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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sociedade Africanas da Região Subsaariana até o século XV

 

A região africana ao sul do Saara foi o “berço da raça humana” => lá surgiram os primeiros “hominídeos” e o próprio “homem”.
            O homem primitivo (Homo erectus) evoluiu, transformando-se no homem moderno (Homo sapiens) que, por sua vez, se desenvolveu em diferentes tipos para se adaptar aos diferentes meio ambientes.
            Na África subsaariana surgiram quatro desses tipos: os “negróides”(Kamitas), na selva da África Ocidental, os “pigmeus”,nas florestas equatoriais, os “Nilo-saarianos”, no Médio Nilo, e os “bosquímanos”, no leste e no sul.  
            A atividade agrícola expandiu-se a partir do “Oriente Médio” através do Egito chegando ao vale do Médio Nilo antes de 3000 AC. Além do vale, as condições ambientais eram mais propícias à atividade pastoril.
            Os Nilo-saarianos e seus rebanhos deslocaram-se para o oeste, percorrendo a savana ao sul do Saara e penetraram na África Ocidental. No último milênio antes de Cristo, “os povos negros” que habitavam a África Ocidental desenvolveram “a habilidade de fundir o ferro”. A combinação da agricultura, com o uso do ferro, deu-se considerável impulso às sociedades pré-históricas.
            As Nações da África Negra da Idade do Ferro mantinham contatos com os povos do norte e do leste. Estes povos viriam a estabelecer um comércio, baseados na troca do ouro, marfim e escravos e, mais tarde, influenciariam a adoção da religião “monoteísta” em algumas Nações, além da religião primitiva, oriunda de Noé.
            O Egito esteve sempre em contato com a “Núbia Sudanesa” (norte Sudão), tendo sido governado por uma dinastia Núbia em cerca de 700 aC. No séc. IV, o cristianismo expandiu-se até a Núbia e a Etiópia (antiga Abissínia). 
            A costa oriental africana possuía contatos de longa data com a Península Arábica e a expansão árabe trouxe o “islamismo” para a costa nordeste, alcançando a “Somália” por volta do séc. XII, e estabeleceu entrepostos comerciais ao longo da costa até “Moçambique”, entre os séc. IX e XIII.
            África Ocidental, o comércio começou a atravessar o Saara a partir do norte muçulmano no séc. VIII, e o islamismo, avançando em direção ao “Sahel” no séc. XI.
            O grande lucro gerado pelo contato entre o povo da África Negra com o mundo árabe, em especialmente no comércio do ouro; permitindo que alguns “Reinos Africanos” se fixassem de forma mais sólida. Na África Ocidental, os “Reinos de Gana” (séc. VIII a XII) e Mali (séc. XIII e XIV) dominaram as rotas entre as jazidas de ouro e as trilhas do deserto que levavam ao norte da África. De modo semelhante, o “Reino do Zimbábue”, no leste (séc. XIII a XV), controlava as jazidas daquela região e o comércio com os árabes do litoral.
            
Até bem pouco tempo, no mundo europeizado – “o mundo que conta” para certos meios intelectuais – a historia da África negra, dos povos que viviam abaixo do deserto do Saara, era uma história que somente levava em conta o que diziam os gregos, romanos, árabes, portugueses, espanhóis, ingleses, holandeses, franceses e outros colonizadores. Incidentalmente eram considerados alguns registros feitos por egípcios e núbios, porém citados como fontes menores. Até ai nada de mais, não fora o fato de que essa era uma história contaminada de vieses preconceituosos, uma visão dos dominadores sobre os dominados, com objetivos quase explícitos de justificativa do domínio. Esses estudos, pretensamente científicos, mostravam uma terra habitada por tribos em estado de barbárie, povos primitivos, sem nenhum conceito de humanismo, selvagens e sem consciência.
Porém, no final do séc. XV, os portugueses passaram a dominar grande parte do comércio árabe da costa leste e estabeleceram um comércio semelhante na costa oeste, sendo substituídos no séc. XVII pelos holandeses que, por sua vez, foram dominados pelos ingleses e franceses no séc. XVIII. Na ocasião, os “Reinos Africanos” do interior da África Ocidental viviam em “simbiose” com os mercadores do litoral, fornecendo-lhes ouro e escravos para trabalhar nas “plantations” dos Continentes Americanos em troca de tecidos, artigos de ferro e armas. Como explanação, referente ao Império Português: 
            O Império Português era mais disperso que o Espanhol. Além de alguns povoamentos na costa do Brasil, os portugueses tinham fortes e entrepostos comerciais na África Ocidental e na costa de Moçambique, além de povoamentos entre a Índia e o Pacífico. A África, também fornecia ouro; particularmente da Costa do Ouro (atual Gana), escravos, que eram muito valorizados como mão-de-obra nas plantações, principalmente, de cana-de-açúcar, bem como, em outras lidas, domésticas e campeiras. 
            Na segunda metade do séc. XVII; colonizadores “holandeses”, os “bôeres”, se estabeleceram no extenso sul do continente. No final do séc. XVIII, a expansão “bôer” já tinha desencadeado conflitos com os “Reinos Bantus da região”. Até o final do séc. XIX; tais conflitos resultariam na queda de todos os “Reinos Negros Africanos”, com exceção da “Abissínia”.


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