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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Anarquismo



Anarquismo é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias.
Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem. A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. Nesse período, em razão do grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram inúmeras campanhas antianarquistas. Outro equívoco banal é se considerar anarquia como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens. À ausência de ordem - ideia externa aos princípios anarquistas -, dá-se o nome de “anomia”.
Passando da conceituação do Anarquismo à consolidação dos seus ideais, existe uma série de debates em torno da forma mais adequada para se alcançar e se manter uma sociedade anárquica. Eles perpassam a necessidade ou não da existência de uma moral anarquista, de uma plataforma organizacional, questões referentes ao determinismo da natureza humana, modelos educacionais e implicações técnicas, científicas, sociais e políticas da sociedade pós-revolução. Nesse sentido, cada vertente do Anarquismo tem uma linha de compreensão, análise, ação e edificação política específica, embora todas vinculadas pelos ideais-base do Anarquismo. O que realmente varia, segundo os teóricos, são as ênfases operacionais.


Principal teórico do movimento anarquista francês, nasceu em Besançon, França, cujas idéias influenciaram organizações de trabalhadores no mundo inteiro e contribuíram para a formação dos movimentos sindicais mais poderosos da Europa, em países como Espanha, França, Itália e Rússia. Tornou-se autodidata porque sua família não tinha condições de mantê-lo na escola, estudando sozinho grego, latim e hebreu. Aos 18 começou a trabalhar como tipógrafo, onde conheceu liberais, socialistas e o utopista Charles Fourier, que muito o influenciou. Foi para Paris (1838), diplomado pela faculdade de Besançon e publicou Qu’est-ce que la propriété?




(1840), onde defendia a idéia de que toda propriedade é uma forma de roubo. Sua crítica à sociedade passou a sensibilizar um grande número de trabalhadores, principalmente em Avertissement aux propriétaires (1842) e Système des contradictions économiques ou philosophie de la misère (1846). Em Paris entrou em contato com Karl Marx, Mikhail Bakunin e outros revolucionários, e foi eleito para a Assembléia Nacional (1848). Participou pouco das atividades parlamentares mas suas idéias, divulgadas também em seu trabalho como jornalista, contribuíram para a transformação do anarquismo em movimento de massas. Para ele a sociedade devia organizar sua produção e consumo em pequenas associações baseadas no auxílio mútuo entre as pessoas. Encarcerado (1849-1852), devido a críticas que fez a Napoleão III, durante o período de prisão, escreveu Idée générale de la révolution au XIX siècle (1851). Com De la justice dans la révolution et dans l’église (1858), obra violentamente anticlerical, foi obrigado a exilar-se em Bruxelas. De volta a Paris (1864), sintetizou suas idéias políticas em Du principe fédératif (1863) e, vítima de cólera, morreu em Paris.

Mikhail Bakunin (1814-1876)

Foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.
Nascido no Império Russo de uma família proprietária de terras de tendência nobre, Mikahil Bakunin passou sua juventude em Moscou estudando filosofia e começou a frequentar os círculos radicais onde foi em grande medida influenciado pelas ideias de Aleksandr Herzen. Deixou a Rússia em 1842 mudando-se para Dresden (Alemanha), e depois para Paris (França), onde conheceu grandes pensadores políticos entre estes George Sand, Pierre-Joseph Proudhon e Karl Marx.
Foi deportado da França por discursar publicamente contra a opressão russa na Polônia. Em 1849 foi preso em Dresden por sua participação na Rebelião de 1848. Levado de volta ao Império Russo, foi aprisionado na Fortaleza de Pedro e Paulo em São Petersburgo, permanecendo preso até 1857, quando foi exilado em um campo de trabalhos forçados na Sibéria. Conseguiu escapar do exílio na Sibéria indo para o Japão, mudou-se para os Estados Unidos, e de lá retornou para Londres, ficou nessa cidade durante um curto período de tempo em que juntamente com Herzen colaborou para o periódico jornal radical Kolokol (“O Sino”). Em 1863 Bakunin partiu da Inglaterra para se juntar a insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar ao seu destino, permanecendo algum tempo na Suíça e na Itália.
Apesar de ser considerado um criminoso pelas autoridades religiosas e governamentais, naquela época, Bakunin havia se tornado uma figura de grande influência para a juventude progressista e revolucionária, não na Rússia, mas por toda a Europa. Em 1868, tornou-se membro da Associação Internacional de Trabalhadores, uma federação de progressistas e organizações sindicais com grupos em grande parte dos países europeus.
Em 1870, entrou na insurreição de Lyon, um dos principais precedentes da Comuna de Paris. Em 1872 Bakunin havia se tornado uma figura influente na AIT, fazendo com que, através de suas posições o congresso ficasse dividido em duas tendências contrapostas: uma delas que se organizava em torno da figura de Marx que defendia a participação em eleições parlamentares e a outra, de caráter libertário, se opunha a esta participação considerada não revolucionária, se articulava em torno de Bakunin.
A posição defendida pelo círculo de Bakunin acabaria sendo derrotada em votação, e ao fim do congresso, Bakunin e muitos membros foram expurgados sob a acusação de manterem uma organização secreta dentro da Internacional. Os libertários, entre eles Bakunin responderam a acusação afirmando que o congresso fora manipulado, e que por esse motivo organizariam sua própria conferência da Internacional em Santo-Imier na Suíça depois de 1872.
Bakunin manteve-se envolvido com muita atividade no âmbito dos movimentos revolucionários europeus. De 1870 à 1876, escreveu grande parte de sua obra, textos como Estadismo e Anarquia e Deus e o Estado. Apesar de sua saúde frágil, tentou participar em uma insurreição em Bolonha, mas foi forçado a voltar para a Suíça disfarçado, para receber tratamento médico. Mais tarde, morando em Lugano conviveu com Errico Malatesta.
No final de sua vida com muitos problemas de saúde, foi levado da Itália para um hospital em Berna, onde morreu em 1876.
Bakunin é lembrado como uma das maiores figuras da história do anarquismo e um oponente do Marxismo em seu caráter autoritário, especialmente das ideias de Marx de Ditadura do Proletariado. Ele segue sendo uma referência presente entre os anarquistas da contemporaneidade, entre estes, nomes como Noam Chomsky.


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