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Linhas Historiográficas


 Em Breve Mais conteudo.

Nesta pagina vou tentar passar um pouco da historiografia, e suas vertentes historiográficas, para isso eu fiz o uso de dois livros, Teoria da História e Domínios da Historia.
Faço uma espécie de uso de minhas palavras, sabendo que uso de pesquisa esses dois livros.

Livro: Teoria da História
Introdução
“A teoria da história é uma área de pesquisa e de reflexão paradoxal. Disciplina obrigatória nos cursos universitários de História constitui um dos cernes da carreira do Historiador, seja ele futuro professor, seja pesquisador. (Livro Teoria da História)”

As origens Antigas ou pré – Modernas
O Surgimento Da História e o Positivismo
A Escola Metódica
A concepção de História em Marx
A Escola dos Annales
A História Nova e Outras Historiografias
O Pós – Modernismo.

Bibliografia
Teoria da história/ Pedro Paulo Abreu Funari, Glaydson José da Silva. – São Paulo: Brasiliense, 2008. – ( Tudo é história; 153)




Livro: Domínios da História

Abordaremos agora uma concepção dos campos da História.

Parte I
Territórios do Historiador Áreas, Fronteiras, Dilemas
História Econômica
História Social
História e Poder
História das Idéias
História das Mentalidades e História Cultural

Nessa segunda etapa abordaremos campos de investigação e linhas de pesquisa

Parte II
Campos de Investigação e Linhas de Pesquisa
História Agrária
História Urbana
História das Paisagens
História Empresarial
História da Família e Democracia Histórica
História do Cotidiano e da Vida Privada
História das Mulheres
História e Sexualidade
História e Etnia
História das Religiões e Religiosidade

Na terceira etapa faz parte a Micro História

Parte III
Instrumentos Metodológicos: Alguns Exemplos

História e Modelos
História e Análise de Textos
História e Imagem: Os Exemplos da Fotografia e do Cinema
História e Informática: O uso do Computador

Conclusão
Caminhos e Descaminhos da História.

Referencia Bibliografia
Domínios da História: ensaios da teoria e metodologia/ Ciro Flamarion Cardoso, Ronaldo Vainfas (org). – Rio de Janeiro: Elsevier, 1997 – 18º Reimpressão.




Historiografia e Teoria da História
CONCEITOS DE HISTÓRIA: os conceitos de História variam de período para período e entre as várias correntes historiográficas, sendo estas as mais importantes:
·         Positivismo: essa corrente visava explicar a História através do estudo dos fatos, datas e personagens históricos considerados importantes durante o período em estudo.
·         Marxismo: o marxismo (também chamado de Materialismo Histórico) tenta explicar as mudanças históricas através das condições materiais, modos de produção ou disputa entre classes sociais existentes em determinado período histórico.
·         História Nova (Escola dos Annales): para essa corrente historiográfica o estudo da História é o estudo do cotidiano de um povo, do modo como viviam, se organizavam, produziam ou se relacionavam política e socialmente.
CONCEITOS DE TEMPO: Varia também de escola para escola e do uso e das características que se considera no estudo da História:
·         Tempo Histórico: conjunto de características de uma sociedade em determinado período de sua História.
·         Tempo Cronológico: é o tempo determinado, medido pelo relógio, contado em anos, séculos, milênios, etc.
Contagem dos séculos:
·         Anos terminados em 00: se o ano termina em dois zeros retiram-se os dois últimos zeros e o valor que ficar corresponde ao século (Ex: 1500 -> 15 -> século XV);
·         Anos terminados em algarismos diferentes de 00: retiram-se os dois últimos algarismos e adiciona-se 1 (um) ao valor que sobrar. O resultado corresponde ao século. (Ex: 1520 -> 15 + 1 -> 16 -> século XVI).
Contagem dos séculos:
·         Se os anos estão na mesma era (a.C. ou d.C.): diminui-se o menor valor do ano do maior valor do ano. (Ex: entre 200 d.C. e 1.800 d.C. = 1.800 - 200 = 1.600 anos transcorridos);
·         Se os anos estão em era distintas (a.C. ou d.C.): somam-se os valores dos anos (Ex: entre os anos 1.200 a.C. e 1.800 d.C. = 1.200 + 1.800 = 3.000 anos transcorridos);
DIVISÃO TRADICIONAL DA HISTÓRIA
É uma forma de se estudar a História dividindo-a em períodos de séculos ou milênios que tenham características mais ou menos semelhantes. É uma divisão que leva em conta, principalmente, a História da Europa.

FONTES HISTÓRICAS
É tudo aquilo que pode fornecer informações sobre determinado período histórico, determinado povo ou civilização. Qualquer coisa que possa ser estudada e gerar conhecimento histórico. Exemplos: Fotos, mapas, músicas, poesias, fósseis, pinturas, etc.
As Grandes Correntes Historiográficas - Da Antiguidade ao Século XX
por Pedro Silva
De Heródoto, o "pai da História", ao século XX, diversas foram as formas encontradas de pensar e escrever a História. O curto texto que se segue, pretende dar a conhecer os passos fundamentais desse percurso.

De uma forma geral costuma dividir-se a evolução do "Processus" histórico em 3 fases distintas: a fase Pré-científica que engloba as historiografias Grega, Romana, Cristã-medieval e Renascentista, a fase de transição, em que se destacam a historiografia Racionalista ou Iluminista e a historiografia Liberal e Romântica e, finalmente, a fase científica em que temos o Positivismo, o Historicismo, o Materialismo Histórico, no século XIX, e a escola dos "ANNALES" e a História Nova, em pleno século XX.

