primitiva estava em relações iguais de trabalho, pois cada um desenvolvia uma atividade para o bem de toda a relação de trabalho. A partir do momento em que o homem começa a plantar e a estocar alimentos e riquezas, aparece a queda do sistema primitivo  surgindo novas formas sociais de interação, surgindo hierarquias.

Regime de trabalho Escravo
Com o avanço de novas formas de trabalho surgem  relações de poder onde os que detinham o poder ficaram sendo os senhores dos escravos, este ultimo fazia o mais diversificado trabalho desde de construir palácios a ser empregado domestico na casa do seu senhor, este modo de trabalho perdurou até o fim do período antigo quando o império romano do ocidente, cai e com os anos este modo de trabalho perde sua força e legitimidade no ocidente europeu, sendo a escravidão não mais viável economicamente como também socialmente.


O Regime de trabalho Feudal
Com o avanço de tribos bárbaras na Europa e também com a queda do império romano do ocidente a escravidão perde sua força, a igreja medieval surge  um grande controlade social, e com o avanço da ruralizarão na Europa, o campo ganha força  aparecendo  uma nova ordem social o feudalismo onde o trabalho do servo estava preço ao senhor feudal que provia para o seu servo proteção militar, e os  servos  cuidavam das terras do senhor feudal.
 A função de cada um na sociedade era bem definida o servo em geral trabalhava com trabalhos braçais, o clero cuidava da espiritualidade e intelectualidade e os nobres governavam e davam proteção aos servos, sendo esta uma sociedade estamentos sociais definidos, o servos  mantinham o sistema na base  onde com sua  pouca tecnologia davam a maior parte de suas colheitas ao senhor feudal, este era o sistema de trabalho que ocorre ate o começo das caravanas medievais, onde muitos desses senhores iam  para  guerras ao oriente e de lá traziam mercadorias construindo um comercio em volta dos castelos feudais aparecendo  a primeira forma de capitalismo.

Regime de trabalho Capitalista
O capitalismo e um sistema que passa por evoluções constantes, foi o que mais gerou formas e meios de trabalho para os homens, o capitalismo inicial tem seu começo no fim da idade media com as caravanas que apareceram nos tempos das cruzadas entre o oriente, surge ai  a busca de mercadorias e o começo de trocas comerciais das mais variadas mercadorias trazendo para a Europa produtos que eram utilizados pela nobreza, aos poucos em torno dos grandes castelos o conhecidos burgos surgiam bancas onde ocorria o comercio de venda desses produtos. 
O comercio foi aumentado e com eles novas técnicas e oficinas surgindo com isso as corporações de oficio, criadas por ferreiros e outros artesãos,  as cidades crescem e com isto o capitalismo mercantil, novas e varias formas de trabalho tambem se modifica e com todo avanço socioeconomico, para fomentar o novo sistema surge a figura do banqueiro para impulsionar a nova classe a burguesia.
Com guerras no oriente o comercio para estas regiões estavam com dificuldades de desenvolver daí, portugueses fomentam novos meios de buscar novas rotas para a Ásia, neste tempo o avanço ultramarino, os  estamentos sociais não serviam mais para este novo sistema alem de ter nobre, clero surge a burguesia e comerciantes, marinheiros, banqueiros entre outras tantas profissões em pequenas manufaturas a expansão ultramarina que começa com Portugal avança para espanha, Inglaterra e   outros povos europeus o mundo já não era mais restrito a Europa.
A segunda face do capitalismo aparece com o grande avanço da indústria na Inglaterra as forças de trabalho começam a aparecer cada vez mais desiguais entre patrão e empregado, as pequenas manufaturas dos mais variados produtos que surgiam começam a ganhar força e surge grande indústrias, trabalhadores que estavam no campo iam trabalhar na cidade recebendo um salário muito baixo, o trabalhador do campo perde suas terras pelo grande avanço dos grande e poderosos senhores que começam a utilizar estas para o cultivo em grande escala, com o aparecimento de novas técnicas de cultivo aumenta a produtividade dos alimentos.
 Nesse tempo o trabalhador braçal que mantinha a sociedade e sua exploração mantinha a riqueza e lucros da sociedade, o historiador Marx começa a partir deste período a fazer suas criticas ao trabalho capitalista e suas varias formas de exploração.  
 O trabalhador ficava pobre e ignorante e sem suas ferramentas necessárias para a produção vendendo apenas o seu trabalho braçal para o burguês este que era a grande classe de ricos e poderosos eles detinham a indústria o comercio e controlava com sua influência o poder político a religião começa a ser inibida por sua força. 
Com o avanço dos estados nacionais o processo de independência da America o trabalho modifica-se em varias categorias, empresarial, bancário, comercial, industria e também no campo  entre essas categorias existe inúmeras formas de trabalho.
O avanço do meio social com novas tecnologias e o aumento dessas no mundo, vendo sua exploração diante dos burgueses os trabalhadores que são a maioria da sociedade trabalhador, começa a conscientizar  de sua ação política na sociedade e de sua exploração através da critica ao capitalismo, Marx através de sua obra  manifesto comunista.
 A  Rússia foi primeira revolução do trabalhador que ficou conhecida como a Revolução Russa que busca através das ideais de Marx  uma sociedade mais justa através das ideias de Marx.
A terceira e ultima forma de capitalismo que aparece na século XX e o chamado capitalismo financeiro mantido através de grande corporações multinacionais e bancos e de um sistema financeiro que sustenta a pirâmide social, através de credito consumo este que gera um ciclo de consumo, que entrou em crise recentemente através da bolha imobiliária dos Estados Unidos quebrando diversos bancos por falta de liquides no processo de empréstimo.

