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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A guerra dos Canudos "Sertões"



Para entendermos a Guerra dos Canudos e a violência com que foi esmagada a revolta camponesa é preciso restabelecer o cenário histórico em que ela ocorreu. Não pode-se entender Canudos isoladamente, sem conhecer as circunstâncias históricas e políticas que a provocaram.
O Brasil estava em permanente ebulição, desde 13 de maio de 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, acontecimentos espetaculares e traumáticos se sucediam um ao outro. A Questão Militar que vinha se arrastando desde 1883, com o debate em torno da doutrina do soldado-cidadão, que defendia a participação dos oficiais nas questões políticas e sociais do país, teve uma conclusão repentina, com o golpe militar republicano de 15 de novembro de 1889.
A derrubada da Monarquia, que de imediato foi sem derramamento de sangue, terminou por provocar reações anti-republicanas. Uma nova constituição foi aprovada em 1891, tornando o Brasil uma república federativa e presidencialista no modelo norte- americano. Separou-se o estado da Igreja (o que vai provocar a indignação de Antônio Conselheiro) e ampliou-se o direito de voto (aboliu-se o sistema censitário existente no Império e permitiu-se que todo o cidadão alfabetizado pudesse tornar-se cidadão).
As dificuldades políticas da implantação da República se aceleraram com a crise inflacionária provocada pelo Encilhamento, quando o Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, autorizou um aumento de 75% na emissão de papel-moeda nacional. Houve muito desgaste do novo regime devido ao clima de especulação e de multiplicação de empresas sem lastro (mais de 300 em um ano apenas). O presidente da República, Mal. Deodoro da Fonseca chegou a fechar o Congresso, o que serviu de pretexto para a Marinha de Guerra rebelar-se exigindo e conseguindo sua renúncia , o que ocorreu em 23 de novembro de 1891. Deodoro doente retirou-se, sendo substituído pelo vice-presidente Mal. Floriano Peixoto.
Em fevereiro de 1893 estoura no Rio Grande do Sul a revolução federalista, quando maragatos insurgem-se contra o governo de Júlio de Castilhos, conduzindo o estado a uma dolosa guerra civil. Neste mesmo ano em setembro, ocorre o segundo levante da Armada, novamente liderado pelo Al. Custódio de Melo, seguida pela adesão do Al. Saldanha da Gama, que chega a bombardear o Rio de Janeiro, Floriano Peixoto mobiliza a população para a defesa da capital e Custodio de Melo resolve abandonar a baía da Guanabara para juntar-se aos maragatos que haviam ocupado Desterro (em Santa Catarina). A guerra no sul militarmente se encerra com a morte de Gumercindo Saraiva o guerrilheiro maragato em 1894, e com derrota da incursão do Al. Saldanha da Gama na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai em 1895. A guerra tinha produzido mais de 12 mil mortos em uma parte deles havia sido vítima de degolas de parte a parte. Coube ao novo presidente, Prudente de Morais, alcançar a pacificação que é assinada em Pelotas em agosto de 1895.





Foi nesse pano de fundo turbulento, marcado por transformações repentinas e radicais, pela abolição da escravidão, pelo golpe republicano, pelo fechamento do Congresso, pelo estado de sítio, por dois levantes da Armada e por uma cruel Guerra Civil, que a população urbana ouviu com espanto a notícia, em novembro de 1896, de que uma expedição de 100 soldados havia sido derrotada pelos jagunços do interior da Bahia. Começava então a Guerra de Canudos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Virgulino Ferreira da Silva (O Lampião)



