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quinta-feira, 26 de março de 2015

Cultura e Sociedade na Mesoamérica.




ANILDO BARBOSA SARINHO

Ao lançar um olhar atento sobre a região da Mesoamérica, percebesse uma realidade que decepcionaria quem esperava encontrar aí somente povos ignorantes e bárbaros. É possível vislumbrar, ao contrário, nessa região grades civilizações como, por exemplo, a Maia, com um rico sistema social e cultural, possuía um calendário bem desenvolvido e uma arquitetura belíssima, com imensos templos em forma de pirâmides. Esses povos possuíam um sistema de escrita que se desenvolvia em ritmos variados de povo para povo, mas que, em comum, possuía o sistema de grifos e pictografias, a partir do qual é possível antever a arte mesoamericana.


[...] Os Maias clássicos das terras baixas possuíam um calendário bastante desenvolvido; escrita; templos em forma de pirâmides e palácios de alvenaria calcária com aposentos abobados; planos arquitetônicos em que se dispunham os edifícios de modo a formarem praças com filas de colunas alinhadas à frente de alguns deles; cerâmica policromada; e um estilo de arte bastante sofisticado expresso nos baixos-relevos e nas pinturas murais.[1]


Entretanto, antes de entrarmos nesse mundo mesoamericano, buscaremos nessa parte introdutória uma distinção de conceitos que são essenciais para elaboração desse trabalho em relação analise desses povos mesoamericanos dentro de seu contexto histórico. Que são: Civilização, Estado e Mito.
Ao falarmos de Civilização um termo que surgiu na França iluminista do século XVIII, uma ideia que se contrapõe ao de barbárie no qual “ser civilizado era uma ideia que todos os povos deveriam almejar, mas que poucos tinham alcançado” (SILVA, SILVA, 2006. P. 59). No século XX esse pensamento foi se aproximando do que entendemos como cultura, povos e nação. Considerando uma cultura de camadas e valores que existe através da produção de excedente e da estratificação ocasionando assim a desigualdade social. Apesar de o conceito iluminista ser o termo mais antigo, ainda hoje é o mais usado no cotidiano pelas pessoas. Mas, independe de qual seja o conceito de civilização, em geral ele é considerado etnocêntrico, ou seja, coloca sempre uma cultura superior a outra.[2]
A ideia de Estado tem sua importância associada aos conceitos de política, democracia, cidadania etc. como uma entidade organizada da vida social. Segundo Friedrich Engels, este conceito está ligado ao de civilização ao enfatizar que o fator econômico implica na constituição do estado.
Em principio que difere as sociedades mesoamericanas que se assimilam a bandos, tribos, chefias e a estado, como Saunders propõe que “altas culturas” ou “culturas superiores” como Astecas e Maias conseguiram alcançar este êxito através de fatores que fizeram dessas sociedades uma instituição estatal. Devemos desmistificar essa perspectiva, pois o Estado não é um processo de evolução da tribo. Alguns autores defendem que o nascimento do Estado vai surgir com o inicio da produção de excedentes e consequentemente com as camadas sociais. Com essa produção certas classes passam a acumular riquezas e outras a serem exploradas para manterem seus padrões.
A questão do Mito explora a ficção e o imaginário dentro do sentido sobrenatural ligados a fenômenos da natureza sobre acontecimentos históricos relevantes que incitam nas sociedades antigas a necessidade de explicar suas duvidas e inquietudes que faz da prolixidade um labirinto de ideias em torno do mito. No entanto o mito não se prende ao que é narrado, explora no discurso humano sua importância em torno de uma definição dicionarizada o que podemos char de sentido figurado. O mito também pode ser definido simplesmente como uma história sagrada.
Partindo desses pressupostos daremos continuidade ao nosso trabalho. Todavia, qualquer conhecimento, para ser bem profundo, deve vir desde os primórdios dos fatos que o geraram. Não poderia ser diferente a compreensão de uma civilização em qualquer parte do mundo. Por isso, é de fundamental importância estudar as culturas das civilizações pré-colombianas: Olmecas, Maias, Astecas e Incas; pois fazem parte de nossa história: a história do povo do continente americano. Vamos abordar um pouco de cada um desses povos que dominaram toda América central, até a chegada dos espanhóis.
A expressão Mesoamérica, muito encontrada nos testos que se referem a esse período, não se trata de uma delimitação geográfica, mas é apenas uma referência histórica e antropológica correspondente à boa parte dos atuais: México, Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras e Costa Rica, onde, ao longo de muitos séculos, viveram civilizações poderosas.
Ao chegarem à Mesoamérica, os conquistadores espanhóis encontraram povos que, embora possuíssem certa unidade étnica, apresentavam enormes diferenças sociais e culturais. A dispersão geográfica e os contextos históricos diverso faziam com que civilizações complexas em todos os aspectos, como os Astecas e os Maias, coexistissem com tribos nômades de organização e modo de vida estatal.
Toda a influência da cultura e pensamento europeus, fez com que os próprios cidadãos da América ignorassem a história e a cultura dos povos que já viviam aqui há milhares de séculos atrás. É necessário que nós, povos do continente americano, estudemos todas as civilizações de nossos ancestrais e suas percepções dos fatos ocorridos, para podermos entender nosso lugar no mundo, e não só copiar ou aceitar passivamente as opiniões de uma só civilização como a dos europeus. A riqueza cultural de nossos primitivos habitantes é como o alicerce desta edificação que é o conhecimento do continente americano.
Os povos das Américas, separados da Eurásia e da África, por vastos oceanos, desenvolveram um ritmo próprio para encontrar seu caminho para a civilização. O Nilo assistia impávido ao erguimento de grandes pirâmides de pedra; as planícies da Mesopotâmia eram marcadas por zigurates cercados por cidades populosas. Enquanto isso, os povos americanos primitivos ainda seguiam um padrão de vida baseado em movimentos nômades sazonais.
Sobre como esses primeiros habitantes da América chegaram a esse continente, achados arqueológicos indicam que a mais de trinta mil anos, em pequenos grupos nômades, possam ter vindo da Ásia passando pelo Estreito de Bering. Entretanto essa migração não foi algo premeditado com o intuito de ocupar determinado território, mas se tratavam de caçadores errantes, que provavelmente seguiam os bandos de animas e chegavam aqui isoladamente. Esse processo durou milhares de anos.
Mas, foi por volta de 1600 a.C., que alguns bandos começaram a se instalar de forma um pouco mais permanente com uma cultura cada vez mais sofisticada. Esses povos passaram a se instalar especialmente ao longo das costas da Mesoamérica (região que vai do vale do México até Honduras). Através da formação de pequenos vilarejos, começaram a cultivar planta e a domesticar animais.
À medida que aprendiam a produzir e a guardar alimentos, passaram a organizar o trabalho com mais eficiência ao longo do ano, desenvolvendo projetos conjuntos com outras vilas durante períodos em que não precisavam se ocupar tanto com as plantações. Assim, puderam construir monumentos mais elaborados e majestosos em oferenda aos seus deuses. Em 1.500 a.C. o cultivo do milho já era fundamental. Os agricultores já viviam em vilarejos permanentes e alguns deles iram se tornar grandes cidades, como é caso, por exemplo, de Teotihuacán, que se tornara a maior metrópole da mesoamérica.


