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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Revolução Francesa e Império Napoleônico



Rebelião política e social que acontece na França, de 1789 a 1799. Sob o lema "Igualdade, Liberdade, Fraternidade", a burguesia revolta-se contra a monarquia e, com o apoio popular, toma o poder, instaurando a primeira república. Os revolucionários acabam com os privilégios da nobreza e do clero e livram-se das instituições feudais do Antigo Regime. Mesmo com a queda do Império Napoleônico, em 1815, e a ameaça da restauração monárquica pelas potências européias vencedoras, a burguesia retoma o controle do governo francês em 1830 e o Estado burguês, construído por Napoleão Bonaparte (1769-1821), permanece.
No final do século XVIII, 98% da população pertence ao Terceiro Estado, que reúne ricos burgueses e camponeses. Ele arca com os pesados impostos que sustentam o rei, a nobreza e o clero. A população também sofre com os abusos do absolutismo de Luis XVI (1754-1793).
A burguesia detém o poder econômico, mas perde as disputas políticas para os outros Estados (nobreza e clero), que se aliam nas votações. Estimulada pelos ideais do iluminismo, revolta-se contra a dominação da minoria. A partir de 1786, a indústria entra em crise com a concorrência dos produtos ingleses. Uma seca reduz a produção de alimentos. Há fome e miséria. O apoio da França à Independência dos EUA havia comprometido ainda mais a economia. Em 1788, o rei convoca a Assembléia dos Estados Gerais, um ano depois que os nobres, na Assembléia dos Notáveis, se recusam a aceitar medidas contra os privilégios.
A tomada da Bastilha - Os Estados Gerais começam seus trabalhos em maio de 1789, no Palácio de Versalhes. Para garantir a vitória, a nobreza quer que a votação ocorra por classe. O Terceiro Estado exige votação por cabeça, pois tem 610 deputados, contra 270 da nobreza e 291 do clero, além de contar com a adesão de nobres influenciados pelo iluminismo e de parte do clero. A disposição de liquidar o absolutismo e realizar as reformas leva a bancada do Terceiro Estado a autoproclamar-se Assembléia Nacional Constituinte, em junho de 1789. A população envolve-se e as revoltas em Paris e no interior, causadas pelo aumento do preço do pão, culminam no dia 14 de julho com a tomada da Bastilha. Grande parte da nobreza emigra. Em 4 de agosto de 1789, a Constituinte abole os direitos feudais ainda existentes.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada pela Assembléia Constituinte em agosto de 1789, defende a propriedade privada como inviolável e sagrada, institui a igualdade jurídica e a liberdade pessoal. Em setembro de 1791, fica pronta a Constituição, que institui a monarquia parlamentar, proclama a igualdade civil, confisca os bens da Igreja e proíbe greves e associações operárias. A unidade inicial contra a nobreza dá lugar à complexa composição partidária. Os girondinos representam a alta burguesia, têm maioria e o apoio do rei, e combatem a ascensão dos sans-culottes (o povo). Os jacobinos representam a pequena e média burguesia, são mais radicais e, liderados por Robespierre (1758-1794), buscam o apoio popular. Os cordeliers, representantes dos pobres, oscilam entre um lado e outro. 
A república - A adesão de Luis XVI à nova Constituição é acompanhada por conspirações em defesa da monarquia. Ele tenta fugir do país para comandar a reação contra-revolucionária, mas é preso. Em abril de 1792, os monarquistas patrocinam a declaração de guerra à Áustria, como possibilidade de voltar ao poder. Austríacos e prussianos invadem a França com o apoio secreto do rei, mas são derrotados pelos populares. Os sans-culottes, liderados por Marat (1743-1793), Robespierre e Danton (1759-1794), assumem o governo. Criam a Comuna de Paris em agosto de 1792 e organizam as guardas nacionais. Radicaliza-se a oposição aos nobres, considerados traidores. Em setembro, o povo invade as prisões e promove execuções em massa.
Forma-se nova Assembléia, a Convenção, entre 1792 e 1795, para preparar outra Constituição. Os girondinos perdem força. A maioria fica com os jacobinos, liderados por Robespierre e Saint-Just (1767-1794) e reforçados pelos montanheses, grupo radical que proclama a república em 20 de setembro de 1792. Luis XVI é guilhotinado em janeiro de 1793. Começa o Período do Terror, que dura de junho de 1793 a julho de 1794.
Burguesia no poder - Sob o comando ditatorial de Robespierre, criam-se o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário, encarregado de prender e julgar os traidores. A Comuna aprisiona e guilhotina 22 líderes girondinos e até jacobinos como Danton e Desmoulins (1760-1794), acusados de conspiração. Milhares de pessoas morrem, entre elas o químico Lavoisier (1743-1794). Poucos meses após a morte de Danton, em julho de 1794 - dia 9 do novo mês Termidor -, Robespierre e Saint-Just são presos e guilhotinados. Os girondinos, que no Período do Terror haviam-se omitido, reaparecem para instalar no poder a alta burguesia. A Convenção cai em mãos do Pântano, grupo formado por ricos burgueses que tratam de ampliar seu poder. Com a execução de Robespierre, chega ao fim a supremacia jacobina. A Reação de 9 Termidor fecha os clubes jacobinos e redige nova Constituição, que institui outro governo, o Diretório. Proclama mais uma Constituição (1795), que consolida as aspirações da burguesia. No período do Diretório (1795-1799), o país sofre ameaças externas. Para manter seus privilégios, a burguesia entrega o poder a Napoleão Bonaparte.
Para muitos historiadores, a Revolução Francesa é o auge de um movimento revolucionário global, que começa nos Estados Unidos, atinge Inglaterra, Irlanda, Holanda, Bélgica, Itália, Alemanha, Suíça e chega à França com mais violência e ideais mais bem-delineados. Abre caminho para o capitalismo industrial nesse país e repercute até no Brasil.