Virgulino nasceu em 7 de junho de 1898 na cidade de Vila Bela, atual Serra Talhada, no semi-árido do estado de Pernambuco e foi o terceiro filho de José Ferreira da Silva e Maria Lopes. O seu nascimento, porém, só foi registrado no dia 7 de agosto de 1900. Até os 21 anos de idade ele trabalhava como artesão, era alfabetizado e usava óculos para leitura, características bastante incomuns para a região agreste e pobre onde ele morava.
Sua família travava uma disputa mortal com outras famílias locais até que seu pai foi morto em confronto com a polícia em 1919. Virgulino jurou vingança e, ao fazê-lo, provou ser um homem extremamente violento. Ele se tornou um criminoso e foi incessantemente perseguido pela polícia, a quem ele chamava de macacos.
Durante os 19 anos seguintes, ele viajou com seu bando de cangaceiros, nunca mais de 50 homens, todos com cavalos e fortemente armados usando roupas de couro como chapéus, sandálias, casacos, cintos de munição e calças para protegê-los dos arbustos com espinhos típicos da caatinga. Suas armas eram, em sua maioria, roubadas da polícia e unidades paramilitares como a espingarda Mauser militar e uma grande variedade de armas pequenas como rifles Winchester, revolveres e pistolas Mauser semi-automáticas.
Lampião foi acusado de atacar pequenas fazendas e cidades em sete estados além de roubo de gado, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e saques.
Sua namorada, Maria Gomes de Oliveira - conhecida como Maria Bonita, juntou-se ao bando em 1930 e, assim como as demais mulheres do grupo, vestiam-se como cangaceiros e participou de muitas das ações do bando. Virgulino e Maria bonita tiveram uma filha, Expedita Ferreira, nascida em 13 de setembro de 1932. ainda a informação controversa de que eles tiveram mais dois filhos: os gêmeos Ananias e Arlindo Gomes de Oliveira, além de outros dois natimortos.
No dia 27 de julho de 1938, o bando acampou na fazenda Angicos, situada no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. Era noite, chovia muito e todos dormiam em suas barracas. A volante chegou tão de mansinho que nem os cães pressentiram. Por volta das 5:15 do dia 28, os cangaceiros levantaram para rezar o oficio e se preparavam para tomar café; quando um cangaceiro deu o alarme, já era tarde demais.
Não se sabe ao certo quem os traiu. Entretanto, naquele lugar mais seguro, segundo a opinião de Virgulino, o bando foi pego totalmente desprevenido. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam empreender qualquer tentativa viável de defesa.
O ataque durou uns vinte minutos e poucos conseguiram escapar ao cerco e à morte. Dos trinta e quatro cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros a morrer. Logo em seguida, Maria Bonita foi gravemente ferida. Alguns cangaceiros, transtornados pela morte inesperada do seu líder, conseguiram escapar. Bastante eufóricos com a vitória, os policiais apreenderam os bens e mutilaram os mortos. Apreenderam todo o dinheiro, o ouro e as joias.
A força volante, de maneira bastante desumana para os dias de hoje, mas seguindo o costume da época, decepou a cabeça de Lampião. Maria Bonita ainda estava viva, apesar de bastante ferida, quando foi degolada. O mesmo ocorreu com Quinta-Feira, Mergulhão (os dois também tiveram suas cabeças arrancadas em vida), Luis Pedro, Elétrico, Enedina, Moeda, Alecrim, Colchete
(2)  e Macela. Um dos policiais, demonstrando ódio a Lampião, desfere um golpe de coronha de fuzil na sua cabeça, deformando-a; este detalhe contribuiu para difundir a lenda de que Lampião não havia sido morto, e escapara da emboscada, tal foi a modificação causada na fisionomia do cangaceiro.
Feito isso, salgaram as cabeças e as colocaram em latas de querosene, contendo aguardente e cal. Os corpos mutilados e ensanguentados foram deixados a céu aberto, atraindo urubus. Para evitar a disseminação de doenças, dias depois foi colocada creolina sobre os corpos. Como alguns urubus morreram intoxicados por creolina, este fato ajudou a difundir a crença de que eles haviam sido envenenados antes do ataque, com alimentos entregues pelo coiteiro traidor.
Percorrendo os estados nordestinos, o coronel João Bezerra exibia as cabeças - já em adiantado estado de decomposição - por onde passava, atraindo uma multidão de pessoas. Primeiro, os troféus estiveram em Piranhas, onde foram arrumadas cuidadosamente na escadaria da igreja, junto com armas e apetrechos dos cangaceiros, e fotografadas. Depois, foram levadas a Maceió e ao sul do Brasil.
No IML de Maceió, as cabeças foram medidas, pesadas, examinadas, pois os criminalistas achavam que um homem bom não viraria um cangaceiro: este deveria ter características sui generis. Ao contrário do que pensavam alguns, as cabeças não apresentaram qualquer sinal de degenerescência física, anomalias ou displasias, tendo sido classificados, pura e simplesmente, como normais.




Do sul do País, apesar do péssimo estado de conservação, as cabeças seguiram para Salvador, onde permaneceram por seis anos na Faculdade de Odontologia da UFBA. Lá, tornaram a ser medidas, pesadas e estudadas, na tentativa de se descobrir alguma patologia. Posteriormente, os restos mortais ficaram expostos no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, por mais de três décadas.
O Memorial da Resistência localizado em Mossoró no Rio Grande do Norte é um museu que retrata a história da única cidade nordestina a resistir à invasão do bando de Lampião.
Durante muito tempo, as famílias de Lampião, Corisco e Maria Bonita lutaram para dar um enterro digno a seus parentes. O economista Silvio Bulhões, filho de Corisco e Dadá, em especial, empreendeu muitos esforços para dar um sepultamento aos restos mortais dos cangaceiros e parar, de vez por todas, a macabra exibição pública. Segundo o depoimento do economista, dez dias após o enterro de seu pai, a sepultura foi violada, o corpo foi exumado, e sua cabeça e braço esquerdo foram cortados e colocados em exposição no Museu Nina Rodrigues.