Teotihuacán, cujo nome asteca significa “Local dos Deuses”, era a maior metrópole da mesoamérica. Uma cidade pré-industrial com uma população de aproximadamente 200 mil habitantes espalhados por quilômetros quadrados, Teotihuacán era dominada por 600 pirâmides, duas das quais – pirâmides do Sol e da Lua – estavam entre as maiores construção da Mesoamérica.[3]


Por volta de 1000 a.C., surge entre a cultura desses povos, temas tipicamente da civilização Olmeca. Esta que é considerada, atualmente, por antropólogos e historiadores como a civilização de origem da América. Essa civilização só foi reconhecida tardiamente no século XIX, quando foi encontrada uma escultura gigante que não poderia ser atribuída a outra cultura, pois não era semelhante a nada que reconhecia até então. Mais tarde, outras foram sendo encontradas, até que se concluía que só poderia ser de outro povo ainda desconhecido dos pesquisadores. Só no século XX é que se reconheceu a existência do povo Olmeca.


[...] Surgiu no advento da agricultura e estabeleceu uma vida em vilarejos que o precederam; a civilização olmeca criou o primeiro estilo de arte maior da mesoamérica, organizou a religião e construiu a primeira arquitetura cerimonial da região durante a parte final do primeiro Período Formativo (1200-900 a.C.). Dessa forma, os olmecas foram a primeira civilização da meoamérica[...][4]

 
 Viviam na costa do Golfo do México, mais ou menos a partir do ano 1000 a.C. Eram grandes escultores e suas obras de arte, geralmente gigantescas eram na maior parte cabeças talhadas em basalto, possivelmente representando os seus soberanos. Suas maiores cidades/centros cerimonias foram San Lorenzo e La Venta, grandes centros de especialização artística e produção de ferramentas de obsidianas.
O nome olmeca significa “povo da borracha”, nome considerado errôneo, pois já foi o nome dado pelos astecas, devido à localidade daquela região – litoral do golfo – que na época era a maior produtora de borracha, da qual fabricavam bolas para os jogos cerimoniais. Pois, durante os tempos astecas esse país era chamado Olman, daí, os seus habitantes, os olmecas. Portanto, nunca saberemos qual era seu verdadeiro nome.[5]
Este povo que parece ter vivido da agricultura do milho, não inventaram uma visão de mundo pan-ameríndia, mas sim, conseguir dar expressão física sistemática as idéias e crenças antigas em um repertório único e característico de arte em pequena e grande escala que veio a ser chamado de estilo olmeca.


