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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Historia da Guerra da Coreia




O que foi

A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco iminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.

Causas da Guerra

- Divisão ocorrida na Coreia, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob a influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.

- Após diversas tentativas de derrubar o governo sul-coreano, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas norte-coreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).

O desenvolvimento da guerra

- Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os norte-coreanos e devolver o comando de Seul para os sul-coreanos.

- Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Coreia do Sul, enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropas para a zona de conflito para apoiar a Coreia do Norte.

- Em 1953, a Coreia do Sul, apoiada por Estados Unidos e outros países capitalistas, apresentava várias vitórias militares.

- Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente 4 milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.

Fim da Guerra

- Em julho de 1953, o governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana.

- Em 28 de março de 1953, Coreia do Norte e China aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas.

- Em 27 de julho de 1953, o tratado de paz foi assinado e decretado a fim da guerra.

Pós-guerra

Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul segue no sistema capitalista.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Depoimento de Lula


O GOVERNO DO FERNANDO COLLOR (1990 - 1995)



A posse do novo Presidente, em março de 1990, em meio à hiperinflação, foi acompanhada de novas medidas econômicas, organizadas pela ministra Zélia Cardoso de Mello - o Plano Collor. Depois do curto sucesso dos primeiros meses do seu mandato, Collor passou a viver a reversão econômica. Em 1991, a ministra Zélia demitiu-se do cargo, ao mesmo tempo que emergiam sucessivos escândalos envolvendo membros do Governo. Ainda nesse ano, ganhou força a política recessiva, ampliando o desemprego e a miséria da maioria da população. Já no início de 1992, o presidente Collor experimentava uma crescente impopularidade com uma inflação sempre superior a 20%, com sinais preocupantes de elevação.
Outro destaque econômico do governo Collor foi a abertura do mercado à entrada de produtos estrangeiros, com a redução das tarifas de importação, incluindo a eliminação da reserva de mercado, como o da informática. O Governo justificava que a política de comércio exterior, facilitando as importações, produziria a reestruturação da economia, tornando as indústrias nacionais mais competitivas e estimuladas a igualar-se aos padrões internacionais. Muitos opositores acusavam tal política de sucatear a produção interna, irradiando falências e desemprego. Embora breve, o governo Collor deu ênfase à privatização, isto é, à transferência de empresas estatais para o setor privado. Alcançou-se, também, uma parcial normalização nas relações com os credores estrangeiros, ampliando a capacidade de pagamento de dívidas do País. Nesse caso, a política econômica foi favorecida pelo superávit na balança comercial e entrada de novos empréstimos e investimentos estrangeiros. No plano interno, entretanto, agravaram-se as condições de vida da maioria da população.

Plano Collor e o Impeachment

Após quase trinta anos sem eleições diretas para Presidente da República, os brasileiros puderam votar e escolher um, entre os 22 candidatos que faziam oposição ao atual presidente José Sarney. Era novembro de 1989. Após uma campanha agitada, com trocas de acusações e muitas promessas, Fernando Collor de Mello venceu seu principal adversário, Luís Inácio Lula da Silva.




Collor conquistou a simpatia da população, que o elegeu com mais de 42% dos votos válidos. Seu discurso era de modernização e sua própria imagem validou a idéia de renovação. Collor era jovem, bonito e prometia acabar com os chamados “marajás”, funcionários públicos com altos salários, que só oneravam a administração pública.
Sua primeira medida, ao tomar posse no dia 15 de março de 1990, foi anunciar seu pacote de modernização administrativa e vitalização da economia, através do plano Collor I, que previa, entre outras coisas:
-          Volta do Cruzeiro como moeda;
-          Congelamento de preços e salários;
-          Bloqueio de contas correntes e poupanças no prazo de 18 meses;
-          Demissão de funcionários e diminuição de órgãos públicos;

