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sábado, 30 de agosto de 2014

POR QUE MARINA ME PREOCUPA?


Marcus Alexandre Mendes de Andrade

Apesar de suas posturas de extrema direita, o jornal Folha de S. Paulo desta última segunda  (25/08) trouxe alguns elementos muito interessantes para a formação da consciência política dos cidadãos, pela letra de Gregório Duvivier. Coisas tão interessantes que mereceram comentário na edição de terça (26/08) por Vladimir Safatle e pelo chargista. Na mesma terça, à noite, o debate da Band me ajudou a consolidar opiniões e preocupações.
Quem é Marina Silva? De que lado está o PSB? Qual seu grau de coerência e de fidelidade partidária? Quem está apoiando esta candidatura? Perguntas como estas precisam ser respondidas neste momento de espantosa ascensão, como afirma Clóvis Rossi na mesma Folha no dia de hoje (28/08).
Preocupa-me, primeiramente, sua atitude conservadora em matéria religiosa e ambientalista. Mas não econômica. O fenômeno Marina derrubou os 3% de intenção de voto do Pastor Everaldo, explícito candidato do horizonte evangélico fanático, religiosamente conservador e liberalíssimo do ponto de vista político e econômico. Para onde foram estes votos? Para Marina Silva, não por emoção devida à morte súbita de Eduardo Campos, mas pelo fato de a candidata espelhar o pensamento e as intenções conservadoras fanáticas de algumas correntes evangélicas pentecostais. O discurso pela família (100% família), assumido pelo PSC de Marcos Feliciano e Everaldo, é, na verdade, um discurso “embaçado”, pois esconde o foco da questão: ser contra o casamento homoafetivo, ser contra o aborto, ser contra adoção de crianças por outros tipos de famílias, etc. Independente de ser contra ou a favor dessas questões, vale ressaltar que o país não pode deixar de refletir questões prementes como essas.
Na charge da terça, apareciam M’s verdes (representando Marina Silva) pensando num balãozinho: “Pior que eu sou a favor do casamento gay”. Como que dizendo, independente de ser contra ou a favor, nada pode ser dito sobre isso, porque afastaria as massas conservadores e seus hipervalorizados votos. Na mesma linha de pensamento, Duvivier bradou, com seu jeito radical e impactante, que “nesta eleição existe muito pastor e pouca maconha”. Prefiro dizer, por questões éticas e opções pessoais, que nesta eleição temos muita gente olhando para trás, puxando o Brasil para o conservadorismo, sem dar sequer uma olhada para os atuais desafios, e pouca gente querendo abrir o Brasil para o futuro e fazê-lo crescer em sintonia com as novas demandas do mundo.
Do ponto de vista ambientalista, Marina Silva defende uma economia sustentável que nem mesmo seu antigo partido, o Verde, e os técnicos de seu antigo Ministério sabiam dizer o que significa. Fala-se muito sobre sustentabilidade, mas não se dá os caminhos certos pra este caminho, sem deixar o país atrasado e lento no crescimento.
Em meio a tanto conservadorismo, surpreende-me sua postura extremamente liberal diante da economia. Seus teóricos, antigos tucanos que marinaram (isso por não verem diferença nas posturas?), como Lara Resende, ex-presidente do BNDES sob Fernando Henrique Cardoso, e Eduardo Gianetti, estão escrevendo em jornais e revistas (a mesma Folha de 25/08) e a revista Época (também desta semana, se não me falha a memória) que a economia do atual governo é típica da metade do século XIX. Um verdadeiro atraso.
Mas o que está por detrás desta defesa da economia do século XX ou, pior, do século XXI? Aliando esta crítica dos seus teóricos e a afirmação da própria Marina que disse e assinou confirmando ser favorável à autonomia do Banco Central, não estamos diante de uma postura extremamente neoliberal, que defende a entrega total da condução da economia ao próprio mercado, relegando o Governo à condição de Estado Mínimo, ator secundário na gestão econômica? Não foi o neoliberalismo, que adentrou o Brasil durante o governo Collor e se consolidou durante os mandatos do tucano Fernando Henrique, que privatizou tanta coisa e desarticulou as bases sociais exatamente pelo afastamento do Governo e pela entrega da economia ao capital privado? O crescimento do país então exige o empobrecimento dos mais vulneráveis? Ora, as grandes empresas de capital privado, focadas no maior lucro possível, jamais estariam, por bondade, dispostas a políticas sociais de inclusão e superação da miséria. Com foco no lucro, toda orientação econômica provinda destas grandes empresas só pode ser seu próprio enriquecimento.
Vendo a realidade que o neoliberalismo cria, suas terríveis e incontestáveis consequências na vida do povo pobre, atestadas no final de século XX e neste século XXI, tenho a impressão de que prefiro a economia do século XIX, quando os Estados Nacionais, se consolidando e se industrializando cada vez mais, eram comandados em todos os aspectos por governos firmes e decididos a controlar sua economia, sem deixá-las à mercê daqueles que só queriam seu próprio enriquecimento às custas do erário público e dos bens pátrios.
Outro aspecto preocupante são as alianças de sustentação da candidatura de Marina Silva. O PSB tem sérias tendências a apoiar os governos, independente de quem os ocupa. Não é à toa que, em Minas Gerais, era apoio certo ao governo estadual tucano e coligado com o PT em nível municipal. A fala da candidata que deixou a todos impactados, sobre pedir ajuda para Lula e Fernando Henrique, para seu próprio governo, mostra a falta de quadros partidários no PSB e a própria tendência de estar com a situação, sem um programa claro e sem posturas firmes e coerentes. Haja vista o prefeito atual de Belo Horizonte, do PSB, que nunca escondeu que Aécio Neves, do PSDB, era seu candidato à Presidência da República. Em São Paulo, o caminho tem sido o mesmo. O PSB caminha com o PSDB de várias formas. Na propaganda eleitoral, está em letras garrafais o apoio de seus candidatos a deputado a Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo estadual e a José Serra para o Senado. A própria Marina, recusando subir ao palanque de Alckmin, “liberou” seu vice para subir. É a forma disfarçada e interesseira de apoiar do incoerente PSB.
Num partido incoerente, como o PSB, a própria Marina caminha na via da infidelidade partidária. É sabido de todos, e já comentado pela imprensa, que ela, assim que sua REDE for legalizada, trocará de partido. E as leis de fidelidade partidária? E as opções políticas? Parece que a candidata que, a meu ver, tem um considerável currículo de vida, navega com imprecisões na dimensão política, meio que sem eira nem beira. Não é à toa que, há quatro anos, era candidata pelo PV, hoje pelo PSB, amanhã, sendo eleita, será presidenta pela REDE. Parece que não há diferença de nada, mas unicamente interesse político de alçar ao poder máximo, custe o que custar e por qualquer caminho que seja preciso.
É por isso e outras coisas que Marina me preocupa, especialmente neste momento do país, que muitos estão afetados e às vezes pouco dispostos a uma análise criteriosa da realidade e dos candidatos.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