A arte olmeca lida diretamente com noções indígenas de um mundo fundido na espiritualidade, onde pessoas e animais poderiam trocar de forma entre si, e minerais brilhantes podiam incorporar ideias de energia cósmica representadas pelo sol. Era um mundo animado por forças sobrenaturais. O clima, as montanhas, os animais e as plantas possuíam identidade, compartilhavam essências espirituais entre suas variadas formas e exerciam poder no destino dos humanos.[6]


Os olmecas vieram como uma surpresa para os arqueólogos especializados no México antigo, e mudar o curso da pré-história mexicana, ou melhor, da mesoamérica. “A influência inegável dos olmecas do litoral do golfo não foi alcançada pela invenção de uma nova visão de mundo, ou por um olhar religioso – não havia movimentos em estilo do “Mundo Antigo” por aqueles arredores, mas eram datadas forma e presença ao mundo físico” (SAUNDERS, 2005. P. 44).
Antes de entrarmos no mundo Maia, faremos um breve comentário sobre a maior metrópole da mesoamérica, Teothuacán, pois ela serviu de influencia para as civilizações que a precederam. Governada por uma elite reservada e organizada, com seu controle baseado em uma inteligente mistura de prestigio religioso e ideológico, poder econômico e militar, e grande em tamanho, ela exerceu uma enorme influência politica e religiosa na mesoamérica no Período Clássico (250 e 750 d.C.), principalmente no mundo Maia.
Essa cidade foi construída em alinhamento com as estrelas. Dominavam o comercio externo, com manufaturas de obsidiana, cerâmicas e jóias. Em Teothuacán foram construídas grandes obras arquitetônicas, como as grades pirâmides, que na visão dos Astecas eram dedicadas ao Sol e a Lua, além de vários templos que formavam a avenida, denominada pelos Astecas “Rua dos Mortos”. Todos esses lugares eram considerados sagrados na cosmovisão Asteca.


A visão asteca de Teothuacán moldou nossa expressão pelo sitio hoje. Sua crença errônea de que as duas maiores pirâmides eram dedicadas ao Sol e a Lua, levou aos nomes populares que nós usamos hoje para essas estruturas. Da mesma forma a Rua dos Mortos é assim chamada porque os astecas consideravam que essa avenida fosse uma grande necrópole na qual os grandes senhores de Teothuacán eram enterrados.[7]


Teothuacán começou a entrar em declínio em algum momento entre 650-750 d.C. A arqueologia mostra indícios de grande destruição e incêndios dos principais templos, conjuntos e esculturas da cidade. Não é possível saber se esses eventos ocorreram provocados por estrangeiros ou pela própria população. Entretanto, arqueólogos apontam que esse padrão de destruição só poderia ter sido provocado por massas internas, pois as marcas das evidencias apontam para um trabalho interno, levando ao fim toda uma era meseoamérica. Possivelmente, ela voltou a ser habitada por gerações, uma ou duas vezes, mas nunca chegando a ganhar força politica e econômica como antes, foi sendo abandonada e outras potências tomaram seu lugar, como por exemplo, a cidade de Tical. Quando os astecas chegaram em Teothuacán, ficaram impressionados com a arquitetura e a beleza da cidade, chegando achar que ali era a morada dos deuses, e por isso passaram a chama-la de cidade dos deuses. 
Outra grande civilização que prosperou na Mesoamérico por mais de vinte séculos, foi a Maia. Essa civilização que vivia na América central tem sua fase dividida em três grandes períodos: o Período Pré-clássico, época do desenvolvimento da cultura Maia; o Período Clássico, período onde ocorrem as maiores transformações, e a civilização alcança seu auge – a qual, daremos ênfase –; e o Período Pós-clássico, época em que a civilização começa a entrar em declínio, e seus povos espalha-se por todas as partes da mesoamérica.
A civilização Maia ocupou a América central, num espaço territorial que abrange Belize, parte da Guatemala e de Honduras e a península Yucatán, no sul do México. Atingiram um altíssimo grau de evolução no que se refere ao conhecimento da matemática e astronomia. Sua cultura floresceu desde o ano 300 a.C. até 1200 d.C. e então veio seu declínio. Não eram um único povo, mas uma união de grupos que provinham de raças diferentes.
O povo Maia chegou a ser comparado com os Gregos por causa de sua estrutura política independente, entretanto, não chegaram a formar um império. Eram grandes agricultores cuja base era o milho além de praticarem o comercia por toda mesoamérica, e possivelmente para além dessa, tendo como principais produtos comercializados a obsidiana, jade, cacau e o sal. Sua cultura desenvolveu-se principalmente na grande floresta tropical do Petén na Guatemala. Viviam em aldeias, que mais tarde, iriam se tornarem grandes centros religioso. “... No interior das imensas florestas a economia e a sociedade tinham alcançado um tal grau que importantes centros de templos se erguiam já nas clareiras.” (COI, 1971. P. 72).
Os sacerdotes eram encarregados dos cultos, das ciências, das religiões e observação da natureza. Em virtude disso eram construídos prédios suntuosos, as pirâmides, destinadas a adoração dos deuses. Eles adoravam uma infinidade de deuses sendo os mais cultuados Itzamá, Ix-Chel, Os Chacs, Kukulcan e quetzalcoatl, etc. sendo eles deuses astrais, temporais, patriarcais ou heróis culturais e também havia personificação das forças da natureza, que na sua maioria das vezes eram representados por animais, especialmente o jaguar, ser muito venerado na mesoamérica.
Copán é considerada a mais bela cidade Maia. Por sua arquitetura e construções, foi chamada pelos historiadores de Alexandria do mundo Maia. Os Maias eram bons construtores e foram bons inventores de um tipo de cimento eficiente, que permitia colar, um ás outras, as grossas pedras de seus edifícios e estradas. Os Maias nunca formaram um grande império, mas construíram grandes cidades. As cidades maias, como Chitchen-Itzá, Maiapán, Palenque e Tikal, eram pequenos estados independentes, ou seja, tinham governos, leis e costumes próprios. Nelas viam-se palácios, templos na forma de pirâmide e estradas com até dez metros de largura.
Enquanto as pirâmides egípcias serviam de túmulos para os imperadores, as pirâmides maias serviam de esteio para os templos religiosos, erguidos no seu topo. Os sacerdotes que conduziam as cerimônias nesses templos consideravam-se assim, mais próximos dos deuses. Algumas pirâmides chegam a ter setenta metros de altura. A sociedade maia era hierarquizada: a elite era formada por nobres e sacerdotes; abaixo deles vinham os artesãos e os trabalhadores livres, agricultores em maioria. Os nobres e os sacerdotes ajudavam o governante máximo de cada cidade a dirigi-la. Os camponeses acreditavam que para conseguir boas colheitas, tinham de pagar impostos a este governo “Sagrado”.  
Praticavam um jogo de bola – muito comum entre os povos da mesoamérica – semelhante ao atual vôlei. Entretanto, esse jogo não tinha os mesmo objetivos que os atuais, ele era um jogo simbólico, pois segundo alguns intérpretes, os movimentos da bola imitavam os movimentos do sol no céu, já para outros, a bola representava Vênus com seus movimentos ao redor do sol. A bola que pesava de quatro a cinco quilos era feita de borracha. Outra coisa interessante é que esta bola era jogada com os quadris e não com as mãos, cabeça ou pés. Para que ocorresse esse jogo simbólicos, os maias criaram uma grande quantidade de construções destinadas a pratica desses jogos.