Como já vimos considera-se que o "Processus" histórico se inicia com os Gregos e de facto é com Heródoto de Halicarnasso que em pleno século V A.C. , se faz pela primeira vez uma tentativa de investigação do passado, eliminando tanto quanto possível, o aspecto mitológico. A história começa a abandonar o estudo das "coisas divinas" e começa a preocupar-se com as "coisas humanas". Heródoto procurou além disso estabelecer uma causalidade entre os factos históricos e os motivos que os determinam, factor de extrema importância se considerarmos que esta forma de actuação, esta perspectiva, não é inata ao pensamento grego. Como afirma Barraclough, esta é uma invenção de Heródoto. Além de Heródoto, a historiografia grega contou com outros personagens importantes de que se destacam Tucídides e Políbio. Se Tucídides é importante pelo rigor que coloca na selecção dos testemunhos e pela imparcialidade que pretende introduzir na narrativa, com Políbio faz-se a transição da tradição historiográfica para os Romanos, destacando-se especialmente de entre estes, Tito Lívio e Tácito. No entanto faltou brilho à historiografia romana e em termos concretos pouco se evoluiu relativamente aos helénicos. Se com Tito Lívio e a sua história de Roma ainda se vislumbra a introdução de algum método na investigação dos factos, com Tácito e a sua perspectiva pedagógica, encontramos um relato eivado de parcialidade e preconceitos. Numa análise geral, podemos afirmar que a historiografia Greco-Romana se caracteriza por um sentido pragmático, didáctico e principalmente com os Romanos, pelo surgimento de um espírito de exaltação nacional. A História que com Heródoto e Tucídides apresentava um cariz regionalista, passa com os seus seguidores a assumir uma perspectiva universal.

Com o advento da Idade Média a historiografia sofre um retrocesso e passa a apresentar relações teológicas que lhe imprimem um carácter providencialista, apocalíptico e pessimista. Deus passa a estar no centro das preocupações humanas. É o Teocentrismo. A preocupação do historiador passa a ser a justificação da vinda do filho de Deus ao Mundo, e depois desse evento, analisar as suas repercussões.

A chegada do Renascimento introduz grandes alterações na historiografia, tornando-se de novo o Homem o objecto de estudo, Assiste-se a um ressurgimento da herança cultural da Antiguidade Clássica, acompanhado de um desenvolvimento muito sensível das ciências auxiliares da História, como, por exemplo, a Epigrafia, a Arqueologia, a Numismática, etc. É o tempo do Antropocentrismo.

O período que antecede e acompanha a Revolução Francesa vai ser caracterizado por grandes filósofos, tais como Voltaire, Montesquieu e Jean Jacques Rosseau, que irão lançar as bases filosóficas de um novo Mundo. Como é óbvio, isto irá reflectir-se no estudo da História e dá-se uma nova orientação do sentido de estudo, atribuindo-se mais importância ao estudo das sociedades do que propriamente das grandes personalidades.

A historiografia Liberal e Romântica que surgiria na sequência do movimento liberal que "invadiu" a Europa em pleno século XIX, irá debruçar-se sobre o Homem, as sociedades e os municípios. É uma História eminentemente regionalista, com grande simpatia pela Idade Média (advento das nacionalidades) e que introduz subjectividade na narrativa. É um período de grande divulgação cultural, há um alargamento de público e os historiadores são, nalguns casos, jornalistas como Thierry e Guizot.

Com Auguste Comte são lançadas as bases do Positivismo que, como diz Colingwood, é a aplicação da filosofia às ciências da Natureza. Institui-se um método que ainda hoje é, na sua essência, utilizado e a fim de contrariar a subjectividade romântica, o papel do historiador passa a traduzir-se na pesquisa dos factos (pesquisa particularmente cuidada) e na sua subsequente organização, fazendo a sua exposição através de uma narrativa tão impessoal quanto possível.

Porque o rigor do Positivismo não seria, segundo alguns historiadores, integralmente aplicável às ciências humanas, assiste-se ao surgimento de um movimento denominado Historicista que passa a dedicar grande atenção à subjectividade e interpretação, embora aproveitando muito do método positivo. A História, que segundo os positivistas não deveria ser interpretada mas redescoberta, passa a constituir um processo pleno de subjectividade. É Ranke, que de alguma forma indica a evolução que se vai seguir, ao dar grande importância ao aspecto económico na evolução das sociedades. No entanto, tal tendência só vira a concretizar-se com o aparecimento do Materialismo Histórico de Marx e Engels. Estes dois autores defendem que a História constitui, no seu essencial, uma "descrição" da luta de classes que sempre tem oposto explorados e exploradores. A economia passa a constituir um aspecto de capital importância na evolução das sociedades, nomeadamente no que toca à posse dos meios de produção. Marx divide a História em cinco grandes capítulos e introduz a noção de descontinuidade do processo histórico. O Homem passa a ter um papel mais modesto, passando o estudo das massas a ser mais atento. Há um aproveitamento da filosofia Hegeliana (Tese-Antítese-Síntese), defendendo Marx que a realidade não é a concretização do espírito do Homem, como afirmava Hegel, mas sim o "motor" que condiciona o espírito humano. Segundo Barraclough, o contributo do marxismo é fundamental pela nova orientação que é conferida ao processo histórico, orientação que irá culminar com a escola dos "Annales" e a História Nova.
 

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