O enterro dos restos mortais dos cangaceiros ocorreu depois do projeto de lei no. 2867, de 24 de maio de 1965. Tal projeto teve origem nos meios universitários de Brasília (em particular, nas conferências do poeta Euclides Formiga), e as pressões do povo brasileiro e do clero o reforçaram. As cabeças de Lampião e Maria Bonita foram sepultadas no dia 6 de fevereiro de 1969. Os demais integrantes do bando tiveram seu enterro uma semana depois .

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Vegetação no Brasil



  Floresta Amazônica:

-   É a maior floresta tropical do mundo, com uma área aproximada de 5,5 milhões de km², dos quais 60% estão no norte do território brasileiro: Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Maranhão.
-  Clima equatorial: extremamente úmido e com chuvas abundantes.
-  Divide-se em três grandes tipos: Igapó (vitória-régia); a Várzea (seringueiras, jatobás e palmeiras) e Mata de Terra Firme(árvores com até 60m de altura).
-  Maior reserva de diversidade biológica do planeta.
- Maior bacia hidrográfica do mundo.
-  Perda de 13,31% de sua área original em virtude da exploração econômica das frentes de expansão agrícola e madeireira.
-  Ciclo da borracha no século XIX: desenvolvimento urbano e modernização.
-  Extrativismo é a principal atividade econômica das comunidades locais: índios, seringueiros e ribeirinhos.
-  Alguns Estados vêm investindo no Ecoturismo.
-  Desmatamento da Amazônia: a extração da madeira é revertida em comércio clandestino.



- Mata Atlântica:

-  É a formação mais devastada do país. Corresponde à área litorânea do Brasil, que foi ocupada desde os primeiros tempos da colonização. Estende-se do Rio Grande do Norte ao litoral de Santa Catarina.
-  Em período colonial cedeu espaço à agricultura canavieira no Nordeste e à produção cafeeira na região Sudeste, reduzindo 7% de sua área original.
-  Clima tropical: quente e úmido.
-  Relevo de planaltos e serras, que impedem a passagem de massas de ar para o interior, provocando chuvas constantes.
-  Sua área abrange as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco.
- Rica em espécies vegetais (jequitibá-rosa, cedro, figueira, ipê, braúna e pau-brasil) e muitos dos animais brasileiros em extinção se encontram em suas florestas.
-   Grandes conglomerados populacionais e urbanos do país. Mais de 70% da população brasileira vive nessa área, reunindo consequentemente os principais pólos industriais, petroleiros e portuários do Brasil, representando 80% do PIB nacional.
-  Desmatamento da Mata Atlântica: as principais áreas devastadas deram origem a pastagens e investimentos imobiliários.





  Caatinga:

-   Ocupa 10% do território nacional, abrangendo os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais.
- Clima semi-árido: temperaturas anuais oscilando entre 25ºC e 29ºC.
- Solo raso e pedregoso.
- A vegetação é típica de áreas secas, com folhas finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água e outras possuem raízes superficiais para captar o máximo da água da chuva.
-  Espécies mais comuns: amburana, aroeira, imbuzeiro, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.
-  A falta das chuvas é o maior problema da região, onde vivem cerca de 20 milhões de pessoas. As secas são cíclicas e prolongadas,
interfirindo diretamente na vida do sertanejo (habitante da caatinga).
-  Produção agrícola e pecuária, que são a base da economia local, são prejudicadas.
-  Problemas sociais: baixo nível de renda e escolaridade, falta de saneamento básico e altos índices de mortalidade infantil.
-  Açudes e poços artesianos são construídos cada vez mais para combater as secas.
-  Desenvolvimento da caatinga esbarra na aridez da terra e instabilidade das precipitações.


  Cerrado:

-  É a segunda maior formação vegetal brasileira. Estendia-se originalmente por uma área de 2 milhões de km², abrangendo 10 Estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas 20% deste total.
- Clima típico tropical, apresenta duas estações bem definidas: inverso seco e verão chuvoso.