O relato sobre o jogo enfatizava a importância do jogo em si, suas regras, as linhas que definem o campo, aquém pertence á bola usada, a pontuação e o resultado, que depende de movimentos ágeis. Na pratica, tanto quanto nos 90 metros de extensão na cidade Yucateca de Chichén Itzá, o campo de jogo de bola representa um primeiro emblema da construção urbana e do comportamento urbano.[8]


A religião e a arte canalizavam toda a produção cultural, os Maias difundiram uma concepção de mundo onde a contagem cíclica do tempo era fundamental. A observância dos movimentos dos astros e a grande variação climática traziam o pensamento religioso que influenciou na visão criacionista tanto do homem quanto da terra. Sua religiosidade tinha caráter dominador quanto maior fosse á carga de energia, maior era a categoria e a importância de cada ser vivo, coisa, ou entidade. Essa teoria da ordem presente na ordem cosmológica do mundo em seus momentos de espaço e tempo esta muito presente na ideia de criação e destruição cíclica da religião Maia. Segundo Michael Coe:

A cosmologia Maia não é tão simples que possa ser construída com os dados irregulares de que dispomos. Mas, aparentemente, os Mias concebiam a terra como sendo plana e quadrada. A cada um dos quatro ângulos faziam corresponder um ponto cardeal a que atribuíam uma cor: vermelho para o leste, branco para o norte, preto para o oeste e amarelo para o sul, ficando verde no centro. O céu era formado por camadas múltiplas e suportado em cada um dos cantos por quatro bacabs, deuses atléticos associados a cores o apropriadas.[9]

Mas, além da terra e do céu, os Maias davam mais atenção ao subsolo ou submundo. Esta era a moradia dos mortos e dos deuses, além de fonte vital para o cultivo do milho, componente fundamental de sua alimentação. O Xibalba, os senhores do inframundo eram um reflexo do mundo terreno. Pois o outro mundo, segundo acreditavam, resguardava os segredos dos cosmos e do transcurso do tempo, os mistérios da vida e o destino dos seres humanos.
Os rituais religiosos eram muito importantes para os Maias e sem eles, acreditavam que os deuses e o universo poderiam desaparecer. As cerimonias eram levadas muito a sério. Além de preservar a existência do mundo espiritual, os rituais deveriam também apaziguar as divindades ofertando flores e alimentos. Outro importante aspecto dos rituais religiosos envolvia a oferenda de sacrifícios animal e humano.
A principal importância do sacrifício bastante ligado a oferecer o sangue aos deuses em relação à elite e toda sua trajetória do império e o sacerdote tinha o papel de manter a plenitude eterna tanto que, os sacerdotes, reis e boa parte da elite dominante costumavam praticar em seu próprio corpo, fazendo cortes, incisões e mutilações. Os Maias acreditavam que o gasto descomunal dos deuses era reposto com o sangue humano dos sacrifícios. Os relatos mais minuciosos sobre ritos de sangue Maia provêm do Período Pós-Clássico.