O objetivo deste plano, segundo Collor, era conter a inflação e cortar gastos desnecessários do governo. Porém, estas medidas não tiveram sucesso, causando profunda recessão, desemprego e insatisfação popular.
Trabalhadores, empresários, foram surpreendidos com o confisco em suas contas bancárias. O governo chegou a bloquear   em
moeda nacional o equivalente a oitenta bilhões de dólares.
O governo Collor também deu início às privatizações das estatais e à redução das tarifas alfandegárias. Com produtos importados a preços menores, a indústria nacional percebeu a necessidade de se modernizar e correr atrás do prejuízo.
Seis meses após o primeiro pacote econômico, Collor lançou um segundo plano, o Collor II, que também previa a   diminuição
da inflação e outros cortes orçamentários. Mas, novamente, não obteve êxito e só fez aumentar o descontentamento da população.
A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, não suportou a pressão e em maio de 1991 pediu demissão do cargo. Em seu lugar, assumiu Marcílio Marques Moreira, até então embaixador do Brasil, em Washington. Marcílio não lançou nenhuma medida de impacto. Sua proposta era liberar os preços e salários gradualmente, porém não teve bons resultados.
A esta altura, surgiram várias denúncias de corrupção na administração Collor, envolvendo ministros, amigos pessoais e até mesmo a primeira dama, Rosane Collor. Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha e amigo do presidente, foi acusado de tráfico de influência, lavagem e desvio de dinheiro.
Em entrevista à revista Veja, Pedro Collor, irmão do presidente, foi quem revelou os esquemas, que envolviam também Fernando Collor. A notícia caiu como uma bomba. A população, insatisfeita com a crise econômica e social, revoltou-se contra o governo.
Foi instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a fim de investigar a participação de Collor no esquema chefiado por PC Farias. Num ato desesperado para salvar seu mandato, Collor fez um discurso em rede nacional e pediu para que os brasileiros fossem às ruas, vestidos de verde e amarelo, em gesto de apoio ao presidente. Realmente, o povo foi às ruas, mas vestido de preto e exigindo o impeachment de Collor.
No dia 29 de setembro de 1992 a Câmara dos Deputados se reuniu para votar o impeachment do presidente, ou seja, sua destituição do cargo. Foram 441 votos a favor do impeachment e somente 38 contra. Era o fim do “caçador de marajás”. No lugar de Collor, assumiu o vice-presidente, Itamar Franco.

O Plano Real

O Plano Real nasceu no governo Itamar Franco, que nomeou Fernando Henrique Cardoso para o ministério da Fazenda, o qual soube escolher bem sua equipe de economistas e elaborar um plano que realmente controlaria a inflação. O plano teve como objetivo criar uma unidade real de valor (URV) onde todos os produtos ficariam desvinculados da moeda vigente, denominado Cruzeiro Real. Ficou estabelecido que uma URV corresponderia a US$ 1. O Cruzeiro Real se desvalorizava em relação a URV e o dólar. Porém foi determinado um prazo para de vigência e depois a URV passou a ser referencia de cálculo para preços e contratos firmados desde sua criação, o Cruzeiro Real foi deixando aos poucos de ser referência e também o caráter de moeda.
Em 1994 os dois principais candidatos à presidência da republica foram: Lula do PT e Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Partido esse com muitos intelectuais, com destaque para FHC, sociólogo, considerado honesto, professor da USP e universidades estrangeiras. Como foi comentado acima, ele como Ministro da Fazenda conseguiu êxito com o Plano Real e a instituição da URV no governo Itamar, depois de tantos planos fracassados nos governos anteriores. Todo esse quadro era favorável ao PSDB, que formou uma frente partidária, a principio com o PSDB/PFL/PTB todo esse quadro levaria ao seu êxito eleitoral e também a chamada governabilidade, foi eleito Presidente da Republica no primeiro turno.
O PSBB encontrou na Argentina e México, o modelo ideal de plano econômico para controlar a inflação satisfatoriamente. Foi necessário fazer pequenas modificações para implantar no Brasil, denominado de Plano Real.
Nascia o Real como a nova moeda brasileira, valorizada com valor acima do dólar americano, quem diria, era difícil de acreditar, mas era verdade. A nossa moeda ficou tão forte que podemos destacar muitos benefícios: As importações de matérias-primas e máquinas ficaram mais fáceis e tinham seus custos reduzidos. Os produtos importados chegavam para o Brasil com os preços abaixo dos produtos similares nacional. O dólar seria a referencia absoluta para todos os preços. A sociedade em geral apoiou o plano, porque




a inflação chegou ao nível mais baixo em toda a sua história, onde patrões e trabalhadores, não tinham mais razão de reivindicar aumentos. O governo fazia muita propaganda onde falava na melhora do poder aquisitivo dos menos favorecidos, que a partir do Plano Real poderiam comprar a credito, porque as prestações não sofreriam aumento todo mês como antes do plano. O brasileiro passou a comprar mais, a economia foi reaquecida.

