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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Independência do Brasil


Este artigo foi feito de para o sistema Poliedro de Ensino, de São José dos Campos (SP).

Brasil uma Nação Independente ou Dependente?

Por: Bruno Ferreira


         No dia 07 de setembro de 1822, no riacho do Ipiranga, em São Paulo, Dom Pedro I mudaria para sempre a história do Brasil, de um país dependente politicamente e economicamente, de sua metrópole Portugal, passando a ser um país independente politicamente, porém, tudo isso não ocorre por acaso, ou do dia para a noite. Tudo isso passa por um processo que culminaria na proclamação de independência.
        O processo de independência do Brasil começa em 1808, com a vinda da família real portuguesa ao Brasil. A fuga da corte para o Brasil tem relação com o processo de expansão que Napoleão Bonaparte fazia por toda a Europa, uma das suas táticas era enfraquecer a Inglaterra economicamente por meio do fechamento dos portos através do bloqueio continental. 
          Para isso, ou Portugal guerrearia com o exército de Napoleão, ou se renderia e a corte seria deposta, porém Portugal tinha uma relação próxima comercial com   Inglaterra e uma nova solução foi proposta. Para contribuir com essa ideia, o Jornalista Laurentino Gomes relata em seu livro 1808 o momento da decisão da vinda da família real.

No dia 30 de setembro, se reunia no palácio da ajuda, em Lisboa, o Conselho de Estado finalmente recomendou que o príncipe regente preparasse seus navios para partir. No começo, pensou-se em enviar para o Brasil somente o príncipe da Beira, como era chamado o filho mais velho de D. João. Aos Oito anos, o futuro imperador Pedro Ido Brasil era o herdeiro natural do trono português. D. João chegou a assinar, em 2 de outubro de 1807, uma proclamação ao povo brasileiro, pedindo que recebesse e defendesse o príncipe. Rapidamente, no entanto, o plano evoluiu para algo mais ambicioso: transferir a corte inteira com o governo, os funcionários e o aparato do Estado. Em resumo, toda a elite portuguesa. (Gomes, 2010, p.50)

         A alternativa encontrada portanto por D. João VI, naquela ocasião, príncipe regente de Portugal, foi transferir para o Brasil a corte portuguesa depois tratativas feitas com a Inglaterra a corte portuguesa embarcou rumo ao Brasil.
         A chegada da corte na Bahia mostra o primeiro ato político e econômico de D. João a abertura dos portos as “nações amigas” extinguindo o monopólio do comercio colonial. Nesse ato, D. João aponta uma emancipação econômica do Brasil ao mesmo tempo uma aproximação com a Inglaterra e uma dependência com essa potência, já que o Brasil tornava-se um novo mercado consumidor dos produtos ingleses.
         Os interesses ingleses superam a abertura do portos do Brasil, a Inglaterra consegue, em 1810, o tratado de Comercio e Navegação, que reduzia para 15% a taxa alfandegária sobre seus produtos, sendo mais baixo que as taxas dos demais, até mesmo de sua metrópole, que pagava 16%, os demais pagam 24% de taxa.
         O processo que o Brasil passa a partir da chegada da família real, traz mudanças econômicas, culturais, políticas e estruturais ao Brasil e também a nova capital do império português, o Rio de Janeiro. Com a chegada da corte a cidade, D. João organiza uma nova estrutura administrativa, novos órgãos públicos, como de justiça, criou também o Banco do Brasil, as mudanças feitas fisicamente na cidade do Rio mostra a precariedade que era o Brasil.
         O Ato que consolidaria a importância do Brasil para os portugueses e para o mercado externo foi feito no ano de 1815, onde o Brasil foi elevado a reino unido de Portugal e Algarves, deixando a condição de apenas uma mera colônia e passando a ter importância administrativa e política.
         Correntes de emancipação política vinha desde da inconfidência mineira e baiana, agora, era vez de Pernambuco, que em 1817, eclode a revolução pernambucana. Os motivos foram além dos altos impostos para sustentar a corte no Brasil, uma grande seca em 1816 e também a queda do preços do açúcar e do algodão.
        Os Revoltosos de Pernambuco eram de consenso a proclamação de uma republica com ideais iluministas, esse grupo chega ao poder em Pernambuco, porem D. João VI combateu de forma violenta a revolução enviando tropas, armas e navios. Os rebeldes acabaram entregando-se e os líderes revoltosos condenados a morte.
        Outra revolta iria estourar e dessa vez seria em Portugal, a “revolução liberal do porto”, que ocorre graças ao descontentamento de comerciantes e grupos políticos que espalhou-se por toda Portugal, essa revolução tinha o objetivo, além da volta do Rei, limitar os poderes reais por meio de uma nova constituição e também recolonizar o Brasil.
        O rei D. João queria permanecer no Brasil, porem tropas vieram ao Brasil forçar a partida de sua majestade, deixando em seu lugar o seu filho, D. Pedro. O monarca português percebe o crescente grau de autonomia que o Brasil estava alcançando.
        O Jornalista Laurentino Gomes refere-se a esse momento em seu livro 1822,