Os deuses desejavam sangue e era dever das dinastias maias fornece-lo em um grande numero de rituais. Mas do que tudo, talvez o poder simbólico do santificasse e legitimasse e as complexidades do poder politico da sociedade Maia Clássica. Como um líquido sagrado, o sangue de indivíduos de alta classe era derramado em ocasiões especiais para dedicar um novo templo piramidal, pra designar um novo herdeiro e para coroar um novo rei. A imaginação dos mais não conseguia limitar quando se tratava de inventar maneiras de humilhar, torturar e finalmente sacrificar suas vítimas.[10]

Foram os mais desenvolvidos cientifica e intelectualmente. Possuíam um sistema de escrita hieroglífica, e atingiram grandes avanços na astronomia, na arquitetura e principalmente na matemática. Seu calendário de 365 dias foi mais exato do que, o que era utilizado na época na Europa. Além disso, já conheciam o zero. A concepção dos calendários advém do estabelecimento da cultura da matemática, atividade que a cultura mesoamericana era herdeira.

Na América antiga, somente os mesoamericanos desenvolveram tradições matemáticas escritas. Os primeiros rastros foram deixados pelos olmecas; e o desenvolvimento mais bem-sucedido da escritura e do cômputo é indubitavelmente o Clássico maia (séculos III-X). Os escribas maias foram os grandes mestres do cômputo e da escrita logossilábica. Melhor do que a escrita hoje extinta, a tradição do cômputo sobreviveu à implosão da civilização maia além do ano mil, especialmente nos astecas. Mais tarde, depois da Conquista, essa tradição foi combatida pelas autoridades coloniais espanholas que impuseram uma nova religião, uma nova justiça, uma nova administração, uma cultura de comércio e uma civilização escravagista. Para nosso propósito, ela extinguiu as numerações vigésimas e impôs a numeração decimal em algarismos arábicos assim como a escritura alfabética. As respostas indígenas foram múltiplas e dependem inteiramente das épocas e situações.[11]
           
Os Maias Clássicos se preocupavam muito com a passagem do tempo. Seus astrônomos calculavam adoração exata do ano solar, do mês lunar e podiam prever até mesmo um eclipse. Tudo graças às habilidades dominadas da matemática. Tudo girava em torno da realização de rituais e cerimônias de acordo com o calendário com base na observação astronômica. A sociedade nesse período clássico parece ter sido governada por uma nobre classe de guerreiros e sacerdotes hereditários.
Sobre a origem Maia, um dos maiores documentos importantes que existe hoje, sem duvida, é o Popol Vuh, ou como também e chamado, o livro dos concelhos. Essa obra prima é uma copia de um hieróglifo original da literatura maia, feito no período colônial, segundo os especialistas. Foi escrito no século XVI, pelos mais das terras altas da Guatemala, os Quiché. Tinha como função, reafirmar a antiguidade da historia maia perante a invasão cristã espanhola. Tinha como principais temas: relatar a criação do mundo, o conto épico dos Gêmeos Heróis e o surgimento das primeiras dinastias dos maias Quiché.

Escrito apenas três décadas após a invasão do território quiche liderado por Pedro de Alvarado em 1524, o Popol Vuh procurou afirmar memória e direitos locais, perguntando; quem, naquele ano, entrou na história de quem? Quem entende melhor o tempo que vai prevalecer agora, “na cristandade”? A quem pertence à narrativa mais original da gênese do mundo? Narra com clareza de detalhes à história da criação de Quarto Mundo, numa forma que recorre com engenhosidade à tradição de escrita indígena da qual ele próprio reivindica ter sido copiado. Tendo surgido no centro da Mesoamérica, o Popol Vuh é um ponto de referência incomparável para aquela região [...].[12]

O Popol Vuh está dividido em duas partes: a primeira conta sobre a origem do mundo e a criação da humanidade – primeiro os deuses criaram o homem de barra, não se agradam por ser mole e frágil, resolvem destruir, mandam um diluvio e acabam com tudo; na segunda criam o homem de madeira, insatisfeito novamente, por acharem muito duro e frio resolvem destruir mais uma vez, acabando com tudo, dessa vez com terremoto e eclipse –; entra em cena a trajetória dos Gêmeos Hunahp e Xbalanque no submundo, que ao vencerem os senhores de Xibalba (inframundo), preparando-nos para a última criação, a partir do milho, criação bem sucedida que prevalece até nossa era. Essa primeira parte é uma narrativa intrincada, por ser num tempo múltiplo. Já na segunda parte, com uma narrativa mais simples, conta a criação dos Quiché e sua independência perante os Nahuatl.
Quaisquer que fossem as razões, a civilização maia começou a declinar a partir do século X, quando seu povo por motivos inexplicáveis, começou a abandonar suas principais cidades e as terras baixas centrais. Historiadores e arqueólogos acreditam que as principais causas que levaram a esse abandono foram à guerra, doenças, duros anos de secas, ou ainda a combinação destes fatores, levando consequentemente a decadência da civilização Maia.