Império Napoleônico




Império estabelecido por Napoleão Bonaparte (1769-1821) na França, entre 1804 e 1815. Fruto da Revolução Francesa, dissemina os ideais da burguesia em ascensão pela Europa . Com política expansionista, o Império se estende por todo o continente em seu apogeu, por volta de 1810. Chega ao fim com a derrota francesa na batalha de Waterloo.
Líder militar de sucesso, Napoleão ganha prestígio e apoio popular nas guerras da França contra a Itália e a Áustria (1796-1797) e na do Egito (1798). Por isso, é escolhido pela burguesia francesa para solucionar a grave crise que havia-se instalado no governo revolucionário. Em 1799, Napoleão dá um golpe de Estado, suprime a constituição republicana e a substitui por outra, autoritária, concentrando todo o poder nas mãos do primeiro-cônsul, cargo que passa a ocupar. Nesse período, chamado de Consulado, realiza obras de pacificação e de organização dos territórios franceses. Assina com o papa Pio VII concordata que restaura a Igreja Católica na França, submetida ao controle do Estado. Dota a França de novas instituições administrativas, jurídicas e financeiras. Participa ativamente da redação do código civil, promulgado em 1804, que confirma a vitória da revolução burguesa. O Code Napoléon, como é conhecido, influencia profundamente a legislação de todos os países europeus no século XIX. Institui os princípios de igualdade entre as pessoas, de propriedade das terras, das heranças, a tolerância religiosa, a laicização do estado civil e o divórcio. No exterior, Napoleão assina tratados de paz com a Áustria, em Lunéville (1801), e com a Inglaterra, em Amiens (1802).
Expansão do império - O Império Napoleônico nasce de forma oficial em 1804, quando um plebiscito referenda o primeiro-cônsul como imperador da França. Napoleão é sagrado pelo papa Pio VII na catedral de Notre Dame, em dezembro do mesmo ano. Coroado sob o nome de Napoleão I, preocupa-se em consolidar seu poder, modernizar a França e retomar a tradição do despotismo esclarecido.
A convivência com as potências européias torna-se insustentável devido à política de guerra permanente do Império, levando à formação de coalizões dessas nações contra os franceses. Napoleão I tenta invadir a Inglaterra, mas é derrotado na batalha de Trafalgar (1805). Volta-se, então, para a Europa central. Vence a Áustria na batalha de Austerlitz. Por meio de guerras e acordos, torna-se imperador da Alemanha, Itália e Holanda. Após invadir a Prússia oriental e a Polônia (1806), obriga a Rússia a aliar-se à França contra os ingleses. Com o objetivo de arruinar a Inglaterra, Napoleão estabelece um bloqueio continental, que impede o comércio de mercadorias inglesas na Europa. Para viabilizar essa estratégia, põe em prática uma política exterior de usurpações, como a conquista de Portugal (1807), que provoca a vinda da Corte portuguesa ao Brasil, e a invasão da Espanha (1808).
O expansionismo gera novas dificuldades: em 1809, o Exército imperial enfrenta rebeliões militares na Espanha e assiste à formação de uma quinta coalizão. Mas, no mesmo ano, Napoleão derrota a Áustria, novamente em Wagram, e assina a paz de Viena. A aproximação dos dois Estados é reforçada pelo casamento do imperador com a arquiduquesa Maria Luísa da Áustria. Em 1810, o Império Napoleônico atinge o máximo de seu poder, com a anexação da Holanda e do litoral alemão. Nessa época, o império tem 71 milhões de habitantes, dos quais apenas 27 milhões são franceses. Seus domínios abrangem quase toda a Europa, estendendo-se por uma área de 750 mil km², divididos em 130 departamentos.
Decadência - Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo czar Alexandre, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia. Entra em Moscou, mas não consegue negociar com o czar. Durante a retirada, o frio e a fome dizimam grande parte do exército francês. Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por setores descontentes da burguesia e da antiga nobreza francesas, arma uma conspiração para dar um golpe de Estado contra o imperador. Este retorna imediatamente a Paris e controla a situação. Mas, no exterior, o império começa a perder terreno. A Prússia muda de campo. A Alemanha insubordina-se. Napoleão aceita o armistício de Pleswitz (1813), mas recusa as condições do Congresso de Praga. Seu exército perde a Espanha (1813).
Começa então a luta da coalizão contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador é obrigado a abdicar. O tratado de Fontainebleau, de 1814, exila Napoleão na ilha de Elba, de onde foge no ano seguinte. Desembarca na França com um exército e reconquista o poder. Inicia então o Governo dos Cem Dias, quando promulga o ato adicional às Constituições do império. A Europa coligada retoma sua luta, agora com a vantagem de 2 soldados para 1 sobre o exército francês. Napoleão entra na Bélgica em junho de 1815, mas é derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo e abdica pela segunda vez, pondo fim ao Império Napoleônico. Então, entrega-se aos vencedores, que o prendem na ilha de Santa Helena até sua morte.


Fonte: http://blogderecuperacaohistoria.blogspot.com.br/2012/11/a-revolucao-francesa-e-o-imperio.html


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