Regime de trabalho Socialista Comunista

Através das ideias de Karl Marx que critica o capitalismo e  que busca através dos seus estudos mostrar uma sociedade  que mais trabalha não  produz o trabalhador, possa de fatos utilizar dos benefícios que o próprio criou no campo e fabricas. Sendo estes sempre explorados ao longo da história o proletariado se reuni através de comitês para derrubar o governo Monárquico que existia na Rússia este que detinha como política econômica o capitalismo industrial.
Com a força política de Lenin e Stalin criou na união soviética o partido comunista, e conseguiu derrubar o sistema capitalista e a política que estava implantada.
O sistema Socialista que busca através de sua força de distribuição dos meios de produção  acabar também com a luta de classes começa com a ideia socialista dos meios de produção pelo controle do estado em seu ultimo estagio estaria implantado o comunismo que seria o ultimo estagio dessa evolução a onde o estado nem estaria mais determinando a vida econômica e tudo estaria acontecendo por sua alto evolução natural das coisas.
 Esta ideia cabe muito bem a um estado desenvolvido como e a ideia de Karl Marx, mas ocorreu em um estado desenvolvido como é a Rússia esta que ajudou a derrubar Hitler do poder e coube a fazer a URSS, mas que não evitou a queda do sonho socialista das classes igualitárias mesmo sendo um pais socialista como China e Vietnã o sistema gerou grande desigualdades e atrasos em alguns setores da vida industrial, mas durante metade do século XX rivalizou com capitalismo de igual para igual até o seu fim.
Por fim o trabalho evolui com suas técnicas e junto com a sociedade em busca de satisfazer necessidades humanas, mas que ganha desigualdade através de um excesso e uma má remuneração, podemos concluir que o trabalho hoje é diverso e que as formas por onde ele passou gerou aprendizado para não voltarmos a um ponto anterior, mas para complementar a nossa historia pessoal, e saber que ele faz parte do ser humano, mas que nos dias atuais não é a única coisa que  faz parte da vida humana já que o homem evoluiu para trabalhar menos e desfrutar das tecnologias que ele produziu temos que saber cada vez mais dar o nosso tempo livre a criação de nossos prazeres já que através de nossa história intelectual criamos meios para trabalhar menos desfrutar mais e viver mais amando nossos entes queridos.