Em abril de 1821, D. João VI embarcou de volta para Lisboa. Antes de Partir, recebeu do ministro Tomas Antônio Vilanova Portugal uma carta em tom profético: “A União de Portugal com o Brasil não pode durar muito. Se Vossa Majestade tem saudades do berço de seus avós regresse a Portugal; mas se quer ter a gloria de fundar um grande império e fazer da Nação brasileira uma das maiores potencias do globo fique no Brasil. Onde Vossa Majestade ficar, é seu; a outra parte há de perder

        A partir da volta do Rei a Lisboa, o Brasil acelera o processo de independência pois já não suportava mais a pressão política que pressionava o príncipe e restringia a autonomia da colônia e de D. Pedro, pressionando por sua volta, a elite brasileira organizam para não perder sua autonomia administrativa apoia a permanência de D. Pedro.
         Foi criado o partido brasileiro com pessoas de prestigio como José Bonifácio, Cipriano Barata e Gonçalves Ledo. O partido conseguiu 8 mil assinaturas para que D. Pedro não voltasse para Portugal.
       Ao receber o documento, no dia 09 de janeiro de 1822, D. Pedro diz a famosa frase “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico.” Essa data ficou marcada para a história como o dia do fico, pois D. Pedro permanece no Brasil, e que as ordens vindas de Portugal só seriam obedecidas mediante sua autorização.
       A partir do momento da chegada da corte com a abertura dos portos, as transformações estruturais feitas por D. João VI no Brasil, e a crescente insatisfação de comerciantes em diferentes parte do Brasil e em especial Pernambuco, o Brasil mostrava a crescente busca pela independência, fatos como a desobediência de D. Pedro em permanecer no Brasil mostra que em breve o Brasil iria tornar-se independente de Portugal.
         Outras medidas adotadas por D. Pedro mostrava esse caminho como a expulsão de soldados portugueses do Rio de Janeiro, a nomeação de Jose Bonifácio como ministro, sendo este um brasileiro. D. Pedro buscava o apoio de proprietário rurais, alto funcionários e comerciantes para legitimar a independência e a criação da primeira monarquia nas américas.
          O estopim para a independência de Portugal foram as medidas de Portugal em continuar a limitar autoridade de D. Pedro no Brasil, ele não acatou as ordens e, em 07 de setembro, voltando para Rio de Janeiro no riacho do Ipiranga em São Paulo, D. Pedro I proclamava a independência do Brasil.

          Segundo o Historiador Boris Fausto p. 134 “O Brasil tornava-se independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português.”