- Solo de savana tropical deficiente em nutrientes, abriga plantas de aparência seca, entre arbustos esparsos e gramíneas e o cerradão, um tipo mais denso de vegetação de formação florestal.
- Três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata.
-  Grande biodiversidade.
-  Sua riqueza biológica é seriamente afetada pela caça e comércio ilegal de animais.
-  É o sistema ambiental que mais sofreu alteração com a ocupação humana: atividade garimpeira que devido à contaminação dos rios com mercúrio os assoreou; a mineração desgastando e erodindo os solos e a grande abertura de estradas.
-  Economia destaca-se a agricultura mecanizada (soja, milho e algodão) e a pecuária extensiva.
-  Cerca de 20 milhões de pessoas habitam o cerrado, sendo majoritariamente uma população urbana.
-  Desemprego, falta de habitação e poluição são os agravantes sociais.


  Campos:

-   É uma formação bastante variada. Na região Norte aparece na forma de savana e gramíneas de terras firmes do Amazonas,
Roraima, Pará, Ilhas do Bananal e de Marajó. Já na região Sul, surge como as estepes úmidas dos campos limpos.
-  Os campos do Sul: Pampas Gaúchos, região plana de vegetação aberta e de pequeno porte. Estende-se do Rio Grande do Sul à Argentina e ao Uruguai.
-  Áreas com abundância de água e de boa qualidade, utilizadas para a agricultura (arroz, milho, trigo e soja) e criação de gado.
-  Agricultura mecanizada e moderna.
-  População urbana e bem distribuída pelo território.
-  Os campos do Norte: fronteira entre a Amazônia e a caatinga.
- Áreas secas e de florestas de palmeiras e matas de cocais.
- Principal atividade econômica é o extrativismo: buritis, oiticicas, babaçus e carnaúbas palmeiras para extração de óleos e ceras.
- Região de baixíssima densidade demográfica, quase desabitada.






  Pantanal:

-   É a maior planície de inundação contínua do mundo, formada principalmente pelas cheias do rio Paraguai e afluentes. A região tem cerca de 250 mil km², sendo que mais de 80% fica no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O restante fica principalmente na Bolívia e uma pequena parte ao Paraguai, onde recebe o nome de Chaco.
-  Clima quente e úmido no verão, embora seja relativamente frio no inverno.
-  Constituído por uma savana estépica, alagada em sua maior parte.
- Possui uma impressionante diversidade de fauna e flora.
- 1.132 espécies de borboletas, 656 de aves, 122 de mamíferos, 263 de peixes e 93 de répteis.
- Entre outubro e fevereiro, época das chuvas, fica praticamente intransitável por terra. No restante do ano, o solo forma um
excelente pasto para gado.
-  Principal atividade econômica ligada ao gado bovino.
-   Problemas ambientais do Pantanal: desequilíbrio ecológico provocado pela pecuária extensiva, pelo desmatamento para produção de carvão com destruição da vegetação nativa; a pesca e a caça predatórias; o garimpo de ouro e pedras preciosas, que gera erosão, assoreamento e contaminação das águas dos rios Paraguai e São Lourenço; o turismo descontrolado que produz o lixo, esgoto e que ameaça a tranqüilidade dos animais.


EXERCÍCIOS

1.   (UNIFESP/2003) Brasil, de importador de algodão na década de noventa do século XX, passou a ter exportações significativas na atualidade. No mapa, estão destacados os estados produtores de algodão para exportação. Utilizando seus conhecimentos geográficos, assinale a alternativa que indica corretamente a vegetação nativa da área, o sistema de cultivo e as técnicas principais empregadas.













a)  Campos de altitude, rotação de terras, baixa mecanização.
b)  Coníferas, rotação de cultura algodão/cana-de-açúcar, baixa mecanização.
c)  Gramíneas, rotação de terras, tração animal.
d) Floresta caducifólica, rotação de culturas com pastagens artificiais, alta mecanização.
e) Cerrado, rotação de cultura algodão/soja, alta mecanização.




2.  (ENEM) A Mata Atlântica, que originalmente se estendia por todo o litoral brasileiro, do Ceará ao Rio Grande do Sul, ostenta hoje o triste título de uma das florestas mais devastadas do mundo. Com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, hoje restam apenas 5% da vegetação original, como mostram as figuras.