A História do Conflito Entre Israelenses e Palestinos



Por: Bruno Ferreira

            A presente disputa pelo território da palestina não remonta apenas nos dias de hoje pela formação de um estado palestino na região da palestina, isso vem desde antiguidade com o surgimento do povo judeu e sua anexação naquela região, construindo sua base para a posse da terra nos dias de hoje.
            O conflito remonta desde o século XIX quando os Judeus começaram a voltar para a região da palestina, sendo os Judeus um dos povos do mundo que não possuía um estado era um povo sem o território, já que sua dispersão ocorreu a séculos por interferência do império romano.
            Foi criado um projeto com o nome de Sionista pela retomada de criação de um estado judaico na região da palestina, porém aquelas terras foram ocupadas por árabes vindos da extinção do império turco otomano que tomou a posse das terras naquela região e constituía lá um estado árabe.
            As terras da palestina foram sendo compradas por Judeus vindos da Europa e criaram um slogan que dizia “ a palestina e uma terra sem povo para um povo sem terra” reivindicando as terras, por muitos anos a região palestina foi protetorado da Grã Bretanha e estava sobre o domínio da potencia europeia ate a vinda massiva do povo judeu para a região e criação de colônias, o problema maior consiste que lá já havia pessoas habitando a região esses que eram de origem árabe criando um conflito.