         O Brasil passava de colônia a império. As estruturas coloniais permaneciam as mesmas, os mesmos empresários brasileiros, políticos e elite o que mudava era que o Brasil não tinha mais vínculo político comercial com Portugal, porém, para que a independência do Brasil consolida-se, demoraria mais alguns anos.
           Para que a independência política consolida-se de fato, o Brasil enfrentaria problemas internos, pois apenas São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro aceitaram de pronto a proclamação, o restante das províncias continuaram a obedecer as ordens da Metrópole. As tropas lusas foram mantidas nessas províncias desencadeando as guerras de independência.
         A resistência mais forte foi na província da Bahia com a chegada do General português Madeira de Melo, essa nomeação era pra conter o processo de independência no Brasil. Madeira chegou a Bahia com reforços e com a chegada dos soldados expulsos do Rio de janeiro, a Bahia era o local que os portugueses tinham maior contingente militar.
         Os brasileiros expulsos da província da Bahia refugiaram no recôncavo baiano e lá faziam pequenos ataques as tropas portuguesas localizadas na capital. D. Pedro contratou comandantes militares estrangeiros, em 1823 os portugueses ainda estavam em salvador, porem enfraquecidos diante de diversos ataques militares. A situação ficou pior com o bloqueio da Baia de Todos os Santos, onde a recém criada marinha real brasileira bloqueou os recursos, logo as forças portuguesas, abandonaram a Bahia em 2 de julho de 1823.
        Nas guerras de independência ainda ocorreu a batalha de Jenipapo no Piauí organizada pela liderança do Major João José da Cunha Fidie, e suas tropas venceram o combate, porem enfraquecido refugiou-se em São Luiz e por meio de reforços vindos da frota naval brasileira, sitiaram a cidade de São Luís, os portugueses renderam-se em 31 de Julho de 1823.

Um mito recorrente sobre a independência do Brasil diz respeito ao caráter pacifico da ruptura com Portugal. Por essa visão, tudo teria se resumido a uma negociação entre o rei D. João VI e seu filho D. Pedro Com algumas escaramuças isoladas e praticamente sem vítimas. É um erro. A guerra da independência foi longa e desgastante. Durou 21 meses, entre fevereiro de 1822 e novembro do ano seguinte. Nesse período, milhares de pessoas perderam a vida em roças, morros, mares e rios em eu se travou o conflito.  (Gomes, 2010 p.163)

      O processo de independência ainda não acabou faltava o reconhecimento por parte da metrópole como um pais independente porem outros países reconheceram prontamente a independência é o caso dos Estados Unidos, o primeiro pais a reconhecer independência do Brasil. Essa rapidez é associado a sua doutrina Monroe “a américa para os americanos”.
        Depois, o México e a Argentina, em 1825. A França foi o primeiro país da Europa a reconhecer a independência do Brasil. Portugal não queria aceitar a independência. No entanto, com a ajuda da Inglaterra, os dois países chegaram a um pacto: Portugal reconheceria a independência, e em troca o governo britânico exigiu que o Brasil pagasse um débito de 2 milhões de libras que Portugal devia a Inglaterra. Para pagar a indenização para Portugal, o Brasil pediu um crédito a Inglaterra. O Brasil aumentou a sua dívida externa, e a Inglaterra conseguiu lucros com o acordo.
         Observamos a forte influência de outros países no processo de independência do Brasil, buscando sempre ganhar vantagens comerciais nesse processo, a Inglaterra, senhora dos mares, durante séculos começa a articular o seu domínio global em busca de uma forte influência comercial em todo globo. O Brasil fazia parte dos seus planos, vemos a forte influência dela na vinda da família real, na arbitrariedade em busca de vantagens em taxas alfandegarias e na busca por deixar o pais sempre dependente de artigos industriais.
         A partir do século XVIII, os Estados Unidos busca por meio de uma estratégia política bem delimitada, o controle comercial do continente americano influenciando o continente, também por meio de sua independência em 1779.
          A influência dos Estados Unidos por meio do seu processo de independência é um marco na história mundial, pois mostra um caminho para os seus vizinhos. De fato esse novo caminho seria uma certa dependência comercial e mais tarde industrial e tecnológica das colônias do novo continente, inclusive o Brasil, a nova potência que surgia na américa do norte.
          Antes mesmo do domínio dos Estados Unidos a Inglaterra mostrava suas garras pelo globo com a expansão comercial e industrial. O Brasil alcançou sua independência em 1822, por meio de acordos entre as elites em busca de vantagens comerciais, porém o povo não viu grandes transformações sociais, permanecendo o Brasil um país fornecedor de matérias primas e escravocrata, independente politicamente porem dependente economicamente da Inglaterra e futuramente dos Estados Unidos
          O Brasil além de um dívida externa via o seu mercado industrial praticamente nem existir diante da forte oferta de produtos ingleses em todo o território, o processo fica dependente industrialmente graças a falta de capacidade de pensar. Um pais economicamente e educacionalmente forte para enfrentar as mudanças tecnológicas no final do século XIX, o país enfrenta o processo de formação de uma suposta republica formada às pressas devido a defasagem do seu sistema político. Setores do exército e da sociedade organiza em busca dar o golpe conhecido como “Proclamação da República” que vai ocorrer em 15 de novembro de 1889 por meio do Marechal Deodoro da Fonseca.
          Olhando para o momento histórico que o Brasil passou em busca da independência política e econômica, e analisando a história até os dias de hoje, ocorre sempre uma indagação sobre de fato o país é independente ou Não?
          Existe diversas maneiras para olharmos o processo de formação da Nação brasileira por meio de sua cultura, econômica, política e tecnológico. Partido do ponto de vista cultural, o Brasil formou uma das nações mais ricas culturalmente com a miscigenação de diversas etnias e identidades. A miscigenação de Índios, Negros e Brancos fez nascer um povo rico culturalmente e formando uma cultura rica e independente de qualquer outra forma existente, porem no final do século XX e XXI foi influenciada por culturas de países com uma economia forte, é o caso dos Estados Unidos, Japão e países europeus.
         A partir daí, vemos uma crescente influência cultural, tecnológica na vida dos brasileiros dos séculos XX e XXI. O Brasil apesar de possuir uma rica identidade, sofre a pressões econômicas e de países desenvolvidos no cenário da globalização, faz pressionar toda a vida social, cultural, e principalmente econômica do Brasil. Ao observarmos a forte presença econômica de agentes estrangeiros no Brasil, a partir da independência e a falta de um projeto nação calçado em alicerces em que a população possa, de fato, enfrentar os problemas sociais e alcançar a verdadeira independência.   O Brasil permanece até os dias de hoje sofrendo por não ter um projeto nacional consistente que busque a independência de fato, para contribuir com essa ideia vejamos a citação de Darcy Ribeiro.