Considerando as características histórico-geográficas do Brasil e a partir da análise das figuras é correto afirmar que
a) as transformações climáticas, especialmente na Região Nordeste, interferiram fortemente na diminuição dessa floresta úmida.
b)  nas três últimas décadas, o grau de desenvolvimento regional impediu que a devastação da Mata Atlântica fosse maior do que a registrada.
c)   as atividades agrícolas, aliadas ao extrativismo vegetal, têm se constituído, desde o período colonial, na principal causa da devastação da Mata Atlântica.
d) a taxa de devastação dessa floresta tem seguido o sentido oposto ao do crescimento populacional de cada uma das Regiões
afetadas.
e) o crescimento industrial, na década de 50, foi o principal fator de redução da cobertura vegetal na faixa litorânea do Brasil, especialmente da região Nordeste.

3.   Esse domínio apresenta um clima seco, com chuvas mal distribuídas ao longo do ano. Sua vegetação é geralmente caracterizada por árvores e arbustos pequenos, de troncos e galhos retorcidos, de casca espessa protegida por uma camada de cortiça, e com raízes profundas. Esse é o domínio:
a)  dos Pampas.
b)  do Cerrado.
c)  dos Mares de Morros.
d)  da Floresta Amazônica.
e)  da Mata Araucária.

4.  (PUC-SP) – A cobertura vegetal típica do Brasil Central é a do cerrado. Essa vegetação está correlacionada com:
a)  os elevados índices de umidade
b)  os solos ricos em húmus, porém muito permeáveis
c)  o clima tropical, de estação seca bem marcada
d)  o clima subtropical, de prolongada estação seca
e)  os solos endurecidos por uma camada de seixos ferruginosos

5. (FUVEST) – A partir de 1950, cerca de metade das florestas tropicais úmidas do Globo foram derrubadas. Esse desflorestamento, embora com taxas variáveis de área para área, vem ocorrendo principalmente em grandes porções:
a)  da América Latina, do norte da África e do sudeste da Ásia
b)  da América Central, do centro-oeste da África e do centro-sul da Austrália
c)  da América Latina, do centro-oeste da África e do sudeste da Ásia
d)  do norte da América do Sul, do centro-leste da África e do norte da Austrália
e)  do centro-leste da América do Sul, do centro da África e do noroeste da Ásia




6. (VUNES) Em grande parte do litoral brasileiro ocorre um tipo de formação complexa formado por vegetais que apresentam raízes aéreas, classificados como halófilos e hidrófilos, que se desenvolvem em solos salinos e com falta de oxigênio. Assinale a alternativa que indica corretamente esta formação vegetal:
a)  Pantanal
b)  Mata Galeria
c)  Babaçual
d)  Manguezal
e)  Campos sujos

7.  (UFRJ) – A bacia hidrográfica com maior possibilidade de navegação é:
a)  São Francisco
b)  Paraná
c)  Uruguai
d)  Amazônica
e)  Paraíba do Sul

8.  (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ) – A rede hidrográfica brasileira apresenta, dentre outras, as seguintes características:
a)  grande potencial hidráulico, predomínio de rios perenes e predomínio de foz do tipo delta.
b)  drenagem exorréica, predomínio de rios de planalto e predomínio de foz do tipo estuário.
c)  predomínio de rios temporários, drenagem endorréica e grande potencial hidráulico.
d)  regime de alimentação pluvial, baixo potencial hidráulico e predomínio de rios de planície.
e)  drenagem endorréica, predomínio de rios perenes e regime de alimentação pluvial.

9. (FGV) “A hidrovia Paraná-Paraguai requer obras para a expansão do tráfego de cargas, como a dragagem do rio Paraguai, entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS).” Jornal Folha de São Paulo 19/08/97. Considerando-se as condições naturais da área citada acima estima-se que tal dragagem poderá provocar:
a)  um maior alagamento da planície de inundação, pois a retirada de detritos significa a retirada de obstáculos das águas do rio
Paraguai, que avançarão rumo às áreas mais distantes do leito do rio.
b)   uma questão diplomática com a Argentina, pois a alteração no fluxo das águas do rio Paraguai rebaixará sensivelmente o
volume de água da Hidrelétrica de Itaipu.
c)  alterações radicais na paisagem, pois o rio Paraguai percorre um vale em canyon, que será inundado a partir do represamento das águas, a exemplo do ocorrido com Sete Quedas.
d)  um rebaixamento do nível do rio Paraguai e, em decorrência, trechos do Pantanal deixarão de ser alagados durante a cheia,
provocando alteração e mesmo morte de espécies da fauna e flora da região.
e) uma questão diplomática com o Paraguai, pois a alteração no fluxo das águas reduzirá significativamente o volume de águas
da Hidrelétrica de Itaipu, gerando uma crise no fornecimento de energia.

RESPOSTAS


1. E
2. B
3. B
4. C
5. C
6. D
7. D
8. B
9. D