O fim do período Clássico maia foi complexo e confuso, talvez uma combinação de superpopulações, desnutrição, seca, doenças e interferências estrangeiras. Qualquer que tenha sido a causa exata, a ultima Estela maia datada foi exatamente erguida em 15 de janeiro de 909 d.C., na cidade de Toniná; após isso nunca se ouviu falar dos reis mais clássicos.[13]

Pouco depois dessa evasão o território maia foi invadido por povos provenientes do planalto mexicano. Chichén Itzá, o maior centro maia, ao ser abandonado, sua sociedade parece ter se dissolvido num conjunto de pequenos Estados dispersos dando inicio ao Período Pós-clássico. Embora um desses Estados tenha florescido, com a mestiçagem do povo maia com os invasores, no final do século XVI essa última fortaleza, que era Yucatán, rendera-se aos espanhóis. Mas nesta época a civilização maia já chegara efetivamente ao fim, sem deixar importantes tradições ou técnicas para o futuro, apenas uma fascinante série de ruínas abandonadas no coração da imensa floresta do Petén.
Em decorrência desses fatores obscuros que levaram o fim das grandes cidades clássicas entre os séculos XI e XII, entraram em cena os povos Toltecas. Vindos do norte, esses grupos tribais nômades eram caçadores e coletores, de língua nahuatl, instalaram-se no vale do México. Esses primeiros bárbaros vindos do norte acabaram aceitando de certa forma a tradição teocrática da era clássica, causando a mestiçagem entre eles e os povos que ali já habitavam. Nessa mestiçagem chegaram a desempenhar um papel predominante no vale do México, fundando a cidade de Tula. Esses bárbaros ‘civilizados’ cultuavam o deus Quetzalcoatl, a serpente de plumas, que era um deus bom, virtuoso, que celebrava o culto da chuva e que proibia os sacrifícios humanos.
Porém, esse frágil equilíbrio iria se quebrar com a chegada sucessiva de mais bárbaros, também provenientes do norte. Entretanto, esses novos bárbaros denominados Chichimecas, traziam consigo novas ideias e novos ritos: a religião astral, o culto da Estrela da Manhã, a noção de guerra cósmica, os sacrifícios humanos e uma organização social militar. Todo esse complexo estava simbolizado pelo deus-feiticeiro Tezcatlipoca, deus da Grande Ursa a protetora dos guerreiros. Com esse choque entre os novos bárbaros e os bárbaros ‘civilizados’, Tula entra numa série de conflitos e guerras civis. Diz a lenda Tolteca que os deuses Quetzacoatl (‘civilizados’) e Tezcatlipoca (bárbaros) travaram uma grande batalha, onde Quetzacoatl acaba perdendo. Sendo derrotado esse deus teria abandonado a região, com destino a um país vermelho e preto que se localizaria além do “mar divino”, por trás do horizonte oriental, prometendo um dia regressar para retomar o trono que lhe foi usurpado.
É a partir de então, século XI, que desenvolve-se a civilização Tolteca propriamente dita:

Os deuses celestes superam as velhas divindades da terra e da água. A serpente de Plumas, ela própria, transforma-se, por uma espécie de ironia metafisica, em um deus astral, o planeta Vênus. Os sacrifícios humanos generalizam-se. Sobre os monumentos, longas frisas representam águias (símbolos solares) e jaguares (símbolos solares de Tezcatlipoca) brandindo corações humanos. Os templos não são mais, como no passado, santuários de dimensões reduzidos onde não penetravam senão sacerdotes, mas comportavam vastas salas com colunatas onde se podem reunir os guerreiros.[14]

            Durante dois séculos a civilização Tolteca prevaleceu. Entrando em declínio: “em 1168, sucumbindo a dissensões internas e a invasão de novos imigrantes, a cidade de Tula foi saqueada e abandonada.” (SOUSTELLE, 1987. P. 13). Entretanto, mesmo depois da queda de Tula, alguns contingentes toltecas continuaram prevalecendo em outras cidades, principalmente em Colhuacán, conservando assim as suas tradições e costumes. As noticias da derrota do poderio tolteca espalharam-se por todo mundo da época, causando uma grande marcha de tribos barbaras vindas de todas as partes, em direção ao sul do México.
            Foi nessa mesma época que a ultima de todas as civilizações da Mesoamérica, os Astecas, que encontravam-se a noroeste do México ou ao sul dos atuais Estados Unidos, iniciaram sua grande marcha que deveria conduzi-los ao vale do México aproximadamente um século depois de sua partida, ou seja, nessa período os Astecas encontravam-se fora do México, de sua civilização, de seu império de sua história. Pouco se sabe sobre seu período de migração, sabe-se pelo menos, que esse deslocamento não foi algo continuo. Sendo os últimos a chegarem nesse universo turbulento, os Astecas passaram por inúmeras atribulações.
             Desejando ter poder e a mesma hegemonia que as dinastias vizinhas, os astecas entraram em conflito com a cidade de Colhuacán. Porém, seu soberano foi vencido, capturado e sacrificado. Os povos astecas foram exilados daquela região, e mais uma vez partiram a procura de um lugar para que eles pudessem construir sua primazia. Diz à lenda que durante esse deslocamento, o deus Huitzilopochtli, o sol jaguar, entrou em contato com seu povo, e revelou a um sacerdote que seu templo e sua cidade deveriam ser construídos assim que eles avistassem uma águia pousada em um cacto com uma cobra no bico. Com isso puseram-se a procura do sinal prometido. Acabaram vendo o sinal da águia pousada, em uma ilha rochosa no centro do imenso lago Texcoco, então tiveram a certeza de que ali era o lugar onde deveriam construir sua cidade.