O Brasil foi regido primeiro como uma feitoria escravista, exoticamente tropical, habitada por índios nativos e negros importados. Depois, como um consulado, em que um povo sublusitano, mestiçado de sangues afros e índios, vivia o destino de um proletário externo dentro de uma possessão estrangeira. Os interesses e as aspirações do seu povo jamais foram levados em conta, porque só se tinha atenção e zelo no atendimento dos requisitos de prosperidade da feitoria exportadora. (RIBEIRO, 2006, p. 404)

       Observamos que desde os tempos da colônia, o Brasil é introduzido como uma colônia exportadora e dependente de produtos industrializados, sendo ele, inserido de forma dependente de um sistema econômico globalizado, onde sua econômica está sendo controlada por atores globais como é o exemplo das grandes corporações multinacionais e transnacionais no séculos XX e XXI
        A forte competição internacional de produtos chineses, a maioria desses produzidos por uma mão de obra escrava, faz com que o Brasil seja prejudicado por uma competição comercial de alta escala. Além disso, somos dependentes de uma massa de investidores estrangeiros, que ao ver perigo político ou econômico, são os primeiros em tirar seus investimentos do território nacional.
         Somos também dependentes de tecnologias em diversas áreas como militar, medicamentos e equipamentos, tudo isso, por não ter a capacidade de investimento em pesquisa e em educação.
          Além de sermos dependentes hoje de todo esse sistema econômico injusto temos uma classe política que pouco pensa no Brasil a longo prazo, vivendo de beneficies dos seus cargos enquanto a população em sua maioria, carece de educação, saúde, segurança e assistência social.
          O Brasil, apesar de ter conseguido a sua independência política de Portugal em 1822, permanece até os dias de hoje dependentes de um sistema político e econômico, onde está sempre prejudicado e onde o povo carece de recursos para que de fato possa ser uma grande nação. Somos um povo mestiço uma nação rica de recursos naturais e culturais, porém não temos planejamento a longo prazo e nossos líderes políticos pensam do mesmo modo que os nossos colonizadores, onde o Brasil continua a ser uma colônia de exploração exportadora de bens primários e mão de obra barata.
           Porém, apesar das mazelas históricas do Brasil e da nossa submissão política e econômica, busquemos meios para a soluções dos problemas que enfrentamos diariamente, o povo brasileiro construído em uma base de mestiçagem fez construir um dos mais importantes povos da humanidade, sejamos positivos como e o nosso grande pensador antropólogo Darcy Ribeiro.

