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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A Economia Cafeeira



Milhares de italianos vieram para o Brasil entre 1870 e 1930, e se concentraram, principalmente, nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Na verdade, esse período foi marcado por um intenso fluxo migratório em várias partes do mundo. Italianos, alemães, eslavos, judeus, árabes, indianos, irlandeses, japoneses, chineses, portugueses e tantos outros povos deixavam sua terra natal em busca de melhores condições de vida. Porém, a América era totalmente nebulosa para a maioria desses imigrantes. Muitos nem sabiam aonde deviam ir-Estaos Unidos, Argentina, Brasil.As populações estabelecidas sentiam-se invadidas pelos estrangeiros. A discriminação era constante.
Com o desenvolvimento da produção cafeeira, a população de estado de São Paulo cresceu numa velocidade vertiginosa. Somava cerca de 800 mil habitantes em 1872.



A cultura de café chegou a representar 70% das exportações brasileiras. Hoje, ainda permanece importante nas vendas externas de produtos de origem agrícola - está entre os seis principais itens na pauta de exportação do País -, mas está sujeita a oscilações dos preços internacionais (que têm flutuado mais intensamente com o fim da Organização Internacional do Café) e aos problemas provocados pelo clima.
Podem-se resumir os principais aspectos que prejudicam a competitividade internacional da cafeicultura:
a)  deficiência na qualidade, baixa produtividade, custos de transporte elevados e ociosidade na indústria de processamento;
b)  bloqueio de mercado (principalmente na distribuição e no controle de marcas) causado por acordos comerciais à penetração do produto brasileiro;
c)  a tributação imposta pelos países importadores.

A produção brasileira está regionalizada em basicamente dois pólos. Um, na região sul do estado de Minas Gerais - e mais recentemente no Cerrado Minerio -, onde se concentram variedades de café arabica suficientes para produzir um café de qualidade, adaptadas a novas técnicas de produção, como a do “café adensado”. Outro, onde se encontra produção de cafés de baixa qualidade, voltados basicamente para a composição de misturas (blends) pelos produtores internacionais, utilizando basicamente as espécies chamadas robusta.
A perda de controle por parte do Brasil do mercado mundial (o País já teve 80% do mercado mundial e hoje apenas cumpre sua cota de 25%, ou de 18 milhões de toneladas/ano) teve alguns aspectos positivos.
Entre eles, o de alertar para a necessidade de introduzir conceitos de qualidade e dar maior atenção à diferenciação do produto, explorando nternacionalmente a faixa gourmet, hoje dominada pela Colômbia e por países da América Central. A tendência para a introdução de técnicas de adensamento da produção, o uso crescente da irrigação (em Minas Gerais), a concentração do plantio em regiões de baixa incidência de geadas e a busca de mercados de qualidade abrem a perspectiva de retomada de parte do espaço perdido no período em que o País se dedicou apenas a administrar uma política de preços e tarifas de exportação elevados.
Em algumas regiões, os aumentos significativos de produtividade (chegando a 40 sacas/60 kg por hectare), a disponibilidade de terras para a duplicação das áreas apropriadas à produção de cafés de melhor qualidade e a melhoria da qualidade na etapa de torrefação sugerem que o café brasileiro tende a recuperar sua competitividade no mercado internacional, a despeito dos problemas apresentados.




Políticas econômicas

A partir do governo de Prudente de Morais (1894-1898), com a hegemonia pulista sobre o governo federal, a política econômica brasileira tendeu a voltar-se pra os interesses da cafeicultura. No entanto, em momentos de crise e pressões externas, os governantes paulistas foram obrigados a adotar medidas que sacrificavam alguns setores da produção cafeeira. O aumento da dívida externa brasileira, a desvalorização da moeda no mercado internacional e a inflação galopante provocaram a primeira crise, logo nos primeiros anos da República. Em 1898, no início do governo de Campos Sales, Ra firmado o funding-loan, acordo que estipulava o pagamento da dívida extrna brasileira em um prazo de 63 anos, com o início programado para 1911. O governo comprometia-se a retirar papel- moeda de circulação, de forma provocar a queda da inflação e promover uma ampla redução nos gastos públicos, com demissões de funcionários, paralisação de obras públicas e novos impostos sobre a população. Além disso, deixava como garantia aos credores as receitas da alfândega do Rio de Janeiro.

A cidade do Rio de Janeiro contava com cerca de 1 milhão de habitantes em 1910, quase o dobro da população da cidade de São Paulo n mesma época. Seu crescimento acelerado não ocorreu, todavia, de forma súbita. Desde o início do século XIX, com a chegada d família real portuguesa e, posteriormente, como sede da Monarquia brasileira, o Rio manteve-se como a maior cidade do país. Capital política, cultural e econômica, teve nos anos republicanos o período mais agitado da sua história.

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