[...] segundo a tradição Uitzilopochtli falou ao grande sacerdote Quauhcoatl (“Serpente-Águia”). Revelou-lhe que seu templo e sua cidade deveriam ser construídos “em meio a uma ilha rochosa na qual se veria uma águia devorando alegremente uma serpente”. Quauhcoatl e os demais sacerdotes puseram-se a procura do sinal prometido pelo oráculo; e viram uma águia pousada sobre uma figueira-do-inferno (tenochtli), tendo no bico uma cerpente. Lá foi erigida uma simples cabana de bambus, primeiro santuário de Uitzilopochtli e núcleo da futura cidade de Tenochtitlán.[15]

            No centro desse lago construíram a cidade de Tenochtitlán, a capital do império Asteca, onde hoje encontra a cidade do México. Por ser uma ilha de pequeno porte, os astecas criaram uma espécie de jardins suspensos, ao redor de toda ilha chamado de chinampas, e na terra firme da ilha construíram as imensas pirâmides dedicadas ao deus sol. As chinampas, consideradas uma enorme engenharia revolucionaria, eram construídas com jangadas de bambu, cobertas com uma camada de juncos e recobertas com lama do fundo do lago. Essas ilhas artificiais eram construídas para servi como área de cultivo para os camponeses e também para construírem suas moradias.
            Em Tenochtitlán os astecas mostraram um grande desenvolvimento, construíram palácios, templos, mercados e uma engenhosa forma de canais de irrigação, com aquedutos e diques, que abastecia toda cidade. Os astecas possuíam técnicas e conhecimentos de nível mais elevado do que os seus ascendentes, pois, como quer que tenha ocorrido eles sabiam utilizar processos como a fundição do ouro e da prata.
Criando um império totalmente militarista, os astecas mantinham o estado forte tributário, tornando seu domínio cada vez mais rico e poderoso. Apesar de ser considerado um Império, em parte por suas conquistas e o domínio sobre vários povos, O imperador possuía representação religiosa e militar, mas não necessariamente política, na medida em que havia anteriormente um grupo de uma camada de militares e sacerdotes originários dos líderes das aldeias.
Com uma religião astral, os astecas tinham a repercussão de serem os indígenas mais religiosos do México. Coisa que de fato era tangível, pois na medida em que expandiam e ampliavam seu império, foram anexando avidamente deuses e ritos de tribos longínquas. Tornando sua religião, que dominava todos os aspectos de sua vida, uma síntese de cultos e crenças de origem muito diversas. Cultuavam especialmente o grande Huitzilopochtli, que era a encarnação do Sol do meio-dia. Em consagração ao deus eram oferecidos muitos sacrifícios de sangue, essencialmente humano, além de outras oferendas materiais.

Além dos sacrifícios humanos, oferendas de todo gênero acumulavam-se diante dos altares: tecidos e vestimentas, pássaros, bolos e espigas de milho, flores e folhagens. Os fogos que ardiam no cimo das pirâmides jamais podiam apagar-se, e por isso os fieis constantemente traziam madeira. Além disso, os dignitários e sacerdote, escarificavam as pernas, o lóbulo das orelhas e a língua para oferecer seu sangue ao Sol.[16]

                A civilização asteca construiu o maior império da Mesoamérica. Quando os espanhóis ali chegaram, em meados do século XVI, os astecas estavam no auge de seu poderio, dominavam um vasto território ocupando a maior parte do México. O nome de seu soberano Motecuhzuma era venerado ou temido de uma ponta a outra naquele vasto território. Comerciantes percorriam todo o país com suas caravanas. Os funcionários cobravam impostos de todos os lados. Nas fronteiras, as guarnições astecas mantinham a distancia as populações insubmissas. Tenochtitlán (México) havia alcançado um impulso extraordinário na arquitetura e na escultura, enquanto o luxo crescia no vestuário, nos jardins e na ourivesaria. Entretanto, toda essa gloria estava presta a chegar ao fim.
                A nação asteca já estava conhecida por indígenas dos quatro cantos do mundo mesoamericano, por sua fama e sua gloria. Mal sabiam eles que enquanto estendiam seus domínios, ali, bem próximo, haviam homens, vindos de além das imensas águas, dispostos a empreender sua conquista. A ocupação espanhola estendeu-se primeiramente nas ilhas de São Domingo, Porto Rico e Cuba. Ninguém ainda suspeitava da existência do México, de seus imensos territórios e de sua civilização.
            Ao contrario do que existia na região central do México, na área onde encontrava-se os descendentes dos povos Maias, onde antes haviam florescido metrópoles, agora, só existiam pequenos estados ou nações divididas entre si e em decadência. Entretanto, foi em Yucatán onde se deu o primeiro contato dos espanhóis com indígenas, era o ano de 1517. Porém foram repelidos e obrigados a reembarcar apressadamente. Dos 110 homens que tinham partido para descoberta, apenas 57 haviam sobrevivido aos ataques dos indígenas. Ao retornarem os sobreviventes, descreveram as maravilhas das cidades mais, seus edifícios, seus templos, as ricas vestimentas e as joias dos nativos. No entanto, com a descoberta desse novo mundo, ainda não se tinha entrado em contato com o império asteca.
            Esse encontro veio ocorre um ano depois, quando as tropas de Juan de Grijalva, desembarcaram em Yucatán, e prosseguiram pela rota do Tabasco e, pela primeira vez entraram em contato com as províncias do império asteca. Diferente da expedição anterior foram bem recebidos pelos indígenas. Só em 1519, lançando-se no rastro de Grijal, chega a Mesoamérica o homem consagrado como o grande conquistador, Hernán Cortez, que conseguiu acabar com um dos maiores impérios do mundo, o Asteca.
            Com uma caravana de 11 navios, 508 soldados, 16 cavalos e 14 peças de artilharia, Cortez consegui vencer o militarismo asteca. Nesse meio período, chegou a manter relacionamentos com uma indígena maia, que veio a torna-se uma preciosa e fiel colaboradora do conquistador. Batizada com o nome de Marina foi à mãe do primeiro mestiço, filho de Cortez. Cortez também conseguiu fazer aliança com algumas tribos inimigas dos astecas, o que o ajudou bastante nessa conquista.