A diferença dos planos anteriores é que o Plano Real conseguiu acabar com a indexação da economia sem congelamentos de preços, também foi criada uma nova moeda, o real. Como todo plano precisa de ajustes, o Plano Real também fez ajustes.

quinta-feira, 2 de março de 2017

A industria do Café - Republica Velha



Milhares de italianos vieram para o Brasil entre 1870 e 1930, e se concentraram, principalmente, nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Na verdade, esse período foi marcado por um intenso fluxo migratório em várias partes do mundo. Italianos, alemães, eslavos, judeus, árabes, indianos, irlandeses, japoneses, chineses, portugueses e tantos outros povos deixavam sua terra natal em busca de melhores condições de vida. Porém, a América era totalmente nebulosa para a maioria desses imigrantes. Muitos nem sabiam aonde deviam ir-Estaos Unidos, Argentina, Brasil.As populações estabelecidas sentiam-se invadidas pelos estrangeiros. A discriminação era constante.
Com o desenvolvimento da produção cafeeira, a população de estado de São Paulo cresceu numa velocidade vertiginosa. Somava cerca de 800 mil habitantes em 1872.

Complexo Cafeeiro

A cultura de café chegou a representar 70% das exportações brasileiras. Hoje, ainda permanece importante nas vendas externas de produtos de origem agrícola - está entre os seis principais itens na pauta de exportação do País -, mas está sujeita a oscilações dos preços internacionais (que têm flutuado mais intensamente com o fim da Organização Internacional do Café) e aos problemas provocados pelo clima.
Podem-se resumir os principais aspectos que prejudicam a competitividade internacional da cafeicultura:
a)  deficiência na qualidade, baixa produtividade, custos de transporte elevados e ociosidade na indústria de processamento;
b)  bloqueio de mercado (principalmente na distribuição e no controle de marcas) causado por acordos comerciais à penetração do produto brasileiro;
c)  a tributação imposta pelos países importadores.

A produção brasileira está regionalizada em basicamente dois pólos. Um, na região sul do estado de Minas Gerais - e mais recentemente no Cerrado Minerio -, onde se concentram variedades de café arabica suficientes para produzir um café de qualidade, adaptadas a novas técnicas de produção, como a do “café adensado”. Outro, onde se encontra produção de cafés de baixa qualidade, voltados basicamente para a composição de misturas (blends) pelos produtores internacionais, utilizando basicamente as espécies chamadas robusta.
A perda de controle por parte do Brasil do mercado mundial (o País já teve 80% do mercado mundial e hoje apenas cumpre sua cota de 25%, ou de 18 milhões de toneladas/ano) teve alguns aspectos positivos.
Entre eles, o de alertar para a necessidade de introduzir conceitos de qualidade e dar maior atenção à diferenciação do produto, explorando nternacionalmente a faixa gourmet, hoje dominada pela Colômbia e por países da América Central. A tendência para a introdução de técnicas de adensamento da produção, o uso crescente da irrigação (em Minas Gerais), a concentração do plantio em regiões de baixa incidência de geadas e a busca de mercados de qualidade abrem a perspectiva de retomada de parte do espaço perdido no período em que o País se dedicou apenas a administrar uma política de preços e tarifas de exportação elevados.
Em algumas regiões, os aumentos significativos de produtividade (chegando a 40 sacas/60 kg por hectare), a disponibilidade de terras para a duplicação das áreas apropriadas à produção de cafés de melhor qualidade e a melhoria da qualidade na etapa de torrefação sugerem que o café brasileiro tende a recuperar sua competitividade no mercado internacional, a despeito dos problemas apresentados.