O Brasil e já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso auto-sustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como um nova civilização, mestiça e tropical. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta a convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da terra. (Ribeiro, 2006, p.411)

         Por fim, obtemos um visão sobre a independência do Brasil, passando a entender um processo que pode ter terminado com o reconhecimento de Portugal como um país emancipado politicamente e administrativamente, mas, que permanece a séculos, dependentes de um sistema econômico imposto por grandes potencias globais. A construção do povo brasileiro é marcada por conflitos políticos, golpes e intervenções militares. A democracia chega tardia em nossa terra tupiniquim, e vemos que nossa dependência econômica, social, política é estrutural graças a nossa forma de colonização que e exploratória, cabe, apesar das dificuldades estruturais, nos inventar e construir buscando novos caminhos para o nosso desenvolvimento baseado em uma visão independente de fato, onde o povo possa participar de forma emancipadora e democrática do Brasil.


Por: Bruno Ferreira Graduado em História, Pós Graduado em História Política Econômica e Cultural e Educação Gestão e Planejamento da Ead, Criador do Canal História Total e do Blog: historiabruno.blogspot.com



Referências Bibliográficas


Fausto, Boris. 1930 – História do Brasil / Boris Fausto. 2 ed. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Fundação de desenvolvimento da Educação, 1995.

Ribeiro, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil/ Darcy Ribeiro. – São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Gomes, Laurentino. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a historia de Portugal e do Brasil/  Laurentino Gomes. – 3 ed. – São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2009.

Gomes, Laurentino. 1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil, um pais que tinha tudo para dar errado/ Laurentino gomes. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O homem e suas Angustias.


Por: Bruno Ferreira
No mundo de hoje as pessoas perderam o prazer de estar nos locais nos quais devem estar. Devido a forte pressão social e mais ainda devido a manutenção do sistema capitalista e do padrão de consumo deixando de viver o agora como se fosse algo prazeroso e passando a ter apenas momentos de felicidades durante a semana, deixando de estar por prazer onde trabalha ou estuda, a obrigação da produtividades se tornou algo impositor. O homem consegue viver com liberdade onde a obrigação da manutenção do sistema esta em primeiro lugar, estamos vivendo um grande dilema dos nossos dias.
Os privilégios de alguns esta acima de outros não apenas pelos méritos, mas pelo fato hereditário. De fato o padrão burguês que ganhou o mundo com a dupla revolução dos seculos XVIII ganharam o mundo e deste de então vivemos a merce das possibilidades que o sistema nós dá cotidianamente observamos pessoas cada vez mais alienadas ao status quo, sem nenhuma critica ao sistema que vive, sendo nos tornamos automaticamente reféns do capitalismo e de todo seu aparato cultural e social.
O homem passou no seculo XX e XXI peça chave no sistema capitalista de mercado, ganhamos em tecnologias e aumento na longevidade da vida, porém perdemos no prazer de viver cada dia como se fosse de fato o ultimo. A nossa vida torna se cada vez mais a peça da manutenção de um mundo em que a maioria não acredita, devido as desigualdades sociais, crimes, escândalos de corrupção entre outros. Deixamos de nos preocupar com o que de fato importa curar a nós mesmos de duvidas, doenças psíquicas como stress, cuidar da pessoas que amamos, hoje os profissionais não conseguem fazer em grande parte o que deve ser feito, devido ao excesso de produção exigências os médicos deixaram de curar, o professor deixou de ensinar, o engenheiro e tantos outros profissionais liberais perderam o foco central de sua profissão devido ao stress, pressão social e econômica e vocação para o que de fato se formaram, mais uma vez o dinheiro toma conta do padrão "felicitante de consumo".
Portanto buscar soluções para nós humanos nesse mundo globalizado e cheio de coisas que não leva de fato aos objetivos da verdadeira felicidade é um desafio cotidiano podemos apontar subterfúgios mas a verdadeira felicidade é individual e para grande parte das pessoas não esta apenas no padrão de consumo, enquanto vemos diariamente ricos e uma crescente classe media com angustias profundas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Uma Nova História de Hitler e dos Nazistas