[...] Graças á ajuda de seus aliados nativos, Cortez conseguiu isolar a capital. Fez construir embarcações armadas de canhões para varrer o lago com fogo de suas balas. A fome e a falta de água potável abateram a cidade sitiada, enquanto devastava a cidade uma epidemia de varíola, moléstia até então desconhecidas no México, e trazido de Cuba por um escravo negro.[17]

            Apesar do extraordinário heroísmo dos guerreiros nativos e de todo o povo de Tenochtitlán, pouca a pouco tiveram que se reder ao contra-ataque destruidor de Cortez. Com a cidade conquistada em 1521, teve fim o império asteca. A partir dessa derrota, com efeito, desaparecia a última civilização autóctone da Mesoamérica. Brilhante e frágil, os astecas dominaram o território por menos de um século.





Referência Bibliográfica

BROTHERSTON, Gordon, MEDEIROS, Sérgio. “Popol Vuh”. São Paulo: Editora Iluminuras, 2007.

CÁCERES, Florival. História da América. 2° ed. São Paulo: Editora Moderna, 1992.

CAUTY, André. Como nascem e se desenvolvem as tradições escritas matemáticas. Exemplos mesoamericanos. In: FANTINATO, Maria Cecília de Castello Branco (org.). Etnomatemática - novos desafios teóricos e pedagógicos. Niterói: Editora da UFF, 2009, p. 29-52.

COE, Michael D. Os Maias. Lisboa: Editorial Verbo, 1966.

GIBSON, Mel. “Apocalypto”. Estados Unidos. (2006)

SAUNDERS, Nicholas J. “Américas Antigas: As Grandes Civilizações Antigas”. São Paulo: Madras, 2005.

SILVA, Kalina Vanderlei, SILVA, Maciel Henrique. In: Dicionário de Conceitos Históricos. Contexto: São Paulo, 2006.

SOUSTELLE, Jacques. A civilização Asteca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987.





[1] COE, Michael D. Os Maias. Lisboa: Editorial Verbo, 1966. Pg. 56.
[2] SILVA, Kalina Vanderlei, SILVA, Maciel Henrique. In: Dicionário de Conceitos Históricos. Contexto: São Paulo, 2006. Pg. 59 a 62.
[3] SAUNDERS, Nicholas J. “Américas Antigas: As Grandes Civilizações Antigas”. São Paulo: Madras, 2005. Pg. 57.

[4] SAUNDERS, Nicholas J. “Américas Antigas: As Grandes Civilizações Antigas”. São Paulo: Madras, 2005. Pg. 29.
[5] Idem pg. 31.
[6] Idem pg. 41.
[7] SAUNDERS, Nicholas J. “Américas Antigas: As Grandes Civilizações Antigas”. São Paulo: Madras, 2005. Pg. 68.
[8] BROTHERSTON, Gordon, MEDEIROS, Sérgio. “Popol Vuh”. São Paulo: Editora Iluminuras, 2007. Pg. 32.
[9] COE, Michael D. Os Maias. Lisboa: Editorial Verbo, 1966. Pg. 156 e 157.
[10] SAUNDERS, Nicholas J. “Américas Antigas: As Grandes Civilizações Antigas”. São Paulo: Madras, 2005. Pg. 81.
[11] CAUTY, André. Como nascem e se desenvolvem as tradições escritas matemáticas. Exemplos mesoamericanos. In: FANTINATO, Maria Cecília de Castello Branco (org.). Etnomatemática - novos desafios teóricos e pedagógicos. Niterói: Editora da UFF, 2009, p. 29-52.
[12] BROTHERSTON, Gordon, MEDEIROS, Sérgio. “Popol Vuh”. São Paulo: Editora Iluminuras, 2007. Introdução, pg. 12.
[13] SAUNDERS, Nicholas J. “Américas Antigas: As Grandes Civilizações Antigas”. São Paulo: Madras, 2005. Pg. 85.
[14] SOUSTELLE, Jacques. A civilização Asteca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987. Pg. 12.
[15] SOUSTELLE, Jacques. A civilização Asteca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987. Pg. 16.
[16] SOUSTELLE, Jacques. A civilização Asteca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987. Pg. 78.
[17] SOUSTELLE, Jacques. A civilização Asteca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987. Pg. 104.

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