Políticas econômicas

A partir do governo de Prudente de Morais (1894-1898), com a hegemonia pulista sobre o governo federal, a política econômica brasileira tendeu a voltar-se pra os interesses da cafeicultura. No entanto, em momentos de crise e pressões externas, os governantes paulistas foram obrigados a adotar medidas que sacrificavam alguns setores da produção cafeeira. O aumento da dívida externa brasileira, a desvalorização da moeda no mercado internacional e a inflação galopante provocaram a primeira crise, logo nos primeiros anos da República. Em 1898, no início do governo de Campos Sales, Ra firmado o funding-loan, acordo que estipulava o pagamento da dívida extrna brasileira em um prazo de 63 anos, com o início programado para 1911. O governo comprometia-se a retirar papel- moeda de circulação, de forma provocar a queda da inflação e promover uma ampla redução nos gastos públicos, com demissões de funcionários, paralisação de obras públicas e novos impostos sobre a população. Além disso, deixava como garantia aos credores as receitas da alfândega do Rio de Janeiro.
A cidade do Rio de Janeiro contava com cerca de 1 milhão de habitantes em 1910, quase o dobro da população da cidade de São Paulo n mesma época. Seu crescimento acelerado não ocorreu, todavia, de forma súbita. Desde o início do século XIX, com a chegada d família real portuguesa e, posteriormente, como sede da Monarquia brasileira, o Rio manteve-se como a maior cidade do país. Capital política, cultural e econômica, teve nos anos republicanos o período mais agitado da sua história.

A reurbanização do rio do Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 700 mil habitantes em 1904. Desde o início do século 19, manteve-se como a maior cidade do país. Com exceção de seus palacetes de Botafogo e Laranjeiras, era cortada por ruas estreitas e vielas, onde se erguiam prédios e imensos cortiços.
Nos morros, amontoados de barracos formavam as primeiras favelas. Nas áreas pantanosas, ocorriam epidemias de febre tifóide, varíola e febre amarela. O mau cheiro era insuportável, principalmente com o calor.
Uma reformulação do Rio de Janeiro foi concebida para tornar a cidade semelhante às metrópoles européias e agradável para sua elite. Abrir largas avenidas, erradicar as doenças, derrubar os cortiços e sobretudo empurrar para longe a massa pobre, negra e mestiça eram os desejos da população elegante do município.
Durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), cortiços foram derrubados, dando lugar a belas praças, charmosos jardins, largas avenidas e vistosos palacetes. O Rio iria tornar-se a “cidade maravilhosa”.
O resultado foi a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. O preço dos aluguéis subiu, e a população mais pobre foi removida do centro para áreas mais distantes. Nos morros, as favelas proliferavam.
Em 9 de novembro de 1904, o governo decretou a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. O jovem dr. Oswaldo Cruz comandava a campanha. O anúncio provocou uma onda de protestos que culminou na chamada Revolta da Vacina. Nos dias seguintes, populares levantavam-se no espaço público recém-urbanizado incitando à rebelião. A polícia era recebida a pedradas. A multidão circulava ruidosamente pelas largas avenidas, pelos belos jardins, diante das suntuosas mansões.
O espaço público era ocupado, à força, pelos manifestantes. A fúria se voltava contra automóveis, bondes, delegacias, postes de iluminação, calçamentos. O governo perdeu o controle da capital, retomado com a repressão do Exército, da Marinha e da Guarda Nacional. A revolta tornou-se epidêmica.
Para a maior parte da população, vítima de seu alheamento das decisões políticas, de uma modernização autoritária que desalojava os moradores e expulsava-os das regiões centrais, de um poder público que agravava cada vez mais suas condições de vida e não lhes oferecia nenhum tipo de assistência, a vacinação representava uma espécie de violação de seus próprios corpos.

A revolta da vacina

A cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 700 mil habitantes em 1904. Desde o início do século 19, manteve-se como a maior cidade do país. Com exceção de seus palacetes de Botafogo e Laranjeiras, era cortada por ruas estreitas e vielas, onde se erguiam prédios e imensos cortiços.
Nos morros, amontoados de barracos formavam as primeiras favelas. Nas áreas pantanosas, ocorriam epidemias de febre tifóide, varíola e febre amarela. O mau cheiro era insuportável, principalmente com o calor.
Uma reformulação do Rio de Janeiro foi concebida para tornar a cidade semelhante às metrópoles européias e agradável para sua elite. Abrir largas avenidas, erradicar as doenças, derrubar os cortiços e sobretudo empurrar para longe a massa pobre, negra e mestiça eram os desejos da população elegante do município.
Durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), cortiços foram derrubados, dando lugar a belas praças, charmosos jardins, largas avenidas e vistosos palacetes. O Rio iria tornar-se a “cidade maravilhosa”.
O resultado foi a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. O preço dos aluguéis subiu, e a população mais pobre foi removida do centro para áreas mais distantes. Nos morros, as favelas proliferavam.