UMA NOVA HISTÓRIA DE
HITLER
E DOS NAZISTAS
O PESADELO DA ASCENSÃO E
A QUEDA DE ADOLF HITLER

Este  é um livro sobre Hitler diferente de todos.
O autor  vai a fundo à personalidade e nos distúrbios de Hitler. Mostra também como tudo influenciou a formação da política nazista.

Se quisermos entender a existência do Terceiro Reich – por que os alemães adoravam Hitler como seu salvador, mesmo quando suas cidades desabavam em torno deles no final de 1945 – é preciso apreciar que tipo de mentalidade concebeu  o Estado Nazista.

Hitler tinha uma personalidade neurótica, instável e  paranoica, cujos acessos de raiva eram  uma manifestação  de  seu  maligno narcisismo e  megalomania -  que proibiam qualquer pessoa  de questionar  sua autoridade.

O narcisismo maligno é uma psicose comparativamente comum exibida por criminosos e  tiranos violentos que  têm  visão distorcida  da realidade  e que não conseguiram desenvolver o senso de moralidade.

 SOBRE O AUTOR: PAUL ROLAND é músico, jornalista e escritor inglês. É autor de mais de trinta livros sobre música, literatura de suspense e história, entre eles "Os Julgamentos de Nuremberg" (2013) e "Nazi Files" (2016), ambos também publicados no Brasil pela Editora M.Books.


Lançamento
Junho -2017

Título:  Uma Nova História de Hitler e dos Nazistas
Subtítulo:  O pesadelo da ascensão e a queda de Adolf Hitler
Autores:  Paul Roland
Áreas de interesse:  1. História 2. Segunda Guerra Mundial 3. História da Humanidade Páginas:  232
Formato: 17x24 cm
Preço: 85,00
Peso: 450 g
Lombada: 1,6
ISBN:  978-85-7680-294-5
EAN:  978-85-7680-294-5
M. Books do Brasil Editora Ltda
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segunda-feira, 29 de maio de 2017

História das Guerras e Batalhas Medievais

História das Guerras e Batalhas Medievais
ISBN: 9788576801221Edição ou reimpressão: Editor: M.BooksIdioma: Português do Brasil, PortuguêsDimensões: 170 x 239 x 17 mmPáginas: 232Tipo de Produto: LivroClassificação Temática: Livros em Português > História > História da Idade Média

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Depoimento de Lula ao Juiz Sergio Moro


A uma serie de videos do Depoimento do ex presidente para o Juiz Sergio Moro de pronto foi respondido as questões pelo senhor Luiz Inacio, o fato entra sem duvida nenhuma para a historia recente do Brasil, sendo um momento que podera no futuro ser analisado com maior cautela por diversos pesquisadores da area de humnas e afins...


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Historia da Guerra da Coreia




O que foi

A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco iminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.

Causas da Guerra

- Divisão ocorrida na Coreia, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob a influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.

- Após diversas tentativas de derrubar o governo sul-coreano, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas norte-coreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).

O desenvolvimento da guerra

- Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os norte-coreanos e devolver o comando de Seul para os sul-coreanos.

- Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Coreia do Sul, enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropas para a zona de conflito para apoiar a Coreia do Norte.

- Em 1953, a Coreia do Sul, apoiada por Estados Unidos e outros países capitalistas, apresentava várias vitórias militares.

- Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente 4 milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.

Fim da Guerra

- Em julho de 1953, o governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana.

- Em 28 de março de 1953, Coreia do Norte e China aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas.

- Em 27 de julho de 1953, o tratado de paz foi assinado e decretado a fim da guerra.

