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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Revolta da Chibata




A revolta da chibata

No ano de 1910, ocorreu uma rebelião militar na Marinha, mais conhecida como a Revolta da Chibata. Naquela época o recrutamento militar é obrigatório e quem mais sofria era a população mais pobre, pois não contava com nenhum prestígio político para livrá-los do serviço militar. O corpo militar contava com diferentes castigos físicos sob os membros inferiores, como cabos, soldados e sargentos, onde ocorria tanto na força do Exército quanto na Marinha.
No Exército os castigos físicos eram menos violentos e também ocorriam em menor escola graças ao seu caráter popular. Entretanto, na Marinha qualquer desvio de conduta ocasionava em castigos com açoitamentos. Após a condenação de Marcelinho Meneses a 250 chibatas, em 1910, onde os demais marinheiros tiveram que obrigatoriamente assistir ao castigo, os mesmo se revoltaram. No dia 22 de novembro de 1910, os marinheiros se rebelaram e tomar posse do navio Minas Gerais, com isso, outros três navios aderiram ao movimento, sendo eles: São Paulo, Bahia e Deodoro.
Como líder, este movimento teve João Cândido, onde o comandante do navio de Minas Gerais juntamente com outros oficiais foram mortos e o conflito tomou outras dimensões, isto é, de luta armada que ocasionou também mortes do lado dos marinheiros. As reivindicações dos marinheiros eram apenas duas: o fim dos castigos corporais e a melhoria na alimentação, e assim solicitando suas reivindicações, João Candido enviou através do rádio uma mensagem ao Palácio do Catete (Sede do Governo Federal), dizendo que caso não fossem aceitas as mudanças exigidas pelos marinheiros, haveria um bombardeamento contra a cidade.

Os navios estavam ancorados na Baía de Guanabara, estando apontados diretamente para o centro da cidade, onde fez com que o presidente Hermes da Fonseca ficasse sem saída. Entretanto, com a iniciativa do senador Rui Barbosa, foi aprovado às reivindicações propostas pelos marinheiros e ainda nenhum deles seria preso. Assim, os marinheiros revoltosos se entregaram a autoridade, e os castigos corporais foram definitivamente encerrados, porém os líderes do movimento foram presos, inclusive João Candido. Com a precária condição da prisão muitos desses líderes presos morreram em cárcere, sendo que João Candido sobreviveu e foi absolvido pelo julgamento ocorrido em 1912. Desta forma, ficou conhecido como Almirante Negro que faleceu em 1969.

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