Em 9 de novembro de 1904, o governo decretou a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. O jovem dr. Oswaldo Cruz comandava a campanha. O anúncio provocou uma onda de protestos que culminou na chamada Revolta da Vacina. Nos dias seguintes, populares levantavam-se no espaço público recém-urbanizado incitando à rebelião. A polícia era recebida a pedradas. A multidão circulava ruidosamente pelas largas avenidas, pelos belos jardins, diante das suntuosas mansões.
O espaço público era ocupado, à força, pelos manifestantes. A fúria se voltava contra automóveis, bondes, delegacias, postes de iluminação, calçamentos. O governo perdeu o controle da capital, retomado com a repressão do Exército, da Marinha e da Guarda Nacional. A revolta tornou-se epidêmica.
Para a maior parte da população, vítima de seu alheamento das decisões políticas, de uma modernização autoritária que desalojava os moradores e expulsava-os das regiões centrais, de um poder público que agravava cada vez mais suas condições de vida e não lhes oferecia nenhum tipo de assistência, a vacinação representava uma espécie de violação de seus próprios corpos.

A revolta da chibata

No ano de 1910, ocorreu uma rebelião militar na Marinha, mais conhecida como a Revolta da Chibata. Naquela época o recrutamento militar é obrigatório e quem mais sofria era a população mais pobre, pois não contava com nenhum prestígio político para livrá-los do serviço militar. O corpo militar contava com diferentes castigos físicos sob os membros inferiores, como cabos, soldados e sargentos, onde ocorria tanto na força do Exército quanto na Marinha.
No Exército os castigos físicos eram menos violentos e também ocorriam em menor escola graças ao seu caráter popular. Entretanto, na Marinha qualquer desvio de conduta ocasionava em castigos com açoitamentos. Após a condenação de Marcelinho Meneses a 250 chibatas, em 1910, onde os demais marinheiros tiveram que obrigatoriamente assistir ao castigo, os mesmo se revoltaram. No dia 22 de novembro de 1910, os marinheiros se rebelaram e tomar posse do navio Minas Gerais, com isso, outros três navios aderiram ao movimento, sendo eles: São Paulo, Bahia e Deodoro.
Como líder, este movimento teve João Cândido, onde o comandante do navio de Minas Gerais juntamente com outros oficiais foram mortos e o conflito tomou outras dimensões, isto é, de luta armada que ocasionou também mortes do lado dos marinheiros. As reivindicações dos marinheiros eram apenas duas: o fim dos castigos corporais e a melhoria na alimentação, e assim solicitando suas reivindicações, João Candido enviou através do rádio uma mensagem ao Palácio do Catete (Sede do Governo Federal), dizendo que caso não fossem aceitas as mudanças exigidas pelos marinheiros, haveria um bombardeamento contra a cidade.
Os navios estavam ancorados na Baía de Guanabara, estando apontados diretamente para o centro da cidade, onde fez com que o presidente Hermes da Fonseca ficasse sem saída. Entretanto, com a iniciativa do senador Rui Barbosa, foi aprovado às reivindicações propostas pelos marinheiros e ainda nenhum deles seria preso. Assim, os marinheiros revoltosos se entregaram a autoridade, e os castigos corporais foram definitivamente encerrados, porém os líderes do movimento foram presos, inclusive João Candido. Com a precária condição da prisão muitos desses líderes presos morreram em cárcere, sendo que João Candido sobreviveu e foi absolvido pelo julgamento ocorrido em 1912. Desta forma, ficou conhecido como Almirante Negro que faleceu em 1969.

TESTES:

1.         (FUVEST-2008) – “A exclusão dos analfabetos pela Constituição republicana (de 1891) era particularmente discriminatória, pois, ao mesmo tempo retirava a obrigação do governo de fornecer instrução primária, que constava do texto imperial, e exigia para a cidadania política uma qualidade que o direito social da educação poderia fornecer...” Os Bestializados,
José Murilo de Carvalho
a)     Que relação o texto estabelece entre ensino público e  exercício  da cidadania política durante a Primeira República (1889 - 1930)?
b)  O que a atual Constituição dispõe a respeito desta relação?