Pós-guerra

Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul segue no sistema capitalista.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Depoimento de Lula


O GOVERNO DO FERNANDO COLLOR (1990 - 1995)



A posse do novo Presidente, em março de 1990, em meio à hiperinflação, foi acompanhada de novas medidas econômicas, organizadas pela ministra Zélia Cardoso de Mello - o Plano Collor. Depois do curto sucesso dos primeiros meses do seu mandato, Collor passou a viver a reversão econômica. Em 1991, a ministra Zélia demitiu-se do cargo, ao mesmo tempo que emergiam sucessivos escândalos envolvendo membros do Governo. Ainda nesse ano, ganhou força a política recessiva, ampliando o desemprego e a miséria da maioria da população. Já no início de 1992, o presidente Collor experimentava uma crescente impopularidade com uma inflação sempre superior a 20%, com sinais preocupantes de elevação.
Outro destaque econômico do governo Collor foi a abertura do mercado à entrada de produtos estrangeiros, com a redução das tarifas de importação, incluindo a eliminação da reserva de mercado, como o da informática. O Governo justificava que a política de comércio exterior, facilitando as importações, produziria a reestruturação da economia, tornando as indústrias nacionais mais competitivas e estimuladas a igualar-se aos padrões internacionais. Muitos opositores acusavam tal política de sucatear a produção interna, irradiando falências e desemprego. Embora breve, o governo Collor deu ênfase à privatização, isto é, à transferência de empresas estatais para o setor privado. Alcançou-se, também, uma parcial normalização nas relações com os credores estrangeiros, ampliando a capacidade de pagamento de dívidas do País. Nesse caso, a política econômica foi favorecida pelo superávit na balança comercial e entrada de novos empréstimos e investimentos estrangeiros. No plano interno, entretanto, agravaram-se as condições de vida da maioria da população.

Plano Collor e o Impeachment

Após quase trinta anos sem eleições diretas para Presidente da República, os brasileiros puderam votar e escolher um, entre os 22 candidatos que faziam oposição ao atual presidente José Sarney. Era novembro de 1989. Após uma campanha agitada, com trocas de acusações e muitas promessas, Fernando Collor de Mello venceu seu principal adversário, Luís Inácio Lula da Silva.




Collor conquistou a simpatia da população, que o elegeu com mais de 42% dos votos válidos. Seu discurso era de modernização e sua própria imagem validou a idéia de renovação. Collor era jovem, bonito e prometia acabar com os chamados “marajás”, funcionários públicos com altos salários, que só oneravam a administração pública.
Sua primeira medida, ao tomar posse no dia 15 de março de 1990, foi anunciar seu pacote de modernização administrativa e vitalização da economia, através do plano Collor I, que previa, entre outras coisas:
-          Volta do Cruzeiro como moeda;
-          Congelamento de preços e salários;
-          Bloqueio de contas correntes e poupanças no prazo de 18 meses;
-          Demissão de funcionários e diminuição de órgãos públicos;