            Em 1917 o governo britânico conferiu uma carta onde reiterava o apoio pela criação de um estado Judaico na Palestina, a partir daí temos uma divisão através do acordo anglo-francês entre a divisão das terras, em 1922 a Liga das Nações concedeu o domínio sobre a palestina.
A recém-criada Organização das Nações Unidas recomendou a aplicação do Plano de partição da Palestina, aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu, baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberam 55% da área, sendo que, deste percentual, 60% era constituída pelo deserto do Neguev. Segundo esta proposta, a cidade de Jerusalém, fundada pelos judeus, teria um estatuto de cidade internacional - um corpus separatum - administrada pelas Nações Unidas para evitar um possível conflito sobre o seu estatuto.10 A Agência Judaica aceitou o plano nos termos acordados. Em30 de novembro de 1947, a Alta Comissão Árabe rejeitou o plano, na esperança de que o assunto fosse revisto e uma proposta alternativa apresentada. Nesta altura, a Liga Árabe não considerava ainda uma intervenção armada na Palestina, à qual se opunha a Alta Comissão Árabe.
Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do Mandato Britânico, a Agência Judaica proclamou a independência, nomeando o país de Israel nos territórios acordados e votados na partilha.
A partir de 1948 surge insatisfeito a esse tratado a liga dos estados árabes entra numa guerra, porém em 6 dias Israel sai vitorioso diante e mais forte dessa guerra.
O fracasso dos Estados Árabes na guerra de 1967 levou ao surgimento de organizações não-estatais árabes no conflito, sendo a mais importante a Organização de Libertação da Palestina (OLP), que foi concebida sob o lema "a luta armada como única forma de libertar a pátria.".19 20 No final da década de 1960 e início da década de 1970, grupos palestinos lançaram uma onda de ataques21 contra alvos israelenses ao redor do mundo,22 incluindo um massacre de atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, 
‘           Em 1993, com o Acordo de Paz de Oslo, é criada a Autoridade Palestina, sob o comando de Yasser Arafat, mas os termos do acordo jamais foram cumpridos por ambas as partes. A intenção era o reconhecimento do direito do estado de Israel existir e uma forma de dar fim ao terrorismo.
O apoio público dos árabes aos Acordos foi danificado pelo Massacre da Gruta dos Patriarcas, pela continuação dos assentamentos judeus e pela deterioração das condições econômicas. O apoio da opinião pública israelense aos Acordos diminuiu quando Israel foi atingido por ataques suicidas palestinos
Em 2 de setembro de 2010, sob a mediação do presidente norte-americano, Barack Obama, e em meio a muito ceticismo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, concordaram em retomar negociações de paz diretas, após uma interrupção de 20 meses.41 Contudo, a irredutibilidade do governo Netanyahu e a proteção diplomática americana impedindo na ONU punições a Israel pela transgressão das normativas internacionais têm reduzindo as margens de manobra dos negociadores, colocando mais uma vez um impasse numa solução final.
Os últimos anos tem sido marcado por acentuados confrontos entre o Hamas e Israel, enquanto as negociações com a ANP estagnavam. Em 2012, um conflito de uma semana na Faixa de Gaza terminou com a morte de mais de 200 pessoas (a maioria palestinos). Em 2014, o governo israelense lançou uma nova ofensiva contra Gaza, que ainda está em andamento e já deixou centenas de mortos. Os recentes conflitos são caracterizados por bombardeios aéreos maciços por parte de Israel, que terminam fazendo várias vítimas inocentes, e pelo lançamento indiscriminado de foguetes pelos militantes palestinos, que acabam atingindo primordialmente a população civil israelense


CONCLUSÃO FINAL

Observamos que ao longo do século XX a luta pelo controle e formação de um estado Israelense com bases históricas fez nascer uma disputa pelo domínio da região da Palestina criando uma tensão contra os povos árabes.
Com a ajuda da ONU, Estados Unidos, França e Inglaterra, os Judeus criam o estado de Israel e a partir daí exerce total controle até a criação de uma autoridade palestina obediente ao comando de Israel, vemos uma disputa de grupos que tenta desestabilizar por direito a terra da palestina, portanto um conflito histórico entre povos que não tem data e nem hora pra acabar.





Livro: A História da Máfia.


 FICHA TÉCNICA
   
TÍTULO: A História da Máfia
AUTOR: Jo Durden Smith
PÁGINAS: 208
FORMATO: 17x24 cm
ISBN: 978857680239-6
EAN: 978857680239-6
ORIGEM: Nacional
CATÁLOGO:  x_História_Interesse Geral

Por: Bruno Ferreira

Eu Recomendo o livro a história da máfia que traz belas imagens e também um texto envolvente e super interessante a respeito da máfia que surge na Itália e chega aos Estados Unidos, uma bela pesquisa sobre um tema tão curioso e misterioso.

A História da Máfia.    
  
O livro apresenta, da forma mais empolgante, os criminosos e personalidades mais influentes da quadrilha. Os crimes, planos, locais de encontro e a sua cultura e linguagem inigualáveis.

A História da Máfia apresenta os personagens obscuros por trás do mito da Máfia e rastreia a história da organização desde a sua origem no século XIX como sociedade revolucionária camponesa dedicada até a derrubada do poder francês, contando também os tempos modernos, com a conquista de partes do governo italiano e ocupando lugar de destaque em diversos acontecimentos da história dos Estados Unidos.

Também traz uma história minuciosa do papel da Máfia na Itália e nos Estados Unidos.Para quem deseja conhecer a verdade sobre o crime organizado e entender as forças violentas que o configuraram no último século, este livro é um guia indispensável.

A narrativa cativante mapeia o crescimento dessa pequena sociedade secreta insular até se tornar um gigantesco “polvo do crime”, com tentáculos que atingiam todos os níveis da sociedade ocidental: além do submundo criminoso, os escalões mais altos da política.



Sobre o autor : Jo Durden Smith - foi repórter, pesquisador, diretor-produtor da TV Granada, além de produtor executivo de Alan King & Associados, em Londres.

Para realizar um sonho, partiu para a América do Norte e assumiu a carreira de escritor, contribuindo para jornais e revistas de renome, tais como o The Village Voice, nos Estados Unidos e o Macleans, no Canadá. Escreveu vários livros, como Moscow: In the Heart of the Empire e 100 Greatest Criminals. Faleceu em 2007.