RESPOSTA
A-  O Sistema eleitoral agora concedia direito ao voto universal masculino, não-secreto a todos aqueles que fossem maiores de 21 anos e comprovassem sua alfabetização. A adoção do voto universal e abandono do regime censitário, criado durante a monarquia, de fato, modificou o universo de cidadãos votantes. A péssima condição da educação nacional fazia com que a exigência da alfabetização deixasse a grande maioria dos brasileiros alheia ao pleito. Além disso, o voto não-secreto era outro dispositivo que impedia o exercício autônomo das escolhas políticas.
B-  Foram realizadas mudanças para a consolidação da democracia como o direito de voto aos analfabetos e facultativos aos jovens com idade entre 16 e 18 anos. A Constituição de 1988 estabelece a gratuidade e a obrigatoriedade da freqüência escolar até os 14 anos - término do ensino fundamental, antigo grau, além de conceder o direito de voto aos analfabetos (facultativo), ampliando assim o exercício da cidadania política.




2.       (AGENTE OPERACIONAL-HRSM/DF-MOVENS-2011) – Sobre o período regencial brasileiro afirma-se:
I.  A Constituição de 1824 previa a eleição de um regente, caso o imperador estivesse impossibilitado de governar. Como o herdeiro era menor de idade, a Assembléia Geral viu-se forçada a eleger tal regente.
II.    Pelo Ato Adicional de 1834 substituía-se a Regência Una por uma Regência Trina, tirava-se a autonomia das províncias e criava-se o Conselho de Estado.
III.  Foram criadas três correntes políticas: a dos chimangos (que queriam a autonomia para as províncias), a dos restauradores (que eram a favor da monarquia e da centralização administrativa) e a dos farroupilhas (que tinham como objetivo o retorno de D. Pedro I ao trono imperial).
Deve-se dizer, sobre essas afirmações, que:
a)  Todas são corretas.
b)  Nenhuma é correta.
c)  Apenas I e II são corretas.
d)  Apenas II e III são corretas.
e)  Apenas I e III são corretas.

RESPOSTA “B”.

3.     Rui Barbosa, como candidato à presidência da República  nas  eleições que se realizaram em 1910, declarava:  “Mas por isso mesmo que quero o exército grande, forte, exemplar, não o queria pesando sobre o governo do país. A nação governa. O exército, como os demais órgãos do país, obedece”. (Apud Edgard Carone. A Primeira República.1889-1930. São Paulo. Difel. 1969. p. 51).
Nesta declaração, Rui Barbosa expressava uma:
a)  Crítica ao governo militar do então presidente Marechal Deodoro da Fonseca.
b)  Crítica à candidatura de seu oponente, o militar Hermes da Fonseca.
c)  Defesa da maior atuação do Exército na política nacional.
d)  Resposta à tentativa de golpe militar liderada pelo Marechal Floriano Peixoto.
e)  Recusa ao apoio da oligarquia paulista para sua candidatura.

RESPOSTA “B”

04. (FATEC-2010) Em relação ao direito de voto, na história política do Brasil, é correto afirmar que:
a)  Na Constituição do Império (Carta outorgada de 1824), escravos e analfabetos não podiam votar.
b)  No regime militar, a Constituição de 1967, que instituiu a eleição indireta para os cargos executivos, reconheceu o direito de voto dos analfabetos.
c) A primeira Constituição republicana (1891) eliminou a exigência de renda mínima para definir quem seria eleitor, mas proibiu
o analfabeto de votar.
d)  A Constituição republicana de 1891 estendeu o direito de voto à mulher.
e)  A Constituição de 1934 (Período Vargas) estendeu o direito de voto à mulher e ao analfabeto.

RESPOSTA “C”.