O objetivo deste plano, segundo Collor, era conter a inflação e cortar gastos desnecessários do governo. Porém, estas medidas não tiveram sucesso, causando profunda recessão, desemprego e insatisfação popular.
Trabalhadores, empresários, foram surpreendidos com o confisco em suas contas bancárias. O governo chegou a bloquear   em
moeda nacional o equivalente a oitenta bilhões de dólares.
O governo Collor também deu início às privatizações das estatais e à redução das tarifas alfandegárias. Com produtos importados a preços menores, a indústria nacional percebeu a necessidade de se modernizar e correr atrás do prejuízo.
Seis meses após o primeiro pacote econômico, Collor lançou um segundo plano, o Collor II, que também previa a   diminuição
da inflação e outros cortes orçamentários. Mas, novamente, não obteve êxito e só fez aumentar o descontentamento da população.
A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, não suportou a pressão e em maio de 1991 pediu demissão do cargo. Em seu lugar, assumiu Marcílio Marques Moreira, até então embaixador do Brasil, em Washington. Marcílio não lançou nenhuma medida de impacto. Sua proposta era liberar os preços e salários gradualmente, porém não teve bons resultados.
A esta altura, surgiram várias denúncias de corrupção na administração Collor, envolvendo ministros, amigos pessoais e até mesmo a primeira dama, Rosane Collor. Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha e amigo do presidente, foi acusado de tráfico de influência, lavagem e desvio de dinheiro.
Em entrevista à revista Veja, Pedro Collor, irmão do presidente, foi quem revelou os esquemas, que envolviam também Fernando Collor. A notícia caiu como uma bomba. A população, insatisfeita com a crise econômica e social, revoltou-se contra o governo.
Foi instalada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a fim de investigar a participação de Collor no esquema chefiado por PC Farias. Num ato desesperado para salvar seu mandato, Collor fez um discurso em rede nacional e pediu para que os brasileiros fossem às ruas, vestidos de verde e amarelo, em gesto de apoio ao presidente. Realmente, o povo foi às ruas, mas vestido de preto e exigindo o impeachment de Collor.
No dia 29 de setembro de 1992 a Câmara dos Deputados se reuniu para votar o impeachment do presidente, ou seja, sua destituição do cargo. Foram 441 votos a favor do impeachment e somente 38 contra. Era o fim do “caçador de marajás”. No lugar de Collor, assumiu o vice-presidente, Itamar Franco.

O Plano Real

O Plano Real nasceu no governo Itamar Franco, que nomeou Fernando Henrique Cardoso para o ministério da Fazenda, o qual soube escolher bem sua equipe de economistas e elaborar um plano que realmente controlaria a inflação. O plano teve como objetivo criar uma unidade real de valor (URV) onde todos os produtos ficariam desvinculados da moeda vigente, denominado Cruzeiro Real. Ficou estabelecido que uma URV corresponderia a US$ 1. O Cruzeiro Real se desvalorizava em relação a URV e o dólar. Porém foi determinado um prazo para de vigência e depois a URV passou a ser referencia de cálculo para preços e contratos firmados desde sua criação, o Cruzeiro Real foi deixando aos poucos de ser referência e também o caráter de moeda.
Em 1994 os dois principais candidatos à presidência da republica foram: Lula do PT e Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Partido esse com muitos intelectuais, com destaque para FHC, sociólogo, considerado honesto, professor da USP e universidades estrangeiras. Como foi comentado acima, ele como Ministro da Fazenda conseguiu êxito com o Plano Real e a instituição da URV no governo Itamar, depois de tantos planos fracassados nos governos anteriores. Todo esse quadro era favorável ao PSDB, que formou uma frente partidária, a principio com o PSDB/PFL/PTB todo esse quadro levaria ao seu êxito eleitoral e também a chamada governabilidade, foi eleito Presidente da Republica no primeiro turno.
O PSBB encontrou na Argentina e México, o modelo ideal de plano econômico para controlar a inflação satisfatoriamente. Foi necessário fazer pequenas modificações para implantar no Brasil, denominado de Plano Real.
Nascia o Real como a nova moeda brasileira, valorizada com valor acima do dólar americano, quem diria, era difícil de acreditar, mas era verdade. A nossa moeda ficou tão forte que podemos destacar muitos benefícios: As importações de matérias-primas e máquinas ficaram mais fáceis e tinham seus custos reduzidos. Os produtos importados chegavam para o Brasil com os preços abaixo dos produtos similares nacional. O dólar seria a referencia absoluta para todos os preços. A sociedade em geral apoiou o plano, porque




a inflação chegou ao nível mais baixo em toda a sua história, onde patrões e trabalhadores, não tinham mais razão de reivindicar aumentos. O governo fazia muita propaganda onde falava na melhora do poder aquisitivo dos menos favorecidos, que a partir do Plano Real poderiam comprar a credito, porque as prestações não sofreriam aumento todo mês como antes do plano. O brasileiro passou a comprar mais, a economia foi reaquecida.

A diferença dos planos anteriores é que o Plano Real conseguiu acabar com a indexação da economia sem congelamentos de preços, também foi criada uma nova moeda, o real. Como todo plano precisa de ajustes, o Plano Real também fez ajustes.