5.       (DEFENSOR PÚBLICO-DPE/ROFMP-2009) “... As eleições de 1900 para a Câmara Federal e o terço do Senado confirmam o benefício desta política em favor das oligarquias que estão no poder. (...) Este sistema de apoio às oligarquias vai significar a permanência daquelas que estão no poder. (...) As oposições oligárquicas agora não podem mais ter esperança de uma vitória legal, e às vezes, nem mesmo de um bom êxito revolucionário.” (CARONE. Edgard. A República Velha. 166 edição. São Paulo: Difel. pp. 193-194).
O autor se refere:
a)  À política da conciliação.
b)  Ao Encilhamento.
c)  À República da Espada.
d)  À promulgação da nova constituição republicana.
e)  À política dos governadores.

RESPOSTA “E”.




6.     (AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS-INST. LUDUS-2009) – “Cabo de enxada engrossa as mãos. O laço de couro cru, machado e foice também.
Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais. (...) Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa.” Mário Palmério, Vila dos Confins.
Partindo do texto, é correto dizer que, na República Velha,
a)  A campanha eleitoral realizada pelos chefes políticos locais procurava atingir essencialmente os trabalhadores urbanos menos embrutecidos pelo trabalho pesado e já alfabetizados.
b)    Durante o período eleitoral operava-se uma transformação no trabalhador; esta era a marca do sistema político que ia do poder dos grandes proprietários rurais aos municípios e, daí, à capital do Estado.
c)  Constantemente os chefes locais se  voltavam para  seus  subordinados, impondo-lhes seus candidatos e dispensando-os dos trabalhos que engrossam as mãos.
d)  O predomínio oligárquico, baseado em uma rede de favores pessoais, visava, sobretudo, a dissolver os focos  de tensão social e oposição política, representadas nas diversas formas de organização de trabalhadores rurais naquele momento.
e)   Ocorria o predomínio oligárquico ligado à manipulação do processo eleitoral, no qual uma grande rede de favores e compromissos era estabelecida entre patrão e empregados.

RESPOSTA “E”.

7.  (DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA-CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO- FUNDEP-2011) – Sobre o movimento operário
no Brasil, durante a República Velha (1889-1930), pode-se afirmar que:
I.  O anarco sindicalismo foi à tendência predominante nas duas primeiras décadas do século XX, perdendo importância nos anos seguintes.
II. As principais reivindicações eram os aumentos salariais, a regulamentação do trabalho e a liberdade de organização.
III.    Os anarquistas, ao contrário dos demais agrupamentos,  eram constituídos apenas por imigrantes europeus e seus descendentes.
IV. As maiores greves ocorreram na segunda década do século atual, em razão, principalmente, da acentuação das diferenças entre os aumentos dos preços e dos salários.
Estão corretas somente as afirmativas
a)  I, II e IV.
b)  I e III.
c)  II, III e IV.
d)  I e IV.
e)  II e III.

RESPOSTA “A”.

8.  (PUCMG-2011) – Todas as opções a seguir têm relação com o movimento operário na República Velha no Brasil, exceto:
a)    Inexistência de regulamentação das relações trabalhistas e grande número de desempregados.
b)  Reduzido poder de pressão, originado pelo pequeno grau de sindicalização.
c)  Ausência de organizações autônomas de trabalhadores e de movimentos grevistas.
d)  Grande número de imigrantes em alguns centros urbanos, especialmente São Paulo.
e)    Presença considerável de mulheres e crianças, submetidos a baixos salários.

RESPOSTA “C”.

9.  (UERJ-2008) – “(...) Estão em greve presentemente, nesta capital, cerca de 15 mil operários, e à hora e que escrevemos, nada faz prever que esse número decresça tão cedo. Ao contrário, justificados receios de que o  movimento aumente ainda, caso não se encaminhem as desinteligências para um acordo satisfatório e eqüitativo”.
O Estado de São Paulo, 12/07/1917. Citado por TREVISAN, Leonardo. A República Velha. São Paulo: Global, 1982.
O movimento operário, durante as primeiras décadas do regime republicano no Brasil, caracterizou-se pela existência de:
a)   Apoio de trabalhadores rurais, que participaram de várias greves organizadas.
b)  Partidos de tendência anarquista, que foram responsáveis pela Greve Geral de 1917.
c)  Reivindicações políticas, que foram atendidas por legislação implantada na década de 20.
d)    Lideranças de imigrantes europeus, que traziam a experiência de organização de seus países de origem.


RESPOSTA “D”.